CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

DIREITOS E DEVERES DOS POVOS DE TERREIRO

A PALESTRA DIREITOS E DEVERES DS POVOS DE TERREIRO ACONTECEU NO DIA 26 DE JULHO DE 2011, ÀS 19h 45 min NO CENTRO DE CULTURA ADONIAS FILHO/CAFF, NA CIDADE DE ITABUNA/BA.



DR ANDIRLEI NASCIMENTO
PRESIDENTE OAB
SUBSECÇÃO ITABUNA




A PALESTRA FOI UMA SOLICITAÇÃO DE LIDERANÇAS RELIGIOSAS DE MATRIZ AFRICANA, ATRAVÉZ DE SUAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS NA CIDADE, O PONTO DE CULTURA/ACAI E A ASSOCIAÇÃO GRAPIUNA DE ENTIDADES RELIGIOSAS DE MATRIZ AFRICANA/AGREMA, NA BUSCA POR INFORMAÇÕES REFERENTES AOS DIREITOS E DEVERES DESTES COLETIVOS PERANTE A LEI.


PROFERIDA PELA OAB/SUBSECÇÃO ITABUNA, O PRESIDENTE, DR ANDIRLEI NASCIMENTO FEZ A ABERTURA, SEGUIDO DA DRª JUREMA CINTRA, VICE PRESIDENTE E A DRª ZUEINE S. SANTOS, DEFENSORA PÚBLICA. ESTES DISCORRERAM ACERCA DO PAPEL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL PERANTE A SOCIEDADE, DA LEGISLAÇÃO REFERENTE AOS POVOS TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA E RESPONDERAM QUESTIONAMENTOS PARA UM PÚBLICO DA MAIS DE 100 PESSOAS, ENTRE MILITANTES DO MOVIMENTO NEGRO, COMUNICADORES, LIDERANÇAS DE MOVIMENTOS SOCIAIS, ADVOGADOS, SACERDOTES E ADEPTOS DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA DA CIDADE DE ITABUNA E REGIÃO.






BABALORIXÁ RUY DO CARMO PÓVOAS









IYÁLORIXÁ MÃE VANDA/PRESIDENTE PONTO DE CULTURA/ACAI


O BABALORIXÁ RUY DO CARMO PÓVOAS, SUGERIU A ELABORAÇÃO DE UMA CARTILHA CONTENDO A LEGISLAÇÃO ACERCA DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS E DE CARTAS INTERNACIONAIS EM QUE O BRASIL SEJA SIGNATÁRIO PARA DISTRIBUIÇÃO NOS TERREIROS, IDÉIA QUE CONTOU COM O APOIO DA PLATÉIA E FOI MANTIDA COMO ENCAMINHAMENTO PELOS PRESENTES.


ESTIVERAM PRESENTES OGÃNS, EKEDIS, IYAWÒS, EBOMIS E LIDERANÇAS DE TERREIROS/TEMPLOS ENGAJADOS NA LUTA POR JUSTIÇA SOCIAL E POLÍTICAS PÚBLICAS DE REGISTRO, PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO DA CULTURA AFRO BRASILEIRA NA REGIÃO GRAPIUNA.


MÃE VANDA DE OYA


MÃE ZUEINE DE OXUN


MÃE ALBA DE OXOSSE


MÃE LUÍZA DE OXUN


MÃE SÔNIA DE OYA


PAI RUY DE OXALÁ


PAI DIAGONÃN DE XANGÔ


PAI EDAMI DE OXUMARÈ


PAI JOSEVALDO DE OGUN


PAI GENIVALDO DE IFÁ


PAI ROBERTO DE OXOSSE (UNA)


PAI JÚNIOR DE OXUN (PAU BRASIL)


MILITANTES


CHICO DO MNU


EGNALDO DO GRUPO AFRO ENCANTARTE


LOIOLA DO GRUPO HUMANUS


CLÁUDIO LYRIO DO CINE MOCAMBA


COMUNICADORES


VAL CABRAL


CLEONICE ALMEIDA


SONIA AMORIM

O EVENTO FOI UMA PRODUÇÃO DO PONTO DE CULTURA ASSOCIAÇÃO DO CULTO AFRO ITABUNENSE, PROJETO CULTURA EM AÇÃO/CONVÊNIO 022/2008/SECULT/BA / PROGRAMA PONTOS DE CULTURA DA BAHIA/ PROGRAMA MAIS CULTURA/MinC. PARCERIA COM A AGREMA E O CINE MOCAMBA

Lula Dantas


Coordenador Ponto de Cultura/Associação do Culto Afro Itabunense


G 08 Rep. Litoral Sul/Comissão de Comunicação/BA


CNPdC/Colegiado Matriz Africana/Colegiado da Bahia/Sub Comissão de Comunicação


Associação Grapiúna de Entidades de Matriz Africana/Comissão de Comunicação


Fórum de Agentes, Gestores e Empreendedores Culturais do Litoral Sul/Ba
73 3612 0175
9111 7096

CULTURA COMO DIREITO HUMANO

Na integralidade que permeia o ser humano, a expressão cultural é uma necessidade humana que muitas vezes é negada ao excluído. Ao afirmar que cultura é um direito humano, assinalamos que ela não é apenas uma ferramenta que sirva para chegar a algum lugar, mas que é tão fundamental quanto o direito a expressão política livre ou o direito a educação. Impele-nos também a buscar ações e atividades que expressem de forma concreta esta afirmação.


Fonte: http://www.cdhep.org.br/Cultura-como-direito.php

Fórum de Políticas Culturais


Fórum de Políticas Culturais

 Dando continuidade ao Fórum de Políticas Culturais, evento promovido pela Representação Regional do Ministério da Cultura na Bahia e Secretaria de Cultura do Estado, no dia 09 de agosto, terça-feira, às 19h, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, Pç.

Dois de Julho, S/N, Campo Grande, acontece o sexto encontro, ministrado por Luiz Fernando de Almeida, Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.



O objetivo do Fórum é trazer a visão do Ministério da Cultura para gestores, produtores, estudantes, acadêmicos e agentes culturais residentes na Bahia.

 No encontro Luiz Fernando de Almeida falará acerca das Políticas Culturais do IPHAN: Patrimônio, Desenvolvimento e Cidadania.

O debate também se propõe a ampliar diálogos com fóruns e dirigentes de cultura dos municípios, com intuito de fortalecer as ações e programas já existentes, repactuar estratégias e iniciar futuras parcerias, preparando o caminho para a implementação do Sistema Nacional de Cultura.


O IPHAN é a instituição coordenadora da Política e do Sistema Nacional do Patrimônio Cultural, capaz de identificar, produzir e difundir referências para a preservação do patrimônio cultural no plano nacional e internacional, na missão de promover e coordenar o processo de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro para fortalecer identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país.


Luiz Fernando de Almeida, arquiteto, formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, é também especialista em administração e planejamento de programas.

Na área acadêmica, durante 16 anos, lecionou História da Arquitetura e do Urbanismo, História da Arte e Projeto de Arquitetura na Universidade Católica de Santos, Fundação Armando Álvares Penteado e Universidade Paulista.

Desde a década de 80 atua na área de desenvolvimento urbano e participa da reflexão sobre a preservação do patrimônio cultural brasileiro, tendo sido Coordenador do Programa Monumenta em São Paulo e, em 2003, convidado para a sua Coordenação Nacional.

Desde 2006 é presidente do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

* Cultura


Cultura de massa

Cultura de massa (também chamade de cultura popular ou cultura pop) é o total de ideias, perspectivas, atitudes, memes, imagens e outros fenômenos que são julgados como preferidos por um consenso informal contendo o mainstream de uma dada cultura, especialmente a cultura ocidental do começo da metade do século XX e o emergente mainstream global do final do século XX e começo do século XXI.



Fortemente influenciada pela mídia de massa, essa coleção de ideias permeia o cotidiano da sociedade. Em contraste, o folclore se refere a um cenário cultural de sociedade mais locais ou pré-industriais.



A cultura popular é frequentemente vista como trivial e simplificada para que se possa encontrar uma aceitação consensual através do contexto maior. Como resultado, ela tem forte criticismo de várias subculturas (mais notavelmente grupos religiosos e contraculturais) que acreditam-na superficial, consumista, sensationalista, e corrupta.


O termo "cultura popular" surgiu no século XIX, em uso original para se referir à educação e cultura das classes mais baixas.

 O termo começou a assumir o significado de uma cultura de classes mais baixas, separado e se opondo à "verdadeira educação" próximo do final do século, um uso que se tornou estabelecido no período de entreguerras. O significado corrente do termo, cultura para consumo da massa, originou-se especialmente nos Estados Unidos, estabelecendo-se ao final da Segunda Guerra Mundial. A forma abreviada "pop culture" data da década de 1960.



Índice

1 Propagação institucional

2 Cultura de massa e capitalismo

3 Cultura popular


 Propagação institucional

A cultura popular e a mídia de massa têm uma relação simbiótica: cada uma depende da outra em uma íntima colaboração."

—K. Turner (1984), p.4



O ensaio "A Crise da Cultura" de Hannah Arendt, escrito em 1961 sugere que uma "mídia dirigida pelo mercado lideraria o deslocamento da cultura pelos ditames do entretenimento." Susan Sontag argumenta que, na nossa cultura, os mais "...inteligíveis, persuasivos valores são [crescentemente] tirados das indústrias de entretenimento", "debilitam os padrões de seriedade". Como resultado, tópicos "tépidos, suaves e sem sentido" estão se tornando a norma.

 Algumas críticas argumentam que a cultura popular é simplificada: "...jornais que uma vez veicularam notícias estrangeiras agora apresentam fofocas sobre celebridades, fotografias de jovens garotas com pouca roupa... a televisão substituição a dramatização de alta qualidade por jardinagem, culinária e outros programas de 'estilo de vida'...[e] bobos 'reality shows'," ao ponto de as pessoas estarem constantemente imersas em trívias sobre a cultura das celebridades.



No livro de Rosenberg e White Mass Culture (Cultura de Massa, em tradução livre), MacDonald argumenta que "A cultura popular é uma degradada, trivial cultura que esvazia todas as profundas realidades (sexo, morte, falha, tragédia) e também os simples e espontâneos prazeres. . . . As massas, pervertidas por algumas gerações desse tipo de coisa, começou a demandar produtos culturais triviais.

" Van den Haag argui que "...toda a mídia de massa no seu final aliena as pessoas de experiências pessoais e embora pareçam compensar isso, intensificam o seu isolamento moral uma das outras, da realidade e delas mesmas."



Críticos têm lamentado a "... substituição da alta arte e da autêntica cultura folclórica por artefatos industrializados insípidos produziu uma escala de massa a fim de satisfazer o mínimo denominador comum.

" Essa "cultura de massa emergiu depois da Segunda Guerra Mundial e tem levado para a concentração do poder da massa cultural em sempre grandes conglomerados de mídia global." A imprensa popular diminuiu o montante de notícias ou informações e substituiui-as por entretenimento ou cócegas  que reforçam "...medos, prejuízo, a criação de bodes expiatórios, paranoia e agressão.



Críticos de televisão e cinema têm argumentado que a qualidade das produções televisivas têm sido diluídas como a perseguição implacável ao "populismo e avaliações", focando no "insípido, exibível e popular." No cinema, "a cultura e os valores de Hollywood" estão cada vez mais dominando produções de outros países. Os filmes de Hollywood têm mudado de criar filmes com uma certa fórmula pré-definida que enfatizam "...o choque de valores e impressão (impressões) superficial (superficiais)" e efeitos especiais, com temas que focalizam nos "...instintos básicos de agressão, revanche, violência [e] ganância". Os roteiros "...frequentemente parecem simples, um modelo padronizado tirado da estante, e o diálogo é mínimo." As "personagens são superficiais e inconvincentes, o diálogo é também simples, irreal e mal construído."[17]



 Cultura de massa e capitalismo

Como consequência das tecnologias de surgidas no século XIX, a cultura de massa desenvolveu-se ofuscando outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela. A chegada da cultura de massa acaba submetendo as demais expressões “culturais” a um projeto comum e homogêneo — ou pelo menos pretende essa submissão. Por ser produto de uma articulação de porte internacional (e, mais tarde, global), a cultura de massa esteve sempre ligada ao poder econômico do capital industrial e financeiro, configurando aquilo que Noam Chomsky considera uma forma de totalitarismo, baseado na publicidade. Afirma Chomsky que "a propaganda significa para a democracia o mesmo que o porrete significa para o estado totalitário". Desta forma, para Chomsky, a massificação da cultura se dá através de um artifício totalitário, servindo a interesses econômicos.


 Cultura popular

A cultura popular, produzida fora de contextos institucionalizados ou mercantis, teve de ser um dos objetos dessa repressão imperiosa. Justamente por ser anterior, o popular era também alternativo à cultura de massa, que por sua vez pressupunha — originalmente — ser hegemônica como condição essencial de existência.



O que a indústria cultural percebeu mais tarde (e Adorno constatou, pessimista), é que ela possuía a capacidade de absorver em si os antagonismos e propostas críticas, em vez de combatê-lo. Desta forma, sim, a cultura de massa alcançaria a hegemonia: elevando ao seu próprio nível de difusão e exaustão qualquer manifestação cultural, e assim tornando-a efemêra e desvalorizada.



A “censura”, que antes era externa ao processo de produção dos bens culturais, passa agora a estar no berço dessa produção. A cultura popular, em vez de ser recriminada por ser “de mau gosto” ou “de baixa qualidade”, é hoje deixada de lado quando usado o argumento mercadológico do “isto não vende mais” — depois de ser repetida até exaurir-se de qualquer significado ideológico ou político.



No contexto da indústria cultural — da qual a mídia é o maior porta-voz — são totalmente distintos e independentes os conceitos de “popular” e “popularizado”, já que o grau de difusão de um bem cultural não depende mais de sua classe de origem para ser aceito por outra. A grande alteração da cultura de massa foi transformar todos em consumidores que, dentro da lógica iluminista, são iguais e livres para consumir os produtos que desejarem. Dessa forma, pode haver o “popular” (i.e., produto de expressão genuína da cultura popular) que não seja popularizado (“que não venda bem”, na indústria cultural) e o “popularizado” que não seja popular (vende bem, mas é de origem elitista)..