CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Lula anuncia plano nacional contra intolerancia religiosa




Lula anuncia plano nacional contra intolerancia religiosa - 21/11/2008

FONTE: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/11/20/lula_anuncia_plano_nacional_contra_intolerancia_religiosa-586492124.asp




Publicada em 21/11/2008 às 00h02m

Itala Maduell



RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira um Plano Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e se comprometeu a enviar ao Congresso projeto de lei tornando mais rigorosas as punições à perseguição religiosa. Em ato pelo Dia da Consciência Negra, no Rio, o presidente reuniu-se no Rio com líderes religiosos - presbiterianos, católicos, umbandistas e judeus.



Lula recebeu um documento que, entre outros pontos, pede punição a veículos de comunicação que pregam a intolerância religiosa. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal, apareceu de surpresa e assistiu à reunião.



Ivanir dos Santos, babalaô (sacerdote da tradição iorubá), saiu do encontro satisfeito.



- Foi muito bom. Saímos com a certeza de que o presidente vai elaborar um plano de combate à intolerância religiosa e um projeto de lei para ser enviado ao Congresso, em parceria com esse fórum de religiosos e reunindo os ministérios da Justiça, da Igualdade Racial, das Comunicações e a Casa Civil.



Participaram Ivanir, mãe Regina do Bongbosê (filha e neta de africanos) e Pai Zezinho da boa Viagem, do candomblé; Mãe Fátima Damas, da umbanda; dom Antônio Duarte, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio; Marco Amaral, pastor da Igreja Presbiteriana; Sérgio Niskier, presidente da Federação Israelita.



Ivanir abriu a reunião lembrando que em 1994 levou o então candidato Lula ao barracão de mãe Yá Nitinha, no Rio, e que o presidente na ocasião foi alvo de ataques da Igreja Universal pela visita. Todos os religiosos falaram. Dom Antônio, em nome da CNBB, manifestou o apoio da Igreja Católica aos religiosos de matriz africana na luta pela liberdade religiosa:



- Todos reafirmamos nosso apoio à reivindicação, porque a diversidade e a riqueza religiosa é um fato incontestável.



Mãe Beata de Yemanjá, emocionada, chorou ao pedir providências por "não agüentar mais ver seu povo massacrado".



Religiosos pedem punição dura para veículos que estimulam a intolerância

Uma das reivindicações é que o governo proíba patrocínio de órgãos e estatais a veículos de comunicação que estimulam a intolerância. A carta também pede ao Ministério das Comunicações punição a esses veículos com multa e retirada da programação do ar.



Crivella assistiu à reunião em silêncio. Segundo os presentes, o clima era de constrangimento. Ainda estavam presentes a senadora Marina Silva; os ministros Edson Santos (Igualdade Racial) e Orlando Silva (Esporte); Nilcéa Freire (Políticas para as Mulheres); e o governador em exercício, Luiz Fernando Pezão.



A reunião, a portas fechadas, ocorreu no Centro Administrativo do Tribunal de Justiça, antes da inauguração de um monumento em homenagem a João Cândido, o Almirante Negro, na Praça XV. Ao ser anunciado como uma das autoridades presentes à inauguração, Crivella foi vaiado pela platéia.





Depois da reunião, o pastor presbiteriano Marco Amaral destacou que sua presença como representante de "milhões de evangélicos que não se alinham com os absurdos praticados notadamente pela Rede Record e pela Igreja Universal".

- Não queremos apenas tolerância, que pressupõe alguma intolerância; queremos que haja respeito. O cristianismo dialoga, é inclusivo e propositivo.



Niskier destacou a importância do encontro:



- Nós judeus sabemos o que é a intolerância. O compromisso do presidente dá mais consistência na luta pelo respeito e pela dignidade das religiões. Temos certeza de que não vai ficar só nas palavras.



A proposta da comissão para o Plano de Combate à Intolerância Religiosa prevê a aplicação imediata da Lei 10.693, sancionada por Lula em 2003, que obriga as escolas públicas e particulares a ensinar História da África e Cultura Afro-Brasileira.
E que a Secretaria Nacional de Segurança Pública oriente as delegacias de todo o país, como já acontece no Estado do Rio, para que cumpram efetivamente a Lei 7716/89, a chamada Lei Caó, que tipifica o crime de intolerância religiosa.
Crivella não foi encontrado para falar sobre a reunião.




INTOLERÂNCIA RELIGIOSA (Lei 7716/89 – lei Caó)

O jornalista, ex-vereador e advogado Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos, criou a Lei 7716/89, a chamada Lei Caó, que estabelece a igualdade racial e o crime de intolerância religiosa.



A lei Cão tem o nome em homenagem ao seu autor, Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos.



Segue o artigo 20 da Lei Caó.



“Intolerância religiosa é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar as diferenças ou crenças religiosas de terceiros. Poderá ter origem nas próprias crenças religiosas de alguém ou ser motivada pela intolerância contra as crenças e práticas religiosas de outrem”.



(*) Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de um a três anos e multa.



§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.



§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.



§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;

II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.



§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)



Exemplos da Lei na pratica



Dois exemplos reais do que está por vir:



Caso 01 – Rio de Janeiro



No Rio, o pastor da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Trabalhadores da Última Hora Pr. Isaías da Silva Andrade recebeu em sua igreja Rodrigo Carvalho Cruz, conhecido como “Tico”, acusado como autor de roubo e a morte do turista italiano George Morassi, em novembro de 2007. Ali, foi convertido evangélico.



O pastor aconselhou o criminoso arrependido a se entregar para a polícia. Na delegacia, o pastor, relatou: “Tico estava possuído por uma legião de demônios, como o Exu Caveira e o Zé Pilintra. Fizemos uma libertação nele e o convencemos a se entregar hoje”. Por causa dessa declaração, o pastor, que é afro-descendente, caiu vítima da Lei Caó, sendo denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por prática de preconceito religioso contra as entidades do candomblé.



Fazendo aplicação do artigo 20 da Lei Caó, a promotora Márcia Teixeira Velasco fez questão de ser a autora da denúncia contra o pastor afro-descendente, expressando a opinião de que o candomblé e seus praticantes “foram atingidos diretamente com a declaração racista e discriminatória, eis que o denunciado vilipendiou entidades espirituais da matriz africana, com a espúria finalidade de proteção de autor de nefasto crime”.



O caso, que está sendo acompanhado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, onde o babalaô Ivanir dos Santos é membro, é o primeiro onde um pastor é denunciado criminalmente por DISCRIMINAR religiões afro-brasileiras como o candomblé. Se condenado, o pastor pode pegar de dois a cinco anos de cadeia.



Caso 02 – Bahia



O Padre. Jonas Abib, autor do livro, “Sim, Sim! Não, Não! Reflexões de Cura e Libertação”, que adverte os leitores contra os perigos do ocultismo, inclusive as religiões afro-brasileiras. De acordo com o site do Padre. Abib, o livro já teve 81 reimpressões e vendeu mais de 400 mil exemplares, algo muito negativo pois liberdade de expressão não é uma premissa para agredir a crença alheia. Se o padre quer se sobressair, faça um trabalho social ao inves de denegrir as outras correntes filosóficas.



“Padre. Jonas, assim como Paulo, ousadamente denuncia as obras das trevas, levando o leitor a se conscientizar sobre o controle da mente, a ioga, a astrologia, a magia e a evocação dos mortos, revelando a verdade sobre as obras das trevas, com as quais é preciso romper urgentemente”.



Porem, autoridades baianas confiscaram todos os livros do padre no estado da Bahia. O promotor público Almiro Sena acusou Abib de “fazer declarações falsas e discriminatórias sobre o espiritismo e sobre as religiões da África, como a umbanda e o candomblé, assim como incitação flagrante à destruição e desrespeito a seus objetos de culto”.



Ele acrescentou que a violação é mais grave porque “a Constituição estadual [da Bahia] diz que é obrigação do Estado preservar e garantir a integridade, respeitabilidade e permanência dos valores das religiões afro-brasileiras”.



Caso 03 – Bahia



Comissão de combate à Intolerância Religiosa fará denúncia contra Faetec na OAB

Plantão
Publicada em 25/01/2009 às 15h12m

Karine Tavares



RIO - A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa divulgou nota neste domingo sobre o caso de Felipe Gonçalves Pereira, de 13 anos, publicado hoje no jornal Extra. Segundo a reportagem, o jovem teria sido discriminado por uma professora da Faetec, instituição onde estuda, por ser iniciado no candomblé. Felipe teria sido impedido de assistir à aula depois de ser chamado de "filho do capeta" pela professora. O incidente teria acontecido depois de ele ter mostrado aos amigos as contas de candomblé que usava por baixo do uniforme escolar. Na nota, a assessoria de imprensa da comissão afirma que a sua coordenadoria jurídica encaminhou petição à 28ª DP, em Campinho, para que o jovem, a mãe dele e a professora sejam ouvidos imediatamente, já que o inquérito aberto há sete meses não teve sequer uma verificação preliminar. Ainda de acordo com a nota divulgada pela comissão, seu departamento jurídico entregará na próxima terça-feira a denúncia ao Conselho Estadual da Criança e do Adolescente e à Seccional dos Direitos Humanos da OAB.





ESCLARECIMENTO



Segundo a palavra de Deus todos somos irmãos, istó é segundo a carne, o que nos separam são as escolhas de religiões e diferentes credos .



Afinal, cada um dará conta de seus atos ao Deus todo poderoso, mas enquanto vivos e num mesmo planeta temos que ser éticos e respeitosos. Não é certo fazer o mal já que a crença cristã é de que todos serão absolvidos.





Justiça liberta pastor e jovem presos por intolerância religiosa



quarta-feira dia 15 de julho de 2009 às 8:36





Eles divulgaram textos e vídeos que pregavam violência contra religiões afro.

Rio – O Tribunal de Justiça do Rio concedeu liberdade provisória ao pastor evangélico Tupirani da Hora Lores, 43 anos, e ao estudante Afonso Henrique Alves Lobato, 26. Os dois foram os primeiros presos no País pelo crime de intolerância religiosa. A dupla é acusada de postar na Internet vídeos e textos que incentivam a violência contra seguidores de outras religiões.



Em março, Afonso Henrique divulgou na Internet um vídeo com ofensas aos seguidores da umbanda e candomblé. Num dos trechos do vídeo, Afonso Henrique chega a dizer que todo pai-de-santo é homossexual. Eles vão responder em liberdade ao processo criminal que corre na Justiça.



Os dois foram denunciados à polícia pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, formada por representantes de diversas religiões, com apoio do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Polícia Civil. Em 2008, Afonso participou de ataque ao templo espírita Cruz de Oxalá, no Catete. Respondeu a processo e foi condenado a pagar cestas básicas. Se condenados, podem pegar de 2 a 5 anos. O crime é inafiançável e imprescritível
 
Comissão de Combate à Intolerância Religiosa afirma que igrejas neopentecostais promovem uma “ditadura religiosa” no Brasil


Por Renato Cavallera em terça-feira, 30 junho 2009



Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/comissao-de-combate-a-intolerancia-religiosa-afirma-que-igrejas-neopentecostais-promovem-uma-ditadura-religiosa-no-brasil.html



Igrejas neopentecostais promovem uma “ditadura religiosa” no Brasil, acusa documento da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. O texto foi entregue, na sexta-feira, ao presidente do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, Martin Uhomoibai, em visita a Brasília.



O documento acusa a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e seu “discurso xenófobo, racista e de exploração da população carente”, colocando em risco a liberdade religiosa no país.



A IURD, aponta a Comissão, serviu de modelo a outras igrejas, dentre elas a Renascer em Cristo, na perseguição a praticantes da religiosidade afro-brasileira. A comissão acompanha 34 ações judiciais e outros 12 registros de ocorrência em delegacias do Rio de Janeiro.



O relatório, informa a repórter Claudia Lamego, do jornal O Globo, cita o “braço armado” da intolerância religiosa no Rio: “Traficantes e milicianos proíbem manifestações religiosas em templos de umbanda e candomblé nas comunidades dominadas, e ainda expulsam sacerdotes e adeptos, sendo incondicionalmente apoiados, e na grande maioria das vezes incitados, por pastores neopentecostais, líderes religiosos deste ‘rebanho de armas’”.



A Comissão, criada há um ano, é integrada por representantes de 18 instituições, dentre elas a Federação Israelita do Rio, a Sociedade Beneficente Muçulmana, a Congregação Espírita Umbandista do Brasil, a Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Rio.





Comissão de Combate à Intolerância Religiosa lança Cartilha da Liberdade



Artistas, intelectuais e religiosos unem-se pela Liberdade Religiosa

Comissão de Combate à Intolerância Religiosa lança Cartilha da Liberdade



DATA: 21/01 (quarta-feira)

HORA: 10H

LOCAL: Cine Odeon - Praça da Cinelândia / Centro



A Cartilha da Liberdade e o DVD da I Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa serão lançados nesta quarta-feira (21/01), no Cine Odeon, às 10h. A cartilha servirá para orientar as autoridades policiais (civis e militares) a enquadrarem devidamenteo os crimes de intolerância religiosa e racismo. O DVD da Caminhada é o registro da primeira marcha da liberdade ocorrida em Copacabana no dia 21 de setembro. Intelectuais, religiosos de todos os credos e manifestantes tiveram seus depoimentos gravados. A produção e a realização do DVD e da cartilha são da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa que pretende educar e conscientizar a partir das peças.



O lançamento será nacional com distribuição da cartilha para vários estados. Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo enviam caravanas de representantes para o evento.



Presenças confirmadas: Muniz Sodré, Luis Paulo Horta, Carlos Vereza, Denise Tredler (desembargadora, representando o presidente eleito do TJ-RJ, Luiz Szveiter).



Cartilha



Escrito pelo coronel Jorge da Silva - que doou seus direitos autorais a Comissão - o Guia de Luta contra a Intolerância Religiosa e Racismo, traz casos emblemáticos de violação da liberdade de culto e a Lei 7716/89 (Lei Caó), com seu devido enquadramento. A Cartilha da Liberdade leva em consideração a questão racial - que nos casos das casas de religiosidade africana, judeus e muçulmanos - figura como questão de fundo.

A Seppir - Secretaria Especial de Políticas Públicas de Inclusão Racial - está apoiando a iniciativa com a impressão de cinco mil cartilhas.



DVD



Uma produção da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa para levar aos vários templos religiosos o "clima e intensão" da I Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, ocorrida em setembro/08. O objetivo é, já a partir de agora, convocar os religiosos para a II Caminhada que acontecerá no terceirto domingo de setembro.



Programação:



10h - Lançamento da Cartilha da Liberdade

Mesa de lideranças religiosas e autoridades públicas

Presenças confirmadas: Desembargadora Denise Tredler (representando o presidente eleito do TJ-RJ, Luiz Szveiter, e Presidente Regional da Igreja Presbiteriana, Jouberto Heringer.



14h - Mesa de vítimas de Intolerância Religiosa, coordenada pelo Reverendo Marcos Amaral

Vítimas de intolerância religiosa: católico, judeu, muçulmano e umbandista



16h - Debate de Acadêmicos e Artistas em pról da Liberdade Religiosa

Presenças confirmadas: Carlos Vereza ( ator), Muniz Sodré e Luis Paulo Horta



18h - Lançamento do DVD da I Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa



21/01 - Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Em vários estados do país acontecem mobilizações pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Esta data foi criada em memória de Mãe Gilda, vítima de um enfarte fulminante quando viou sua foto publicada na capa da Folha Universal, com o título de charlatã. O caso, julgado em última instância, condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a indenizar os filhos herdeiros da mãe-de-santo.

 
Mais informações:


Comissão de Combate à Intolerância Religiosa

www.eutenhofe.org.br

Tel: 21.22733974 / 97958867

Rosiane Rodrigues



domingo, 6 de março de 2011

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA A UMBANDA: A PERSEGUIÇÃO DA IGREJA UNIVESAL DO REINO DE DEUS AOS UMBANDISTAS


INTOLERÂNCIA RELIGIOSA A UMBANDA:

A PERSEGUIÇÃO DA IGREJA UNIVESAL DO REINO DE DEUS AOS UMBANDISTAS



Publicado em: 10/10/2010

1. INTOLERÂNCIA RELIGIOSA A UMBANDA POR PARTE DOS NEOPENTECOSTAIS DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS



Intolerância Religiosa é um termo que denomina a incompreensão, a falta de reconhecimento e respeito por uma determinada religião. Pode-se atribuir como causa diversos fatores como: religiosos, etnocentristas ou simplesmente por falta de conhecimento e informação. Cabe ao presente artigo discutir a intolerância religiosa como fruto de divergência religiosa, ressaltando a perseguição da Igreja Universal do Reino de Deus aos Umbandistas.



Atualmente a lei 11.635 referendada em 27 de dezembro de 2007 pelo Ministro Gilberto Gil e sancionada pelo Presidente Luis Inácio da Silva, estabeleceu o dia 21 de janeiro como o dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa.
Aponta-se como provável causa da escolha por essa data, o aniversario de falecimento da Mãe Gilda de Ogum, mãe-de-santo que sofreu um infarto fulminante após ver seu nome e imagem atrelados a uma reportagem do Jornal Folha Universal da Igreja Universal do Reino de Deus em uma matéria intitulada "Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes" e ter seu terreiro invadido por fiéis neopentecostais.



É sabido que o Brasil é um dos países mais ricos em diversidades étnicas, constituído por uma pluralidade cultural e religiosa, mas que ainda possui uma dificuldade imensa em conviver com o diferente. Convivemos com o preconceito, tentamos maquia-lo, porém fica nítido que ainda participamos do branqueamento da história, em negar, ou melhor, recusar-se a aceitar a presença da influencia negra e de suas religiões.



No que diz respeito aos cultos religiosos de matriz afro-brasileiros – a Umbanda em especial - a grande maioria das pessoas são influenciadas pelo senso comum de que a Umbanda é coisa do mal, primitiva e pagã. Aponta-se para tal repudio diversos fatores, porém o que nos chama mais atenção é a crueldade na qual o Bispo Edir Macedo descreve a Umbanda.



Em seu livro publicado pela Editora Gráfica Universal Ltda., no ano de 1990 intitulado "ORIXÁS, CABOCLOS E GUIAS: Deuses ou Demônios?" O Bispo Macedo faz uma analise preconceituosa, distorcida e ofensiva sobre a Umbanda e suas entidades.

O que nos chama mais atenção para o conteúdo de tal livro, é a influencia que ele exerce sobre os "seguidores" de tal religião. Ele insufla seus fiéis a serem preconceituosos e a desrespeitar os umbandistas.



"... o bispo Macedo tem desencadeado uma verdadeira guerra santa contra toda obra do diabo. Neste livro, denuncia as manobras satânicas através do kardecismo, da umbanda, do candomblé e outras seitas similares; coloca a descoberto as verdadeiras intenções dos demônios que se fazem passar por orixás, exus, erês, e ensina a fórmula para que a pessoa se liberte do seu domínio."



Mesmo tido como um país laico, o Brasil desenvolve uma espécie de mecanismo para recusar religiões de matrizes africanas. Ao longo do período colonial os negros escravos foram proibidos de cultuar seus deuses e impostos à catequese, durante o estado novo observa-se uma grande repressão aos terreiros que ao mesmo tempo em que eram reprimidos também eram explorados, pois para atuarem precisavam pagar altos impostos.



Segundo a Constituição Federal de 1988 em seu 5° artigo observa-se uma grande conquista, pois estabeleceu que todos são iguais perante a lei, garantindo aos residentes no Brasil liberdade, igualdade e segurança.

Cita também a liberdade que o cidadão brasileiro terá para exercer cultos religiosos, garantindo proteção aos locais de culto e liturgia.

"Art. 5°. Todos são iguais perante a lei. [...]

VI. É inviolável a liberdade de consciência e crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Sendo assim conclui-se que a liberdade religiosa tem respaldo constitucional. Porém a realidade é outra. Diariamente observamos atos de preconceito religioso, mas no que concerne a Umbanda pouco se tem feito para evitar. No livro Candomblé – Diálogos fraternos para superar a intolerância religiosa de Rafael Soares, alguns casos citados para ilustrar o grau assustador que o desrespeito e o preconceito aos candomblecistas e umbandistas chamam a atenção:

"Encontradas em orelhão do Shopping Iguatemi, de Salvador, BA, frases que comparam Senhor do Bonfim e Oxalá ao Diabo.A ialorixá Jacira Ribeiro dos Santos, do Terreiro Axé Abassá de Ogum, em Itapuã foi agredida fisicamente e verbalmente por dois evangélicos da Assembléia de Deus."

Como se observa, o dia em que haverá respeito à liberdade religiosa que o cidadão possui garantida por lei está longe. Um exemplo prático de desrespeito é o livro que o Bispo Edir Macedo escreveu, e que consequentemente incitou seus fieis a serem preconceituosos será usado para elucidar a intolerância religiosa a Umbanda por parte dos evangélicos.

"Sempre desejei colocar em um livro toda a verdade sobre os orixás, caboclos e os mais diversos guias, os quais vivem enganando as pessoas e, fazendo delas "cavalos", "burrinhos" ou "aparelhos", quando Deus as criou para serem a Sua imagem e semelhança."



Para quem não possui conhecimento sobre a ideologia umbandista, quem desconhece o significado dos rituais e para quem não sabe o que é e quem são os orixás, as palavras usadas para denominar a Umbanda na concepção de

Edir Macedo pode até ser palpáveis, ainda mais quando mais de 2 milhoes de pessoas o enxerga como ídolo e simbolo de pureza.

Primeiramente associar um Orixá ao demonio para um umbandista, soa como comparar Nossa Senhora Aparecida ao Diabo para um catolico. O desrespeito ao primeiro é o mesmo que o segundo. Um orixá é um deus que representa um elemento da natureza, segundo Patrícia Birman são divindades africanas relacionados com determinados domínios da terra. Não existe nada de diabólico como prega muitas pessoas.

Segundo Vagner Gonçalves os cultos afro-brasileiros, por serem religiões de transe, de sacrifício animal e de culto aos espíritos tem sido associados a certos estereótipos como "magia negra", isso pode ser explicadas pelo fato dessas religiões serem originarias de segmentos marginalizados da nossa sociedade: "coisa de negro". A Umbanda é a síntese do encontro da cultura e da religião de três povos: índios, negros e brancos. A soma das crenças destes três deu base para a doutrina da Umbanda, mais tarde somada a preceitos espíritas da corrente kardecista.

"O povo brasileiro herdou, das práticas religiosas dos índios nativos e dos escravos oriundos da África, algumas "religiões" que vieram mais tarde a ser reforçadas com doutrinas espiritualistas, esotéricas e tantas outras que tiveram mestres como Franz Anton Mesmer, Allan Kardec e outros médiuns famosos. Houve, com o decorrer dos séculos, um sincretismo religioso, ou seja, uma mistura curiosa e diabólica de mitologia africana, indígena brasileira, espiritismo e cristianismo, que criou ou favoreceu o desenvolvimento de cultos fetichistas como a umbanda, a quimbanda e o candomblé."

Edir Macedo parte do pressuposto etnocentrista que as demais doutrinas religiosas são pagas. Somente a doutrina seguida pela Universal do Reino de Deus é a certa. Ao longo de seu livro os orixas são comparados a demonios de forma continua.

"No candomblé, Oxum, Iemanjá, Ogum e outros demônios são verdadeiros deuses (...) Na umbanda, os deuses são os orixás, (...)Na realidade, orixás, caboclos e guias, sejam lá quem forem, tenham lá o nome mais bonito, não são deuses. (...)são espíritos malignos sem corpo, ansiando por achar um meio para se expressarem neste mundo, não podendo fazê-lo antes de possuírem um corpo."

Ao longo de seu livro além de ironizar as mães e pais de santo, os orixás, o culto religioso, fica nitido o desejo de Macedo de insuflar seus fieis contra o povo umbandista. Macedo discreve possiveis formas de contrair um demonio, tais como a convivencia com um umbandista, até a comida feita por um. Algo além do preconceito é a acusação de que a comida feita pelas baianas seriam nocivas a saúde. Fato que sabemos que é inócuo.

"Todas as pessoas que se alimentam dos pratos vendidos pelas famosas baianas estão sujeitas, mais cedo ou mais tarde a sofrer do estômago. Quase todas essas baianas são filhas-de-santo ou mães-de-santo que "trabalham" a comida para terem boa venda."

A idéia da possessão também é discutida no livro de Macedo. Sempre de uma forma distorcida e preconceituosa, ele a descreve como "estado em que uma pessoa é possuída por espíritos imundos", mas na verdade trata-se de uma mudança radical, que segundo Patrícia Birman coloca em cheque várias idéias preconcebidas que cultivamos na nossa cultura. Possessão é o contato com o sobrenatural, em poucas palavras, uma pessoa recebe em seu corpo o espírito de outra. Uma vez possuída a pessoa age sobre a vontade do espírito que a tomou. A pessoa possuída se torna irreconhecível. Observe:

"A idéia de possessão não está vinculada somente aos cultos afro-brasileiros. Aqui, em nosso país, esse fenômeno se apresenta em muitos cultos distintos que seguem princípios religiosos variados,"

Até mesmo uma lista de sintomas que indicam que a pessoa está possuída o Bispo Edir Macedo tratou de formular. Esta lista possui 10 sintomas como: nervosismo, dores de cabeça constantes, insônia, medo, desmaios ou ataques, desejo de suicídio, doenças que os médicos não descobrem as causas, visões de vultos ou audição de vozes, vícios e depressão.

Tento formulado os sintomas de como a possessão se manifesta, Macedo faz outra afirmação que deixa nítido o preconceito e o desrespeito:

"O diabo tem tentado confundir o povo e até certo ponto tem sido bem-sucedido. O Brasil, por exemplo, tem mais de um terço da sua população nas suas garras. São mais de 40 milhões de espíritas que estão enganados e precisam conhecer a verdade só revelada por Jesus. O que sobra da população brasileira, ora vive consultando os "guias" nos terreiros, ora vive amedrontada e escondida. Poucos são os que têm a coragem de entregar a Cristo suas vidas e se alistarem na luta contra o diabo e seus demônios."
Edir Macedo afirma que o diabo anda pelas ruas a espera de uma vitima. Um suposto auxiliar da criatura maligna induz os bons a frequentarem os terreiros, para que lá recebam o demonio. Para ele o fato de se entrar em um terreiro, ou mesmo conviver com um umbandista é motivo suficiente para estar possuido por um demonio. Segundo Macedo "Essa religião tão popular no Brasil é uma fábrica de loucos e uma agência onde se tira o passaporte para a morte e uma viagem para o inferno".

Desde o inicio dos tempos, cada sociedade buscou entender o homem e sua origem. A busca pelo entendimento de como a humanidade e tudo que está a sua volta se formou, foi sempre uma duvida em todas as sociedades, e cada uma delas desenvolveram um mito. Segundo a tradição cristã, por exemplo, foi Deus quem criou tudo; já para os africanos foi Olorun o criador do mundo, e ao criar os seus orixas terminaria de criar tudo o que existe na natureza.

Na concepção umbandista, cada individuo tem um orixá, que possui a necessidade de ser alimentado. Ao identificar o orixá, determina-se que tipo de oferenda é a correta. Exemplo: se uma pessoa possui como orixá Iemanjá, é errôneo oferecer a ela cachaça numa encruzilhada, já que esta é a preferência dos Exus. É o orixá que determina fatos que aconteceram na vida de uma pessoa, assim como o comportamento desta. Essa personalidade segue as características de seu orixá.

Ao descrever o que são as oferendas, e como elas são feitas, Macedo resume a oferenda a um orixá como pacto com o demônio para conseguir algo em troca. Em poucas palavras a define assim:

"Muitas pessoas estão hoje nas mãos dos espíritos demoníacos devido à impaciência. (...) Quiseram a solução rápida, a resposta imediata; não se preocuparam com o meio correto para alcançá-las. Conclusão: acabaram perturbadas, doentes e endemoninhadas. É aí que entra a umbanda, quimbanda, candomblé (...), que são os principais canais de atuação dos demônios, principalmente em nossa pátria. Os "trabalhos" e "despachos" são exigências dos demônios e podem ser os mais variados possíveis, indo de comidas e bebidas até os mais diversos presentes. (...) Todos os trabalhos e despachos têm uma única finalidade: satisfazer ao "santo" para conseguir favores, a curto prazo. É feito um negócio entre a pessoa e o demônio."



Segundo a crença umbandista, os orixás interferem na nossa vida, por isso os rituais são feitos especialmente para homenageá-los. As oferendas oferecidas a eles são os despachos feitos em locais que imaginam que os orixás possam estar. Exemplo: as oferendas oferecidas a Iemanjá – por ela ser uma divindade das águas salgadas – são feitas no mar ou nas praias.

Ao longo de seu livro Macedo discreve sua igreja como o lugar perfeito para manter-se em contato com Deus, reduz as praticas umbandistas e esotericas a atividades satanicas, cujo o único intuito é causar o mal. Mas vale lembrar que o homem que tanto prega a Deus, ao longo de sua carreira o que mais vem demonstrando é o desrespeito as demais religioes. Um artigo da revista VEJA mostra o grau da intolerancia religiosa que Edir Macedo incita em seus fieis:

"A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa entregou ontem ao presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Martin Uhomoibai, e à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial relatório que diz existir uma "ditadura religiosa" promovida pelos neopentecostais no Brasil. O documento aponta a Igreja Universal do Reino de Deus como propagadora da intolerância religiosa no país, incitando a perseguição, o desrespeito e a "demonização", especialmente da umbanda e do candomblé."

Se o preconceito não estivesse presente nas falas de Edir Macedo, provavelmente não veríamos lastimável fato. Constantemente seu nome está ligado a episódios dramáticos de preconceito. Seu livro "ORIXÁS, CABOCLOS E GUIAS: Deuses ou Demônios?" foi tão preconceituoso, que sua venda foi suspensa.

"A juíza Nair Cristina de Castro, da 4ª Vara da Justiça Federal da Bahia, determinou na noite de quarta-feira (9) a suspensão da venda do livro "Orixás, Caboclos e Guias Deuses ou Demônios?"escrito pelo bispo Edir Macedo, (...) A ação civil pública contra a venda do livro foi movida pelos procuradores Sidney Madruga e Cláudio Gusmão, que consideraram a obra "degradante, injuriosa, preconceituosa e discriminatória" em relação às religiões afros-candomblé, umbanda e quimbanda."

Sendo assim, fica nítido que o mau exemplo dado por um líder religioso como Edir Macedo só faz aumentar o preconceito contra as religiões de matrizes afro, e anula quaisquer possibilidades de erradicar a intolerância religiosa. Em uma sociedade cujo homem desfruta do livre arbítrio, o que deve predominar é o respeito à pluralidade e as diversas formas de manifestações divinas.

Episódios tristes diariamente chamam nossa atenção no que concerne ao preconceito que os adeptos das religiões afros sentem. Terreiros constantemente são invadidos por fiéis das igrejas neopentecostais da Universal do Reino de Deus. Tal preconceito reflete nas ruas, nas escolas e em locais públicos como hospitais.

Temos que o Brasil considerado como um país laico deveria oferecer liberdade religiosa a todos, mas podemos observar que tal direito restringe-se somente aos papéis, pois aqueles que seguem uma doutrina diferente daquelas predominantes ficam sujeitos a serem rechaçados e ironizados, como é o caso dos milhares de adeptos das religiões afro que acabam por serem denominados por macumbeiros, palavra de significado deturpado, pois na realidade significa antigo instrumento musical de percussão.

Ao longo da historia observa-se diversas formas de se explicar Deus, seja de forma politeísta ou não. Cada sociedade deve ter o direito de expressar suas crenças, assim como todo cidadão também, ainda mais quando existe um respaldo jurídico como no Brasil. Independente de credo ou etnia o importante é manter o respeito à diversidade cultural.



NOTAS



 Religião formada no Brasil (...) por uma seleção de valores doutrinários e rituais, feitos a partir da fusão dos cultos africanos congo-angola, já influenciado pelo nagô, com a Pajelança (...) sofrendo ainda influencias dos malês islamizados, do catolicismo e do espiritismo(...)(CACCIATORE, Olga Gudolle,1977, pag. 242)



Edir Macedo nasceu no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1945, é o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que possui cerca de dois milhões de fieis. Nasceu em uma família católica, e por muitos anos também foi. Sabe-se que por muito tempo também freqüentou terreiros umbandistas, para depois tornar-se evangélico. Até que em 1977 fundou sua própria igreja – Igreja Universal do Reino de Deus. Hoje além de Bispo, também é proprietário da emissora Rede Record e escritor evangélico.

 MACEDO, Edir, Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demonios? Ed. Grafica Universal, 1990, p. 3-4.
 Constituição da Republica Federativa do Brasil.Disponível em: . Acesso em: 10 junho. 2010, 16:30:30.
 OLIVEIRA, Rafael Soares. Candomblé Diálogos fraternos para superar a intolerância religiosa. 2° ed. Rio de Janeiro, Koinonia, 2007, p.10.
Apud MACEDO... p.6
Apud Ibid., p. 8.
 Etnocentrismo é a visão de mundo que um grupo de pessoas, ou uma sociedade, possui de outra. Muito mais que uma visão de mundo, é uma opinião sobre a cultura daquele povo, vista a partir de um julgamento, utilizando-se a cultura de seu povo como padrão. Trata-se da dificuldade em aceitarmos a diferença.
 Apud Ibid., p. 9-10.
 Apud Ibid., p. 31.
 BIRMAN, Patrícia, O que é Umbanda. São Paulo, Coleção Primeiros Passos, Ed. Abril Cultural/ Brasiliense, 1985, p. 8.
Apud MACEDO... p. 52.
"Olorun Deus Supremo dos iorubas, criador do mundo, mas que não tem altares nem sacerdotes. Criou o homem e a mulher, grosseiramente, de barro. Mandou seu filho Obatalá fazer os detalhes (membros e feições) e insuflou-lhes vida. Encarregou Obatalá (Oxalá) de dirigir o mundo e as criaturas." (CACCIATORE, Olga Gudolle,1977, pag. 192)
 Apud Macedo... p. 77.
Escrito pelo colunista Reinaldo Azevedo
 Comissão vai á ONU acusar Igreja Universal de intolerância religiosa: Revista Veja, 2009. Disponível em:. Acesso em: 11 junho. 2010, 10:15:30.
Juíza suspende venda de livro do bispo Edir Macedo: Folha Online, 2005. Disponível em: . Acesso em 11 junho. 2010, 19:45:30.