CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Patuas




O patuá é um objecto consagrado que traz em si o axé, a força mágica do Orixá, do santo católico ou guia de luz, a quem ele é consagrado.



Entre os católicos já era hábito utilizar um objecto ou fragmento que tivesse pertencido a um santo ou a um papa, até mesmo fragmentos de ossos de um mártir ou lascas de uma suposta cruz que teria sido a da crucifixação de Jesus.

Até mesmo terra, que era trazida pelos cruzados que voltavam da Terra Santa que utilizavam nesses relicários, eram considerados poderosos amuletos, que deveriam atrair bons fluidos e proteger dos infortúnios.

Estes eram chamados de relicários.

O nome relicário é originário do latim relicare-religar, que acabou por formar a palavra relíquia.



Logo o clero percebeu que não poderia impedir o uso dos patuás pelos negros, que os tiravam antes de entrar na igreja, mas voltavam a usá-los ao afastar-se dela.


 Decidiram, então, substituir os patuás africanos, que traziam trechos do Alcorão, por outro que trazia orações católicas, medalhas sagradas, agnus dei, etc.



Com a formação dos primeiros terreiros de Candomblé e depois de Umbanda e a possibilidade de um contacto mais directo com diversas entidades espirituais, as pessoas que procuravam protecção começaram a encontrar nesses objectos sagrados um apoio (era algo material que continha a força mágica vibratória sempre consigo).

A partir de então, as entidades passaram a orientar a sua elaboração, indicando que objectos seriam incluídos na confecção do patuá e como se deveria proceder com eles para que recebessem o seu axé, ou seja, a força mágica.



Na verdade, a procura do patuá ou talismã é feita principalmente por quem se sente inseguro e consequentemente necessitado de maior protecção.



Os componentes mais utilizados para a confecção dos patuás são os seguintes:



· Figas de Guiné



· Cavalos-marinhos



· Olho de lobo



· Estrelas de Salomão



· Estrelas da guia



· Cruz de Caravaca



· Couro de lobo



· Pêlo de lobo



· Santo Antonio de Guiné



· Imagens de Exú e Pombagira



· Pontos diversos, orações



· Sementes variadas



· Imãs



Não podemos esquecer que esses componentes singelos não têm valor se não forem preparados pelas entidades. Somente estas podem dar o axé ao patuá.



Como preparar um patuá?



A pessoa reúne os componentes solicitados pela entidade e leva-os ao terreiro.


Quando forem cantados os pontos para as entidades e os de defumação, deve descobri-los, defumando-os.



Quando a entidade estiver incorporada, a pessoa apresenta-lhe os objectos para que ela lhe dê a bênção.



Anexos, a pessoa deve levar o nome por extenso, a data de nascimento e outras informações que digam respeito a quem vai usá-lo que vai usá-lo (se possível, o nome do Orixá que rege o destino da pessoa, etc.).


A entidade manifestada fará então o chamado “cruzamento” dos objectos, seguindo a ordem em que os pediu.



Após o cruzamento (ou bênção) da entidade, os objectos são envolvidos num pequeno saquinho preparado para recebê-los e entregues ao consulente, que deverá pegar nele pela primeira vez com a mão direita e levá-lo à altura do coração por algum tempo.


Se for possível, deve transportá-lo sempre de preferência junto ao coração.

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