CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Lendas de Obokun

Contam alguns antigos que, quando da criação do mundo, invejosas da perfeição da obra, as entidades malévolas resolveram semear a discórdia entre Obatalá e Ododua.

Por isso, difundiram a seguinte versão para o primeiro ato da vida no Universo:

No principio dos tempos, as divindades viviam no Orum, abaixo do qual apenas a imensidão das águas, Olofim, que é também Olodumaré e Olorum – o senhor do Orum, o Céu -, deu a Obatalá, o senhor das vestes brancas, uma corrente, uma porção de terra numa casca de caracol e uma espécie de galinha de cinco dedos, ordenando-lhe que descesse e criasse a Terra.

Entretanto, ao se aproximar do portal do Orum, Obatalá viu que alguma divindades faziam uma festa e parou para cumprimentá-las.

Elas ofereceram-lhe vinho de palmeira, mas ele bebeu demais e, embriagado, adormeceu.

Ododua, seu irmão mais novo, por acaso ouviu as instruções dadas por Olorum e, ao ver que Obatalá dormia, pegou os apetrechos e foi para a beira do Orum, acompanhado de um camaleão.

Naquele local, jogou a corrente, pela qual então desceram.

Desceram lá embaixo.

Ododua lançou a porção de terra na água e colocou a galinha de cinco dedos em cima dela.

A Galinha começou a ciscar a terra, espalhando-a em todas as direções, para muito longe, até o fim do mundo.

Depois, Ododua mandou o camaleão verificar se o solo era firme.

Então, Ododua pisou no chão de Idio, local onde se fez sua morada e onde hoje se localiza, em Ifé, seu bosque sagrado.

Quando Obatalá despertou da embriaguez e descobriu que o trabalho já havia sido concluído, percebeu o quanto o vinho de palmeira era perigoso.

Assim, proibiu que seus filhos o bebessem por todo o sempre.

Em seguida, Obatalá desceu à terra e a reclamou como sua, porque havia sido enviado por Olodumarê para criá-la e reinar sobre ela por direito, uma vez que era mais velho que o seu irmão Ododua – a quem acusou de lhe ter roubado o saco da criação.


Ododua insistia em ser o verdadeiro dono da terra, uma vez que a criara.

Os dois irmãos começaram a brigar.

E as divindades que os acompanharam até a terra dividiram-se em dois grupos, cada um tomando um partido deles.

Do lado de Ododua, ficaram Obokun (também conhecido por Ajacá). Oraniã, Obameri, Essidalê, Ossãin (o medico de Ododua), Aguemã e Obalufã.

Tomaram o partido de Obatalá Orixaquirê, Alaxé, Tecô e Ijubé.

Entre as duas facções ficou Aranfé, o senhor do trovão em Ifé.

Foi no alto do oquê Orá (o monte Orá), a poucos quilômetros a nordeste de Ifé, que Ododua e seus companheiros tiveram a primeira morada na terra.

Dali sairia para dar combate aos seus parentes Ibos, liderados por Obatalá e Oreluerê.

Quando Olorum soube da disputa, chamou Obatalá e Ododua de volta ao Orum para que cada qual contasse sua versão do acontecido e terminassem com aquela disputa.

Depois de ouvir as duas partes, Olorum conferiu a Ododua, criador da terra, o direito de possuí-la e de reinar sobre ela; e ele se tornou o primeiro rei de Ifé.

A Obatalá deu o titulo especial de orixalá, o grande orixá, e o poder de moldar os corpos humanos; e ele se tornou o criador da humanidade.

Olorum então o enviou de volta à terra acompanhados de Oramfé, para manter a paz entre eles; além de Ifá, o senhor do destino; e de Elexijé, o senhor da saúde.


 Cegueira e morte de Ododua


A divergência entre Ododua e Obatalá não passa de invencionice das entidade malévolas.

O que é certo e verdadeiro, segundo os mais velhos dos mais velhos, é que, um dia, já bem idoso Ododua ficou cego.

Então, mandou que cada um de seus 16 filhos, e um de cada vez, fosse até o oceano buscar água salgada, conforme lhe fora prescrito como remédio.

Cada um que retornava chegava sem sucesso; até que Obokum, o mais novo, finalmente obteve êxito.

Ododua lavou os olhos com água salgada e recuperou a visão.


Entre os filhos de Ododua, que tinha a pele mais clara que a de seus conterrâneos e por isso era visto como “Branco”, estão; Ocambi, ogum, Obameri, Euí, Essidalê, Obalufã, Alaimorê, Oni e Obokun, o mais novo.

O primogênito foi Ocambi, que, por sua vez, teve sete filhos, de ambos os sexos; estes reinaram, respectivamente, em Ilexá Owu, Sabé, Popô, Ilá, Ibinin e Queto.


Quando ficou cego, Ododua quis indicar Ogum como regente de Ifé.

Obameri e Essidalê não concordaram com a idéia para evitar a disputa, Ododua entregou a ogum o governo de Irê.


Com o objetivo de desestimular qualquer tipo de divergência, Ododua dividiu igualmente todo o país e esqueceu-se justamente de Obokun, que estava ausente, pois foi buscar água do mar para curar a cegueira do pai.

Exatamente nesse momento, Ododua tomou conhecimento de que todos os seus outros filhos, exceto Obokun e Oni, haviam roubado suas propriedades e suas coroas deixando apenas a que ele usava no dia-a-dia.

Assim, quando Obokun voltou com a água que devolveu a visão ao seu pai, foi o primeiro legitimamente contemplado – recebeu a espada cerimonial, símbolo de sua autoridade como OUA Ilexá, o rei do país dos Ijexás.


Ijexá


Durante uma das muitas guerras em que se empenhou.

Ogum capturou uma bela mulher chamada Lacanjê e a tornou sua concubina



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Lendas : Orixá do arco-íris !!!



Orixá do arco-íris !!!

Certa vez, Xangô viu Oxumarê passar, com todas as cores de seu traje e todo o brilho de seu ouro. 

Xangô conhecia a fama de Oxumarê não deixar ninguém dele se aproximar. 

Preparou então uma armadilha para capturar Oxumarê. 

Mandou uma audiência em seu palácio e, quando Oxumarê entrou na sala do trono, os soldados chamaram para a presença de Xangô e fecharam todas as janelas e portas, aprisionando Oxumarê junto com Xangô. 

Oxumarê ficou desesperado e tentou fugir, mas todas as saídas estavam trancadas pelo lado de fora. 
Xangô tentava tomar Oxumarê nos braços e Oxumarê escapava, correndo de um canto para outro. 

Não vendo como se livrar, Oxumarê pediu a Olorum e Olorum ouviu sua súplica. 

No momento em que Xangô imobilizava Oxumarê, Oxumarê foi transformado numa cobra, que Xangô largou com nojo e medo.  


A cobra deslizou pelo chão em movimentos rápidos e sinuosos. 

Havia uma pequena fresta entre a porta e o chão da sala e foi por ali que escapou a cobra, foi por ali que escapou Oxumarê.  

Assim livrou-se Oxumarê do assédio de Xangô. 

Quando Oxumarê e Xangô foram feitos Orixás, Oxumarê foi encarregado de levar água da Terra para o palácio de Xangô no Orum (céu), mas Xangô não pôde nunca aproximar-se de Oxumarê.



Lendas: Oxumare, Osumare, Oxumarê




Oxumaré

Arrobo Boi!

Oxumaré era, antigamente, um adivinho (babalaô).
O adivinho do rei Oni.
Sua única ocupação era ir ao palácio real no "dia do segredo";
dia que dá início à semana de quatro dias dos iorubas.
O rei Oni não era um rei generoso.
Ele dava apenas, a cada semana,
uma quantia irrisória a Oxumaré que,
por esta razão, vivia na miséria com a sua família.
O pai de Oxumaré tinha um belo apelido.
Chamavam-no "o proprietário do xale de cores brilhantes".
Mas, tal como seu filho, ele não tinha poder.
As pessoas da cidade não o respeitavam.
Oxumaré, magoado com esta triste situação, consultou Ifá.
"Como tornar-se rico, respeitado,
conhecido e admirado por todos?"
Ifá o aconselhou a fazer oferendas.
Disse-lhe que oferecesse
uma faca de bronze, quatro pombos e
quatro sacos de búzios da costa.

No momento que Oxumaré fazia estas oferendas,
o rei mandou chamá-lo.
Oxumaré respondeu:
"Pois não, chegarei tão logo tenha terminado a cerimônia".
O rei, irritado pela espera, humilhou Oxumaré,
recriminou-o e negligenciou, até,
a remessa de seus pagamentos habituais.

Entretanto, voltando à sua casa,
Oxumaré recebeu um recado:
Olokum, a rainha de um país vizinho, desejava consultá-lo
a respeito de seu filho, que estava doente.
Ele não podia manter-se de pé, caía,
rolava no chão e queimava-se nas cinzas do fogareiro.

Oxumaré dirigiu-se à corte da rainha Olokum
e consultou Ifá para ela.
Todas as doenças da criança foram curadas.
Olokum, encantada com este resultado,
recompensou Oxumaré.
Ela ofereceu-lhe uma roupa azul, feita de um rico tecido.
Ela deu-lhe muitas riquezas, servidores e um cavalo,
com o qual Oxumaré retornou à sua casa, em grande estilo.
Um escravo fazia rodopiar um guarda-sol sobre a sua cabeça
e músicos cantavam seus louvores.

Oxumaré foi saudar o rei.
O rei Oni ficou surpreso e disse-lhe:
"Oh! De onde viestes?
De onde saíram todas estas riquezas?"
Oxumaré respondeu-lhe a rainha Olokum o havia consultado.
"Ah! Foi então Olokum que fez tudo isto por você!"
Estimulado pela rivalidade,
o rei Oni ofereceu a Oxumaré uma roupa do mais belo vermelho,
acompanhada de muitos outros presentes.
Assim, Oxumaré tornou-se rico e respeitado.

Entretanto, Oxumaré era amigo de Chuva.
Quando Chuva reunia as nuvens,
Oxumaré agitava sua faca de bronze
e a apontava em direção ao céu,
como se riscasse de um lado a outro.
O arco-íris aparecia e Chuva fugia.
Todos gritavam: "Oxumaré apareceu!"
Oxumaré tornou-se muito célebre.

Nesta época, Olodumaré o deus supremo,
aquele que estende a esteira real em casa
e caminha na chuva,
começou a sofrer da vista e nada mais enxergava.
Ele mandou chamar Oxumaré
e o mal dos seus olhos foram curados.
Depois disto, Olodumaré não deixou mais que Oxumaré retornasse à Terra.

Desde este dia, é no céu que ele mora
e só tem permissão de visitar a Terra a cada três anos.
É durante estes anos que as pessoas tornam-se ricas e prósperas.


(Do livro Lendas Africanas dos Orixás)
Pierre Fatumbi Verger/ Caribé - Editora Corrupio


Lendas: Oxumare, Osumare, Oxumarê




Oxumaré

Arrobo Boi!

Oxumaré era, antigamente, um adivinho (babalaô).
O adivinho do rei Oni.
Sua única ocupação era ir ao palácio real no "dia do segredo";
dia que dá início à semana de quatro dias dos iorubas.
O rei Oni não era um rei generoso.
Ele dava apenas, a cada semana,
uma quantia irrisória a Oxumaré que,
por esta razão, vivia na miséria com a sua família.
O pai de Oxumaré tinha um belo apelido.
Chamavam-no "o proprietário do xale de cores brilhantes".
Mas, tal como seu filho, ele não tinha poder.
As pessoas da cidade não o respeitavam.
Oxumaré, magoado com esta triste situação, consultou Ifá.
"Como tornar-se rico, respeitado,
conhecido e admirado por todos?"
Ifá o aconselhou a fazer oferendas.
Disse-lhe que oferecesse
uma faca de bronze, quatro pombos e
quatro sacos de búzios da costa.

No momento que Oxumaré fazia estas oferendas,
o rei mandou chamá-lo.
Oxumaré respondeu:
"Pois não, chegarei tão logo tenha terminado a cerimônia".
O rei, irritado pela espera, humilhou Oxumaré,
recriminou-o e negligenciou, até,
a remessa de seus pagamentos habituais.

Entretanto, voltando à sua casa,
Oxumaré recebeu um recado:
Olokum, a rainha de um país vizinho, desejava consultá-lo
a respeito de seu filho, que estava doente.
Ele não podia manter-se de pé, caía,
rolava no chão e queimava-se nas cinzas do fogareiro.

Oxumaré dirigiu-se à corte da rainha Olokum
e consultou Ifá para ela.
Todas as doenças da criança foram curadas.
Olokum, encantada com este resultado,
recompensou Oxumaré.
Ela ofereceu-lhe uma roupa azul, feita de um rico tecido.
Ela deu-lhe muitas riquezas, servidores e um cavalo,
com o qual Oxumaré retornou à sua casa, em grande estilo.
Um escravo fazia rodopiar um guarda-sol sobre a sua cabeça
e músicos cantavam seus louvores.

Oxumaré foi saudar o rei.
O rei Oni ficou surpreso e disse-lhe:
"Oh! De onde viestes?
De onde saíram todas estas riquezas?"
Oxumaré respondeu-lhe a rainha Olokum o havia consultado.
"Ah! Foi então Olokum que fez tudo isto por você!"
Estimulado pela rivalidade,
o rei Oni ofereceu a Oxumaré uma roupa do mais belo vermelho,
acompanhada de muitos outros presentes.
Assim, Oxumaré tornou-se rico e respeitado.

Entretanto, Oxumaré era amigo de Chuva.
Quando Chuva reunia as nuvens,
Oxumaré agitava sua faca de bronze
e a apontava em direção ao céu,
como se riscasse de um lado a outro.
O arco-íris aparecia e Chuva fugia.
Todos gritavam: "Oxumaré apareceu!"
Oxumaré tornou-se muito célebre.

Nesta época, Olodumaré o deus supremo,
aquele que estende a esteira real em casa
e caminha na chuva,
começou a sofrer da vista e nada mais enxergava.
Ele mandou chamar Oxumaré
e o mal dos seus olhos foram curados.
Depois disto, Olodumaré não deixou mais que Oxumaré retornasse à Terra.

Desde este dia, é no céu que ele mora
e só tem permissão de visitar a Terra a cada três anos.
É durante estes anos que as pessoas tornam-se ricas e prósperas.


(Do livro Lendas Africanas dos Orixás)
Pierre Fatumbi Verger/ Caribé - Editora Corrupio


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Outubro o mês de Ossanym: Lendas ( Ossanyn )


Ossain recusa-se a cortar as ervas miraculosas.

Ossain era o nome de um escravo que foi vendido a Orunmila.

Um dia ele foi à floresta a lá conheceu Aroni, que sabia tudo sobre as plantas. Aroni, o gnomo de uma perna só, ficou amigo de Ossain e ensinou-lhe todo o segredo das ervas.

Um dia, Orunmilá, desejoso de fazer uma grande plantação, ordenou a Ossain que roçasse o mato de suas terras.

Diante de uma planta que curava dores, Ossain exclamava: "Esta não pode ser cortada, é as erva as dores".

Diante de uma planta que curava hemorragias, dizia: "Esta estanca o sangue, não deve ser cortada".

Em frente de uma planta que curava a febre, dizia: "Esta também não, porque refresca o corpo". E assim por diante.


Orunmilá, que era um babalawo muito procurado por doentes, interessou-se então pelo poder curativo das plantas e ordenou que Ossain ficasse junto dele nos momentos de consulta, que o ajudasse a curar os enfermos com o uso das ervas miraculosas.

E assim Ossain ajudava Orunmilá a receitar a acabou sendo conhecido como o grande médico que é.
[ Lenda 71 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi ]



Ossain dá uma folha para cada Orixá.


Ossain, filho de Nanã e irmão de Oxumarê, Euá e Obaluayê, era o senhor das folhas, da ciência e das ervas, o orixá que conhece o segredo da cura e o mistério da vida.

Todos os orixás recorriam a Ossain para curar qualquer moléstia, qualquer mal do corpo. Todos dependiam de Ossain na luta contra a doença. Todos iam à casa de Ossain oferecer seus sacrifícios.

Em troca Ossain lhes dava preparados mágicos: banhos, chás, infusões, pomadas, abô, beberagens.


Curava as dores, as feridas, os sangramentos; as disenterias, os inchaços e fraturas; curava as pestes, febres, órgãos corrompidos; limpava a pele purulenta e o sangue pisado; livrava o corpo de todos os males.


Um dia Xangô, que era o deus da justiça, julgou que todos os Orixás deveriam compartilhar o poder de Ossain, conhecendo o segredo das ervas e o dom da cura. Xangô sentenciou que Ossain dividisse suas folhas com os outros Orixás. Mas Ossain negou-se a dividir suas folhas com os outros Orixás.

Xangô então ordenou que Iansã soltasse o vento e trouxesse ao seu palácio todas as folhas das matas de Ossain para que fossem distribuídas aos Orixás. Iansã fez o que Xangô determinara. Gerou um furacão que derrubou as folhas das plantas e as arrastou pelo ar em direção ao palácio de Xangô. Ossain percebeu o que estava acontecendo e gritou: "Euê Uassá!".


"As folhas funionam!"


Ossain ordenou às folhas que voltassem às suas matas e as folhas obedeceram às ordens de Ossain. Quase todas as folhas retornaram para Ossain. As que já estavam em poder de Xangô perderam o Axé, perderam o poder da cura.


O Orixá Rei, que era um orixá justo, admitiu a vitória de Ossain. Entendeu que o poder das folhas devia ser exclusivo de Ossain e que assim devia permanecer através dos séculos. Ossain, contudo, deu uma folha para cada Orixá, deu uma euê para cada um deles. Cada folha com seus axés e seus efós, que são as cantigas de encantamento, sem as quais as folhas não funcionam. Ossain distribuiu as folhas aos orixás para que eles não mais o invejassem.

Eles também podiam realizar proezas com as ervas, mas os segredos mais profundos ele guardou para si. Ossain não conta seus segredos para ninguém, Ossain nem mesmo fala.

Fala por ele seu criado Aroni. Os Orixás ficaram gratos a Ossain e sempre o reverenciam quando usam as folhas.
[ Lenda 72 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi ]




Como Òsanyìn descobre o nome das folhas.


Òrúnmílá dá a Òsanyìn o nome das plantas.

Ifá foi consultado por Òrúnmílá que estava partindo da terra para o céu e que estava indo apanhar todas as folhas. Quando Òrúnmílá chegou ao céu Olódùmaré disse, eis todas as folhas que queria pegar o que fará com elas ?


Òrùnmílá respondeu que iria usá-las, disse que, iria usá-las para beneficio dos seres humanos da Terra. Todas as folhas que Òrunmílá estava pegando, Òrúnmílá carregaria para a Terra.


Quando chegou à pedra Àgbàsaláààrin ayé lòrun (pedra que se encontra no meio do caminho entre o céu e a terra) Aí Òrúnmílá encontrou Òsanyìn no caminho.


Perguntou: Òsanyìn onde vai?


Òsanyìn disse; "Vou ao céu, disse ele, vou buscar folhas e remédios".


Òrúnmílá disse, muito bem, disse, que já havia ido buscar folhas no céu, disse, para benefício dos seres humanos da terra. Disse, olhe todas essas folhas, Òsanyìn pode apenas arrebatar todas as folhas. Ele poderia fazer remédios (feitiços) com elas porém não conhecia seus nomes.


Foi Òrúnmílá quem deu nome a todas as folhas. Assim Òrúnmílá nomeou todas as folhas naquele dia.


Ele disse, você Òsanyìn carrega todas as folhas para a terra, disse, volte, iremos para terra juntos.


Foi assim que Òrúnmílá entregou todas as folhas para Òsanyìn naquele dia. Foi ele quem ensinou a Òsanyìn o nome das folhas apanhadas.