CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Politeismo


Politeismo, a base das religioes espalhadas pelos continentes.



Religião; um tema às vezes tão complexo quanto sua origem.

Capaz de expressar a cultura, a estrutura de um povo e relatar a história de vida por meio da fé, levando em consideração a diversidade dos costumes e até mesmo as ramificações de cada religião.

Muitas vezes elas se contradizem entre o monoteísmo e abrem poder na trindade, que seriam três personalidades de grande importância no pilar da religião, justamente como o cristianismo, que mesmo sob a bandeira de um Deus maior baseia-se na trindade incorpóreo da fé contrapondo, para alguns, a tese monoteísta.


Indo além, se o cristianismo tem um Deus onipotente, mas é para Jesus que todos recorrem.

Jesus Cristo além de mais famoso é considerado mais importante que o próprio Deus dos cristãos.

Algumas religiões que o referenciam acreditam que ele tem mais poder que o próprio “Criador” assumindo a frente dos votos e solicitações dos seguidores.

Tanto que Jesus é referenciado até mesmo dentro de alguns templos de origem afro-brasileira como a Umbanda, Quimbanda e Espíritas.


Uma grande contradição paira sobre a cultura africana, até mesmo as religiões com influência dos Deuses negros (orisás).

Uma religião que acredita num Deus supremo com nome de Olódúmarè - agregando o povo do céu chamado de Irum - baseia-se na criação do universo. Desta forma, Olódúmarè desejou criar a Terra e pediu para um Irum descer e iniciar a criação, seu nome é conhecido por todos como Odùdúwa, assim ele fez a Terra e onde começou a criação é conhecido até hoje por Ilé-Ifé.

Deste ponto surge o planeta, os reinos e o homem.


Ilé-Ifé é conhecido por ser o primeiro local a ser tocado pelas demais divindades e foi nesta cidade que se iniciou o culto aos Iruns que mais tarde passariam a ser chamados de Orisás (os que escolhem as cabeças – Ori = cabeça; sá = escolhem).


Com grande quantidade de Orisás cultuados no planeta, a religião africana e as religiões afro-brasileiras se contradizem ao afirmar que são monoteístas, pois para que isso seja feito existe a necessidade de cultuar um Deus único, ou seja, sem as demais divindades chamadas de Orisás.


Para os africanos e seus descendentes religiosos Olódúmarè, o grande Deus, tem a finalidade, apenas, de criar os Iruns .

Ele não exerce mais atividade e não é cultuado nos templos.

Assim, acreditar num ser Onipotente como o gerador deste poder e não cultuá-lo não quer dizer que os seguidores da cultura afros são monoteístas.


Para o monoteísmo reinar dentro da cultura afro haveria necessidade de uma revolução religiosa e o poder dos Orisás caírem para simples intercessores de Olódúmarè.

Cada terreiro deverá descer a comunheira do dono da casa e dos Orisás do Ilê, deixando todos os demais assentamentos sagrados para fora e cultuar apenas Olódúmarè.

Como foi feito por Akenathon no antigo Egito, durante a revolução religiosa, onde ele parte para Heliópolis e funda o templo do deus Rá.

Abandonando o panteão egípcio e assumindo Rá como o deus supremo.


Observando que cada Orisá possui o poder de criar e mudar o destino do povo da Terra, conforme seus caprichos, nos faz acreditar que a religião afro-brasileira é politeísta mesmo acreditando em um deus central, “Olódúmarè”.


Não há registro de algum templo erguido para Olódúmarè em lugar algum do planeta. Sabe-se apenas que os templos religiosos afro-brasileiros são estruturados e fundamentados para a divindade da cabeça do seu fundador ou de algum antepassado.

Até mesmo na África os templos são destinados a alguma divindade, não existem imagens ou sacrifícios para “Olódúmarè” dentro dos templos.


Para as casas de cultura afro-brasileiras, o orisá é uma ramificação do deus maior com poder e manifestações que invocam grandes forças e revelações, como os deuses egípcios, gregos e os demais citados abaixo.


Com a vinda dos negros para o Brasil houve um telefone sem fio quebrando o elo da tradição das aldeias e seus orisás.

Contudo, a herança religiosa e a fundamentação de uma nova religião, no culto aos orixás, se formaram no Brasil Imperial. Mais tarde, com a estruturação das nações definiu-se bem a origem do culto dividindo-se em Vodum, Nikissi e Orisás.

Tal diferença se faz notável dentro de cada nação, pois alguns se diferenciam em elementos da natureza e antepassados.

Para o homem moderno, a religião afro-brasileira busca o resgate do elo perdido com os escravos, aquele que rompeu com a vinda dos negros e com o assassinato cultural das religiões imperialistas ao tentar sufocar a cultura afro-brasileira no Brasil.


O candomblé e as nações dos orisás é politeísta e fundamentam-se num grande Deus, que simplesmente teve vontade de criar o Universo e delegou poder para os Iruns fazerem a sua moda e vontade esta criação.

Por isso, as religiões de origem direta com a cultura afro têm sua base no politeísmo.


O mesmo acontece com a Umbanda que possui um Deus central, que também é esquecido pelos terreiros e seus sacerdotes dando lugar a Oxalá, orixás e entidades.

Peculiarmente a Umbanda possui Orixás muito semelhantes aos orisás das nações africanas, com um diferencial no culto e na origem deles, pois os sacerdotes da Umbanda cultuam apenas os intermediários dos orixás e não diretamente os orixás africanos.


Um bom exemplo de monoteísmo é o espiritismo baseado no Deus maior, seu intercessor Jesus cristo e as entidades.

E tudo que é feito nos seus rituais envolve a indulgencia de Jesus para chegar a Deus supremo.

Não cultuam orixás ou divindades, nada além de Jesus.

Trabalhando com espíritos que já sabemos que são almas e não divindades.


Aproveitei e estendi o convite para alguns sacerdotes das religiões afro-brasileiras.


Tatetu Nkosi Oluandeji – Nação Angola


“Considero Politeísta, porque apesar de ter um grande "Deus" “NZambi Umpungu" como o criador adoramos as divindades os Mikisi, na África era feito por aldeia, cada aldeia cultuava seu Nkisi, seu Deus próprio apensar de NZambi ser o criador”.


Xenu pangi


Tatetu Nkosi Oluandeji


Campinas SP


Josi Moreira - Umbanda


“Eu acredito que a Umbanda seja politeísta pelo fato que cultuarmos orixás”.


São Paulo – SP


Babalorixá Paulo de Oyá do Ilê Aba Axé Oyá Obakosso.


O Candomblé é uma religião monoteísta, pois acredita num único criador supremo - Olorum!


Os Orixás que são os ancestrais divinizados associados aos aspectos da natureza, são parte do todo maior!


São Paulo - SP


Egbomi Omindowo de Yemanjá do Ilê Aba Axé Oyá Obakosso.


Olorum é o Deus único! O grande criador! Os Orixás - ancestrais divinizados e associados com as forças da natureza- desempenham uma função como se fossem anjos. Por isso o Candomblé é monoteísta.


São Paulo - SP


Observe a semelhança das antigas religiões com as religiões afro-brasileiras;


A religião Egípcia era riquíssima com seus deuses (muitos deles com corpo formado por parte humana e parte animal sagrado) e mitos. A cada deus era atribuído um poder, que atuava sobre a natureza ou mortais.


Realizavam muitas oferendas e festas para agradar aos deuses, que possuíam personalidades e vontades.


Cada qual com sua característica e templo, eram tratados pelos sacerdotes aos quais guardavam seus segredos a sete chaves.


A Mitologia Grega também teve grande influência sobre a cultura mundial, os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, buscando explicações para tudo. Poderemos notar também grande influência dos personagens divinos e figuras mitológicas que mesclam corpo humano e animais. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, extensão em suas vidas. A Pitonisa, espécie de sacerdotisa, era convocada a interpretar a vontade dos deuses através dos sinais.


Xintoísmo se baseia na cultura nipônica, nos deuses que criaram o Japão e o seu povo em meados de 1868 até 1946. Os japoneses adoravam o imperador como um descendente direto de Amaterasu-Omikami, a deusa do sol e mais importante divindade da religião.


O imperador Hiroíto renunciou ao caráter divino atribuído à realeza, e a nova Constituição do país passou a defender a liberdade de religião.


Contudo, 90% da população japonesa é xintoístas, e os que pertencem a outra religião, permanecem oferecendo sacrifícios devocionais aos deuses e celebrando suas cerimônias e rituais.


O xintoísmo é representado por um portal de madeira vermelho, chamado de Tori. Todas as estradas para os templos possuem este Tori que é formado por duas colunas de madeira ligadas por duas vigas.


Mitologia Nórdica, os vikings são vistos como agressivos, primitivos, violentos e sedentos de sangue, semeando terror e morte. O Odin (Wotan) o deus maior, também com vários outros deuses primitivos alguns com formas animais.


Astecas e Maias, também possuíam vários deuses com poderes que decidiam a vida e estações do ano, formas animais eram usadas constantemente para representar seus deuses.


Olódúmarè – O deus central da cultura africana – ọlọ = senhor, ọdu – destino, maré – supremo;


NZambi Umpungu - idem a Olódúmarè;


Odùdúwa – quem criou a terra;


Irum – divindades que habitavam o ọ̀run;


ọ̀run – céu;


llé-Ifẹ́ – aldeia sagrada do culto de Ifá, acredita-se que ali deu origem a humanidade;


Ilé - casa


orí – cabeça;


ṣá – escolher;


vodum - baseada nos ancestrais, que tem as suas raízes primárias entre os povos Ewe-Fon;


Nkissi - baseada nos ancestrais kassanje ou bantu;


oriṣá – divindades do panteão africano;


orixá – divindade do panteão umbandista;


Tatetu – cargo de sacerdote na nação Angola;


Umbanda – culto afro-brasileiro aos espíritos e orixás;


Espiritismo – sessões que envolvem desobsessões e contatos com espíritos,baseada no cristianismo;


Candomblé – culto aos oriṣá, vodun e nkissi;


Quimbanda – culto aos espíritos da legião dos exus;


Kimbanda – culto ancestral de origem bantu, que lida com ervas e magia, prática branca;


Pesquisa com prof. Jorge Claudio Ribeiro (Depto) de Teologia Universidade PUC.


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