CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ
Mostrando postagens com marcador Orixá da Justiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Orixá da Justiça. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de agosto de 2014

O Ibiri é precioso, Orixá da Justiça, Nanã espírito do manaciais, Poderosa dona dos búzios





Nanã Buruku é sem dúvida muito antiga, cujo o erudito freqüentemente é ligado ao de Omolu. 

Seus distintivos são muito diversos, e também não é fácil determinar seu espaço de origem. 

Orixa dos mistérios é uma divindade de origem simultânea à criação do mundo, pois quando Odudua separou a água parada, que já existia, e liberou o saco de criação a terra, no ponto de contato desses dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local onde se encontram os maiores fundamentos de Nanã. 

Senhora de muitos búzios, Nanã sintetiza em contigo a morte, fecundidade e riqueza. Seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para os povos jêje, da região do antigo Daomé, significa mãe. 

Sendo as mais antigas divindades das águas, ela representa a memória ancestral de nosso povo; é  a mãe antiga. 

É a mãe dos orixás Iroko, Obaluayê e Oxumaré, é respeitada como mãe de todos os outros orixás. 

Nanã é o princípio, meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. 

Ela é a dona do Axé por ser o orixá que dá vida e a sobrevivência, a senhora dos Ibás que permite o nascimento dos deuses e dos homens As águas paradas e lamacentas dos pântanos tem um aspecto morto e à primeira vista ninguém imagina que por trás daquelas águas possa existir a vida, que sob a benção de Nanã a vida de plantas de grande fundamento como o oxibatá e oju-oro é possível. 


Essas plantas buscam nas profundezas das lagoas, na lama, a vida e o sustento. 

Nanã é a alma da água que permite ao oju-oro e ao oxibatá nascer, viver e florescer. 

Entre os símbolos de Nanã está o ibiri, que é feito com palitos do dendezeiro e nasceu junto com ela, na sua placenta. 

Ele representa a multidão de Egum, que são seus filhos na terra dos homens, e Nanã o carrega como  mimasse uma menino. 

Os búzios que simbolizam morte por estarem vazios e fertilidade porque lembram os órgãos genitais femininos também pertencem a Nanã. 

Contudo, o símbolo que melhor sintetiza o caráter de Nanã é o grão, pois ela domina também a agricultura e todo o grão tem que morrer para germinar. 

Nanã assegura uma vida saudável e com bastante força àqueles que a agradam; pode ajudar na maternidade, principalmente quando tudo indicam que a criança não vai vingar, mas sua principal função é garantir o grão e o pão de cada dia a todos os que merecem.

Nana não roda na cabeça de homem, aliás, Nanã abomina a figura masculina, pois o homem, através do esperma, líquido que símbolo de Oxalá, semeia o óvulo e gera uma nova vida. 

Nanã é a morte que reside no âmago da vida, que possibilita o renascimento. 

A vida e tudo que a representa - o esperma  e o sangue - são considerados tabus para Nanã que não roda na cabeça de homem. 

Seus adeptos dançam com a distinção que convém a uma senhora idosa e respeitável. 

Seus movimentos lembram uns andares lentos e penosos, apoiados num bastão imaginário que os dançarinos, curvados para frente, parecem puxar para si.

Arquétipos dos filhos e das filhas: Os/as filhos/as de Nanã são pessoas extremamente calmas, tão lentas no cumprimento de suas tarefas que chegam a irritar. 

Agem com benevolência, dignidade e gentileza. 

Gostam de crianças, e educam com uma dose de doçura e mansidão. 

Podem apresentar problemas de envelhecimento precoce, e ou problemas reumáticos. 

Seus filhos também possui um certo exagero em guardar rancores, mais longo perdoam, principalmente as pessoas que amam. 

São bondosas, decididas, simpáticas e principalmente respeitáveis.

Aspectos Gerais: 

Dia – Sábado; 

Data – 26 de junho; 

Metal – Latão; 

Cores – Branco e Azul (Preto ou Roxo); 

Pedras – Ametista; 

Odu que rege – Odilobá; 

Domínios – Vida e morte, saúde e maternidade; 

Saudação – Saluba.