CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Junho o Mês de Xangô ( O obá Xangô )





Obá é palavra da língua iorubá que designa rei. 

Obá é também um dos epítetos do orixá Xangô (não confundir Obá, rei, soberano ( oba ),  com o orixá Obá ( Òbà ), que é uma das esposas de Xangô). 

Segundo a mitologia, Xangô teria sido o quarto rei da cidade de Oió, que foi o mais poderoso dos impérios iorubás. 

Depois de sua morte, Xangô foi divinizado, como era comum acontecer com os grandes reis e heróis daquele tempo e lugar, e seu culto passou a ser o mais importante da sua cidade, a ponto de o rei de Oió, a partir daí, ser o seu primeiro sacerdote. 

Não existem registros históricos da vida de Xangô na Terra, pois os povos africanos tradicionais não conheciam a escrita, mas o conhecimento do passado pode ser buscado nos mitos, transmitidos oralmente de geração a geração. 

Assim,  a mitologia nos conta a história de Xangô, que começa com o surgimento dos povos iorubás e sua primeira capital, Ilê-Ifé, fala da fundação de Oió e narra os momentos cruciais da vida de Xangô:
“Num tempo muito antigo, na África, houve um guerreiro chamado Odudua, que vinha de uma cidade do Leste, e que invadiu com seu exército a capital de um povo então chamado ifé. 

Quando Odudua se tornou seu governante, essa cidade foi chamada Ilê-Ifé. Odudua teve um filho chamado Acambi, e Acambi teve sete filhos, e seus filhos ou netos foram reis de cidades importantes. 

A primeira filha deu-lhe um neto que governou Egbá, a segunda foi mãe do Alaqueto, o rei de Queto, o terceiro filho foi coroado rei da cidade de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser rei de Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o sexto, rei de Popôs, e o sétimo foi Oraniã, que foi rei da cidade Oió, mais tarde governada por Xangô. 

“Esses príncipes governavam as cidades que mais tarde foram conhecidas como os reinos que formam a terra dos iorubás, e todos pagavam tributos e homenagens a Odudua. 

Quando Odudua morreu, os príncipes fizeram a partilha dos seus domínios, e Acambi ficou como regente do reino de Odudua até sua morte, embora nunca tenha sido coroado rei. Com a morte de Acambi, foi feito rei Oraniã, o mais jovem dos príncipes do império, que tinha se tornado um homem rico e poderoso. 

O obá Oraniã foi um grande conquistador e consolidou o poderio de sua cidade. “Um dia Oraniã levou seus exércitos para combater um povo que habitava uma região a leste do império. 

Era uma guerra muito difícil, e o oráculo o aconselhou a ficar acampado com os seus guerreiros num determinado sítio por um certo tempo antes de continuar a guerra, pois ali ele haveria de muito prosperar. 

Assim foi feito e aquele acampamento a leste de Ifé tornou-se uma cidade poderosa. Essa próspera povoação foi chamada cidade de Oió e veio a ser a grande capital do império fundado por Odudua. 

O rei de Oió tinha por título Alafim, termo que quer dizer o Senhor do Palácio de Oió. “Com a morte de Oraniã, seu filho Ajacá foi coroado terceiro Alafim de Oió. 

Ajacá, que tinha o apelido de Dadá, por ter nascido com o cabelo comprido e  encaracolado, era um homem pacato e sensível, com pouca habilidade para a guerra e nenhum tino para governar. 

Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora criado na terra dos nupes, também chamados tapas, um povo vizinho dos iorubás. 

Era filho de Oraniã com a princesa Iamassê, embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi, filha de Elempê, o rei dos nupes. 

Esse filho de Oraniã tinha o nome Xangô, e era o grande guerreiro que governava Cossô, pequena cidade localizada  nas cercanias da capital Oió. “Xangô um dia destronou o irmão Ajacá-Dadá, e o exilou como rei de uma pequena e distante cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de Baiani. 

“Xangô foi assim coroado o quarto Alafim de Oió, o obá da capital de todas as grandes cidades iorubás. 

“Xangô procurava a melhor forma de governar e de aumentar seu  prestígio junto ao seu povo. Conta-se que, para fortalecer seu poder, Xangô mandou trazer da terra dos baribas um composto mágico, que acabaria, contudo, sendo sua perdição. 

O rei Xangô, que depois seria conhecido pelo cognome de o Trovão, sempre procurava descobrir novas armas para com elas conquistar novos territórios. Quando não fazia a guerra, cuidava de seu povo. 

No palácio recebia a todos e julgava suas pendências, resolvendo disputas, fazendo justiça. Nunca se quietava. Pois um dia mandou sua esposa Iansã ir ao reino vizinho dos baribas e de lá trazer para ele a tal poção mágica, a respeito da qual ouvira contar maravilhas. Iansã foi e encontrou a mistura mágica, que tratou de transportar numa cabacinha.


“A viagem de volta era longa, e a curiosidade de Iansã sem medida. Num certo momento, ela provou da poção e achou o gosto ruim. 

Quando cuspiu o gole que tomara, entendeu o poder do poderoso líquido: Iansã cuspiu fogo! “Xangô ficou entusiasmadíssimo com a nova descoberta. 

Se ele já era o mais poderoso dos homens, imaginem agora, que tinha a capacidade de botar fogo pela boca. 

Que inimigo resistiria? 

Que povo não se submeteria? Xangô então passou a testar diferentes maneiras de usar melhor a nova arte, que certamente exigia perícia e precisão.  

“Num desses dias, o obá de Oió subiu a uma elevação, levando a cabacinha mágica, e lá do alto começou a lançar seus assombrosos jatos de fogo. Os disparos incandescentes atingiam a terra chamuscando árvores, incendiando pastagens, fulminando animais. 

O povo, amedrontado, chamou aquilo de raio. Da fornalha da boca de Xangô, o fogo que jorrava provocava as mais impressionantes explosões. De longe, o povo escutava os ruídos assustadores, que acompanhavam as labaredas expelidas por Xangô. Aquele barulho intenso, aquele estrondo fenomenal, que a todos atemorizava e fazia correr, o povo chamou de trovão. “Mas, pobre Xangô, a sorte foi-lhe ingrata. 

Num daqueles exercícios com a nova arma, o obá errou a pontaria e incendiou seu próprio palácio. Do palácio, o fogo se propagou de telhado em telhado, queimando todas as casas da cidade. 

Em minutos, a orgulhosa cidade de Oió virou cinzas. “Passado o incêndio, os conselheiros do reino se reuniram, e enviaram o ministro Gbaca, um dos mais valentes generais do reino, para destituir Xangô.

 “Gbaca chamou Xangô à luta e o venceu, humilhou Xangô e o expulsou da cidade. Para manter-se digno, Xangô foi obrigado a cometer suicídio. Era esse o costume antigo. Se uma desgraça se abatia sobre o reino, o rei era sempre considerado o culpado. 

Os ministros lhe tiravam a coroa e o obrigavam a tirar a própria vida.
“Cumprindo a sentença imposta pela tradição, Xangô se retirou para a  floresta e numa árvore se enforcou. 

“Oba so!”, “Oba so!” “O rei se enforcou!”, correu a notícia.

 “Mas ninguém encontrou  seu corpo e e logo correu a notícia, alimentada com fervor pelos seus partidários,  que Xangô tinha sido transformado num orixá. O rei tinha ido para o Orum, o céu dos orixás. 

Por todas as partes do império os seguidores de Xangô proclamavam: “Oba ko so!”, que quer dizer “O rei não se enforcou!” “Oba ko so!”, “Oba ko so!”. “Desde então, quando troa o trovão e o relâmpago risca o céu, os sacerdotes de Xangô entoam: “O rei não se enforcou!” “Oba ko so! Obá Kossô!” “O rei não se enforcou”.”
(Cf. Prandi, Mitologia dos orixás.)

Assim narram os mitos, e a morte de Xangô nada mais é do que a afirmação dos antigos costumes africanos. Sua morte teria sido injusta e por isso o Orum o acolheu como imortal. 

A expressão “Obá Ko so” é evidentemente dúbia. Tanto pode significar “Rei da cidade de Cossô”, o que de fato Xangô também era, como “O rei não se enforcou”, frase que poderia ser também traduzida por “O Rei vive”, ou “Viva o Rei”, forma que é mais comum na nossa tradição ocidental. 

A versão verdadeira não importa: divinizado, transformado em orixá, o obá Xangô, o Alafim de Oió, alcançou a imortalidade, deixou de ser humano, virou deus. 

“Obá Kossô”, “Viva o Rei” é a fórmula pela qual, até hoje, em todos os templos dos orixás, é glorificado o nome de Xangô, o rei de Oió, o orixá do trovão, senhor da justiça. 

De todos os orixás que marcam a saga da cidade de Oió, nenhum foi mais reverenciado que Xangô, mesmo quando Oió passou a ser apenas um símbolo esfumaçado na memória dos atuais seguidores das religiões dos orixás espalhados nos mais distantes países da diáspora africana do lado de cá e do lado de lá do oceano. 

E há muitos elementos para estribar essa afirmação.


Junho o Mês de Xangô ( Qualidades )



Ele é o Deus da justiça, das pedreiras e do trovão
QUALIDADES: 

AGANJÚ:
Quer dizer terra firme. 
Tem perna de pau e é casado com Yemanjá. 
È o filho mais novo de Orannian e o preferido, herdou sua fortuna. 
É o mais cruel é aquele que leva o coração do inimigo na ponta da lança. 
É o Xango amaldiçoado que matou e comeu a própria mãe.

BARÚ
Pega tempo e come com Exú. 
Dependendo da época este Orixá ora é barú ora é Yroko. 
Tem caminhos com Oyá Topé.

Não come quiabo nem amalá, come amendoim cozido e padê. 
Na Africa ele é chamado de maluco, pois, durante seu reinado fez muita besteira, motivo pelo qual os africanos não o raspam nem assentam. 
Não fazia prisioneiros, matava a todos.

Veste-se de marrom e branco e suas contas são iguais a roupa. 
Toca se para Exú e Xango.

Barú era muito destemido, mas quando comia quiabo, que ele comia gostava muito, dormia o tempo todo e por isso perdeu muitas contendas, pois quando acordava seus adversários já tinham voltado da guerra. 

Ele ficava indiguinado  resolveu consultar um Oluó que lhe disse: Se é assim deixe de comer quiabo. 

Barú perguntou: me diz o que comerei no lugar do quiabo...Só folhas...Só folhas? 
perguntou barú -Sim! respondeu o Oluó.

Tem duas qualidades, uma se chama oió e a outra xaná, são boas e gostosas como o quiabo. 

E Barú falou:
-A partir de hoje, eu não comerei mas quiabo.

BADÉ
É o mai jovem Vodun da família do raio (cujo chefe é Keviosso ), corresponde a Xango jovem dos nagô. 
É irmão de Loko. 
Usa roupa azul com faixa atada atrás. 
Não fuma, não bebe, não fala. 
Um de seus animais prediletos é o chicharro.

OBAKOSSO
Perdeu os poderes mágicos de transportá-se da terra para o céu, enforcando-se num pé de obi. 
Tem fundamentos com Exú, Eguse Oyá, devido a sua morte.

AGODÔ
Muito ruim, brutal, inclinado a dar ordens e ser obedecido, foi ele que raptou Obá. 
Come com Yemonjá.

AFONJÁ
É o dono do talismã mágico dado por Oyá a mando de Obatalá. É aquele que fulmina seus inimigos com o raio. 
Come com Yemonjá, sua mãe.

ALAFIN
É o dono do palácio real,o governante de Oyó.
Vem numa parte de Oxalá e caminha com Oxaguian.

OBÁ OLUBÉ
muito orgulhoso,intratável e muito bruto. 
Come com OYá.

OLO ROQUE
Seria o pai de Oxun Opará. 
Tem fundamento com Oxossi. 
Veste vermelho e branco ou marrom e branco.

ALUFAN
É idêntico a um Airá. 
Confundem-se ele com Oxalufan. 
Veste branco e suas ferramentas são prateadas.


Junho o Mês de Xangô ( Xangô )




Deus do trovão, irmão mais novo de Xangó Ajaká, foi o quarto Alafin de Oyó. Viveu em 1450 antes de cristo com o nome de Olofiran.

Foi o maior conqistador e possuia o poder de provocar raios e relâmpagos. Foi marido de sua prima Oya. 

Enforcou-se na colina de Kosso em Oyó, onde hoje existe o palácio real de Alafin; reinou por 14 anos. 

Foi o mais poderoso e mais forte de todos Alafins.

Para os africanos êle reúne em sua figura mística três importantes divindades, que sâo:

JACUTÁ
É aquele que atira pedras, é a encarnação dos raios e trovões. 
É a própria ira de Olorun( Deus criador).

ORANFÉ
É o justiceiro, reto e impiedoso, que mora na cidade de Ifé TAPÁ
É muito conhecido por seu temperamento imperioso e viríl. 

Não perdoa os erros de seus filhos.

Xangó usa um machado de duas lâminas, chamado Oxé, dado por Ogun e na mão o Xére, que é feito de uma cabaça alongada com pequenos grãos de areia dentro, que ao ser agitada produz um ruído semelhante ao da chuva. 

Os Edun Ará (pedras de raio ) são colocadas numa gamela redonda, em cima do Odó (pilão de duas bocas), em seus altares sagrados.  

Usa também uma bolsa de couro, ornada com búzios, que usa a tiracolo, guardando ali suas pedras de fogo, num total de 12, representando seus 12 ministros, que lança na terra durante as tempestades e contra seus inimigos nas batalhas. 

Usa ainda uma corôa ornada de búzios.

Xangó como todos os reis e chefes de estado, traz consigo os seus conselheiros, os homens que o ajudam a governar e que recebem uma designa: os do lado direito: Otún Obá e do lado esquerdo: Oci Obá.

Os Obás da direita não seguram o Xere, porém tem direito a voz e voto, os da esquerda seguram o Xere é só tem direito a voto.

OS SEIS OBÁS DA DIREITA SÃO

Obá Abi Odun

Obá Yirè

Obá Arolu

Obá Telá

Obá Otopi

Obá Kankufó

OS SEIS OBÁS DA ESQUERDA SÃO

Obá Onoxokun

Obá Aressá

Obá Elerin

Obá Onikoin

Obá Olubon

Obá Xorun

Após o desaparecimento de Xangô, seus sacerdotes reuniram-se com a finalidade de perpetuarem a memória de seu rei e, num culto secreto religioso, criaram o culto dos Obás de Xangô.


fonte: http://elegbaraketu.no.comunidades.net/index.php?pagina=1344951011