CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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terça-feira, 5 de junho de 2018

Obá



Esta Ìyá-Agbà (Mãe Anciã ou Mãe Idosa e Respeitável) é calma, complacente, tolerante, dedicada, bondosa, generosa e maternal. 

Está intimamente relacionada às Iyami Oxorongá e é dedicada a aspectos da estética feminina. 

De acordo com o mito, Obá ocupava o último posto entre as esposas de Xangô. 

Inferiorizada em relação às demais por julgar-se incompetente para cozinhar e para trajar-se com elegância, de natureza delicada e dócil, por demais condescendente, tolerava muitas coisas que a desagradavam. 

Foi a primeira esposa a abandoná-lo quando ele ficou desesperado por haver destruído com magia seus bens e parte de seu povo. 

Ao deixar a casa, sem saber para onde ir, nem o que fazer, pôs-se a chorar amargamente, desfazendo-se em lágrimas até transformar-se por completo num rio, o odò Obà. 

O grande estrondo verificado na confluência dos rios Oxum e Obá é atribuído à rivalidade entre ambas. Seus metais são o ouro e o ferro. 


Seus símbolos são: rios; embarcações; óta (pedra de assentamento); ìrùkèrè (cauda de animal que, após preparo artesanal e mágico, é carregada por sacerdotes e reis como sinal de realeza e poder); e búzios. 

Suas cores são o branco e o multicolorido. 

Seus colares são multicoloridos e suas pulseiras são de ouro e outros metais dourados, como o latão.


domingo, 1 de janeiro de 2017

Falaremos sobre: OBÁ



Conta a lenda que Obá era intensamente apaixonada por Xangô e que ela era capaz de qualquer sacrifício para conquistar seu amado. Tanto que cortou uma das orelhas, incentivada por Oxun, e preparou um prato especial para agradar Xangô. Este, indignado com sua atitude, revolta-se com as duas e muito assustadas, elas se transformam em dois rios que levam os seus nomes. 

Embora um tanto ingênuos, os filhos de Obá procuram não se envolver muito com as pessoas com medo de se decepcionar. São extremamente preoculpados com a familia e com seus filhos e às vezes se mostram um pouco antipáticos. Mesmo sendo capazes de qualquer sacrifício pela pessoa amada, são ciumentos e possessivos e adoram se sentir protegidos pelo seu par.


Dia da Semana: Quarta-feira

Saudação: Obá Xirê! 

Cores: Bordô ou marron café !

Símbolo: Roda, Espada (idà) e um arco e flecha (ofá)

Alimento Principal: acará e amalá.




sábado, 14 de maio de 2011

FUNDAMENTOS DO CANDOMBLÉ:Obá, a verdadeira dona do cobre !


Obá, a verdadeira dona do cobre é um Orixá africano do Rio Obá ou rio Níger, primeira esposa de Xangô,  a qual recebeu do seu Real esposo toda o seu armamento de guerra no puro cobre africano, reforçando assim sua realeza e poder, ela foi coroada como sendo o primeiro general do exército de Xangô, a invensível Deusa da guerra ostenta uma coroa do mais maciço cobre como primeira Rainha, onde suas duas irmãs, Oyá e Oxum são na verdade as segundárias, identificada no jogo do merindilogun pelos odu odi, obeogunda e ossá.

 A primeira Amazona, chefe das guerreiras, caçadora, feminista, justiceira e camponesa veste vermelho e branco e em nosso axé usa o bordô, leva um escudo, espada Arco e flecha  (Ofá).

Oba é a senhora da sociedade elekoo, porém no Brasil esta sociedade passou a cultuar egungun.

Deste modo, obasy é a senhora da sociedade lesse-orixa.

Obá representa as águas revoltas dos rios.

As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas são considerados domínios de Obá.

Ela também controla o barro, aguá parada, lama, lodo e as enchentes. Trabalha junto com Nanã.

Representa também o aspecto masculino das mulheres (fisicamente) e a transformação dos alimentos de crus em cozidos.

Orixá, embora feminina, energética, temida, e forte, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos, vencendo na luta Oxalá, Xangô e Orumilá.







História do cobre


O cobre nativo, o primeiro metal usado pelo homem, era conhecido por algumas das mais antigas civilizações que se tem notícia e tem sido utilizado pelo menos há 10.000 anos - onde atualmente é o norte do Iraque foi encontrado um colar de cobre de 8700 a.C.; porém o descobrimento acidental do metal pode ter ocorrido vários milênios antes. Em 5000 a.C. já se realizava a fusão e refinação do cobre a partir de óxidos como a malaquita e azurita. Os primeiros indícios de utilização do ouro não foram vislumbrados até 4000 a.C. Descobriram-se moedas, armas, utensílios domésticos sumérios de cobre e bronze de 3000 a.C., assim como egípcios da mesma época, inclusive tubos de cobre. Os egípcios também descobriram que a adição de pequenas quantidades de estanho facilitava a fusão do metal e aperfeiçoaram os métodos de obtenção do bronze; ao observarem a durabilidade do material representaram o cobre com o Ankh, símbolo da vida eterna.



 Na antiga China se conhece o uso do cobre desde, ao menos, 2000 anos antes de nossa era, e em 1200 a.C. já fabricavam-se bronzes de excelente qualidade estabelecendo um manifesto domínio na metalurgia sem comparação com a do Ocidente.


Na Europa o homem de gelo encontrado no Tirol (Itália) em 1991, cujos restos têm uma idade de 5300 anos, estava acompanhado de um machado com uma pureza de 99,7%, e os elevados índices de arsênico encontrados em seu cabelo levam a supor que fundiu o metal para a fabricação da ferramenta.


O cobre é um metal de transição avermelhado, que apresenta alta condutibilidade elétrica e térmica, só superada pela da prata. É possível que o cobre tenha sido o metal mais antigo a ser utilizado, pois se têm encontrado objetos de cobre de 8700 a.C. Pode ser encontrado em diversos minerais e pode ser encontrado nativo, na forma metálica, em alguns lugares. fenícios importaram o cobre da Grécia, não tardando em explorar as minas do seu território, como atestam os nomes das cidades Calce, Calcis e Calcitis (de χαλκος, bronze), ainda que tenha sido Chipre, a meio caminho entre Grécia e Egito, por muito tempo o país do cobre por excelência, ao ponto de os romanos chamarem o metal de aes cyprium ou simplesmente cyprium e cuprum, donde provém o seu nome. Além disso, o cobre foi representado com o mesmo signo que Vênus (a afrodite grega), pois Chipre estava consagrada a deusa da beleza e os espelhos eram fabricados com este metal. O símbolo, espelho de Vênus da mitologia e da alquimia, modificação do egípcio Ankh , foi posteriormente adotado por Carl Linné para simbolizar o gênero feminino(♀).


O uso do bronze predominou de tal maneira durante um período da história da humanidade que terminou denominando-se «Era do Bronze». O período de transição entre o neolítico (final da Idade da Pedra) e a Idade do Bronze foi denominado período calcolítico (do grego Chalcos), limite que marca a passagem da pré-história para a história.





segunda-feira, 7 de junho de 2010

Orixá: Obá

Obá




Obá


máscara de cobre
















Orixá Obá no candomblé.Obá, Orixá africano do Rio Obá ou rio Níger, terceira esposa de Xangô, identificada no jogo do merindilogun pelos odu odi, obeogunda e ossá.
















Rio Níger em Kulikoro




Comprimento c. 4180 km


Posição: 12


Nascente fronteira Guiné/Serra Leoa


Altitude da nascente


Débito médio c. 6000 m³/s


Foz Golfo da Guiné


Área da bacia 2.200.000 km²


Delta Delta do Níger


Afluentes


principais Benue, Sokoto


País(es) Guiné


Mali


Níger


Benin 


Nigéria



trajetória do rio Níger

















Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo, Arco e flecha Ofá. Obasy é a senhora da sociedade elekoo, porém no Brasil esta sociedade passou a cultuar egungun.






Deste modo, obasy é a senhora da sociedade lesse-orixa. Obá representa as águas revoltas dos rios.






corredeiras
morada de Obá




As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas são considerados domínios de Obá.






                                          Pororoca do rio Araguaia






pororoca










Ela também controla o barro, aguá parada, lama, lodo e as enchentes.




Trabalha junto com Nanã. Representa também o aspecto masculino das mulheres (fisicamente) e a transformação dos alimentos de crus em cozidos.




É também a dona da roda. Orixá, embora feminina, energética, temida, e forte, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos, vencendo na luta Oxalá, Xangô e Orumilá.










 Lenda


Obá é irmã gêmea de Iansã, teve filhos com Ogum, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Xangô. Ao contrário do que muitos pensam, a lenda de que Obá cortou a orelha por causa da mentira de Oxum está incorreto, na verdade, Obá apenas cortou sua orelha para provar seu amor a Xangô.




Quando manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são espada, escudo, ofá e erukere.














Por sua envergadura física e força, tornou-se uma guerreira, a única mulher capaz de desafiar Ogum para uma luta, e por ser Obá extremamente forte e destemida, Ogum se viu obrigado a usar de um truque contra ela, espalhando quiabo amassado no chão, e atraindo Obá para aquele canto, onde a guerreira escorregou e não apenas perdeu a luta como foi possuída à força por Ogum, que se tornou seu inimigo.






Como esposa de Xangô, sempre se sentindo menos desejada por seu amado que Oxum e Iansã, para provar que amava seu Rei, ela cortou sua própria orelha. Oxum e Iansã tiveram filhos com Xangô e Ogum. Todas as esposas de Xangô são amadas, no entanto, Obá é aquela mulher que se dedica ao marido de verdade e cuida dele com todo seu amor.








Na África, no lugar onde se encontram os rios Obá e Oxum, o estouro das águas é extremamente violento.



encontro dos rios
Amazonas
Brasil








Seus elementos são: O barro, a água, o lodo e a lama. É sincretizada com Santa Catarina, é a mãe de todas as mães e também uma orixá extremamente esperta e generosa.








Tem grande habilidade na luta, vencendo inúmeros órixas masculinos nas batalhas, muito respeitada e temida é ainda boa e generosa, amiga e companheira, mãe e justiceira.




Obá é aquela mãe que esconde a orelha cortada para não ouvir a mentira dos homens, e para proteger os seus filhos, da boa aparência que a mentira tem, mais tarde se revelando avassaladora.




Dona da verdade e do conhecimento, Obá é rainha verdadeira e honesta, generosa, amiga e dona da energia que provem da terra, da qual se forma, através do barro, inúmeras coisas.










Obá é a rainha das amazonas, guerreiras, feministas, camponesas, símbolo das mulheres trabalhadoras e ingênuas no campo amoroso, mulheres valentes.



















É sincretizada com Santa Joana D´arc