CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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domingo, 28 de novembro de 2010

A HISTÓRIA DAS VELAS



No início desta história as velas não existiam como as conhecemos.

Por volta do ano 50.000 a.C. havia uma variação daquilo que chamamos de velas, criada para funcionar como fonte de luz.

Eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais, de parafina: a gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido.

Mesmo antes do ano 50.000 a.C. este tipo de fonte de luz era usada pelos homens, conforme pinturas encontradas em algumas cavernas.



Há menções sobre velas nas escritas Bíblicas, datando do século 10 a.C.

Um pouco mais recentemente, no ano 3.000 A.C., foram descobertas velas em forma de bastão no Egito e na Grécia.

Outras fontes de pesquisa afirmam que, na Grécia, as velas eram usadas em comemorações feitas para Artemis, a deusa da caça, reverenciada no 6º dia de cada mês, e representavam o luar. Um fragmento de vela do século I d.C. foi encontrado em Avignon, na França.



Na Idade Média as velas eram usadas em grandes salões, monastérios e igrejas.

Nesta época, quando a fabricação de velas se estabeleceu como um comércio, a gordura animal (sebo) era o material mais comumente usado. Infelizmente, este material não era uma boa opção devido à fumaça e ao odor desagradável que sua queima gerava.

Outro ingrediente comum, a cera das colméias de abelhas, nunca foi suficiente para atender a demanda.



Por muitos séculos as velas eram consideradas artigos de luxo na Europa.

Elas eram feitas nas cidades, por artesãos, e eram compradas apenas por aqueles que podiam pagar um preço considerável.

Feitas de cera ou sebo, estas velas eram depois colocadas em trabalhados castiçais de prata ou madeira. Mesmo sendo consideradas como artigos caros, o negócio das velas já despontava como uma indústria de futuro: em uma lista de impostos parisiense, no ano de 1292, eram listados 71 fabricantes.



Na Inglaterra, os fabricantes de velas de cera eram considerados de melhor classe se comparados àqueles que fabricavam velas de sebo.

O negócio tornou-se mais rentável porque as pessoas estavam aptas a pagar mais por uma vela de cera. Em 1462 os fabricantes Ingleses de velas de sebo foram incorporados e o comércio de velas de gordura animal foi regulamentado.



No século 16 houve uma melhora no padrão de vida. Como passou a haver uma maior disponibilidade de castiçais e suportes para velas a preços mais acessíveis, estas passaram a ser vendidas por peso ou em grupos de oito, dez ou doze unidades.



As velas eram usadas também na iluminação de teatros. Nesta época elas eram colocadas atrás de frascos d'água colorida, com tons de azul ou âmbar. Apesar desta prática ser perigosa e cara para aquela época, as velas eram as únicas fontes de luz para ambientes internos.



A qualidade da luz emitida por uma vela depende do material usado em seu fabrico. Velas feitas com cera de colméia de abelhas, por exemplo, produzem uma chama mais brilhante que as velas de sebo. Outro material, derivado do óleo encontrado no esperma de baleias, passou a ser usado na época para aumentar o brilho das chamas. Devido a questões ambientais e ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este elemento não é mais usado.



Trabalhos para o estudo do oxigênio foram desenvolvidos observando-se a chama de uma vela.

Como exemplo temos relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio.



O século 19 trouxe a introdução da iluminação a gás e também o desenvolvimento do maquinário destinado ao fabrico de velas, que passaram a estar disponíveis para os lares mais pobres.

Para proteger a indústria, o governo Inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial. Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável.



Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho.

Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhoras ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão.



Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje.



No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje.



A parafina sintética surgiu após a 2ª Guerra Mundial e sua qualidade superior tornou-a o ingrediente primário de compostos de ceras e plásticos modernos.



Usada nos primórdios de sua existência como fonte de luz, as velas são usadas hoje como artigos de decoração ou como acessórios em cerimônias religiosas e comemorativas.


 Há vários tipos de velas, produzidas em uma ampla variedade de cores, formas e tamanhos, mas, quando mencionamos velas artesanais, nos referimos àquelas feitas manualmente, onde é possível encontrar modelos pouco convencionais, usados para diferentes finalidades, tais como: decoração de interiores, purificação do ambiente, manipulação da energia com base em suas cores e essências e etc.



Você sabia que o feriado de Finados, celebrado a 02 de novembro,

embora originado do cristianismo, foi nomeado de forma diversa à real

celebração cristã?

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos. Costumavam visitar

os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem

martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração

da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por

todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém já se

lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII

(1009) e Leão IX (1015) suscitam a comunidade a dedicar um dia por ano aos

mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é

comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de

"Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram

em estado de graça, mas não foram canonizados. O dia 02/11 celebra todos

os que morreram não estando em estado de graça total, mais precisamente os

que se encontram em estado de purificação de suas faltas e, assim,

necessitam de nossas orações.



Contudo, você sabia que o feriado de Finados, celebrado a 02 de novembro,

embora originado do cristianismo, foi nomeado de forma diversa à real

celebração cristã? Na realidade, o cristianismo, ao contrário do feriado

brasileiro, celebra a lembrança dos FIÉIS DEFUNTOS e não o dia de finados.



"Qual a diferença?" - você perguntaria. Entretanto, adentrando-se a fundo

no significado e na origem das palavras, podemos notar que há sim uma

diferença, e relevante. A palavra finado significa, em sua origem, aquele

que se finou, ou seja, que teve seu fim, que se acabou, que foi extinto.



A palavra defunto, por sua vez, originada no latim, era o particípio

passado do verbo "defungor", que significava satisfazer completamente,

desempenhar a contento, cumprir inteiramente uma missão. Mais tarde, foi

utilizada e difundida pelo cristianismo, para dizer que uma pessoa morta

era aquela que já havia cumprido toda a sua missão de viver. Modernamente,

porém, tornou-se sinônimo de cadáver.



O Dia dos Fiéis Defuntos, portanto, é o dia em que a Igreja celebra o

cumprimento da missão das pessoas queridas que já faleceram, através da

elevação de preces a Deus por seu descanso junto a Ele. É o Dia do Amor,

porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca, mesmo que esteja

distante; amar é saber que o outro necessita de nossos cuidados e de

nossas preces mesmo quando já não o podemos ver. Pois a vida cristã é

viver em comunhão íntima com Deus e com os irmãos, agora e para sempre.

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