CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Mandamentos de Ifá


Os 16 Mandamentos de Ifá

1-Òkànràn=Não fazer nada de mal a seu irmão.

2-Oyèkù=Não odiar nem reclinar os 
irmãos.

3-Ògùndà=Não guardar vingança nem ferir seu irmão.

4-Ìròsùn=Não fazer armadilhas nem caluniar os irmãos.

5-Òsé=Não invejar seu 
irmão.

6-Òbàrà=Não mentir ao seu irmão.

7-Òdí=Não corromper e nem fazer fofocas sobre seu irmão.

8-Èjìonilé=Usar bem a cabeça neste mundo,respeitar seus Awo.

9-Òsá=Não seja falso com seu irmão.

10-Òfún=Não furtar,não jurar em falso nem amaldiçoar.

11-Òwòrin=Não matar,não  arruinar e agradecer o bem que as pessoas façam por você.

12-Ìwóri=Evite os escândalos e tragédias com seu irmão.

13-Ìká=Não transmitir doenças nem corrupção por maldade.

14-Òtúrúpòn=Respeitar todos os ancestrais.

15-Òtúrà=Respeitar seus mais velhos e todas a vida na terra.

16-Ìrètè=Ouvindo todos esses conselhos será um pai perante 
Deus.

Observação:Esses são os dezesseis mandamentos,a primeira coisa 
que se ensina a um Yawo quando iniciado.

Pena que nem todos iniciados sabem ou respeita esses mandamentos pois os erros já vem dos mais velhos por falta de instruções religiosa.


Os mandamentos de Ifá Os ensinamentos sagrados de ética e moral


Os mandamentos de Ifá 

                               Os ensinamentos sagrados de ética e moral deixados por Ancestrais ao Sacerdócio Àburú Àboyé Àbosise
HERANÇA MORAL COMPOSTA DE 16 MANDAMENTOS - TRANSMITIDOS ORALMENTE EM YORUBÁ.

TIRADOS DE ANTIGOS E SECULARES LIVROS ESCRITOS EM CASTELHANO, DAS SOCIEDADES DE IFÁ EM CUBA.


OS 16 MANDAMENTOS DE IFÁ NASCEM DO ODU IKAFUN.

ITAN DO ODU IKAFUN

Quando os Maiores (os Irunmales), chegaram a Terra, fizeram todos os tipos de coisas erradas que foram avisados que não fizessem.

Então, começaram a morrer um atrás do outro e, desesperados, puseram-se a gritar e a acusar Orunmilá de os estar assassinando.

Orunmilá então, defendeu-se dizendo que não era ele que os estava matando.
Orunmilá disse que os maiores estavam morrendo porque não cumpriam os mandamentos de Ifá.

Então Orunmilá disse: “A habilidade de comportar-se com honra é obedecer aos mandamentos de Ifá, o que é de sua inteira responsabilidade. 

A habilidade de comportar-se com honra e obedecer aos mandamentos de Ifá é minha responsabilidade também”.

SENTENÇA: ENI DA ILE Á BÁ ILÉ LO.

1o. MANDAMENTO
• Esúrú: falar o que não sabe;
• O sacerdote não deve enganar ao seu semelhante dizendo e fazendo conhecimentos que não possui;
• Quem abusa da confiança do próximo, enganando-o e manipulando-o através da ignorância religiosa sofrerá graves conseqüências pelos seus atos, A natureza se incumbira de cobrar erros cometidos e isto se refletirá em sua descendência consangüínea e espiritual.

2o. MANDAMENTO
ELES AVISARAM AOS MAIORES QUE NÃO CHAMASSEM A TODOS DE ESÚRÚ (CHAMAR A TODOS DE ESURÚ É CONSIDERAR TODAS AS COISAS COMO CONTAS SAGRADAS).
• O sacerdote deve saber distinguir entre o ser profano e o ser sagrado, o ato profano e o ato sagrado, o objeto profano e o objeto sagrado;
• Chamar a todos de “esúrú” é admitir que todos tenham missão sacerdotal;
• Para ser sacerdote, são necessários inúmeros atributos morais, intelectuais, procedimentais e vocacionais;
• A simples iniciação de um ser profano, desprovido destes atributos básicos e essenciais, não o habilita como um sacerdote legítimo e legitimado;
• Cabe ao sacerdote iniciador escolher com muito critério aqueles que são realmente dignos do sacerdócio;

3o.MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NÃO CHAMASSEM FORÇAS, DA FORMA ERRADA “ÓDIDÉ”.
• Os sacerdotes nunca devem desencaminhar as pessoas com maus conselhos e orientações erradas;
• Os sacerdotes não devem usar seu poder religioso para o mau, se assim o fizerem serão como “ódidé”, aves noturnas que se saciam de sangue e com o sacrifício de outros;
• A mais importante função do sacerdócio: orientar, conduzir ao caminho correto, ao encontro do “irê” (boa sorte) de acordo com seus odus e orixá de cabeça;

4o.MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NÃO DISSESSEM QUE AS FOLHAS DE “ARABÁ” SÃO FOLHAS DA ÁRVORE DE “ORIRO”.
ORUNMILÁ É AQUELE QUE NOS OLHA COM AMOR, NÃO FAÇAMOS POR ONDE POSSA NOS OLHAR COM DESPREZO.
• Usar de artifícios e mentiras contra as pessoas inocentes e crédulas e de bom coração, provoca o descontentamento de Orunmilá e a conseqüente ira de Elegbara;
• Aquele que usa de meios escusos enganosos contra seus semelhantes, será culpado do crime de abuso de confiança;

5o. MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NÃO DEVERIAM MERGULHAR FUNDO, AQUELES QUE AINDA NÃO SOUBESSEM NADAR.
O SABER É FUNDAMENTAL PARA QUEM QUER FAZER.
É NECESSÁRIO O PODER QUE SÓ A INICIAÇÃO OUTORGA
OLODUMARE NÃO DEU AO IGNORANTE O DIREITO DE APRENDER SEM ANTES TOMAR DE QUEM SABE A OBRIGAÇÃO DE ENSINAR
• O sacerdote não deve ostentar uma sabedoria que na verdade não possua;
• O saber é condição básica para que se possa saber;
• Tudo deve ser feito integralmente e com legitimidade total;
• Deve o sacerdote ensinar tudo o que sabe àqueles que o cercam e que Ele confie;
• O sacerdote deve buscar orientação em quem sabe;
• O sacerdote não deve ostentar o que não sabe;

6o. MANDAMENTO
ELES AVISAVAM QUE FOSSEM HUMILDES E NUNCA JAMAIS AGISSEM COM EGOÍSMO
HUMILDADE E DESPRENDIMENTO SÃO ATRIBUTOS INDISPENSÁVEIS DE UM VERDADEIRO SACERDOTE
• O sacerdote não deve ser vaidoso de seus poderes, mas consciente deles;
• O sacerdote existe para servir e não para ser servido;
• O sacerdote não pode ser como pavão, que exibe suas plumas e desperta a sua morte; a vaidade empobrece o sacerdócio.(odu ogundakete);
• O verdadeiro sacerdote não se preocupa em provar seu saber;
• O exibicionismo não é conduta de sacerdócio;

7o. MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NÃO ENTRASSEM NA CASA DE UMA ARABÁ
(TÍTULO DAQUELE QUE RESGUARDA OS SEGREDOS DA CHEFATURA DE IFÁ), COM MÁ INTENÇÃO.
• A iniciação não pode ser realizada por interesses que não sejam idôneas;
• A intenção de um sacerdote é servir à humanidade, a Orunmilá e aos Orixás;
• Iniciação por status ou vaidade pessoal é profanar o sagrado e assim pagará com duras penas o sacrilégio;
• Ninguém adentra impunemente ao Igbodu Ifá;
• Iniciar alguém significa responsabilidade com o sagrado.

8o. MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE DEVERIAM USAR “EKODIDÉ” PARA LIMPAREM SEUS TRASEIROS.
OS SAGRADOS FUNDAMENTOS NÃO PODEM SER USADOS COM OBJETIVOS VÃOS.
• Os tabus devem ser integralmente observados sob pena de severas conseqüências;
• O sacerdote deve submeter-se às interdições impostas pelo seu odu pessoal, assim como aos tabus de seu Olori;
• Submissão ao culto e preceito é fundamental;
• A obediência total às orientações de Ifá conduz o homem à plenitude de bênçãos;
• Não se deve usar o sagrado de forma leviana;
• Não se deve usar o poder do axé para prejudicar ninguém e em nenhuma hipótese;
• Usar o sagrado para vantagens pessoais, principalmente financeiras será continuamente cobrado e responsabilizado por isto;

9o. MANDAMENTO
• O epô é um elemento muito sagrado; é o sangue vegetal.Há de ser muito limpo e puro;
• Tudo deve ser limpo: instrumentos, pessoas, ambientes;
• Os assentamentos devem ser muitos limpos;
• As atitudes e a honra devem ser limpas e puras;
• O sacerdote deve ser escrupuloso com tudo;
• Os instrumentos litúrgicos, seus assentamentos, seu corpo, suas atitudes e seu caráter hão de permanecer sempre limpos... Muito limpos
• Nenhum orixá admite a sujeira física ou moral;

10o. MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NÃO DEVERIAM URINAR DENTRO DO AFÓ
AFÓ É O LOCAL ONDE SE FABRICA O EPÔ
• Tudo num rito e num ato deve ter limpeza e religiosidade;
• A comida deve ser muito limpa;
• A comida deve ser realizada com religiosidade;
• O silêncio é fundamental nos atos;
• Ensinar quem não sabe e quem sabe menos é uma obrigação sagrada;

11o. MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NÃO SE DEVE RETIRAR A BENGALA DE UM CEGO.
• Os que mais sabem hão de ter o mais profundo respeito pelos que nada ou menos sabem;
• Ninguém poderá descaracterizar o que os outros sabem e acreditam;
• Abalar a fé de quem sabe pouco ou nada sabe é retirar sua bengala;
• A mais importante missão de um sacerdote é ensinar e orientar;
• Hão de ensinar com doçura, sutileza, humildade e paciência;
• O sacerdote é um mestre;

12o.MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NÃO SE RETIRA UM BASTÃO DE UM ANCIÃO
BASTÃO: SÍMBOLO DAS EXPERIÊNCIAS ADQUERIDAS;
DEVE-SE RESPEITAR E TRATAR MUITO BEM OS MAIS VELHOS
• Respeito aos mais velhos é um dos principais fundamentos da religião;
• Reconhecimento de antiguidade é posto;
• Falta de respeito, atenção, deixa-lo sem proteção é retirar-lhe o bastão.
• Os novos hão de respeitar os velhos;
• Os velhos são como livros de sabedoria que devem ser lidos com paciência e carinho;
• Numa religião aonde o saber é transmitido oralmente deve-se preservar seus velhos;
• Saber é poder!

13o.MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NÃO SE DEITASSEM COM A ESPOSA DE UM OGBONI
OGBONI : TÍTULO DE MASGISTRADO, JUIZ, PESSOA DGNA DE RESPEITO
• As autoridades devem ser respeitadas integralmente;
• O ogboni representa: autoridade e leis;
• O sacerdotes devem pautar sua vida de acordo com a lei dos homens e dos Orixás;
• As leis de Ifá devem ser respeitadas e nunca alteradas e manipuladas.

14o.MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NUNCA SE DEITASSEM COM A ESPOSA DE UM AMIGO
• Os amigos devem ser respeitados e nunca traídos;
• A amizade entre as pessoas deve sempre ser fortalecida;
• O respeito e a ética devem existir;

15o.MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NÃO SEMEASSEM DISCÓRDIAS RELIGIOSAS
• Não se deve usar a religião para a guerra e a separação entre os homens;
• A religião deve unir através de Olodumarê, Orunmilá e Orixás;
• Não se deve semear a desconfiança e inimizade entre as pessoas de axé;
• DEUS é um só e todos os homens são seus filhos, portanto irmãos;

16o.MANDAMENTO
ELES AVISARAM QUE NUNCA FALTASSEM COM O RESPEITO OU QUISESSEM DEITAR-SE COM A ESPOSA DE UM SACERDOTE
• Os adeptos devem respeitar-se mutuamente;
• Uma única palavra neste mandamento: ÉTICA.


CAMPANHA CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA !!!!

Povo de Axé, em São Paulo,

Está Cansad@ de tanta violência contra nós? 

Estamos  por isso, no dia 21/06, às 11H.

 Nos Reuniremos para Reflexões, Planejamentos, e Organizações de Novas ações em Resposta aos Crimes de Intolerância Religiosa contra as Comunidades  de CULTO DAS TRADIÇÕES DE MATRIZES AFRICANAS.

Junte-se a nós para essa Construção. 

Local: Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro, 1000 (Saída do Metrô Vergueiro, Linha Azul)






quarta-feira, 17 de junho de 2015

CAMPANHA: USO BRANCO, SOU DA PAZ MAS QUEM ME REPRESENTA NA POLÍTICA ?

CAMPANHA:

                       USO BRANCO, SOU DA PAZ  !!!

MAS QUEM ME REPRESENTA NA POLÍTICA ?

ESTE É O MOMENTO DE COBRARMOS DOS NOSSOS POLÍTICOS E COM ISSO DARMOS FORÇA, VOZ E VISIBILIDADE A NOSSA EXISTÊNCIA ENQUANTO SOCIEDADE RELIGIOSA DENTRO E FORA DO BRASIL !!!

Att.: Babalorisa Alexandre de Odara


NOTA DE REPÚDIO CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E CONTRA AS INTOLERÂNCIAS


NOTA DE REPÚDIO CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E CONTRA AS INTOLERÂNCIAS

“Só queremos ser iguais na diferença. Só queremos ser respeitados.”

O FORRECOTRATE – 

Fórum Regional das Comunidades Tradicionais de Terreiro das 7 cidades do Grande ABC Paulista – repudia, veementemente, o avanço, no atual cenário político brasileiro, de ações e manifestações de ódio e discriminação amplamente divulgados por grupos de pessoas que se utilizam de discursos religiosos e fundamentalistas para transmitir idéias patriarcais e classistas espalhando princípios focados na intolerância religiosa, no racismo, no machismo, no homofobismo e em qualquer forma de exercício de poder sobre os considerados diferentes e sobre as diferenças e em qualquer forma de preconceito. 

Estes grupos praticam falas, posturas e ações violentas em nome de uma moral superior. 

Desta forma, os grupos fundamentalistas têm promovido cenas, falas e propostas políticas e têm estrategicamente, tentado torná-las leis, as quais consideramos retrocessos nas questões dos direitos humanos e que têm desconsiderado avanços, inclusive garantidos na nossa Constituição Federal. 

Nesse sentido, retomamos a nossa Carta Magna, em seus artigo 5º : 
VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

Isso posto, 
DENUNCIAMOS, portanto, os absurdos que temos acompanhado através da mídia com relação aos retrocessos no campo dos direitos humanos que a bancada evangélica nos níveis municipal, estadual e nacional têm promovido. A bancada evangélica tem questionado e interferido em direitos constitucionais conquistados a partir de lutas históricas de diversos movimentos sociais, a partir de uma atuação truculenta contra religiões de matriz africana e afro-brasileiras, feministas, homossexuais etc.; o mesmo ocorre quando agridem psíquica e fisicamente pessoas que se identificam com as religiões de matriz africana e /ou afro-brasileira, quando promovem o genocídio da população negra, estimulam o tratamento repressor dos homens com relação às mulheres interferindo nas questões do corpo e sexualidade feminina, quando interferem nas questões relativas à orientação sexual, identidade de gênero e aborto. 

DENUNCIAMOS políticos que não legislam para todos e todas os/as munícipes e sim para seus respectivos segmentos religiosos, contemplando, enquanto propostas/projetos de lei, nomes de supostos “sacerdotes” para nomear praças públicas, projetos de lei que buscam legalizar as praças públicas como espaços para a celebração de cultos das igrejas das diversas denominações, vereadores fazendo projetos de leis para pavimentarem praças com nomes de supostos “sacerdotes”, nomear equipamentos públicos como centro de convivência do idoso entre outros com nomes de pastores ou inclusive mudanças de denominação de cidades que possuem nomes de santos, como São Paulo, Santo André, São Bernardo, São Caetano, São Sebastião, entre tantos outros projetos desse porte.

DENUNCIAMOS o racismo na educação manifestado através das comunidades escolares e do entorno e até mesmo pelos profissionais da educação que não estão sendo devidamente formados nas temáticas da educação para as relações étnico-raciais. A falta de atenção que as gestões públicas têm dado à criação de secretarias específicas, com dotação orçamentária, contratando profissionais especializados, capacitados e com formação nas temáticas (e não simplesmente pessoas colocadas na pasta por compromissos e arranjos políticos) para que efetivamente, a implementação das leis 10.639/03 e 11.645/08 aconteça nos municípios do ABC. 

DENUNCIAMOS também a ausência de campanhas públicas com a finalidade de formar a população sobre a importância do enriquecimento cultural e histórico trazido pelas tradições de matriz africana e afro-brasileira. 
DENUNCIAMOS o racismo institucional como um limitador a direitos e serviços que tem impedido profissionais negras e negros, indígenas e homossexuais a ocuparem cargos de poder de acordo com suas habilidades, competências e formações educacionais. No Brasil, o Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) implementado em 2005 definiu o racismo institucional como “o fracasso das instituições e organizações em prover um serviço profissional e adequado às pessoas em virtude de sua cor, cultura, origem racial e étnica”. 

Também Denunciamos os municípios pela falta de elaboração de diagnósticos, tabulação e plano de ação para seu enfrentamento bem como a ausência de ações afirmativas, a produção de dados cadastrais sobre a temática, a publicidade das informações, a ausência de campanhas para formar os munícipes com relação a essa temática e a criação e veiculação de cartilhas informativas.
DENUNCIAMOS também a xenofobia que em tempos de programas do governo federal como *Mais Médicos*, da vinda de estrangeiros africanos/as cada vez mais presentes em nossa região; as manifestações racistas e xenófobas se fazem cada vez mais frequentes e próximas de nós. 

DENUNCIAMOS ainda uma educação que não educa com os valores e crenças estabelecidos em nossa Constituição Federal e que não prepara nossos jovens e crianças a se integrarem e a viverem e conviverem com a diferença – fragmentados, com conhecimentos rasos, sem valores éticos, morais e sem identidade, são, opressivamente, educados para destruir e violentar seus, supostamente, desiguais – por isso, o que vemos, hoje, é um fanatismo e um fundamentalismo – ignorante – e dos quais se servem os políticos desonestos e corruptos para a manipulação de massas e manutenção de poder em detrimento de valores religiosos, culturais e históricos que deveriam unir, harmonizar e educar a sociedade – crianças, jovens e adultos – para que pudessem escolher e respeitar, sobretudo, as escolhas legítimas de seus semelhantes.

Atte., 
FORRECOTRATE – Fórum Regional das Comunidades Tradicionais de Terreiro das 7 cidades do Grande ABC Paulista


terça-feira, 16 de junho de 2015

EU DIGO NÃO A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


EU SOU DE CANDOMBLÉ... 



SOU DE UMA RELIGIÃO DE MATRIZES AFRICANAS TENHO MUITO ORGULHO POIS NÃO PRECISO ME ESCONDER ATRAS DE ESTERIÓTIPOS PARA NEGAR A MINHA ESSÊNCIA, EU SOU O QUE SOU E POSSO ME TRANSFORMAR EM UM SER HUMANO LUMINOSO ATRAVÉS DOS MILENARES ENSINAMENTOS DOS ORIXÁS.... 

A MINHA RELIGIÃO É UMA FILOSOFIA DE VIDA, SOMOS DA PAZ ! 

EU DIGO NÃO A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA !!!

Orisá é lógica. 

Orisá é coerência. 

Orisá é conhecimento. 

Orisá é sabedoria.




Menina vítima de intolerância religiosa







Menina vítima de intolerância religiosa diz que vai ser difícil esquecer pedrada.

Criança é do candomblé e foi agredida na saída do culto.


Avó iniciou campanha na internet e recebeu apoio de amigos.

A marca da violência está na cabeça da menina de 11 anos que foi agredida no Subúrbio do Rio por intolerância religiosa, mas esta não é a maior cicatriz.

 “Achei que ia morrer. 

Eu sei que vai ser difícil. 

Toda vez que eu fecho o olho eu vejo tudo de novo. Isso vai ser difícil de tirar da memória”, afirmou Kailane Campos, que é candomblecista e foi apedrejada na saída de um culto. 

Ela deu a declaração em entrevista ao RJTV desta terça-feira (16).

A garota foi agredida no último domingo (14) e, segundo a avó, que é mãe de santo, todos estavam vestidos de branco, porque tinham acabado de sair do culto. 

Eles caminhavam para casa, na Vila da Penha, quando dois homens começaram a insultar o grupo. 

Um deles jogou uma pedra, que bateu num poste e depois atingiu a menina.

“O que chamou a atenção foi que eles começaram a levantar a Bíblia e a chamar todo mundo de ‘diabo’, ‘vai para o inferno’, ‘Jesus está voltando’", afirmou a avó da menina, Káthia Marinho.

Na delegacia, o caso foi registrado como preconceito de raça, cor, etnia ou religião e também como lesão corporal, provocada por pedrada. 

Os agressores fugiram num ônibus que passava pela Avenida Meriti, no mesmo bairro. 

A polícia, agora, busca imagens das câmeras de segurança do veículo para tentar identificar os dois homens.

A avó da criança lançou uma campanha na internet e tirou fotos segurando um cartaz com as frases: “Eu visto branco, branco da paz. Sou do candomblé, e você?”.

A campanha recebeu o apoio de amigos e pessoas que defendem a liberdade religiosa. 

delas escreveu: “Mãe Kátia, estamos juntos nessa”.

Iniciada no candomblé há mais de 30 anos, a avó da garota diz que nunca havia passado por uma situação como essa.


Ainda muito assustada, falando baixo e com a voz por vezes tremida, a menina de 11 anos vítima de uma pedrada na cabeça após deixar uma festa de Candomblé, no domingo, conversou com o EXTRA nesta terça.

 Insultada por gritos de “macumbeira” e de que deveria “queimar no inferno” quando ia para um ponto de ônibus na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, com as roupas típicas de sua religião - como pano de cabeça e saia de ração branca -, ela disse que a partir de agora quer esconder de todos a fé que abraçou por medo de sofrer novas represálias:

- Continuo na religião, nunca vou deixá-la. 

É a minha fé. Mas não saio de mais de branco. Nem no portão eu vou. 

Estou muito, muito assustada. 

Tenho medo de morrer. 

Muito, muito medo.

Katia Marinho abraça a neta, que não quer mais usar roupas brancas fora do barracão



Katia Marinho abraça a neta, que não quer mais usar roupas brancas fora do barracão Foto: Guilherme Pinto / Extra

A garota lembrou o momento em que sofreu a agressão.

- Só me recordo de ter colocado a mão na cabeça, sentir o sangue e logo depois vê-lo pingando no chão. 

Foi uma coisa do nada. Nem vi direito de onde veio. Mas eu poderia ter sofrido algo grave. 

Atingiu minha cabeça. 

Mas e se fosse meu olho? - perguntou ela.

A avó da garota, Kátia Marinho, de 53 anos, estava com ela no momento da pedrada e disse que desde então a neta está se mantendo muito reservada.

 Tanto que nesta quarta ela começará a fazer um acompanhamento psicológico numa ONG.

- Ela também vai fazer exame de corpo de delito (no Instituto Médico-Legal). Espero que a gente, com muita conversa e muito cuidado, consiga fazer com que ela fique mais tranquila. 

Vamos respeitar o momento dela, é claro - contou a avó.


Segundo ela, a neta, desde muito cedo frequenta os rituais do Candomblé:
- Ela foi criada na religião. 

Já frequentou a escola, que é municipal, com as roupas usadas nos rituais. Nunca sofreu preconceito algum! 

E agora acontece isso. Fico assustada com esse mundo em que estamos vivendo. 

É homofobia, preconceito contra negros, contra religião... 

Como é que a gente vai continuar vivendo assim?

Kátia contou ainda que há 25 anos mantém o barracão onde aconteceu a festa, na Vila da Penha, e nunca teve problemas com a vizinhança:

- Todo mundo bate à nossa porta, é bem atendido. 

Já soube de outros barracões que foram depredados, mas com a gente isso nunca aconteceu.
A garota frequenta rituais de Candomblé desde muito pequena

A agressão ocorreu na Avenida Meriti. 

Segundo testemunhas, pessoas que estavam num ponto de ônibus começaram a xingar os candomblecistas. 

Pelo menos dois deles foram descritos como jovens morenos, na casa dos 20 anos. Depois do ataque, fugiram de ônibus.

Por meio de nota da assessoria de imprensa da Polícia Civil, a 38ª DP (Irajá), onde o caso foi registrado, informou que tanto parentes quanto a menina prestaram depoimento. 

O informe diz ainda que “os agentes irão realizar diligências para localizar imagens e testemunhas que possam auxiliar na identificação da autoria do crime. 

O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716 ("praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional)”.
fontes : http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/06/menina-vitima-de-intolerancia-religiosa-diz-que-vai-ser-dificil-esquecer-pedrada.html ehttp://extra.globo.com/casos-de-policia/tenho-medo-de-morrer-diz-menina-de-11-anos-apedrejada-na-cabeca-apos-festa-de-candomble-16458389.html?utm_source=Facebook&utm_medium=social&utm_content=V%C3%ADtima+de+pedradas+ap%C3%B3s+festa+do+Candombl%C3%A9&utm_campaign=Extra 




quinta-feira, 4 de junho de 2015

Lendas de Obokun

Contam alguns antigos que, quando da criação do mundo, invejosas da perfeição da obra, as entidades malévolas resolveram semear a discórdia entre Obatalá e Ododua.

Por isso, difundiram a seguinte versão para o primeiro ato da vida no Universo:

No principio dos tempos, as divindades viviam no Orum, abaixo do qual apenas a imensidão das águas, Olofim, que é também Olodumaré e Olorum – o senhor do Orum, o Céu -, deu a Obatalá, o senhor das vestes brancas, uma corrente, uma porção de terra numa casca de caracol e uma espécie de galinha de cinco dedos, ordenando-lhe que descesse e criasse a Terra.

Entretanto, ao se aproximar do portal do Orum, Obatalá viu que alguma divindades faziam uma festa e parou para cumprimentá-las.

Elas ofereceram-lhe vinho de palmeira, mas ele bebeu demais e, embriagado, adormeceu.

Ododua, seu irmão mais novo, por acaso ouviu as instruções dadas por Olorum e, ao ver que Obatalá dormia, pegou os apetrechos e foi para a beira do Orum, acompanhado de um camaleão.

Naquele local, jogou a corrente, pela qual então desceram.

Desceram lá embaixo.

Ododua lançou a porção de terra na água e colocou a galinha de cinco dedos em cima dela.

A Galinha começou a ciscar a terra, espalhando-a em todas as direções, para muito longe, até o fim do mundo.

Depois, Ododua mandou o camaleão verificar se o solo era firme.

Então, Ododua pisou no chão de Idio, local onde se fez sua morada e onde hoje se localiza, em Ifé, seu bosque sagrado.

Quando Obatalá despertou da embriaguez e descobriu que o trabalho já havia sido concluído, percebeu o quanto o vinho de palmeira era perigoso.

Assim, proibiu que seus filhos o bebessem por todo o sempre.

Em seguida, Obatalá desceu à terra e a reclamou como sua, porque havia sido enviado por Olodumarê para criá-la e reinar sobre ela por direito, uma vez que era mais velho que o seu irmão Ododua – a quem acusou de lhe ter roubado o saco da criação.


Ododua insistia em ser o verdadeiro dono da terra, uma vez que a criara.

Os dois irmãos começaram a brigar.

E as divindades que os acompanharam até a terra dividiram-se em dois grupos, cada um tomando um partido deles.

Do lado de Ododua, ficaram Obokun (também conhecido por Ajacá). Oraniã, Obameri, Essidalê, Ossãin (o medico de Ododua), Aguemã e Obalufã.

Tomaram o partido de Obatalá Orixaquirê, Alaxé, Tecô e Ijubé.

Entre as duas facções ficou Aranfé, o senhor do trovão em Ifé.

Foi no alto do oquê Orá (o monte Orá), a poucos quilômetros a nordeste de Ifé, que Ododua e seus companheiros tiveram a primeira morada na terra.

Dali sairia para dar combate aos seus parentes Ibos, liderados por Obatalá e Oreluerê.

Quando Olorum soube da disputa, chamou Obatalá e Ododua de volta ao Orum para que cada qual contasse sua versão do acontecido e terminassem com aquela disputa.

Depois de ouvir as duas partes, Olorum conferiu a Ododua, criador da terra, o direito de possuí-la e de reinar sobre ela; e ele se tornou o primeiro rei de Ifé.

A Obatalá deu o titulo especial de orixalá, o grande orixá, e o poder de moldar os corpos humanos; e ele se tornou o criador da humanidade.

Olorum então o enviou de volta à terra acompanhados de Oramfé, para manter a paz entre eles; além de Ifá, o senhor do destino; e de Elexijé, o senhor da saúde.


 Cegueira e morte de Ododua


A divergência entre Ododua e Obatalá não passa de invencionice das entidade malévolas.

O que é certo e verdadeiro, segundo os mais velhos dos mais velhos, é que, um dia, já bem idoso Ododua ficou cego.

Então, mandou que cada um de seus 16 filhos, e um de cada vez, fosse até o oceano buscar água salgada, conforme lhe fora prescrito como remédio.

Cada um que retornava chegava sem sucesso; até que Obokum, o mais novo, finalmente obteve êxito.

Ododua lavou os olhos com água salgada e recuperou a visão.


Entre os filhos de Ododua, que tinha a pele mais clara que a de seus conterrâneos e por isso era visto como “Branco”, estão; Ocambi, ogum, Obameri, Euí, Essidalê, Obalufã, Alaimorê, Oni e Obokun, o mais novo.

O primogênito foi Ocambi, que, por sua vez, teve sete filhos, de ambos os sexos; estes reinaram, respectivamente, em Ilexá Owu, Sabé, Popô, Ilá, Ibinin e Queto.


Quando ficou cego, Ododua quis indicar Ogum como regente de Ifé.

Obameri e Essidalê não concordaram com a idéia para evitar a disputa, Ododua entregou a ogum o governo de Irê.


Com o objetivo de desestimular qualquer tipo de divergência, Ododua dividiu igualmente todo o país e esqueceu-se justamente de Obokun, que estava ausente, pois foi buscar água do mar para curar a cegueira do pai.

Exatamente nesse momento, Ododua tomou conhecimento de que todos os seus outros filhos, exceto Obokun e Oni, haviam roubado suas propriedades e suas coroas deixando apenas a que ele usava no dia-a-dia.

Assim, quando Obokun voltou com a água que devolveu a visão ao seu pai, foi o primeiro legitimamente contemplado – recebeu a espada cerimonial, símbolo de sua autoridade como OUA Ilexá, o rei do país dos Ijexás.


Ijexá


Durante uma das muitas guerras em que se empenhou.

Ogum capturou uma bela mulher chamada Lacanjê e a tornou sua concubina



segunda-feira, 1 de junho de 2015

ÒKÒTÓ




O  òkòtó é uma espécie de caracol e aparece nos motivos das esculturas e como emblema entre os que fazem parte do culto de Èsú.

 Ele consiste em uma concha cônica cuja base é aberta, utilizado como um pião. 

O òkOtó representa a história ossificada do desenvolvimento do caracol e reflete a regra segundo a qual se deu o processo de crescimento; um crescimento constante e proporcional, uma continuidade evolutiva de rìtmo regular. 

O òkòtó simboliza um processo de crescimento.O òkòtó é o pião que apoiado na ponta do cone- um só pé, um único ponto de apoio- rola "espiraladamente" abrindo-se a cada revolução, mais e mais, até converter-se numa circunferência aberta para o infinito (cume oco ). 

É Ifá quem diz; " ò ni, òkòtó, ò ni, Agbegbe lójú bèè ló si n fi esè kan gogogo pòòyi rányinrányin
kálè" trad; Ele diz; òkòtó (pião-caracol), Ele diz; ele tem um amplo cume oco.
Assim òkòtó com uma só perna ,rola por toda a superfície do solo. 

Esse odù foi recitado pelo Babálawo Ifátoogun para ilustrar as múltiplas variedades de Èsú- orísírisí Èsú-- para explicar seu papel como fator de expansão e de crescimento a partir de um único Èsú_ o pé do òkòtó, Àgbá Èsú_ de cuja natureza as múltiplas unidades participam. Òkòtó ilustra não só que os Èsú, "apesar de numerosos, sua natureza e sua origem é única ", mas também ele explica o significado dinâmico, sua maneira de crescer e de se multiplicar "em espiral ". 

Èsú é UM multiplicado ao infinito. Em numerosos textos e cantigas encontra-se essa relação de Èsú com o número 1. 

Assim, numa parte do itan que ilustra esse Odù, conta-se que, quando Èsú acabou de se preparar para vir do òrun ao àiyé já que "queria abençoar aqueles que não eram numerosos na terra, e porque ele percebia claramente que as cidadezinhas se lastimavam amargamente por não crescer ", ele convocou todos os seus descendentes no òrun, "os filhos de seus filhos, de geração a geração", e os contou durante longo tempo; "eram mil e duzentos, Àgbà Èsú, ele própio, o rei de todos, acrescentou UM a seu número, o que fez 1201". 

Assim interpretasse que "a adição de uma unidade ao número redondo evoca a continuação... o número redondo, ao contrário,... marca uma paralização na numeração, logo, por analogia, uma paralização das relações sociais das partes, um limite.... "

 Essa capacidade dinâmica de Èsú que tanto permite a Sàngo lançar suas pedras de raio como a Òsányìn preparar seus remédios, esse poder neutro que permite a cada ser mobilizar e desenvolver suas funções e seus destinos, é conhecido sob o nome de Agbára. 

Èsú é o senhor-do-poder, Elegbára, ele é ao mesmo tempo seu controlador e sua representação. 

Olórun delegou esse poder a Èsú ao entregar-lhe o Àdó-iràn, a cabaça que contém a força que se propaga. 

O Àdó-irán constitui um de seus principais emblemas e está presente nos "assentos" e em numerosas esculturas sob a forma de uma cabaça de longo pescoço apontando para o alto que Èsú carrega em sua mão. Principio dinâmico e símbolo complexo que participa de tudo o que existe, em sua força abstrata , Èsú só precisa apontar seu àdó para transmitir a força inesgotável que tem. 

Èsú, como Ifá, possui um culto e sacerdotes, mas por causa de seu significado está ligado a todos os cultos dos ìrúnmolè, tanto òrisà como ancestrais, participando de todos eles.

 Èsú o primogênito do universo.

 "ORERE TI NDU ORI ELEMERE, BABÁ MI TA MI L'ORE OLA MO SIRE AGBE RODE O " . Trad; Èsú o bondoso, que se preocupa, em melhorar a qualidade de vida, de todos os seres. Oh! meu pai, me presenteie com a prosperidade, fui propagar a sua sabedoria à todas as pessoas. 

Este texto é um resumo de pesquisas feita no livro os nagô e a morte.



Èsú, cantigas e tradução !



Èsú

Èsú yè, Laróyè !
(Viva Èsú! Ou Salve Èsú! )

Ritmos Cantigas
Bata 01 a 06
Agere 07 a 12
Ilu 13 a 16, 19 e 24
Ego 17, 18, 20 e 23

01
A pàdé olóònòn e mo juba Òjísè
Àwa sé awo, àwa sé awo, àwa sé awo
Mo júbà Òjisè.

A padê olonã ê mo juba ojixé
Auá xê auô, auá xê auô, auá xê auô
Mo juba ojixé.

Vamos encontrar o Senho dos Caminhos,
Meus respeitos àquele que é o mensageiro, 
Vamos cultuar, vamos cultuar, vamos cultuar
Meus respeitos àquele que o mensageiro.

02
Elégbára réwà, a sé awo
Elégbára réwà, a sé awo
Bará Olóònòn àwa fún àgò
Bará Olóònòn àwa fún àgò

Êlêbára réuá a xê auô
Êlêbára réuá a xê auô
Bará olonã auá fum agô
Bará olonã auá fum agô

O Senhor da Força é bonito, vamos cultuá-lo,
O Senhor da Força é bonito, vamos cultua-lo
Exu do corpo, senhor dos Caminhos dê licença.

03
A jí ki ire ni Èsú, Èsú ka bí ka bí.
A jí ki ire ni Èsú, Èsú ka bí ka bí.

A ji qui irê ni Exú, Exú cá bi ca bi
A ji qui ire ni Exu, Exu cá bi cá bi.

Nós acordamos e cumprimentamos felizes a Exu,
E Exu conta como nascemos, Exu conta como nascemos.

04
Elégbára Èsú ó sá kéré kéré
Èkesan Bará Èsú ó sá kéré kéré.

Élébára Exu ô xá querê quere
Ékésã bará Exu ô xá quere quere.

Exu, o Senhor da Força (do poder)
Faz cortes profundos e pequenos,
Ekésan Exu do corpo, faz cortes profundos
E pequenos (gbéré).

05
E Elégbára Elégbára Èsú Aláyé
E Elégbára Elégbára Èsú Aláyé

Ê élébára élébára Exu alaiê
Ê élébára élébára Exu alaiê

Senhor da Força, Senhor do Poder
Senhor da Força, Senhor do Poder
Cumprimentamos o Chefe (dono do mundo)

06
Ó wá lésè l'abowolé s'orí àgbékó ìlèkùn,
Ó wá lésè l'abowolé s'orí àgbékó ìlèkùn.

Ô uá lésé labóuólê sôrí abêcó ilêcum
Ô uá lésé labóuólê sôrí abêcó ilêcum

Ele está de pé na entrada sobre os gonzos da porta
Ele está de pé na entrada sobre os gonzos da porta.

07
Èsú wa jú wo mòn mòn ki wo Odára
Laróyé Èsú wa jú wo mòn mòn ki wo Odára
Èsú awo.

Exu a ju uô mã mã qui uô ódara
Larôiê Exu a ju uô mã mã qui uô ódara
Exu auô.

Exu nos olha no culto e reconhece, sabendo que o culto é bom,
Larôie Exu nos olha no culto e reconhece sabendo que o culto 
É bonito, vamos cultuar Exu.

08
Odára ló sòro, Odára ló sòro lóònòn
Odára ló sòro e ló sòro Odára ló sòro lóònòn.

Ôdára lô xorô Ôdára lô xorô lónã
Ôdára lô xorô ê lô xorô Ôdára lô xorô lónã.

Odara pode tornar o caminho difícil,
Ele é o Senhor dos caminhos.

09
Òjísé pa lê fún awo, Odára pa lê soba
Òjísé pa lê fún awo, Odára pa lê soba.

Ôjixé pa lê fum auô Ôdára pa lê sóbá
Ôjixé pa lê fum auô Ôdára pa lê sóbá.

O Mensageiro mata para a casa de culto e 
Odára mata para a casa do Rei.

10
Elégbára léwá légbára Èsú a jú wo mòn mòn ki a awo
Elégbára léwá légbára Èsú a jú wo mòn mòn ki a awo.

Élébara lêuá lébara Exú a ju uô mã mã qui a auô.
Élébara lêuá lébara Exú a ju uô mã mã qui a auô.

O Senhor da Força é belo, Senhor do Poder,
Exú nos olha reconhecendo e sabendo que o estamos cultuando.

11
Kò mo nrí ìjà rè ó ìjà rè ó Èsú Olóònòn.
Kò mo nrí ìjà rè ó ìjà rè ó Èsú Olóònòn.

Cô mo um rí ijá ré ô ijá ré ô Exú olonã.
Cô mo um rí ijá ré ô ijá ré ô Exú olonã.

Que jamais eu veja a sua briga, a sua briga, Exú Senhor dos Caminhos.
Que jamais eu veja a sua briga, a sua briga, Exú Senhor dos Caminhos.

12
Ó jí gbálè á kàrà ó, Èsú soròkè
Ó jí gbálè á kàrà ó, Èsú soròkè

Ô ji bálé a cara ô Exú Xôroquê
Ô ji bálé a cara ô Exú Xôroquê

Ele acorda e varre os pedaços de sua cabaça quebrada,
Ele é o Exú que está no alto da montanha.

13
A jí kí Barabo e mo júbà, àwa kò sé
A jí kí Barabo é mo júbà, e omodé ko èkò èkó ki
Barabo e mo júbà Elégbára Èsú l'óònòn.

A ji qui Barabô é mo jubá auá cô xê
A jí qui Barabô é mo jubá ê omódê có é có qui
Barabô mô jubá Élébára Exú lonã.

Nós acordamos e cumprimentamos Barabo,
A vós eu apresento meus respeitos,
Que vós não façais mal.
Nós acordamos e cumprimentamos Barabo
A vós eu apresento meus respeitos.
A criança aprende na escola (é educada, ensinada)
Que a Barabo eu apresentou meus respeito, ele é 
Senhor da Força, o Exú dos caminhos.

14
Bará ó bebe Tirirí l'ònòn
Èsú Tirirí, Bará o bebe Tirirí l'ònòn
Èsú Tirirí.

Bará ô bébé tirirí lónã Exú tirirí
Bará ô bébé tirirí lónã Exú tirirí

Exú, ele realiza proezas maravilhosas,
Tirirí é o Senhor dos Caminhos, Exú Tirirí.

15
Góké góké Odára, Odára bàbá ebo
Góké góké Odára, Odára bàbá ebo
(Góké góké nidánón, Odára bàbá ebo)

Goquê goquê ôdara ôdara babá ebó
Goquê goquê ôdara ôdara babá ebó
(Goquê goquê nidanã ôdara babá ebó)

Odara sobe, sobe (ascenção), Odara é o pai dos ebós
Odara sobe no fogo que ele próprio acendeu,
Odara é o pai dos ebós.

16
Inón inón mo júbà e e mo júbà
Inón inón mo júbà e àgò mo júbà

Inã inã mo jubá ê é mo jubá
Inã inã mo jubá ê agô mo jubá.

Exú do Fogo, fogo, meus respeitos, 
A vós meus respeitos.
Exú do Fogo, fogo, meus respeitos,
Pelo licença e apresento-vos meus respeitos.

17
E má won léébá nón , Kò rí ìjà
E má won léébá nón , Kò rí ìjà
E má jékì, kò rí ijà
E má jékì, kò rí ijà


É má uom léébá nã, cô rí ijá
É má uom léébá nã, cô rí ijá
É má jéqui, cô rí ijá
É má jéqui, cô rí ijá

Que o Senhor (Exú) não ponha fogo neles,
E que suas cabeças não vejam vossa briga,
E não permitais que vossas cabeças vejam
A vossa briga.

18
Olóònòn àwa Bará Kétu
Olóònòn àwa Bará Kétu

Ólónã auá bará quêtu
Ólónã auá bará quêtu

Senhor dos nossos caminhos, Exú do povo de Ketu.
Senhor dos nossos caminhos, Exú do povo de Ketu.

19
Èsù so soròkè, Elégbára kí a awo
Èsù so soròkè, Elégbára légbáa ó.

Exú só xoroquê élébara qui a auô
Exú só xoroquê élébara lébá ô.

Exú fala do alto da montanha,
Senhor poderoso a quem cultuamos.

20
Kétu ké Kétu e Èsú Alákétu
Kétu ké Kétu e Elégbára Kétu

Quêtu quê quêtu é Exú alaquêtu
Quêtu quê quêtu é Exú alaquêtu

Ketu grita alto, Ketu, sois vós Exú o Senhor de Ketu (Rei)
Ketu grita alto, Ketu, sois vós o Senhor Poderoso de Ketu.

21
Yemonja kó nta ródò, Èsú a inón kò
Yemonja kó nta ródò, Èsú a inón kò

Iémanjá côntá rôdô, Exú a inã cô
Iémanjá côntá rôdô, Exú a inã cô

Yemanjá mergulha rapidamente no rio,
Exú do fogo não.

22
Àgòlóònòn àwa pé nbo, àgòlóònòn e,
Àgòlóònòn àwa pé nbo, àgòlóònòn e.

Agôlonã auá puê umbó, agôlonã ê
Agôlonã auá puê umbó, agôlonã ê

Pedimos licença ao Senhor dos Caminhos
Nos dizemos que o estamos cultuando,
Com licença, Senhor dos Caminhos.

23
Àgò nbo nbo Laróyé
Àgò nbo nbo Laróyé

Agô umbó umbó larôiê
Agô umbó umbó larôiê

Nós pedimos licença cultuando, Larô iê.
Nós pedimos licença cultuando, Larô iê.

24
Sónsó òbe, sónsó òbe
Odára kò l'orí erù, Laróyé
Sónsó òbe, Odára kò l'orí ebo.

Xônxô óbé, xônxô obé
Ôdara cô lôrí êrú larôiê
Xônxô óbé, Ôdara cô lôrí ébó.

Faca pontiaguda, faca pontiaguda,
Exú Odara não tem sua cabeça para
Levar carrego, Larô iê, tem faça pontuda,
Exú Odara não tem sua cabeça para levar ebó.

25
Alákétu rè Kétu Bará
Èsú máa ló.

Aláquêtu ré quêtu bará
Exú máa ló.

O Senhor Supremo de Ketu
É o Exú do povo de Ketu e
Exú irá embora.

26
Bára je n'tan á nlo,
Bára je n'tan máa ló ilé.

Bára jé untam a unló
Bára jé untam máa ló ilê.