CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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quinta-feira, 15 de março de 2012

INÉDITO: Mau gosto e falta de informação representando um itan de Oyá.




Foi com grande desagrado que tomei conhecimento deste vídeo, que por sinal é uma das piores produções que chegou às minhas mãos.


Não consigo entender como o Ministério da Cultura pode patrocinar e deixar vincular seu nome, como também a Sabesp e a Petrobras. 


Nós que lutamos em busca de uma imagem digna e um conceito severo para ilustrar os itans da cultura “afrobrasileira”, estamos indignados com esta produção, nossa cultura jogada no chão e pisoteada com um vídeo de tão mau gosto.


Para aqueles que não entendem irão ver “Oyá” sendo representada por uma pré-adolescente meio vadiazinha, retardada e sem noção, que ao narrarem um dos seus itans deixa a calcinha e as os seios riscarem a cara do público, insinuando que não passa de uma vagabunda. 


Que longe disso Oyá é retratada como uma grande guerreira e não uma vadia… Antes que a visão da nossa fé seja mais uma vez abalada e jogada na lama, eu acho que os patrocinadores deveriam tomar atitude perante este crime cultural que está sendo postado.


Nunca me senti tão insultado, até ver este filme de mau gosto e péssima produção levando as bandeiras dos patrocinadores.


Veja como se sentem os Adeptos;


http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=5874443&tid=5425185530576344140


Em resposta a solicitação de Erick Wolff, sobre o patrocínio ao curta Yansan, a Sabesp responde:


- A empresa não é responsável pelo conteúdo das obras audiovisuais que apóia. Todo o conteúdo apresentado é de responsabilidade do autor, que responde também a questionamentos legais em caso de possíveis danos materiais e morais.


- Também não compete à Sabesp a seleção dos projetos audiovisuais que serão patrocinados. Segundo o Decreto Estadual 42.992, cabe à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo esta avaliação:


Decreto Nº 42.992, de 1º de abril de 1998


Dispõe sobre a aplicação de recursos de incentivos fiscais por entidades da Administração Indireta


MÁRIO COVAS, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,


Considerando a obrigação do Estado de garantir à população o acesso aos meios culturais; e


Considerando que é função da Secretaria da Cultura coordenar e executar a política cultural do Estado de São Paulo,


Decreta:
Artigo 1º - As entidades da Administração Indireta deverão aplicar recursos de incentivos fiscais, até o limite máximo permitido por lei, em projetos culturais previamente definidos pela Secretaria da Cultura.


Artigo 2º - A Secretaria da Cultura informará às entidades da Administração Indireta tão-logo selecionar projetos culturais, previamente aprovados pelo órgão competente, para fins do disposto no artigo anterior.


- Em acordo com este Decreto, o projeto de Yansan foi aprovado em um programa de apoio a curtas-metragens, realizado pela Secretaria de Cultura em 2005. Todos os inscritos foram avaliados por uma comissão formada por membros da Secretaria e do mercado cinematográfico (diretores, produtores, etc), escolhidos por sua notoriedade e experiência neste meio. Coube à Sabesp somente a destinação dos recursos, repassados com base nas leis de incentivo fiscal.


Assessoria de Imprensa da Sabesp


Tentei por diversas vezes falar com a assessoria de imprensa e ou algum responsável pela Petrobras e Ministério da cultura, porem ninguém responde e ignoram o crime que cometeram contra a nossa cultura.


O lixo = http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=4839&Exib=1


Postado por Ilé-ọba Óbokún Àṣẹ Nàgó'Kọbi às 23:04 10 comentários:


Marcos Arino disse...


Eu vi o curta, parte de um grande projeto cultural da Petrobras.


Mostra a história de Oya na forma de um Mangá Japones.


Eu sou obrigado a discordar da reclamação.


Eu não gosto muito de muitas histórias de Orixá que circulam, algumas vis a vis a nossa ética moral são bastante questionáveis e não poderiam servir de exemplo e fonte de ensinamento. Muitos são no meu entender desvios e depravações de versões históricas e criados para justificar atos correntes.


Esse mito de Oya pode ser contado com algumas variações, como a que ela largou ogun para poder ter filhos, ou a morte de xango, mas, isso não importa. 


Os mitos não tem exata consistência e nem precisam ter, as vezes contam a mesma história de forma diferente. Eles não são relatos históricos e sim uma combinação desses com metafora religiosa.


O conteúdo é esse mesmo e uma leitura romanceada e criativa como a que foi feita leva ao conteúdo. Não creio que tenhamos qualquer fundamento em questionar ou reclamar que aos olhos do valores que temos Oya parece o que foi retratado.


Parece e os mitos assim retratam e tem mitos muito piores.


18 de março de 2010 13:15


Ilé-ọba Óbokún Àṣẹ Nàgó disse...


Sabe Marcos cada um é cada um.


Eu acho que vc tem o direito de gostar e aprensetar o que quiser para seus filhos, cada um cria as crianças onde achar conveniente e os educa como acha melhor.
Já liguei para todas as assessorias de imprensa da maioria dos orgão envolvidos, eles mesmo se esquivam mas n tem controle do que foi publicado, infelizmente ainda acho um lixo aquele filme se pode ser chamado de filme e ainda acho que só tripudiam em cima da cultura a fro, pois respeitam a cultura cristã para tentar fazer algo do genero.


E aí eu uso a mesma resposta que dei no post anterior direcionado ao Zarcel - "O grupo Brasileiro é mais recente e menos unido... para variar"


Por isso que produzem aquelas aberrações.


18 de março de 2010 13:28


Leonardo Crocia disse...


Também discordo da reclamação. Acho o vídeo excelente. É questão de interpretação do vídeo. Entendo como paralelismo entre sociedades tão distantes geograficamente, unidas por apenas uma narrativa de vida. Podemos assistir como a história de uma filha de Iansã sendo mostrada, enquanto narra-se uma lenda da deusa que guia seus passos na vida. Normal como é conosco, que mesmo fazendo sexo, escrevemos a história dos nossos deuses na terra.


18 de março de 2010 13:37


Ilé-ọba Óbokún Àṣẹ Nàgó disse...


Olha como disse cada um cria suas crianças como deve, continuo a reclamar e levarei até onde conseguir, e já levei a varias entidades responsáveis, nem todos acham que as suas crianças devem achar que os icones das outras religioes são puros santos e os nossos icones retratadas como vadias.


18 de março de 2010 13:40


Marcos Arino disse...


Veja, vamos em partes. Não gostei do curta como exemplo instrutivo de nada. Você me interpreta mal.


Mas tenho que ser justo ao comentar, a história que foi usada existe e não posso reclamar nada se alguém pega nossas histórias que as retrata de alguma maneira.


Dezenas de filmes sobre outras religiões foram feitos o clero de cada uma pode reclamar de algumas interpretações mais agressivas ou selvagens como nós também. Mas em todos os casos a gente conhece a história que esta por baixo e pode dizer o quanto a interpretação ou criatividade foi além do que deveria.


Nesse caso aqui é o mesmo. Eu como disse no início já não gosto da história original, mas, tenho que ser correto, eles a retrataram.


A gente pode se incomodar com algumas cenas ou com o fato de terem usado a estética japonesa, mas, isso é arte. O ruim de tudo e vermos divindades retratadas assim, mas, elas eram e são de fatos retratadas como pessoas comuns e com atos comuns, certos e errados nos mitos, esse é ao meu ver um dos grandes méritos que esses mitos tem, qualquer um pode entender e se espelhar.
Creio que estamos falando da mesma coisa, não gostamos da história, creio, mas eu estou colocando que não podemos censurar quem retrata o que foi contado.


18 de março de 2010 13:45


Ilé-ọba Óbokún Àṣẹ Nàgó disse...


Esta postagem foi removida pelo autor.


18 de março de 2010 13:58


Ilé-ọba Óbokún Àṣẹ Nàgó disse...


“Mas tenho que ser justo ao comentar, [..] reclamar nada se alguém pega nossas histórias que as retrata de alguma maneira.”


Ok, existe, mas não foi distorcendo a cultura para aquele lixo que o cristianismo chegou onde chegou... E vou alem não sei porque as pessoas ficaram indignadas com os evangélicos quebrando imagens de Jesus e Nosa senhora, afinal não passava d e gesso... porque existe dois pesos duas medidas?


Nossas deusas podem virar referencia de vagabunda no globo e Nossa senhora não pode ser quebrada e pisoteada?


“Dezenas de filmes sobre outras [...] que deveria.”


Justamente é este alem que foi desperdício do nosso dinheiro nós pagamos aquele lixo que o governo incentivou.


“Nesse caso aqui é o mesmo. Eu como [...] original, mas, tenho que ser correto, eles a retrataram.”


Se já era ruim para vc antes desta porcaria, hj está sendo melhor? Rsss acho estranho, rsssss....


“A gente pode se incomodar com algumas [...] méritos que esses mitos tem, qualquer um pode entender e se espelhar.”


Pois é segundo a igreja Maria madalena era prostituta, hj questionam a posição da mesma na vida de Jesus, quem sabe os itan não ficam melhor com um pouco de cultura, arte oriental e bom gosto... n sou contra a arte mas a vulgaridade, se o diretor tivesse um pouco de bom senso quem sabe n melhoraria o conceito que vc não concorda.


“Creio que estamos falando da mesma coisa, não [...] não podemos censurar quem retrata o que foi contado.”


Sabe o que é pior, um infeliz como o Carlos faz aquele lixo e tanta gente com talento de verdade nem é notado.... fogo neh....


18 de março de 2010 13:59


Ilé-ọba Óbokún Àṣẹ Nàgó disse...


Perante o escracho e ofensa aos membros da religião Afrobrasileria neste Filme Trash. Que se sentem insultados com a imundice produzida com o dinheiro das empresas que deveriam determinar conteúdo e material cultural para os nossos filhos, as empresas envolvidas não se deram o trabalho de respondem, apenas a Sabesp que depois de algumas ligações se prontificou a dar uma resposta aos brasileiros.


Porem a Petrobras ignora, como se divertisse com a desgraça editada nas mãos do diretor Carlos, da mesma forma que acredito que o Sr. Ministro da cultura nem deve ter se dado conta da porcaria que o seu departamento patrocinou.


Será que o gabinete do Sr. Ministro poderia ao menos de dar o trabalho de responder aos internautas e dignos membros da cultura afrobrasileira que estão envergonhados de saber que o Sr. Ministro liberou um lixo como este?


Como será que os católicos se sentiriam ao ver trocar os personagens deste filme com os ícones da sua fé?


Grato Erick Wolff8
14 de abril de 2010 21:35


luizlmarins disse...


Concordo com a reclamação ... sugiro que seja levada até à Secretaria da Cultura.
Do ponto de vista do conceito, o filme é extremamente ruim para a imagem dos Orixás.


15 de abril de 2010 05:32


Ilé-ọba Óbokún Àṣẹ Nàgó disse...


Para que todos possam acompanhar, nada que pertença às bandeiras patrocinadoras do filme, tem sido publicado nos meus veículos de informação, apenas a sabesp teve uma publicação "emergencia".


Erick Wolff8
16 de abril de 2010 16:09
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