CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Orixá: Aje Saluga


Aje Saluga - Divindade da Prosperidade e Riqueza.

AJE SALUNGA








 

FUNDO DO MAR
 MORADA DE DEUSA





REPRESENTAÇÃO DA DEUSA





Aje Saluga ou Anabi como é conhecida pelos próprios muçulmanos, é uma divindade muito cultuada entre o povo Yorubano, pois se trata de um Orisa que quando é tratada costuma trazer riquezas e prosperidade aquele que a trata.

 








Aje é um Orisa feminino, considerada irmã mais nova de Iyemoja, teve seu culto iniciado quando um dos itans de ifá fora revelado, neste itan conta que Ifá se encontrava em uma situação financeira muito ruim, a fome e a necessidade lhe acompanhavam.





Havia uma menina muito feia que dizia ter saído a pouco das profundezas do mar, ninguém gostava dela, ninguém pretendia aceita-la dentro de casa por não aceitar sua feiura, deste modo ela andava vagando pelos caminhos, ruas e estradas à procura de um descanso.












Um dia Ifá abriu sua porta e se deparou com aquela menina feia e ela pediu estadia, sem pensar duas vezes ifá como sempre muito generoso, a aceitou dentro de casa e deu a ela o pouco que tinha para comer e um lugar para descansar.




Durante a noite Ifá foi surpreendido por aquela menina dizendo que estava querendo vomitar, Ifá preocupado com aquilo providenciou uma tijela e estendeu a frente da menina mas ela se recusou, então ele a apresentou uma cabaça e obteve recusa, da mesma forma aconteceu quando ele o ofereceu um jarro, o maior que ele possuia em sua casa, mesmo assim ela se recusou a vomitar ali e disse à Ifá que em sua casa ela estava acostumada a vomitar em um quarto.










Ifá levou-a para o único quarto que aquela casa possuia e chegando lá mais uma vez se surpreendeu quando viu aquela menina vomitando inúmeras pedras preciosas, azuis, amarelas, brancas, e de todos os tipos, incansavelmente.








Pelo caminho, um homem viu o apuro que Ifá estava passando com aquela menina e perguntou se ele podia entrar para prestar ajuda, quando entrou no quarto onde estavam se encantou com tamanha riqueza que aquela menina deixava pelo chão de Ifá e exclamou : "Há! Nós não conheciamos os poderes desta menina, por isso a repudiavamos, e hoje estão revelados!"






Este homem disposto a servi-la , colocou-lhe o nome de Aje Saluga.






Depois disso todos ficaram sabendo dos presentes que Aje havia dado a Ifá e todos queriam recebe-la em suas casas.


Aje Saluga é uma divindade muito rara, por ter seu culto quase extinto.









Poucos conhecem seu culto, e os que conhecem, na maioria se recusam a passa-los à frente.


Seus assentos devem ficar na casa de Osaala, e nunca devem ser tocados por outra pessoa que não seja seu dono.






O assento de Aje deve ser dado ou ganhado, a pessoa não pode simplesmente assenta-la para sí.


Os materiais utilizados devem ser providenciados por seu novo dono, por serem estes materiais de um custo muito alto, geralmente demora muito para se conseguir tudo.




Conchas grandes, caramujos do mar, joias naturais, corais, são os simbolos desta divindade.


Não existem cerimônias abertas para ela, nem festas.


Gosta de arroz cru com mel e farinha perfumada, o local onde Aje encontra-se assentada, não pode ser visitado por muitas pessoas, mostra-se muito tímida e cismada.


Seus rituais devem acompanhar os de Osaala. Possui muito ligação com Esu, Orunmila, Osaniyn e Orisa Ori.






conchas shell
símbolo de Aje Salunga



Ajê Xalugá




Ajê Xalugá cega os homens e também perde a visão


Ajê Xalugá é a irmã mais nova de Iyemoja.


Ambas são as filhas prediletas de Olokun.


Quando a imensidão das águas foi criada, Olokun dividiu os mares com suas filhas e cada uma reinou numa iferente região do oceano.


Ajê Xalugá ganhou o poder sobre as marés.


Eram nova as filhas de Olokun e por isso se diz que são nove as Iyemoja.


Dizem que Iyemoja é a mais velha Olokun e que Ajê Xalugá é a Olokun caçula, mas de fato ambas são irmãs apenas.


Olokun deu às suas filhas os mares e também todo o segredo que há neles.


Mas nenhuma delas conhece os segredos todos, que são os segredos de Olokun.


Ajê Xalugá era, porém, menina muito curiosa e sempre ia bisbilhotar em todos os mares.


Quando Olokun saía para o mundo, Ajê Xalugá fazia subir a maré e ia atrás cavalgando sobre as ondas.


Ia disfarçada sobre as ondas, na forma de espuma borbulhante.


Tão intenso e atractivo era tal brilho que às vezes cegava as pessoas que olhavam.


Um dia Olokun disse à sua filha caçula:


"O que dás para os outros tu também terás, serás vista pelos outros como te mostrares.

Este será o teu segredo, mas sabe que qualquer segredo é sempre perigoso".


Na próxima vez que Ajê Xalugá saiu nas ondas, acompanhando, disfarçada, as andanças de Olokun,


Seu brilho era ainda bem maior, porque maior era seu orgulho, agora detentora do segredo.


Muitos homens e mulheres olhavam admirados o brilho intenso das ondas do mar e cada um com o brilho ficou cego.


Sim, o seu poder cegava os homens e as mulheres.


Mas quando Ajê Xalugá também perdeu a visão, ela entendeu o sentido do segredo.


Iyemoja está sempre com ela, Quando sai para passear nas ondas.


Ela é a irmã mais nova de Iyemoja.


Itòn extraída de "Mitologia dos Orixás", de Reginaldo Prandi.















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