CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ
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quarta-feira, 2 de março de 2011

* Os Orixás do Amor



O Amor é uma palavra mágica e poderosa, que ronda o imaginário humano, sendo sempre muito difícil ilustrá-lo ou lhe dar uma definição concreta, mas vou tentar definir mesmo assim: - O Amor é igual a respeito, cumplicidade, lealdade, verdade, amizade e solidariedade.
Ele soma e multiplica, e nunca subtraí, e sempre divide. É mais do que dizer:
“Eu Te Amo” ouvindo músicas românticas.

Amar é querer fazer o outro feliz e ser feliz em seqüência.
É amar tanto a qualidade que se aceita por extensão os defeitos, afinal, ninguém é perfeito, e pessoas idealizadas viram frustrações futuras.

Amem os outros pelo que lhes são, assim como os Orixás nos ama pelo que somos.
A pouco tempo atrás aconteceu essa história aqui relatada, mas que trás em sua essência uma verdadeira mensagem para todos aqueles que acreditam, tem fé e amam os Orixás.

Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pelos do corpo.
Realmente o Sol tinha se escondido nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.


Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das "guerras", saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu–se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram–se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso.


Yemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe "coruja" quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração. — Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? — ralhou Yemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.— Desculpe, sabe, ando meio ocupado. — Respondeu um triste Ogum.— Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste. — É, vim até aqui para "desabafar" com você "mãezinha".


Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome.
Estou cansado com o que eles fazem com a "Espada da Lei", que julgam carregar.
Estou cansado de tanta demanda.
Estou muito mais cansado das "supostas" demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles... Estou cansado...Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto.
Ele chorava.


Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos humanos. Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum.
Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos do Axé. Não! Ogum amava a humanidade, amava a Vida.





Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas.
As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não via nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos.


Não viam em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna. Não! Infelizmente ele era entendido como o "Orixá da Guerra", um homem impiedoso que utiliza–se de sua espada para resolver qualquer situação.

E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizarem "quebras e cortes" de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um.


E mais, normalmente, tudo isso torna–se uma guerra de vaidade, um show "pirotécnico" de forças ocultas.
Muita "espada", muito "tridente", muitas "armas", pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual. Isso magoava Ogum. Como magoava: — Ah, filhos de Axé, por que vocês esquecem que o Axé é pura força e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum.


Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá-la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando-a em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição... Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida.

E totalmente nu ficou frente à Yemanjá.
Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado...

Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Xapanã apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra Ela.

Magoava–se por sua alfanje da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens. Ele também deixou sua alfange aos pés de Yemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo se via o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que se irradia de todo seu ser.

A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que se perderam na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem-se disso... Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite. E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Yemanjá suas armas e ferramentas simbólicas. Faziam isso em respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos pelos filhos de santo.




Faziam isso por si próprios. Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que espalha as sementes de luz do seu amor. Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância. Um a um, todos foram se despindo e pensando quanto os filhos de Axé compreendiam erroneamente os Orixás.




Yemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer. Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exu. O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado de Pombagira, sua companheira eterna de jornada. Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente se apresentam. Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas.

Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor! E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Yemanjá. Despiram–se de tudo. Exu e Pombagira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os absurdos cometidos por humanos em nome deles.

Sem contar o preconceito, que o próprio filho de santo ajudou a criar, dentro da sociedade, associando–o a figura do Diabo:—Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável! —Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir. Essa era a natureza desse querido Orixá. Yemanjá estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto.

Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:— Espere! Pensou Yemanjá! — Oxalá, Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação. E logo Yemanjá colocou-se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás.


Oxalá apresentou-se na frente de todos. Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo. Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu-se de sua roupa sagrada, pra igualar-se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun: —Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos! Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem, aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas.


Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra. Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por um Axé sério, sem os absurdos que por aí acontecem.

Esses que muito além de "apenas" prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras "bases de luz" na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se.


Esses que realmente nos compreendem e buscam-nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe.

Esses incríveis filhos de Axé, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que honram e enchem o Axé de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir...

Quando Oxalá se calou os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros iriam se juntar nesse ideal.

E aquilo os alegrou tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram-se em amor e compaixão pela humanidade.


Em Aruanda, os caboclos, pretos velhos e crianças, o mesmo fizeram.

Largaram tudo, também se despiram e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.


Na Terra, baianos, marinheiros, boiadeiros, ciganos e todos os povos de Axé, sorriam.
Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos.

Uma alegria e bem–aventurança incríveis invadiram seus corações.

Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam-se. O alto os abençoava...



Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pombagiras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz.


Milhares de espíritos foram retirados do baixo–astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador.

E na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta.

Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente.

Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou–se benção na vida de todos.

Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.




Vocês, filhos de Axé, pensem bem! Não transformem O Candomblé em geral em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como "armas" para vocês acertarem suas contas terrenas.

Muito menos se esqueçam do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles.

Candomblé é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembrem–se disso.


E quanto a todos aqueles, que lutam por um Candomblé serio, esclarecido e verdadeiro, independente da linha seguida, lembrem–se das palavras de Oxalá ditas linhas acima.

Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não têm olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade. Lembrem–se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança.


A todos, que lutam pelo Candomblé nessa Terra de Orixás, esse texto é dedicado.

Honrem a Eles. Sejam LUZ, assim como Eles São! Axé pra quem é de Axé !!!




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Amor, amor, amor, amor-próprio


O leitor Maurício Almeida pergunta: “Algumas pessoas transferem para os outros o poder de ser feliz e o controle de decisões importantes de suas vidas. Não seria ausência de amor-próprio?”

por Eugenio Mussak

Lembro-me bem. Eu praticava medicina e estava em meu consultório já no fim de mais uma jornada de queixas, diagnósticos, esperanças. Ela entrou, sorriu timidamente em resposta às minhas palavras de boasvindas e sentou-se depositando na cadeira ao lado sua bolsa e seu casaco. Esse é o momento em que o médico pergunta algo do tipo: “Então, o que posso fazer pela senhora?”, ou “Agora me diga o que a traz aqui”. Foi o que fiz, para então ouvir uma resposta desconcertante: “Estou aqui porque descobri que estou ‘dormindo com o inimigo’ e preciso de sua ajuda”.



Como havia passado recentemente um filme com esse nome, em que uma mulher era tiranizada pelo marido, pensei, no primeiro momento, que ela estava com problemas em seu casamento e, nesse caso, ela deveria ser atendida por um psicólogo de casais, ou quem sabe por um advogado, e não por um médico fisiologista, que cuida do corpo, ainda que não desdenhe a influência da mente. Ao fazer um comentário nessa linha, a jovem mulher à minha frente argumentou: “O senhor não entendeu, doutor. Eu sou solteira. Quando digo que estou dormindo com o inimigo é porque durmo sozinha, e meu inimigo sou eu mesma. À noite penso em mim e sinto o quanto me detesto”.



Ao perceber que estava diante de um caso de grave ausência de autoestima, voltei a insistir que ela precisava de apoio psicológico, ao que ela respondeu que sabia disso, que estava recebendo atenção de uma psicóloga, e que tinha sido exatamente essa psicóloga que a havia encaminhado para mim, na esperança de que algum investimento em seu corpo a ajudasse a fazer as pazes consigo mesma.



Sim, eu podia ajudar minha paciente a emagrecer, melhorar a postura, tornar-se mais esbelta, através da incorporação de novos hábitos, com exercícios físicos e mudanças alimentares. Mas não seria isso que lhe daria auto-estima, ponderei para mim mesmo. Ela só entraria em um processo de se cuidar se seu amor-próprio fosse o precursor. Em outras palavras, cuidar do corpo requer auto-estima, pois só cuidamos de quem gostamos. A paciente, ao querer afinar a silhueta para sentir-se mais feliz, estava na verdade querendo garantir a aprovação dos outros. Eis o engano, comum, que leva uma pessoa a depender da outra para gostar de si mesma.



É claro que ajudei minha paciente, mas o tratamento não foi exatamente como ela esperava. Não houve pílulas milagrosas nem dietas redentoras. Houve, sim, muito papo de conscientização, muito exercício de auto-apreciação e uma conversa séria sobre seus planos. Como manda o protocolo, essa abordagem contou com a cumplicidade de sua terapeuta, e só ocorreu depois de afastadas doenças e causas físicas para seu excesso de peso. E a mágica aconteceu, mas só teve início quando falamos sobre o projeto de vida e ficou claro que não fazemos projetos comuns com alguém de quem não gostamos. Ao perceber que ela seria sua própria companheira de viagem, concordou em transformar-se em uma companhia melhor, prazerosa, mais “leve”, no sentido humano de ser.



O que é a auto-estima?



Não faltam definições, todas simples demais, como “auto-estima é capacidade de sentir prazer em sua própria companhia”. Não há erros nessas definições, mas elas deixam a desejar, especialmente aos mais ciosos de lógica e bom senso. Ainda bem que existe a psicologia, que, em nosso socorro, explica que auto-estima é percepção lúcida de três fatores: da capacidade de enfrentar os desafios da vida, da aceitação das outras pessoas e do direito de ser feliz.



Dos três, o direito de ser feliz é o mais intenso, pois abrange os outros dois fatores. Somos felizes quando nos sentimos seguros em relação às dificuldades naturais da vida e quando mantemos com as outras pessoas relações harmônicas e construtivas. De fato, a relação da auto-estima com a felicidade parece ser a mais consistente, gerando uma espécie de sistema que se auto-alimenta. A auto-estima saudável garante acesso à felicidade e a felicidade permite a instalação de uma boa auto-estima.



Entretanto, em nossa cultura, há forte tendência à valorização da opinião do outro. Transferimos, com muita freqüência, o poder de construção de nossa auto-estima para as pessoas que nos rodeiam e para as personalidades que admiramos. Como foi dito acima, a relação saudável e prazerosa com os outros faz parte do tripé que sustenta a auto-estima, mas não é, como às vezes parece ser, a única nem a principal responsável por sua construção.



Como a auto-estima e a felicidade costumam caminhar juntas, vivem se encontrando na literatura universal. No livro O Vermelho e o Negro, de Stendhal (na verdade, Marie-Henri Beyle, escritor francês do século 19, cuja principal característica é desnudar o espírito humano com frieza e precisão), há um bom exemplo dessa dobradinha, trafegando pelas dualidades humanas. O próprio título remete aos extremos – vermelho e negro estariam representando o bem e o mal, o amor e o ódio, o ser e o não ser. Seu personagem central, Julien Sorel, é filho de um carpinteiro rude, mas dotado de sensibilidade artística e espírito refinado, que anseia viver com a aristocracia. Toda a trama é baseada na necessidade de ser aceito, de ser o que não é e de negar suas origens.



A felicidade de Julien passava pela aceitação dos outros, aqueles que ele admirava, que o toleravam, mas não o reconheciam como um igual. Belo e sensível, torna-se amante da senhora de Rênal, esposa de seu patrão, e é feliz por ter sido aceito em um leito nobre. Mas, quando um dos filhos da senhora de Rênal adoece, esta acredita que se trata de um castigo divino, pondo fim ao romance. Duro golpe na auto-estima de Julien – nem Deus o aceita como ele deseja ser. Em busca da realização, parte para outros lugares, aprimora sua cultura, faz novos amigos e conhece Mathilde, filha de outro nobre. Ele a engravida, e o pai concorda com o casamento desde que Julien mude de nome, para parecer o que não é – um aristocrata.



O casamento, entretanto, é frustrado por interferência da antiga amante, que ainda o deseja. Ele tenta então matá-la, é preso e a tragédia se completa com sua condenação à morte. Para surpresa de todos, e dele mesmo, Julien não só aceita como deseja a morte, e isso se deve ao fato de que ele percebeu que jamais conseguiria ser o que desejava, ou seja, não ser ele mesmo. A infelicidade e a tragédia desse personagem da literatura representam o anseio daqueles que buscam o reconhecimento do outro para construir sua própria aceitação.



O erro não está em respeitar e até desejar a aceitação do outro, e sim em negar seu direito e seu poder de criar uma identidade singular, baseada em princípios próprios e alimentada por causas pessoais. Viktor Frankl, o psicólogo que criou a logoterapia (psicoterapia baseada na busca do sentido) a partir de sua experiência em um campo de concentração, insiste na quebra da visão pendular entre a auto-aceitação e a aceitação do outro. Segundo ele, se você tende a basear sua imagem na opinião alheia, irá se alienar e frustrar para sempre a possibilidade de construir uma personalidade estável. E se você opta por ignorar o outro e construir sua imagem baseada apenas no que você acha certo, tende a se isolar e criar um comportamento psicótico, em que o outro não tem vez nem valor.



O que Frankl propõe é que você saia do movimento pendular para os lados e crie um movimento para cima, buscando uma causa, uma razão maior que justifique não só sua felicidade, mas também sua existência. Quando estamos ligados a razões superiores, como uma carreira sólida, uma obra social ou um projeto, que pode ser uma viagem, uma família, um livro a ser escrito ou algo assim, temos os elementos de que necessitamos para construir uma autoestima bem sustentada e independente.



Espelho, espelho meu



Entretanto, negar o papel do outro na construção de nossa auto-imagem não é uma coisa que se deva fazer. A psicóloga Dorothy Briggs dedicou-se a estudar auto-estima, especialmente depois que foi mãe. É dela o ótimo livro A Auto-Estima de Seu Filho (Martins Fontes), um estudo da influência dos pais e, depois, de outras pessoas, a começar pelas primeiras professoras e coleguinhas, em nossa vida auto-afetiva.



Ela propõe uma reflexão sobre o que chama de “fenômeno dos espelhos”, em que pergunta aos pais se eles já se perceberam como espelhos psicológicos que seus filhos usam para construir suas próprias identidades. Sim, os pais são os primeiros referenciais de que as crianças se valem para se sentirem vivas, participantes ativas deste mundo que elas começam a habitar. As crianças se sentirão bonitas, fortes, amadas, corajosas a partir da imagem que o espelho lhes devolva. A construção de uma identidade positiva depende, sem dúvida, de experiências positivas na vida, e essas experiências são compartilhadas.



O fenômeno dos espelhos se amplia na medida em que cresce o mundo ao nosso redor, multiplicando as relações e aumentando os feedbacks. E o problema é que o mundo às vezes parece aquelas salas de espelhos que havia nos parques de diversões. Você se via imensamente gordo em um espelho, para verse magricela e comprido no próximo. Essa situação é cômica porque conseguimos rir de nós mesmos, ou melhor, da imagem distorcida que os espelhos nos devolvem. Rimos porque sabemos que nada daquilo é verdade, nenhuma imagem corresponde à realidade. Conhecemos nossa verdadeira imagem e ela não estava em qualquer daquelas mentirosas superfícies polidas.



E na vida diária, também é assim? Quanto você confia, ou desconfia, do que os espelhos da vida lhe dizem? E quanto essas imagens refletidas são importantes para você? Respostas que só a maturidade é capaz de dar. É claro que os espelhos são importantes, mas, convenhamos, não é isso que importa. O que importa mesmo é o que você fará com o que os espelhos lhe disserem.



Desejar ser o que não é ou, pior, desejar não ser o que é equivale a negar a si mesmo, mentir para a alma, anular sua essência. Como o pobre do Julien Sorel, que tentou matar a única mulher que amava para tentar ficar com a que não amava, mas queria amar, porque achava que assim poderia ser o que não era, mas gostaria de ser. Sermos o que somos verdadeiramente é o único caminho para chegarmos a ser o que desejamos intensamente.





"Pensando bem"Edições Anteriores Lembro-me bem. Eu praticava medicina e estava em meu consultório já no fim de mais uma jornada de queixas, diagnósticos, esperanças. Ela entrou, sorriu timidamente em resposta às minhas palavras de boasvindas e sentou-se depositando na cadeira ao lado sua bolsa e seu casaco. Esse é o momento em que o médico pergunta algo do tipo: “Então, o que posso fazer pela senhora?”, ou “Agora me diga o que a traz aqui”. Foi o que fiz, para então ouvir uma resposta desconcertante: “Estou aqui porque descobri que estou ‘dormindo com o inimigo’ e preciso de sua ajuda”.



Como havia passado recentemente um filme com esse nome, em que uma mulher era tiranizada pelo marido, pensei, no primeiro momento, que ela estava com problemas em seu casamento e, nesse caso, ela deveria ser atendida por um psicólogo de casais, ou quem sabe por um advogado, e não por um médico fisiologista, que cuida do corpo, ainda que não desdenhe a influência da mente. Ao fazer um comentário nessa linha, a jovem mulher à minha frente argumentou: “O senhor não entendeu, doutor. Eu sou solteira. Quando digo que estou dormindo com o inimigo é porque durmo sozinha, e meu inimigo sou eu mesma. À noite penso em mim e sinto o quanto me detesto”.



Ao perceber que estava diante de um caso de grave ausência de autoestima, voltei a insistir que ela precisava de apoio psicológico, ao que ela respondeu que sabia disso, que estava recebendo atenção de uma psicóloga, e que tinha sido exatamente essa psicóloga que a havia encaminhado para mim, na esperança de que algum investimento em seu corpo a ajudasse a fazer as pazes consigo mesma.



Sim, eu podia ajudar minha paciente a emagrecer, melhorar a postura, tornar-se mais esbelta, através da incorporação de novos hábitos, com exercícios físicos e mudanças alimentares. Mas não seria isso que lhe daria auto-estima, ponderei para mim mesmo. Ela só entraria em um processo de se cuidar se seu amor-próprio fosse o precursor. Em outras palavras, cuidar do corpo requer auto-estima, pois só cuidamos de quem gostamos. A paciente, ao querer afinar a silhueta para sentir-se mais feliz, estava na verdade querendo garantir a aprovação dos outros. Eis o engano, comum, que leva uma pessoa a depender da outra para gostar de si mesma.



É claro que ajudei minha paciente, mas o tratamento não foi exatamente como ela esperava. Não houve pílulas milagrosas nem dietas redentoras. Houve, sim, muito papo de conscientização, muito exercício de auto-apreciação e uma conversa séria sobre seus planos. Como manda o protocolo, essa abordagem contou com a cumplicidade de sua terapeuta, e só ocorreu depois de afastadas doenças e causas físicas para seu excesso de peso. E a mágica aconteceu, mas só teve início quando falamos sobre o projeto de vida e ficou claro que não fazemos projetos comuns com alguém de quem não gostamos. Ao perceber que ela seria sua própria companheira de viagem, concordou em transformar-se em uma companhia melhor, prazerosa, mais “leve”, no sentido humano de ser.



O que é a auto-estima?



Não faltam definições, todas simples demais, como “auto-estima é capacidade de sentir prazer em sua própria companhia”. Não há erros nessas definições, mas elas deixam a desejar, especialmente aos mais ciosos de lógica e bom senso. Ainda bem que existe a psicologia, que, em nosso socorro, explica que auto-estima é percepção lúcida de três fatores: da capacidade de enfrentar os desafios da vida, da aceitação das outras pessoas e do direito de ser feliz.



Dos três, o direito de ser feliz é o mais intenso, pois abrange os outros dois fatores. Somos felizes quando nos sentimos seguros em relação às dificuldades naturais da vida e quando mantemos com as outras pessoas relações harmônicas e construtivas. De fato, a relação da auto-estima com a felicidade parece ser a mais consistente, gerando uma espécie de sistema que se auto-alimenta. A auto-estima saudável garante acesso à felicidade e a felicidade permite a instalação de uma boa auto-estima.



Entretanto, em nossa cultura, há forte tendência à valorização da opinião do outro. Transferimos, com muita freqüência, o poder de construção de nossa auto-estima para as pessoas que nos rodeiam e para as personalidades que admiramos. Como foi dito acima, a relação saudável e prazerosa com os outros faz parte do tripé que sustenta a auto-estima, mas não é, como às vezes parece ser, a única nem a principal responsável por sua construção.



Como a auto-estima e a felicidade costumam caminhar juntas, vivem se encontrando na literatura universal. No livro O Vermelho e o Negro, de Stendhal (na verdade, Marie-Henri Beyle, escritor francês do século 19, cuja principal característica é desnudar o espírito humano com frieza e precisão), há um bom exemplo dessa dobradinha, trafegando pelas dualidades humanas. O próprio título remete aos extremos – vermelho e negro estariam representando o bem e o mal, o amor e o ódio, o ser e o não ser. Seu personagem central, Julien Sorel, é filho de um carpinteiro rude, mas dotado de sensibilidade artística e espírito refinado, que anseia viver com a aristocracia. Toda a trama é baseada na necessidade de ser aceito, de ser o que não é e de negar suas origens.



A felicidade de Julien passava pela aceitação dos outros, aqueles que ele admirava, que o toleravam, mas não o reconheciam como um igual. Belo e sensível, torna-se amante da senhora de Rênal, esposa de seu patrão, e é feliz por ter sido aceito em um leito nobre. Mas, quando um dos filhos da senhora de Rênal adoece, esta acredita que se trata de um castigo divino, pondo fim ao romance. Duro golpe na auto-estima de Julien – nem Deus o aceita como ele deseja ser. Em busca da realização, parte para outros lugares, aprimora sua cultura, faz novos amigos e conhece Mathilde, filha de outro nobre. Ele a engravida, e o pai concorda com o casamento desde que Julien mude de nome, para parecer o que não é – um aristocrata.



O casamento, entretanto, é frustrado por interferência da antiga amante, que ainda o deseja. Ele tenta então matá-la, é preso e a tragédia se completa com sua condenação à morte. Para surpresa de todos, e dele mesmo, Julien não só aceita como deseja a morte, e isso se deve ao fato de que ele percebeu que jamais conseguiria ser o que desejava, ou seja, não ser ele mesmo. A infelicidade e a tragédia desse personagem da literatura representam o anseio daqueles que buscam o reconhecimento do outro para construir sua própria aceitação.



O erro não está em respeitar e até desejar a aceitação do outro, e sim em negar seu direito e seu poder de criar uma identidade singular, baseada em princípios próprios e alimentada por causas pessoais. Viktor Frankl, o psicólogo que criou a logoterapia (psicoterapia baseada na busca do sentido) a partir de sua experiência em um campo de concentração, insiste na quebra da visão pendular entre a auto-aceitação e a aceitação do outro. Segundo ele, se você tende a basear sua imagem na opinião alheia, irá se alienar e frustrar para sempre a possibilidade de construir uma personalidade estável. E se você opta por ignorar o outro e construir sua imagem baseada apenas no que você acha certo, tende a se isolar e criar um comportamento psicótico, em que o outro não tem vez nem valor.



O que Frankl propõe é que você saia do movimento pendular para os lados e crie um movimento para cima, buscando uma causa, uma razão maior que justifique não só sua felicidade, mas também sua existência. Quando estamos ligados a razões superiores, como uma carreira sólida, uma obra social ou um projeto, que pode ser uma viagem, uma família, um livro a ser escrito ou algo assim, temos os elementos de que necessitamos para construir uma autoestima bem sustentada e independente.



Espelho, espelho meu



Entretanto, negar o papel do outro na construção de nossa auto-imagem não é uma coisa que se deva fazer. A psicóloga Dorothy Briggs dedicou-se a estudar auto-estima, especialmente depois que foi mãe. É dela o ótimo livro A Auto-Estima de Seu Filho (Martins Fontes), um estudo da influência dos pais e, depois, de outras pessoas, a começar pelas primeiras professoras e coleguinhas, em nossa vida auto-afetiva.



Ela propõe uma reflexão sobre o que chama de “fenômeno dos espelhos”, em que pergunta aos pais se eles já se perceberam como espelhos psicológicos que seus filhos usam para construir suas próprias identidades. Sim, os pais são os primeiros referenciais de que as crianças se valem para se sentirem vivas, participantes ativas deste mundo que elas começam a habitar. As crianças se sentirão bonitas, fortes, amadas, corajosas a partir da imagem que o espelho lhes devolva. A construção de uma identidade positiva depende, sem dúvida, de experiências positivas na vida, e essas experiências são compartilhadas.



O fenômeno dos espelhos se amplia na medida em que cresce o mundo ao nosso redor, multiplicando as relações e aumentando os feedbacks. E o problema é que o mundo às vezes parece aquelas salas de espelhos que havia nos parques de diversões. Você se via imensamente gordo em um espelho, para verse magricela e comprido no próximo. Essa situação é cômica porque conseguimos rir de nós mesmos, ou melhor, da imagem distorcida que os espelhos nos devolvem. Rimos porque sabemos que nada daquilo é verdade, nenhuma imagem corresponde à realidade. Conhecemos nossa verdadeira imagem e ela não estava em qualquer daquelas mentirosas superfícies polidas.



E na vida diária, também é assim? Quanto você confia, ou desconfia, do que os espelhos da vida lhe dizem? E quanto essas imagens refletidas são importantes para você? Respostas que só a maturidade é capaz de dar. É claro que os espelhos são importantes, mas, convenhamos, não é isso que importa. O que importa mesmo é o que você fará com o que os espelhos lhe disserem.



Desejar ser o que não é ou, pior, desejar não ser o que é equivale a negar a si mesmo, mentir para a alma, anular sua essência. Como o pobre do Julien Sorel, que tentou matar a única mulher que amava para tentar ficar com a que não amava, mas queria amar, porque achava que assim poderia ser o que não era, mas gostaria de ser. Sermos o que somos verdadeiramente é o único caminho para chegarmos a ser o que desejamos intensamente
 
 
FONTE :
 
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6033173110849972840

sábado, 15 de maio de 2010

* Quem já não leu esses dizeres : AMARRAÇÃO, TRAGO SEU AMOR EM SETE DIAS, TENHA SEU HOMEM AOS SEUS PÉS, DEIXO SEU AMOR NA PALMA DA SUA MÃO...



Quem na verdade não quer viver eternamente ao lado do seu grande amor ?


Todos nós;  por mais durão que você seja,  em alguns instantes de sua vida irá necessitar em preencher seu coração com esse sentimento nobre e divino.


Conheço casos de pessoas que podem pagar qualquer valor, desfazer-se de qualquer bem material, afim em ter devolta a pessoa amada, muitos Pais de Santo charlatões, estelionatários e marginais, usam desse momento de fragilidade para aplicar golpes e manipular pessoas desprovidas da razão e com o Ego ferido, para acumular riquezas e multiplicar seu patrimônio.

Dentro do nosso culto há enúmeras maneiras de resolver e equilibrar e até realinhar a energia do campo sentimental ou seja a esfera amorosa.


Existem formas normais e corretas de uma pessoa resolver qualquer problema neste sentido sem amarrar a outra pessoa, no candomblé tradicional há Deuses que regem esse campo sem causar graves consequências ao seu parceiro(a) e a você.

Uma pessoa que toma essa atitude em amarrar a outra até pode conseguir o resultado dessa façanha, mas toda interferência na vida de outra pessoa é Magia baixa, ou seja Magia Negra, tornando o amor incorrespondido em um Crime espiritual e como todo crime ele terá sua punição justa e sofrerá todas as conseguências dos seus atos manipuladores e egoístas comprometendo a verdadeira felicidade e a liberdade de seus descendentes, pois a herança não é só genética ou financeira é principalmente espiritual, inocentes não poderão pagar por essas dívidas.


Há casos de pessoas que apelam até para entidades da Umbanda em estado de evolução, as sensuais Pomba-giras, concretizando e firmando com esses espíritos um pacto que em na sua essência está acertado a troca, a submisão e consequentemente o castigo se esse pacto for quebrado por parte da pessoa ou melhor do devoto.


Nesse acordo macabro a Pomba-gira traz a pessoa amada com suas condições e suas consequencias, agora diga-me: está errada a Pomba-gira ? levando em considerações o grau de sua iluminação espiritual ?




Muitos Babalorixás e Yalorixás do Candomblé, Madrinhas e Padrinhos da Umbanda; não consultam o Oráculo sagrado para descobrir o caminho ( ODUM) que irá resolver esse problema.


Uma separação é causada por diversos motivos: Inveja alheia, pragas, maldições, herança espiritual negativa (karma), bruxarias, feitiçarias, incompatibilidade de gênios, e realmente o fim do sentimento e da missão com o outro.


O Sacerdote necessita descobrir com o auxílio do Oráculo qual é o motivo da separação, qual é o caminho que regeu ou rege a separação, qual é o Orixá que irá resolver o caso, no Candomblé temos um Orixá específico para cada situação do campo amoroso, vejamos:


OXUM:

Rege o amor maternal e fraternal,  um amor doce suave e sutil como a Deusa, amor que todas as Mães desenvolvem em seu estado inicial da gestação, ama seus bebês com cuidados e mimos e protegem-os  com sua própria vida.


LOGUM-EDÉ:


    Fruto do amor entre Oxum e Oxoce.

O Príncipe dos Deuses africanos, Cupido,  Eros,  Deus do Amor,  protetor dos relacionamentos sentimentais, tem a função em perpetuar o sentimento dentro dos corações de todos os homens, o amor a primeira vista correspondido e completo, equilíbra o relacionamento e resolve separações, uni, quando há algum sentimento entre os dois corações.


YEMANJÁ:



Rege a família constituída, os País, os Filhos, os Netos e  assim por diante...
o amor maternal e principalmente o amor fraternal, Yemanjá é a mãe que educa, ensina, repreende, controla todos em sua família, é capaz de qualquer medida para manter o equilíbrio familiar. 

O amor,  o respeito, e a admiração do seu marido é fator decisivo na permanência ao lado do seu conjuge , uma esposa que não tira a autoridade do seu homem, mas controla diretamente ou indiretamente todas a decisões do chefe da família, aprovando ou desaprovando com um gesto muito sutil.


Uma mulher soberana, bondosa, tranquila, amável, ela é a mãe do orixá Orí (cabeça mítica) e tem o controle total dos pensamentos de seus filhos manipulando-os ao seu gosto e decisões, só ela pode melhorar uma cabeça pertubada, fraca, e descontrolada.
YEMANJÁ É A DONA DAS CABEÇAS

OBÁ:
a Vitoriosa Deusa da guerra, primeira esposa e Rainha  de Xangô
Amor incorrespondido, platônico, amor incondicional, o amor cego, aceitação dos caprichos do seu amado para não perde-lo, são os campos regentes por Obá, seu Ajé rege o crime passional, pune o conjuge traidor e é vencedora nas batalhas sentimentias, uma Deusa feminista convicta, uma amazonas,  auxilia só as mulheres nesta questão e as tornam vencedoras, aquela mulher que só após a união é que descobriu o amor verdadeiro pelo seu homem.


OYÁ ( YANSÃ):
Rege as paixões arrebatadoras, o amor entre pessoas dos mesmo sexo, protege a condição em ser amante, o proíbido, o arriscado, o amor ousado, o perigoso, a diversidade em parcerias sentimentais, o exótico. Seu ajé rege a promiscuidade, a traição, a orgia, a prostituição.
OYÁ é quem obriga o parceiro traidor em responder por todos os seus atos, domina a cabeça a vida  do traidor até ele emplorar misericódia a ela, OYÁ é vingativa e impetuosa, ela pode fazer mas não admite que nínguém faça com seus filhos.


OXALÁ:
É o patriarca da família que rege e abençoa o homem da família, o pai, o marido, ao lado de yemanjá, protege e perpetua a união da família, o casamento perfeito, a união universal.
OXALÁ rege e realiza o casamento e permite o reencontro de almas gêmeas.


segunda-feira, 29 de março de 2010

* O que você pede a seu Orixá ?


 
CASAMENTO
UNIÃO PERFEITA
PRÍNCIPE ENCANTADO



MANSÕES



FÉRIAS EM DUBAI

RIQUEZAS


PATRIMÔNIO


FACILIDADE EM CONQUISTA FINANCEIRA


                                            
Todos nós acostumados com atalhos,  pedimos diretamente o prêmio final, sem saborear o gosto da vitória conquistada por lutas e desafios,  as pseudos dádivas da vida são passageiras e vazias conduzindo-nos ao desgosto e desilusões imediatas,  a grande parte dos sacerdotes do candomblé contribui com esse fenômeno que vem crescendo nas grandes capitais por uma questão de sobrevivência da religião,  com isso não quero afirmar que todos nós Babalorixás adotamos essa postura e que sobreviver da religião é algum infame pecado,  pois conheço muitos que usam o bom senso com seus fiéis e filhos,  passando muito longe da exploração financeira,  não necessitam cobrar fortunas afim de manter um padrão de classe A.



MUITO OURO

Temos conhecimento que milhares de sacerdotes de várias religiões que sobrevivem de seus dízimos,  pois só assim esses sacerdotes conseguem dedicar-se exclusivamente para seus devotos e sua religião,  em  nossa condição divina temos o compromisso com a verdadeira finalidade em cultuar os Orixás afim de elevar nossas vibrações e com isso equilibrar nossa vida aqui naTerra.


DESCOBRIMENTO DE RIQUEZAS

Fortuna,  fartura,   paz,  amor,  saúde, são conseguências do culto ao seu Orixá com conciência e dedicação ao fundamento primordial, o equilíbrio  em sua total perfeição, harmonia universal,  todas as nossas necessidades terrenas alcançadas são frutos do nosso estado de espirito equilibrado e harmônico consigo mesmo.

FORTUNA




SORTE NO JOGO






IMPÉRIO
                                                                            

terça-feira, 2 de março de 2010

*** Orixá exige mesmo a iniciação de uma pessoa ???
































A iniciação no Orixá vem por dois caminhos: um pelo amor e outro pela dor.

Pelo Amor é quando a pessoa identifica-se com a religião e quer iniciar-se para fazer parte mais profundamente dos mistérios do culto !

a vivência de vidas passadas por nós ou algum menbro de nossa familia também determinam o ingresso na religião, se a pessoa tiver uma herança espiritual de algum menbro da familia que era do Orixá ela irá retomar essa missão !
Pela dor é quando uma pessoa escolhe se curar de alguma mazela no candomblé, ou quando ela fala besteiras e tem uma cobrança de suas palavras com o Orixá !!!!





















domingo, 28 de fevereiro de 2010

* Qual sua real necessidade em cultuar o seu Orixá ?



O que te leva a buscar o culto desses poderosos Deuses ?

Conseguem viver as pessoas sem religião?


Era uma questão que se fazia com frequência e a própria ficou respondida ao deixar de ser colocada.

As pessoas têm vivido sem religião e mais que sentir a sua falta, parecem ter-lhe cada vez mais aversão.


Apesar deste afastamento “natural”, não é evidente que o indivíduo sem religião esteja melhor que anteriormente, mas não é sobre isto que me quero debruçar para já.

A pergunta que faço é outra. Podem as civilizações sobreviver sem religião?
A minha convicção é que não.


Entenda-se aqui civilização em termos restritos, como uma sociedade complexa que engloba em si valores de vária ordem, leis e instituições.


O símbolo da civilização é a cidade, aliás, de onde deriva a palavra.

A acumulação de riqueza, proporcionada também pela divisão do trabalho, possibilita a realização de uma vasta gama de actividades, que dariam origem à cultura.

Alguns historiadores acreditam que um passo anterior necessário à formação de uma civilização é o acumular de poder bélico e de outros recursos numa elite.


Sendo assim, a cultura de uma civilização, que engloba ideias, costumes, arte, arquitectura ou religião organizada, seria o resultado quase imprevisto de uma prévia acumulação de poder por uma minoria, seguida de uma acumulação de riqueza geral.



A DEUSA OXUM

OXUM


        PRESENTE PRA OXUM NA LAGOA DO ABAETÉ


LAGOA DO ABAETÉ






O problema desta concepção é dar demasiada ênfase à «coerção» em detrimento da «convicção» como forças actuantes.

Não se pode arrastar pela força um grupo de pessoas rumo à civilização porque esta, em grande parte, vai sendo construída pelo trabalho voluntário de inúmeras pessoas.

Várias gerações vão acrescentando camadas, tal como num recife de coral, que necessita de um substrato como base.

E este substrato, por excelência, é a fé. Sendo assim, a religião não é um produto da civilização mas o inverso.






TORORÓ


TORORÓ
SALVADOR/BA