CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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sábado, 29 de dezembro de 2012

2013 - O ANO DA SERPENTE DE ÁGUA! E DENTRO DO CULTO DE MATRIZES AFRICANA FREKUEN A SERPENTE FÊMEA





Para nós ocidentais, que seguimos o Calendário Solar, o ano será 2013, mas para os chineses, será o ano 4711 (um ano 11-11!), pois eles seguem o Calendário Lunar, que tem duração de 12 meses e 29 dias, portanto, iniciará em 10 de fevereiro de 2013 e terminará em 30 de janeiro de 2014, tendo as características do signo da Serpente.

Embora simpática, agradável e até cheia de carisma, a serpente de Água não perde a oportunidade de dar um bote. 

Foco, grande poder de concentração e fidelidade ao seu planejamento estratégico são suas marcas. 

Coisas sem importância ela deixa pra lá, importa-se realmente só com o que colabora para a realização de seus objetivos.

Intuitiva e estrategista, a Serpente segue seu planejamento e domina a arte de administrar e controlar, tanto projetos quanto pessoas. 

Rápida, contundente, ela não suporta indecisão! 

Portanto, o ano será dos decididos! Indecisos não têm vez com Dona Serpente e com ela não há misericórdia!

Então, que fique bem claro, nada de amadorismo...

Criar projetos, alimentá-los, estudá-los e revisá-los; agir com propriedade e resolver! 

Nada de enrolar...

Considerada afortunada pela tradição chinesa, não suporta mesquinharia e nem falta de dinheiro. 

Tem fama de ter sorte nos negócios, o que se explica por sua forte intuição, mas a dedicação que devota a seus negócios reforça a sorte que possui naturalmente.


A troca periódica de pele é algo que lhe confere também a capacidade de renovação, o que pode nos inspirar a dar aquela repaginada, não só no físico, como também nos nossos pensamentos e sentimentos.


Pertencem a esse signo chinês tão interessante as pessoas nascidas entre:  

27 de janeiro de 1941 a 14 de fevereiro de 1942 (serpente de metal -  polaridade negativa), 

14 de fevereiro de 1953 a 02 de fevereiro de 1954 (serpente de água - polaridade negativa), 

02 de fevereiro de 1965 a 20 de janeiro de 1966 (serpente de madeira -  polaridade negativa), 

18 de fevereiro de 1977 a 06 de fevereiro de 1978 (serpente de fogo - polaridade negativa), 

06 de fevereiro de 1989 a 26 de janeiro de 1990 (serpente de terra - polaridade negativa), 

25 de janeiro de 2001 a 11 de fevereiro de 2002 (serpente de metal - polaridade negativa). 

Quem nascer entre 10 de fevereiro de 2013 e 30 de janeiro de 2014  será também serpente de água, polaridade negativa.


Para a Astrologia Chinesa, 2013 será o Ano da Serpente. 

Segundo os chineses, o ano novo só se inicia em 13 de fevereiro, pois eles se baseiam no calendário lunar, que dura doze meses e 29 dias, e não no calendário solar, usado aqui no ocidente e nosso velho conhecido. 

Cada ano lunar é regido por um signo, representado por um animal que empresta suas características àquele ano. 

Para os chineses, o Ano da Serpente trará uma temporada de muita reflexão, planejamento e procura por respostas. 

Nada muito diferente do que já é esperado com a regência de Saturno.


Mas, não pense que isso se refere a algo pesado ou difícil. 

A Serpente carrega consigo um aspecto positivo, de muita sorte. 

Para os chineses este é um animal sagrado! 

Será um ano em que nos sentiremos protegidos por nossa própria sabedoria. 

Por outro lado, embora tudo possa ter um ar fresco e calmo, o ano da serpente costuma ser sempre imprevisível.

Olhando para trás na historia, vemos que anos regidos pela serpente nunca são muito tranquilos. 

Muitos desastres que se iniciaram no ano do dragão (2012) tendem a culminar no ano da serpente. 

Estes dois signos têm uma relação muito próxima e as calamidades dos anos da serpente resultam, frequentemente, dos excessos cometidos durante o reinado dos dragões.


No amor, as notícias são boas, mas a calma deverá ser mantida! 

Para quem está solteiro, a Serpente promete trazer um ano de romance e cortejo. 

Para quem está comprometido, as brigas podem ser mais intensas, repletas de escândalos de todo o tipo, fique atento! 

Veja onde pisa e seja mais cauteloso. 

Nada de deixar o coração falar mais alto.

As pessoas nascidas no Ano da Serpente são consideradas nobres dentro da Astrologia Chinesa. 

Tudo devido a sua sabedoria e capacidade de compreensão. 

São extremamente sensuais, supersticiosas, orgulhosas e vaidosas, além de muito refinadas.



terça-feira, 24 de julho de 2012

Exu: A Dialética da Religiosidade Africana que reflete na Religião Afro-Brasileira.



O que é dialética?


A dialética vem do grego e do latim (dialectica e dialectice). 


É um método que se assenta na contradição e contraposição de ideias, gerando outras ideias a partir de argumentação. 


Literalmente significa “caminho entre as ideias”, a arte do diálogo. 


De acordo com os intelectuais a dialética se fundamenta na filosofia ocidental e oriental. 


Percebamos então que: existem segundo a cosmovisão ocidental dois nomes de filósofos fundadores da dialética Zenão de Eleia (490-430 a.C.) e Sócrates (469-399 a.C.). Diz-se que os métodos dialéticos mais conhecidos são os de Hegel (1770-1831). 


Contudo concordando com Ngoenha (1993)[1]quando faz analisa as correntes filosóficas explicitando que a filosofia ocidental descarta a filosofia africana.  


Ora, se os filósofos gregos estudavam na biblioteca da cidade de Alexandria, e essa era uma importante cidade egípcia, logo a filosofia nasce no Egito, na África com filósofos africanos. Os filósofos ocidentais que beberam na fonte da filosofia africana.


A África sendo o berço da humanidade, naturalmente não teria sobrevivido até a colonização sem tradição e filosofia. 


Munanga (2009)[2], Ki-zerbo (2006)[3], Luz (2000)[4], Altuna(1985)[5], Obenga(2004)[6] afirmam que existe uma filosofia, ou seja, uma cosmovisão africana que concluímos ser banto e ioruba. 


As duas fazem parte do cenário brasileiro e estão imbricadas nas religiões de matriz africana. 


Existe uma unidade na diversidade de acordo com os autores acima, o que caracteriza o continente africano: religiosidade, energia vital (para nós da religião de matriz africana chamamos de axé) e valorização da natureza; circularidade, o que explica dançarmos o candomblé numa roda e jogarmos capoeira também numa roda. 


Nesse espaço célebre a hierarquia respeita a antiguidade, ou seja, quem é mais velho no santo ou na capoeira, o mestre. 


O poder não passa pela posse financeira.


A filosofia tradicional africana não contempla a contradição (bem x mau) / (céu x inferno). 


Essas dois adjetivos se inseriram na realidade africana a partir do islamismo, catolicismo e na atualidade com o neo-pentencostalismo. 


A filosofia africana crê que o mundo deva ser equilibrado. 


Esse equilíbrio segundo a filosofia egípcia é Maat[7]. 


O mau e bem são energias que nos circundam, e a energia negativa (que não é a personificação da imagem do demônio, nem do satanás), é a causa do desequilíbrio. 


Logo, nessa cosmovisão os humanos podem direcionar bem ou mal as energias, causando bem ou mal para si e para os outros. 


Por que a filosofia Ubuntu, consiste em ‘existimos por que os outros existem’, e esses outros, são todos os seres animais, vegetais e minerais. 


Certamente a energia negativa provoca desequilíbrio e resulta nas nossas faltas. 


Essas faltas podem ser perdoadas, amenizadas e promover equilíbrio e são corrigidas por meio das oferendas a Deus, através dos Oirxás e Ancestrais.


A vida deve ser vivida agora, e a felicidade deve fazer parte da vida, vida essa que está respeitando um ciclo entre dois mundos o material Aiyê e o espiritual Orun. 


Somos todos/as energia, que num movimento circular retorna à sua origem: Deus. 


A morte é um rito de passagem para a vida espiritual, logo, a morte inexiste. Morrer é, não deixar descendentes. 


A religião tradicional africana é uma religião de vida e não de sacrifícios, nem de morte. Por essa razão dançamos e cantamos quando celebramos. A energia está na música e no som dos tambores, a nossa voz é o tambor!


Nessa religião existem: Deus entidade inquestionável; os seres divinizados (orixás), entidade representantes dos fenômenos da natureza e os ancestrais (eguns)[8]. 


Dentre os orixás existe um, o EXU, ele  me fez pensar na filosofia e na dialética. 


Por que esse orixá é tudo que há na natureza humana, amor, ódio, graça, sensatez, insensatez, humor, logo cada homem e mulher possui um EXU! 


O que é o EXU??


BIBLIOGRAFIA ELETRÔNICA


Disponível em . Acesso em 29 jan, 2012. 15:27.


Dicponível em:


[1] NGOENHA, Severino Elias. Filosofia Africana: das independências às liberdades. Maputo: Edições Paulistas. 1993.


[2] KABENGELE, Munanga. Negritude: usos e sentidos. Coleção Cultura Negra e Identidade. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2009.


[3] Ki-ZERBO, Joseph. Para Quando África? Entrevista com René Holenstein. Tradução Carlos Aboim de Brito. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.


[4] LUZ, Marco Aurélio de Oliveira. Agadá: dinâmica da civilização africano-brasileira. 2a Edição. Salvador: EDUFBA. 2000.


[5] ALTUNA, Pe. Raul Ruiz de Assúa. Cultura Tradicional Banto. Lunada: Secretariado Arquidiocesano de Pastoral. 1985.


[6] OBENGA. Teòphile. African Philosophy – The Pharaonic Period: 2780-330 BC. Dakar: Per Ankh, 2004.


[7] Op. cit.


[8] Os mortos. Esses são homenageados nos cultos dos Egunguns, masculinos e Geledés, femininos. Informações fundamentadas poderão ser encontradas em: SANTOS. Juana Elben. Os Nagô e a  Morte: Padè, Asèsè e o Culto do Egun na Bahia. Tradução Universidade Federal da Bahia. 13ª Edição. Petrópolis: Vozes. 2008. 


[9] Os mortos. Esses são homenageados nos cultos dos Egunguns, masculinos e Geledés, femininos. 


Informações fundamentadas poderão ser encontradas em: SANTOS. 


Juana Elben. Os Nagô e a  Morte: Padè, Asèsè e o Culto do Egun na Bahia. 


Tradução Universidade Federal da Bahia. 13ª Edição. Petrópolis: Vozes. 2008. 


Por Rosivalda Barreto



sexta-feira, 4 de março de 2011

O candomblé é uma religião africana trazida para o Brasil


O candomblé é uma religião africana trazida para o Brasil no período em que os negros desembarcaram para serem escravos.


Nesse período, a Igreja Católica proibia o ritual africano e ainda tinha o apoio do governo que julgava o ato como criminoso, por isso os escravos cultuavam seus Orixás, Inquices e Vodus omitindo-os em santos católicos.


Os orixás para o candomblé são os deuses supremos.

Possuem personalidade e habilidades distintas bem como preferências ritualísticas.

Estes também escolhem as pessoas que utilizam para incorporar no ato do nascimento podendo compartilhá-lo com outro orixá caso necessário.


Os rituais do candomblé são realizados em templos chamados casas, roças ou terreiros que podem ser de linhagem matriarcal quando somente as mulheres podem assumir a liderança, patriarcal quando somente homens podem assumir a liderança ou mista quando homens e mulheres podem assumir a liderança do terreiro.

A celebração do ritual é feita pelo pai-de-santo ou mãe-de-santo, que inicia o despacho do Exu. Em ritmo de dança o tambor é tocado e os filhos-de-santo começam a invocar seus orixás para que os incorporem.

O ritual tem no mínimo duas horas de duração.


O candomblé não pode ser igualado à umbanda, pois são diferentes.

No candomblé, não há incorporação de espíritos já que os orixás que são incorporados são divindades da natureza enquanto na umbanda as incorporações são feitas através de espíritos encarnados ou desencarnados em médiuns de incorporação.

Existem pessoas que praticam o candomblé e a umbanda, mas o fazem em dias, horários e locais diferentes.


Perda da Religião Tradicional Africana no mundo







A profanação do culto tradicional africano pelos poderes europeus ocidentais afetou seriamente as culturas tradicionais de pessoas africanas onde destruíram muitas convicções tradicionais, valores sociais e rituais, que eram considerados em sua maioria nada além pelos cristãos europeus como valores pagãos e superstições sem papel nenhum para a cultura.



O Cristianismo Europeu não reconhecia o Deus dos Africanos, como o mesmo Deus de seus ensinamentos, apesar da Religião Tradicional Africana constar a existência de um Deus Alto Supremo, criador de todas as coisas, o Grande Criador. Eles não viam nenhuma semelhança entre o Deus deles e o deles.



Essa é a visão do Deus do culto tradicional africano.



Um Deus Supremo e criador que era rei, Onipotente, Onisciente, o Grande Juiz, Compassivo, Santo e Invisível, Imortal e Transcendente. Ele é então o fabricante e tudo em céu e em terra deve a origem deles/delas a Ele só. Ele é o Grande rei acima de todos os Reis e não pode ser comparado a nada. Ele é acima de tudo majestade e divindade. Ele mora em todos os lugares. Assim Ele é onipotente porque Ele pode fazer todas as coisas e nada pode ser feito nem ser criado além de Ele. Ele está atrás de todas as realizações. Ele só pode falar e realizar as palavras dele. Então não há nenhum quarto para fracasso. Ele é Absoluto, todo o modo Onisciente, toda a vista e todo Instruído. Ele sabe todas as coisas e assim nenhum segredo se esconde dele.





Mas permeia entre o visível e o invisível...



O Deus da Religião Tradicional africana também é ritualmente e eticamente um Deus Santo. Ele está completo e absoluto. Ele nunca é envolvido em qualquer injustiça ou imoralidade.



Ele criou as divindades (orixás) para equilibra, positivar o ser humano no mundo.



Para os africanos eles são o limite entre céu e terra, entre vida e morte, entre o usual e o mundo do espírito.



Na vida privada e pública dos ritos religiosos africanos, convicções e rituais são consideradas uma parte integrante de vida.



O sagrado e o secular é difundido no pessoal total do africano individual. A Vida não é dividida em compartimentos ou divisões. Assim não há nenhum tempo especial por adoração, para todos os dias e todas as horas são tempo de adoração.



Todos esses valores foram omitidos e sacrificados pela própria colonização dos europeus em seu total perante o domínio do cristianismo que se arrasta para muitos na ignorância ainda hoje no saber dentro da própria religiosidade afro brasileira, onde vêem Orixá com um Deus, e na verdade são os caminhos que nos são dado para um mundo melhor..onde o próprio culto de Orixá teria que ser de monoteísta ( de um Deus só), tudo pelo não reconhecimento do “ Criador de tudo ( Olodumare) pelos Cristãos...