CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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sexta-feira, 4 de março de 2011

O candomblé é uma religião africana trazida para o Brasil


O candomblé é uma religião africana trazida para o Brasil no período em que os negros desembarcaram para serem escravos.


Nesse período, a Igreja Católica proibia o ritual africano e ainda tinha o apoio do governo que julgava o ato como criminoso, por isso os escravos cultuavam seus Orixás, Inquices e Vodus omitindo-os em santos católicos.


Os orixás para o candomblé são os deuses supremos.

Possuem personalidade e habilidades distintas bem como preferências ritualísticas.

Estes também escolhem as pessoas que utilizam para incorporar no ato do nascimento podendo compartilhá-lo com outro orixá caso necessário.


Os rituais do candomblé são realizados em templos chamados casas, roças ou terreiros que podem ser de linhagem matriarcal quando somente as mulheres podem assumir a liderança, patriarcal quando somente homens podem assumir a liderança ou mista quando homens e mulheres podem assumir a liderança do terreiro.

A celebração do ritual é feita pelo pai-de-santo ou mãe-de-santo, que inicia o despacho do Exu. Em ritmo de dança o tambor é tocado e os filhos-de-santo começam a invocar seus orixás para que os incorporem.

O ritual tem no mínimo duas horas de duração.


O candomblé não pode ser igualado à umbanda, pois são diferentes.

No candomblé, não há incorporação de espíritos já que os orixás que são incorporados são divindades da natureza enquanto na umbanda as incorporações são feitas através de espíritos encarnados ou desencarnados em médiuns de incorporação.

Existem pessoas que praticam o candomblé e a umbanda, mas o fazem em dias, horários e locais diferentes.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ebó, o que é, e para que serve ?





Ebó é um termo africano, do iorubá, que tem várias acepções nos cultos africanos no Brasil, mas as acepções todas têm em comum o fato de tratar-se de uma oferenda, dedicada a algum orixá, podendo ou não envolver o sacrifício animal.


Oferenda votiva


Ebó nada mais é do que uma limpeza espiritual, contendo vários tipos de comida ritual. Como alguns dizem é uma limpeza da aura de uma pessoa, de uma casa, de um local de comércio. Transfere-se para os alimentos a energia maléfica que está na pessoa ou no local, com a ajuda de Exú e dos Orixás.


Não adianta só oferecer as comidas, o segredo está nas cantigas, e na receita, algumas podem ser conhecidas mas a maioria faz parte do segredo do Candomblé. Pode-se fazer ebó para abrir os caminhos para emprego, ebó de saúde, ebó de prosperidade, o que varia é a receita. Existem vários tipos de ebós, mas sempre será feito de acordo com o determinação do jogo de búzios merindilogun.


No jogo de búzios define-se qual orixá será oferecido o ebó, sendo que cada um leva seus ingredientes especiais tais como: a canjica de Oxalá, a batata doce de Oxumaré ou o inhame de Ogun. Há ainda aqueles ebós para afastar espíritos desencarnados que ainda atrapalham a vida de alguns chamado de ebó de Egun, e outros para curar traumas e ajudar no esquecimento e superação de experiências ruins, o ebó de "susto" é para prevenir problemas no futuro.


Não são em todos eles que ocorre a sangria de animais, pois há os chamados ebós brancos ou secos, nos quais não é permitido qualquer sacrifício e os animais utilizados, geralmente neste caso os frangos e galos, são soltos na natureza com vida.


Após o ritual do ebó as folhas sagradas são usadas de forma ordenadas nos banhos liturgicos, podendo ser necessário o uso de água sagrada. Existe uma rígida cartilha a ser seguida para que se tenha resultados, e o sacrifício seja aceito. As proibições denominado de ewo são revelados, por exemplo: a não ingestão de qualquer tipo de carne vermelha nem tão pouco frutas vermelhas ou ácidas (incluindo seus sucos), a abstinência principalmente de praticas sexuais como também beijos e abraços, fica proibido a ida a velorios, hospitais, cemitérios ou mesmo a passagem sob arames farpados ou escadas, a bebida alcoolica é um verdadeiro tabu.


O ritual é largamente praticado em diversas casas e centros religiosos de candomblé e obtém elogios pelos resultados obtidos por seus praticantes[carece de fontes?].




 Sete tipos de ebós mais utilizados no candomblé


Ebó opé


Ebó ejé


Ebó etutu


Ebó ojukoribi


Ebó ayepinun


Ebó ipilé


Ebó iku




 Referências


Cossard, Giselle Omindarewá, Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas.