CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

CANDOMBLÉ DIZ NÃO AO SINCRETISMO



Tentando enriquecer o artigo do nosso amigo T´ogun no News, venho dizer que devemos sempre nos lembrar que a nossa religião sobreviveu a grandes "massacres" da sociedade brasileira, que tentou durante anos denegrirem não só o candomblé, mas tudo que vinha da cultura africana.

Até o dia 29 de julho de 1983, nossa religião não passava de uma seita que tinha como ponto de referência a cultura cristã.

Na data acima citada (29/07/1983) saiu a seguinte manchete no Jornal da Bahia: CANDOMBLÉ DIZ NÃO AO SINCRETISMO, isso teve uma repercussão internacional Mãe Stela de Oxossi entrevistada pelo reporte Wander Prata expõe vários pontos de vista que iriam se tornar a divisória dos tempos de raciocínio para a nossa religião.




Porém os tempos se passaram e, vagarosamente, estamos nos impondo perante a sociedade.

Somos herdeiros de uma raça quase vencida pelo preconceito, porém temos que buscar no nosso dia a dia a consciência que não podemos esmorecer nas nossas lutas, pois também herdamo-nas.

Isso reflete o quanto somos fortes e o quanto nossos deuses são verdadeiros.



A partir de 1985, com o tratado de Universidade, os universitários Nigerianos vieram contribuir para, finalmente, sairmos da "pré-história" e entrarmos na história, trazendo cursos, devolvendo, oficialmente as primeiras apostilas.

Enfim entramos na era da história escrita o que nos impulsiona cada vez mais para a linha da liberdade de pensamentos, independência, questionamentos, reflexão sobre o que somos, enfim estamos na fase do que a história da humanidade teve em outro tempo e espaço geográfico chamada ILUMINISMO, assunto que abordarei na próxima semana.

O meu Mutumba, Kalofé a todos os irmãos e simpatizantes da religião.