CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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domingo, 11 de dezembro de 2011

Projeto de lei quer proibir sacrifício animal em rituais religiosos, deputado estadual Feliciano Filho (PV)

deputado estadual
Feliciano Filho (PV)

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo pretende aumentar o cerco aos sacrifícios de animais feitos durante rituais religiosos no Estado.


De autoria do deputado estadual Feliciano Filho (PV), o projeto foi apresentado na semana passada e agora aguarda aprovação das comissões responsáveis para ser votado, mas já causa polêmica entre os praticantes de religiões de origem africana que usam o sacrifício em seus rituais.


O projeto propõe aplicar uma multa de 300 Ufesps (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), cerca de R$ 5.230, pagos pelo infrator em caso de morte de animais durante as cerimônias.

Em caso de reincidência, esta multa dobraria.


O presidente do Fórum Estadual das Religiões de Matriz Afro-brasileira, Tatá Matâmoride, critica a proposta. Segundo ele, o projeto é inconstitucional.

Ele relembra que a tentativa de estender a lei anti-fumo aos terreiros de candomblé não teve sucesso, por ferir a liberdade religiosa.


"Respeito o deputado, mas o artigo 5º da Constituição [que garante a liberdade religiosa] é muito claro, e não é competência do Estado patrulhar as práticas religiosas", disse Matâmoride.


Segundo o deputado Feliciano Filho, os defensores dos sacrifícios são minoria. "Ninguém é contra a liberdade de culto, mas o crime não pode vir antes da liberdade. Se amanhã alguém inventa uma seita que faz rituais com crianças, como fica?", disse o deputado.


O deputado disse ter recebido denúncias de sacrifício de cães e gatos em rituais religiosos.

Para ele, há requintes de crueldade na execução dos bichos. "Sei de casos onde eles arrancam o pênis e os olhos dos animais, e os deixam agonizando por horas antes de matar", disse Feliciano Filho.


Para Tatá Matâmoride, a tentativa de proibição é fruto da incompreensão dos aspectos que envolvem os sacrifícios nos rituais de origem afro-brasileira.

"Não existe abate de animais domésticos no candomblé, e diferente de outras religiões, não podemos comprar carne no açougue, o animal é morto para ser comido", disse.


"Se proibirem o sacrifício no candomblé, também terão que proibir o Natal.
Ou a morte do peru não é um sacrifício?", argumenta Matâmoride.

RAPHAEL SASSAKI

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um comentário:

  1. Deputado cretino que não tem mais o que fazer. Dveria cuidar de outras coisas muito mais importantes para o estado e o país. Imbecil que deve ser pago por evangélicos que armaram uma inquisição contra as religiões de matrizes africanas. Pois façamos uma cruzada contra estes idiotas.

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