CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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sábado, 2 de agosto de 2014

Os orixás, que não são considerados deuses.



Na mitologia yoruba, Olorun é o deus supremo do povo yoruba, que criou as divindades chamadas orixás (em yoruba Òrìsà; em espanhol Oricha; em inglês Orisha) para representar todos os seus domínios aqui na terra.

Os orixás, que não são considerados deuses, são cultuados no Brasil, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Jamaica, Guiana, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, México e Venezuela.

Na mitologia há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun (“céu”) e os segundos da Aiye (“Terra”).

Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô).

Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia.

Oxóssi, orixá da caça e da fartura.

Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca

Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.

Ayrà, Usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô.

Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura.

Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras.

Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas.

Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do rio Níger

Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e protetora dos recém nascidos.

Iemanjá, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos orixás.

Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê.

Yewá, orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade.

Obá, orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor.

Axabó, orixá feminino da família de Xangô

Ibeji, divindade protetor dos gêmeos

Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).

Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.

Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.

Onilé, orixá do culto de Egungun

Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado.

Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé.

OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.

Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun.

Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.

Oranian, orixá filho mais novo de Odudua

Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká

Olokun, orixá divindade do mar

Olossá, Orixá dos lagos e lagoas

Oxalufon, Qualidade de Oxalá velho e sábio

Oxaguian, Qualidade de Oxalá jovem e guerreiro

Orixá Oko, orixá da agricultura 

África

Na África cada orixá estava ligado a uma cidade ou a uma nação inteira; tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais.

Sàngó em Oyo, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ogún em Ekiti e Ondo, Òsun em Ilesa, Osogbo e Ijebu Ode, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilesa, Otin em Inisa, Osàálà-Obàtálá em Ifé, Osàlúfon em Ifon e Òságiyan em Ejigbo.

A realização das cerimônias de adoração ao Òrìsá é assegurada pelos sacerdotes designados para tal em sua tribo ou cidade.

Brasil

No Brasil, existe uma divisão nos cultos: Ifá, Egungun, Orixá, Vodun e Nkisi, são separados pelo tipo de iniciação sacerdotal.

O culto de Ifá só inicia Babalawos, não entram em transe.

O culto aos Egungun só inicia Babaojés, não entram em transe.

O Candomblé Ketu inicia Iaôs, entram em transe com Orixá.

O Candomblé Jeje inicia Vodunsis, entram em transe com Vodun.

O Candomblé Bantu inicia Muzenzas, entram em transe com Nkisi.

Em cada templo religioso são cultuados todos os orixás, diferenciando que nas casas grandes tem um quarto separado para cada Orixá, nas casas menores são cultuados em um único (quarto de santo) termo usado para designar o quarto onde são cultuados os orixás.

Alguns orixás são só assentados no templo para serem cultuados pela comunidade, exemplo: Odudua, Oranian, Olokun, Olossa, Baiani, Iyami-Ajé que não são iniciados Iaôs para esses orixás.

A Iyalorixá ou o Babalorixá são responsáveis pela iniciação dos Iaôs e pelo culto de todo e qualquer orixá assentado no templo, auxiliada pelas pessoas designadas para cada função. Exemplo o Babaojé que cuida da parte dos Eguns e Babalosaim que é o encarregado das folhas.

Apesar de serem de origem daomeana, Nanã, Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Yewá, são cultuados nas casas de nação Ketu, mas são muito raros os Iaôs que são iniciados, houve casos de passar vinte ou trinta anos sem se iniciar ninguém para esses orixás que são cultuados em locais separados dos outros.

Existem orixás que já viveram na terra, como Xangô, Oyá, Ogun, Oxossi, viveram e morreram, os que fizeram parte da criação do mundo esses só vieram para criar o mundo e retiraram-se para o Orun, o caso de Obatalá, e outros chamados Orixá funfun (branco).

Existem orixás que são cultuados pela comunidade em árvores como é o caso de Iroko, Apaoká, os orixás individuais de cada pessoa que é uma parte do orixá em si e são a ligação da pessoa, iniciada com o orixá divinizado; ou seja, uma pessoa que é de Xangô, seu orixá individual, é uma parte daquele Xangô divinizado, com todas as características, ou arquétipos.

Existe muita discussão sobre o assunto: uns dizem que o orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado, outros dizem ser uma incorporação mas é rejeitada por muitos membros do candomblé, justificam que nem o culto aos Egungun é de incorporação e sim de materialização.

 Espíritos (Eguns) são despachados (afastados) antes de toda cerimônia ou iniciação do candomblé.



OS ORIXÁS, O panteão Yoruba conta com 401 deidades diferentes.




OS ORIXAS

Os Yorubas nomearão, identificarem e divinizarão as energias da natureza é as chamarem Orishas, porem, não obstante sua diversidade de deidades, se pôde considerar como uma religião monoteísta, porque concederam a Olodumare como Deus único e onipotente. 

O panteão Yoruba conta com 401 deidades diferentes. 

A complexidade de sua cosmologia há levado a os estudiosos ocidentais a comparar a sociedade Yoruba com a Grécia Antiga, porem, existe uma grande diferença devido que, na religião greco-latina sua deidade principal tenha características afines com Shango Yoruba, que não chegou a ser o Deus supremo.


O Deus supremo Yoruba, Olodumare ou Olorun não pose um sacerdócio organizado ou templos em seu honoré, porem se lhe invoca e pede sua benza. 

A religião Yoruba afirma que quando uma pessoa morre, sua alma entra no reino dos antepassados desde onde, estes continuam tendo influença sobre a terra. 

E por isto, que o culto aos antepassados (eggun) tem um papel importante na religião Yoruba. Alguns Orishas importantes são Eshu, quem rege o destino; Shango, deus do trombam; Oggun, deus do ferro e a tecnologia moderna.


A religião Yoruba vâria significativamente de um reino a outro; a mesma deidade pôde ser masculina em um povo e feminina no próximo, e por isto que as mesmas deidades tem vários caminhos, de acordo a como se veneram, porem ao final suas características essenciais são as mesmas, de esta forma podem acontecer casos que as características de dois deuses podem ser incluídas em uma só deidade. 

Em resumem, não obstante a multiplicidade de deidades, considera-se que a religião Yoruba e uma religião monoteísta com um só deus criador onipotente que governa todo o universo, junto com vários centenários de deidades menores, cada uma com um poder específico.

Devido que os escravos africanos vindos para América não poderiam exercer livremente sua religião, ocultarão baixa a multiplicidade santoral católica seus Deuses africanos de acordo a uma relação onde procurasse características afines entre os mesmos. 

Isto originou um sincretismo em a diáspora Yoruba, onde na atualidade a mesma deidade africana pôde chamasse indistintamente pelo nome africano ou católico, um exemplo de isso e Shango - Santa Bárbara ou Xango - São Jerônimo. 

A continuação um listado com os nomes dos Orishas na religião Yoruba afro-cubana.

1. Agayu. São Cristóbal.

2. Aguema. Santa Filomena.

3. Babalu-Aye. São Lázaro.

4. Shango. Santa Bárbara.

5. Dada(obañeñe). São Ramón Nonato e Nossa senhora do Rosario.

6. Eledda. O Ángel da Guarda.

7. Elefuro. A Virgen do Carmen.

8. Elegua- Eshu. Ánima Sola, São Antonio de Padua, São Benito de Palermo, é o santo do minino de Atocha.

9. Elle cosun. Santa Lucía.

10. Ibeyis o jimaguas. São Cosme e São Damián.

11. Igui. São Lucas.

12. Inle. São Rafael e São Roque.

13. Iroko. A purísima Concepção.

14. Nana buruku. Santa Ana ea Virgen do caminho.

15. Oba Nani. Santa Catalina e Santa Rita de Casia.

16. Obatalá. As Mercedes, São José Obrero, Jesús Crucificado, Santa Lucía, São Joaquín, Santa Eduvigis, o Santísimo Sacramento.

17. Obba Moro. Jesús Nazareno.

18. Oduduwa. O Santísimo Sacramento.

19. Oshosi. São Norberto, São Humberto.

20. Oshumare. São Bartolomé.

21. Oshún. Caridad do Cobre.

22. Ogún. São Pedro, São Juan(João), São Paulo, São Jorge, Santiago Apóstol, São Antonio Abad.

23. Ogún Chibiriki. São Miguel Arcángel.

24. Oke. São Roberto.

25. Olofin. Jesucristo.

26. Olodumare. Grão Poder de Deus.

27. Olorun. Espíritu Santo.

28. Olokun. A Virgen de Regla.

29. Olosi. Satanás.

30. Oguidai. São Bartolomeu.

31. Orisha oko. São Isidro Lavrador.

32. Orula, Orunmila. São Francisco de Asís.

33. Osain. São Antonio Abada e São Silvestre.

34. Oya. A Virgen da Candelária ea Virgen do Carmem.

35. Osagriñan. São José.

36. Ozun. São Juan Bautista.

37. Inle. São Julián.

38. Yemaya. A Virgen de Regla.

39. Yewa. Nossa senhora dos Desamparados, Nossa senhora de Montserrat, Santa Clara de Assís e Santa Rosa de Lima