CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Paganismo

                                                                        Paganismo






Paganismo,


[1] é um termo usado para se referir a várias religiões não Judaico-cristãs, no entanto, existem várias definições entre diferentes religiões entre o que pode realmente ser definido como sendo paganismo, sem consenso quanto ao que é correto.


[2] Um grupo mantém o paganismo como um termo que inclui todas as religiões não-abraâmicas. Outros sustentam que o catolicismo romano tem suas raízes no paganismo, enquanto outros sustentam que o paganismo deve referir-se exclusivamente às religiões politeístas, incluindo a maioria das religiões orientais, as religiões e mitologias do povos nativos americanos, assim como as não-abraâmicas religiões folk em geral.
Outras definições mais estreitas não incluem nenhuma das religiões mundiais e restringem o termo às correntes locais ou rurais não organizadas em religiões civis.
 Característico de tradições Pagãs é a ausência de proselitismo e a presença de uma mitologia de vida que explica a prática religiosa.


[3]O termo "pagão" é uma adaptação cristã do "gentio" do judaísmo, e como tal tem um viés abraâmico inerente, com todas as conotações pejorativas entre monoteístas ocidentais,





[4] comparáveis aos pagãos e infiéis também conhecidos como kafir (كافر) e mushrik no Islã.
Por esta razão, etnólogos evitam o termo "paganismo", por seus significados incertos e variados, referindo-se à fé tradicional ou histórica, preferindo categorias mais precisos, tais como o politeísmo, xamanismo, panteísmo ou o animismo.




Desde o século XX, os termos "pagão" ou "paganismo" tornaram-se amplamente utilizados como uma auto-designação por adeptos do neopaganismo.




[5] Como tal, vários estudiosos modernos têm começado a aplicar o termo de três grupos distintos de crenças: Politeísmo Histórico (como a Mitologia celta e o Paganismo nórdico), Folk/étnica/religiões indígenas (como a Religião tradicional chinesa e as Religiões tradicionais africanas) e o Neo-paganismo (como a Wicca e o Neopaganismo germânico).



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Índice

1 Etimologia

2 Cultura

3 Religiosidade

4 Neopaganismo

5 Referências

6 Bibliografia

7 Ver também

8 Ligações externas





 Etimologia

O primeiro registro histórico da palavra data do século IV a. C. e deve-se aos judeus que distinguiam entre judeus e não-judeus, ou os que não cultuavam Yahweh, viviam sem a Torá e conduziam uma vida desregrada. O termo teve origem na necessidade de os judeus construirem uma identidade e uma nação que excluisse todos os que não respeitavam a Lei



[6]. Patriarcado é uma palavra herdada da cultura judaica e derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca; de onde a palavra pátria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. País, pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz




 [7].Nos estudos académicos acerca do Paganismo, têm sido discriminados alguns conceitos de referência:



Paleopaganismo


Incluem-se neste conceito as religiões do antigo Egipto, do mundo greco-romano da Antiguidade Clássica, a antiga religião dos celtas (Druidismo), a religião Norse ou mitologia nórdica, Mitraísmo, bem como as religiões das populações Nativo-americanos, como a religião Asteca, etc.




 Cultura

Na Europa há um tronco da religiosidade pagã, com as suas ramificações germânicas e célticas, que se mostra linear quanto a algumas características:





A sua raiz paleolítica, dos tempos de grupos nomadas de caçadores-colectores, a principal característica é uma forte ligação à terra, à Natureza, tida como sagrada e viva.


A sua origem matriarca, há um sentimento de corresponsabilidade entre todos os membros da comunidade, ligados por laços de parentesco a uma ancestral comum.



Esse sentimento de ancestralidade é partilhado também com a Natureza e particularmente com os seres vivos, levando a um fundamental respeito a todas as formas de vida e existência.



Por isso, a cultura Pagã tem uma relação mágica com a Natureza.



Noção cíclica do tempo, a partir da ciclicidade dos fenómenos naturais
(estações do ano, lunação, movimentos do sol, etc), em contraste à noção linear das culturas de matriz abraâmica.


O consequente sentimento de profunda responsabilidade e parceria com a Natureza, tornando os humanos corresponsáveis pela continuidade do círculo.

O que, por outro lado, também leva a um profundo respeito pelos antepassados, que sacrificaram suas vidas para que a comunidade continue a existir.

Desenvolvimento de uma medicina natural, baseada nas qualidades curativas das ervas, e xamânica, baseada no poder fértil da Natureza e na relação mágica com a realidade.

Havendo uma enorme diversidade entre as muitas religiões pagãs no mundo, estas características ilustram apenas as mais significativas ramificações europeias.



 Religiosidade


Dos pontos comuns a todas as sociedades da Cultura Pagã, surgem as características das religiões pagãs, ou seja, dos esquemas que dão forma e concretude à espiritualidade pagã. Talvez possamos listar, com pouca margem de erros, as seguintes:

Procissão Perchten em Klagenfurt, Áustria, que é um resquício de uma prática realizada pelos pagãos históricos da área. Muitos elementos da cultura e do folclore europeu moderno são originários entre crenças e práticas pagãs.Talvez a principal característica da religiosidade pagã seja a radical imanência divina, ou seja, a divindade se encontra na própria Natureza (o que inclui os humanos), manifestando-se através dos seus fenómenos.


krampus




A ausência da noção de pecado, inferno e mal absoluto. Como a relação com os deuses é sempre pessoal e directa, a ideia de uma afronta à divindade é tratada também pessoalmente, ou seja, entre o cidadão e a Divindade ofendida. Assim, sem noção de pecado, também não há noção de inferno.

Manet cutucou na ferida das pessoas hipócritas, já que retratou uma mulher nua sem idealizá-la como deusa, e também pela sua técnica não considerada acadêmica, onde não havia gradações de cor, e sim grandes contrastes. E os franceses, hipócritas como eram, só aceitavam mulheres peladas com a denominação Vênus, Afrodite, ou qualquer nome feminino inerente a deusas pagãs.



 

 
A sacralidade da Terra também levou à ausência de templos, o que, no entanto, não impede a noção de Sítios Sagrados, em geral bosques, poços ou montanhas. Templos Pagãos são um desenvolvimento muito posterior.

A imanência dos deuses e a ideologia da ancestralidade divina, confere à divindade características antropomórficas e as relações tendem a ser estreitadas ao longo da vivência religiosa.


O calendário religioso se confunde com o calendário sazonal e agrícola, o que lhe confere um carácter de fertilidade. Portanto, as festividades acontecem nos momentos de mudança e auge de ciclos naturais.



Essas relações pessoais humanos/deuses, leva à ausência de dogmatismos ou estruturas religiosas padronizadas, havendo, pois, uma grande liberdade de culto: cada cidadão tem liberdade de cultuar dos Deuses em sua casa, da forma que desejarem. Basicamente, é uma religiosidade doméstica ou de pequenos grupos com laços de sangue ou de compromisso. No entanto, os Grandes Festivais são sempre rituais comunitários, pois comprometem todos os membros da comunidade.


A relação mágica com a Natureza obviamente se traduz numa religiosidade mágica.




A sacralidade da Natureza torna todas as religiões pagãs em religiões de comunhão, ou seja, que não visam dominar a Natureza, mas harmonizar-se com ela.

Por isso, também são religiões intuitivas e emocionais. Em geral, os pagãos valorizam mais a vivência da religiosidade em detrimento das infindáveis discussões metafísicas.


O respeito aos ancestrais e o tradicionalismo que isso implica, faz das religiões pagãs uma experiência de continuidade do egrégor ancestral, ou seja, a repetição dos mesmos ritos, na mesma época, cria a união mística com todos aqueles que já celebraram antes. Nesse momento, o tempo é rompido e se estabelece uma relação mágica com ele também: a repetição do rito torna presente o momento primitivo da sua realização e todos aqueles que, ao longo dos séculos, dele tenham participado.


A perspectiva cíclica do tempo dá a certeza do eterno retorno. Embora alguns povos tenham desenvolvido a ideia de um "Outro Mundo", a vida pós-morte nunca foi um ideal Pagão, pois isso significaria ficar fora do ciclo e, portanto, da comunidade. Assim, o "Outro Mundo" (para aqueles que desenvolveram essa ideia) será apenas uma passagem entre uma vida e o renascimento. O encontro com a Deidade se dá sempre na comunhão com a Natureza, e não no Outro Mundo.


Obviamente, diferentes povos da Cultura Pagã desenvolveram suas liturgias e costumes religiosos típicos, locais e ancestrais, o que pode aparecer como diferenças entre religiões. No entanto, essas características básicas permanecem, pois são típicas do Paganismo.





Neopaganismo





Uma cerimônia no festival anual de Prometheia do grupo politeísta grego "Conselho Supremo de Ethnikoi Hellenes", em junho de 2006.Ver artigo principal: Neopaganismo


O Neopaganismo inclui religiões reconstruídas como o reconstrucionismo do Politeísmo Helênico, Celta ou Germânico, bem como modernas tradições ecléticas como Discordianismo, ou Wicca e suas muitas correntes.





Muitas dessas "reconstruções", como o Wicca e Neo-druidismo em particular, têm suas raízes no Romantismo do século XIX e reter os elementos visíveis do ocultismo ou teosofia que estavam em curso, então, que os distingue religião e folclore histórico rural (paganus).




Referências

1.↑ http://encarta.msn.com/dictionary_/pagan.html

2.↑ http://www.religioustolerance.org/paganism.htm - Robinson, B.A (2000). "What do "Paganism" & "Pagan" mean?" at religioustolerance.org

3.↑ "And it Harms No-one", A Pagan Manifesto, Janet Farrar & Gavin Bone, 1998.[1]

4.↑ "Pagan", Encyclopedia Britannica 11th Edition, 1911, retrieved 22 May 2007.[2]

5.↑ "A Basic Introduction to Paganism", BBC, retrieved 19 May 2007.

6.↑ Debate and dialogue, Maijastina Kahlos, p.19

7.↑ MyEtymology

[editar] Bibliografia

Jacob Burckhardt - Die Zeit Constanting des Grossen (Del paganismo al cristianismo : la época de Constantino el Grande, trad. Eugenio Imaz, México, Fondo de Cultura Económica, 1945).

Carlos Alberto Ferreira de Almeida - Paganismo : sua sobrevivência no Ocidente peninsular, separata Memorian António Jorge Dias, 2, Lisboa, 1975.

J. N. Hillgarth, ed., Christianity and Paganism, 350-750: The Conversion of Western Europe, Philadelphia, University of Pennsylvania Press, 1986.

Ward Rutherford, Os Druidas; Editora Mercuryo, 1992.

Cláudio Crow Quintino; O Livro da Mitologia Celta; Hi-Brasil Editora, 2002.

Stephen McNallen; What is Asatru; Ed. Amazon.

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