Obatalá é Osalá Eis o grande Óòsààlá Òsèèrèmagbò! O Rei de Iranje. Osalá é o maior dos Orisa. Não há quem se oponha a sua autoridade. Este é o lider dos Orisa. Este é Orisa'Nla. Osalá é casado com duzentas esposas Mas ama uma mais que todas. Osalá ama Yemoô. Quem é a família de Osalá? Ele tem muitos filhos Todos são prestígiados Orisa. De Osalá nasceram muitos filhos, Dezenas! Dentre os filhos existem tres que São muito famosos. Orisa Olufun, senhor da cidade de Ifon. Orisa Ogyan o senhor da cidade de Ejigbo. Orisa Ajaguna, o guerreiro errante. Eu gostaria de falar de todos os Filhos de Osalá, mas são muitos. Falarei então destes três. Ewuleejigbo Akinjole Comedor de inhame pilado. Este é filho do Osalá Mas há quem diga que era Neto de Oduduwa filho de Ogiriniyan. Mas a raiz de Osalá lhe é Mais forte. Este é o magnífico Orisa Ogyan. Ele fundou a cidade de Ejigbo E por isso lhe ergueram uma enorme Estátua de pedra. Sempre será lembrando como O rei senhor da colheita dos Inhames novos. Sempre será lembrado como o dono Da vara Atorí e do pilão. Este que por andar com Ogun Tomou-lhe a cor azul indigo para Usar em seu ilteke. Este é o Orisa que é imponente E altivo. Obalufon Koari Senhor da paz e da Luz. Este é o magnífico Orisa Olufon Também chamado Osalufon. O grande Rei de Ifon-Orolu Sempre será lembrado por ter Sabedoria infinita. Este é o primogênito de Osalá Este é o Orisa que so sabe Fazer o bem. Dono do palácio de Ifon Dono de muitas riquezas. Se veste de branco puro Tal como seu pai. Este Orisa que assim como Um dia Ogun fez, ele também Desistiu de viver no Aye E então em um grande estrondo Adentrou a terra Desapareceu do Aye Apareceu no Orun E se tornou de fato um Orisa. Aruwo Ajaguna Senhor da guerra e da disputa. Também chamado Olorogun. Ele que vaga como um Andarilho Fulani. Acorda em Ogbomoso. Adormece em Ketu. Acorda em Efan. Adormece em Ejigbo. Orisa que grita energicamente Ouve muito pouco. É violênto Tal como Ogun, porém sem limites. Ajaguna é um guerreiro forte. Sob as Ordens de seu irmão Orisa Oluwofin ele é desbravador Sob os conselhos de Osagyan E de seus irmãos Já e Jagun ele Sempre vai adiante. Ele é funfun mas se veste com um Manto vermelho. Muitos dizem que este manto não Era vermelho e sim branco Pois os funfun so se vestem de branco, Mas que se vê vermelho por ser O pano em que Ajaguna limpa Sua espada suja de Sangue. Este Orisa é o filho de Osalá Que empunha Ofá. Mas os Orisa funfun são muitos Nem todos sao filhos ou netos De Osalá, alguns são apenas Bons companheiros. Não podemos nos esquecer deles Babá Dankô Babá Akajaprikun Babá Ajalá Babá Oluwofin Baba Popos Baba Lejugbé-Okô-Etekô. Babá Epejá Babá Akafojyan Babá Ogiriniyan Baba Olooke Babá Oke Baba Oloroke-Olosuntá Baba Jagun Babá Olojó Babá Ajá Babá Oluorogbo-Alasé Babá Akiré Babá Obanimoro Babá Onirinjá Babá Lowú Baba Ajagemo Babá Orelueré Baba Eguin Babá Oduduwa Iyagba Iyanla Iyagba Olokun Seniade Iyagba Yemoja Asagbá Iyagba Osara Iyagba Yeye Oke Iyagba Ojá Iyagba Aje Salugá Iyagba Yemoô Iyagba Yeyemolú Iyagba Ojumú-Yandá Iyagba Atibá Iyagba Jojolo Iyagba Awoko Iyagba Omonide E tantos outros funfun. Os funfun vieram do céu! Sejam louvados todos os dias Ajaguna, Osalufon e Osagyan Filhos de Osalá que dão muito Prestígio ao pai. Osalá é primeiro Orisa. Epa!
A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em referência ao Massacre de Sharpeville (África do Sul). Em 1960, mais de 20 mil pessoas foram às ruas manifestar contra a Lei do Passe: cartão que definia locais específicos com permissão para cidadãos negros circularem. O ato foi interrompido a tiros pela polícia do regime de apartheid. O resultado: 69 mortos e 186 feridos. Discriminação ainda é presente. Às vezes escrachada, outras vezes de maneira oculta. Isso precisa ser combatido dia após dia. Precisamos mudar essa cultura. fonte : https://www.facebook.com/PalmaresGovBr/photos/a.1385753721649723.1073741827.1384511931773902/2244841805740906/?type=3¬if_t=notify_me_page¬if_id=1490108750030956
Ícaro Andrade Para incrementar a cultura africana nas escolas e universidades brasileiras, Wanderson Flor do Nascimento, professor de filosofia da Universidade de Brasília (UNB), criou um site educativo, com obras literárias de filósofos africanos. A página Filosofia Africana se concretizou graças a um estudo realizado por ele, que encontrou como barreira a dificuldade de acesso aos materiais. Segundo o educador, a maioria dos títulos estão disponibilizados apenas em inglês ou francês. Em entrevista ao Jornal de Brasília, Wanderson conta sobre a idealização do projeto e explica como o material contribui para a formação dos estudantes e admiradores da cultura africana. 1- Como que você sentiu a necessidade de aprimorar a filosofia africana nas escolas e universidades brasileiras? Desde 2003, quando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) foi modificada pela lei 10.639, determinando que conteúdos de história e cultura africana e afro-brasileira estivessem presentes em todo o currículo do ensino fundamental e médio, me dediquei a pensar de que maneira a filosofia cumpriria sua parte neste imperativo legal. Como pouco sabemos sobre o continente africano, sua história, sua cultura e, sobretudo, seu pensamento, me coloquei na tarefa de buscar na filosofia africana elementos que pudessem ser trazidos para um diálogo com os currículos brasileiros de filosofia, que têm uma forte presença do pensamento europeu. 2 – Quando surgiu a ideia de criar o site? Comecei a buscar traduções para os textos sobre filosofia africana, já tão pouco conhecidos, onde surgiu a ideia de disponibilizá-los, reunidos em um único espaço, com o objetivo de facilitar que os professores do ensino médio acessem os materiais para, também, subsidiar suas aulas sobre filosofia africana e, assim, atender ao que a LDB determina. O site foi ao ar no final de agosto de 2015, reunindo traduções publicadas, artigos produzidos no Brasil e na Europa, em língua portuguesa. 3 – E a necessidade de diálogo dentro de sala de aula trazendo à tona a filosofia africana e brasileira? Essa necessidade surge quando eu percebo que a formação docente para o ensino de filosofia ficaria prejudicada se não fornecesse elementos para que estudantes pudessem ter contato com um conhecimento que lhes seria exigido quando estivessem lecionando no Ensino Médio. E, além disso, na medida em que eu ia conhecendo melhor a produção filosófica do continente africano, percebi que a presença de reflexões produzidas no continente negro deveriam ser estudadas em qualquer disciplina da graduação na qual eu discutisse filosofia. Uma maneira de fazer com que se conheça algo, é tornando rotineiro o contato com este algo. E, assim, vou inserindo a filosofia africana nos conteúdos das disciplinas que leciono na UnB. 4 – Qual a importância da filosofia africana para a educação no Brasil? Trazer a filosofia africana para a educação brasileira aumenta o repertório de reflexões com o qual estudantes têm contato, ajuda a compreender as continuidades e descontinuidades entre o pensamento que produzimos aqui e o que se produziu e produz na África, fazendo com que possamos entender o que esse continente nos legou e, sobretudo, nos ajudou a desconstruir o racismo velado que paira sobre nossa sociedade, uma tarefa de cidadania. 5 – O que você acha que pode ser feito para implementar o estudo da filosofia africana dentro das salas de aula? A formação docente é um elemento fundamental para essa implementação. É muito complicado demandar dos professores em sala de aula que trabalhem com um assunto sobre o qual não têm nenhum percurso ou formação. A produção de materiais em nossa língua é outro ponto importante, seja na inserção nos livros didáticos que são utilizados nas escolas, seja com a tradução de materiais que possam servir para que docentes e estudantes se aproximem do pensamento filosófico africano. A inserção da história e da cultura africana e afro-brasileira daria um substrato que facilitaria a aproximação com a filosofia africana. 6 – Para você, quais filósofos africanos são mais importantes para a nossa cultura brasileira? Em nosso atual estado, quando conhecemos tão pouco sobre a filosofia africana, penso que quanto mais filósofos e filósofas do continente africano nós conhecermos, melhor para nossa cultura. Então, nesse contexto, posso falar das filósofas e filósofos que têm me ajudado a pensar as questões sobre as quais pesquisei, que são o sul-africano Mogobe Ramose, o camaronês Jean-Godefroy Bidima, as epistemólogas e antropólogas nigerianas Oyèrónké Oyěwùmí e Ifi Amadiume, os moçambicanos José Paulino Castiano e Severino Ngoenha e tantos outros.Tais pensadores trazem reflexões instigantes para pensarmos os temas da subjetividade, da identidade, das relações entre história e política, do gênero e do enraizamento africano para pensar a diáspora. 7 – Existe alguma possibilidade dos navegantes compartilharem livros/artigos ou textos no site? Sim. No site há uma seção chamada “partilhando olhares” onde as pessoas enviam mensagens e, também, fazem referências a trabalhos publicados sobre a temática do espaço virtual. Vários dos materiais que estão ali, entre livros e artigos me foram encaminhados por suas autoras e autores. Toda a contribuição é totalmente bem vinda! 8 – O que você espera com a divulgação do site e do projeto de pesquisa incluso nele? Eu espero que os materiais sejam úteis e que as pessoas possam buscar o site mais vezes para subsidiar suas pesquisas e suas aulas. E espero também que em breve outros espaços virtuais possam disponibilizar outros materiais e que as editoras se interessem mais pela publicação de obras filosóficas africanas ou sobre as filosofias africanas. fonte: http://www.jornaldebrasilia.com.br/clica-brasilia/professor-da-unb-cria-site-que-disponibiliza-obras-em-portugues-de-filosofos-africanos/
VERGONHA OU PERSEGUIÇÃO: VEREADOR TEM PRECONCEITO CONTRA RELIGIÃO. A religião é um fenômeno de intensa importância para a vida dos seres humanos e se manifesta através de diferentes formas. Diante disso, o preconceito e a discriminação religiosa são vetados pelo ordenamento jurídico, como por exemplo, através da tipificação penal de comportamentos intolerantes e pela proteção da liberdade religiosa na atual Constituição Federal. Ademais, o respeito à liberdade religiosa não se limita à esfera normativa, pois ela vem sendo postulada cada vez mais pelos cidadãos através de ações judiciais. Diante dessas, o princípio da proporcionalidade mostra-se uma importante função diretiva para soluções mais justas e tolerantes. Hoje milhares de Brasileiros sofrem preconceito religioso na última semana o vereador Toni Rodrigues (PTB) de Altos, cidade a 44 km de Capital do Piauí, em sua pagina da rede social (facebook), deixou claro que é preconceituoso com os umbandistas. segue“... não consegui entender a razão de trazer ESTE TIPO de gente para nosso município...”disse o vereador em sua pagina no facebook. E ainda com preconceito contra os umbandistas intitula na postagem como macumbeiros. imagem do extraída do Facebook do vereador
É lamentável que em pleno Século XXI além de vereador, representante do povo, e formador de opinião, ser preconceituoso com uma religião. A discriminação religiosa é crime e deve ser combatido e denunciado por todo e qualquer cidadão. Tal prática já foi considerada pelo Supremo Tribunal Federal como inafiançável e imprescritível, ou seja, o acusado poderá ser punido a qualquer tempo e não poderá responder em liberdade efetuando o pagamento de fiança.
Os cultos dos orixás no Brasil, dos quais excluo em grande parte a umbanda, pela dimensão kardecista-católica que compõe seu plano de moralidade, mas nos quais incluo as formas do candomblé baiano, do xangô pernambucano, batuque gaúcho, tambor-de-mina do Nordeste ocidental etc., têm sido, pelo menos desde os anos 30, e ininterruptamente, verdadeiros redutos homossexuais, de homossexuais de classe social inferior. Com exceção de Ruth Landes, em seu escrito de 1940 (Landes, 1967), até bem pouco tempo os pesquisadores que erigiram a literatura científica sobre o candomblé sempre esconderam este fato, ou ao menos o relevaram como traço de algum terreiro “culturalmente decadente”. Ora, o homossexualismo está presente mesmo nas casas mais tradicionais do país, não viu quem não quis (sobre estudos contemporâneos, ver bibliografia em Teixeira, 1987). O homossexual, sobretudo o homem, sempre foi obrigado a publicizar a sua intimidade como único meio de encontrar parceria sexual, e, ao publicizar sua intimidade, obrigava-se a desempenhar um papel social que não pusesse em risco a sua busca de parceiro, isto é, que não pusesse em risco o parceiro potencial, um papel que o mostrava como o de fora, o diferente, o não incluído, mas que ainda assim não chegava a oferecer qualquer risco de “contaminação” do parceiro, que para efeito público não chegava nunca a mudar de papel sexual. Sua diferença o obrigou a desenvolver padrões de conduta que o identificasse facilmente: para ser homossexual era preciso mostrar-se homossexual. Pois nenhuma instituição social no Brasil, afora o candomblé, jamais aceitou o homossexual como uma categoria que não precisa necessariamente esconder-se, anulando-o enquanto tal. Só com os movimentos gay de origem norte-americana, a partir dos anos 60, é que se buscou quebrar a idéia de que o homossexual tinha que “parecer” diferente, num jogo que valorizou a semelhança e que, talvez, tenha dado suporte para a guetificação e “formação demográfica” dos hoje denominados “grupos de risco” da AIDS. Esta aceitação de um grupo tão problemático para outras instituições, religiosas ou não, também demonstra a aceitação que o candomblé tem deste mundo, mesmo quando, no extremo, trata-se do mundo da rua, do cais do porto, dos meretrícios e portas de cadeia. Grandíssima e exemplar é a capacidade do candomblé de juntar os santos aos pecadores, o maculado ao limpo, o feio ao bonito. Se concordarmos que as maiores concentrações relativas de homossexuais e bissexuais ocorrem nas grandes cidades, onde podem refugiar-se no anonimato e na indiferença que os grandes centros oferecem (além de oferecerem locais e instituições de publicitação, que na cidade grande podem funcionar como espaços fechados, isto é, públicos porém privatizados), encontramos uma razão a mais para o sucesso do candomblé em São Paulo — a possibilidade de fazer parte de um grupo religioso, isto é, voltado para o exercício da fé, mas que ao mesmo tempo é lúdico, reforçador da personalidade, capaz de aproveitar os talentos estéticos individuais e, por que não?, um nada desprezível meio de mobilidade social e acumulação de prestígio, coisas muito pouco ou nada acessíveis aos homossexuais em nossa sociedade. Ainda mais quando se é pobre, pardo, migrante, pouco escolarizado. O candomblé é assim, de fato, uma religião apetrechada para oferecer estratégias de vida que as ciências sociais jamais imaginaram. Esta relação entre sacerdócio e homossexualidade não é prerrogativa nem do candomblé e nem de nossa civilização. Mas o que faz do candomblé uma religião tão singular é o fato de que todos os seus adeptos devem exercer necessariamente algum tipo de cargo sacerdotal. E qualquer que seja o cargo sacerdotal ocupado, ninguém precisa esconder ou disfarçar suas preferências sexuais. Ao contrário, pode até usar o cargo para legitimar a preferência, como se usa o orixá para explicar a diferença. Mas se o candomblé libera o indivíduo, ele libera também o mundo. Ele não tem uma mensagem para o mundo, não saberia o que fazer com ele se lhe fosse dado transformá-lo, não é uma religião da palavra, nunca será salvacionista. É sem dúvida uma religião para a metrópole, mas somente para uma parte dela, como é destino das outras religiões hoje. O candomblé pode ser a religião ou a magia daquele que já se fartou da transcendência despedaçada pelo consumo da razão, da ciência e da tecnologia e que se encontrou desacreditado do sentido de um mundo inteiramente desencantado — e o candomblé será aí uma religião aética para uma sociedade pós-ética. Mas também pode ser a religião e a magia daquele que sequer chegou a experimentar a superação das condições de vida calçadas por uma certa sociabilidade do salve-se quem puder, onde o outro não conta e, quando conta, conta ou como opressor ou como vítima potencial, como inimigo, como indesejável, como o que torna demasiado pesado o fardo de viver num mundo que parece ser por demais desordenado — e o candomblé poderá ser então uma religião aética para uma sociedade pré-ética. in: Herdeiras do Axé – Reginaldo Prandi
Intolerância Religiosa, crimes de odio-religioso. A intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a diferentes crenças e religiões. Em casos extremos esse tipo de intolerância torna-se uma perseguição. Sendo definida como um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana, a perseguição religiosa é de extrema gravidade e costuma ser caracterizada pela ofensa, discriminação e até mesmo atos que atentam à vida de um determinado grupo que tem em comum certas crenças. As liberdades de expressão e de culto são asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. A religião e a crença de um ser humano não devem constituir barreiras a fraternais e melhores relações humanas. Todos devem ser respeitados e tratados de maneira igual perante a lei, independente da orientação religiosa. O Brasil é um país de Estado Laico, isso significa que não há uma religião oficial brasileira e que o Estado se mantém neutro e imparcial às diferentes religiões. Desta forma, há uma separação entre Estado e Igreja; o que, teoricamente, assegura uma governabilidade imune à influência de dogmas religiosos. Além de separar governo de religião, a Constituição Federal também garante o tratamento igualitário a todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas crenças. Dessa maneira, a liberdade religiosa está protegida e não deve, de forma alguma, ser desrespeitada. É importante salientar que a crítica religiosa não é igual à intolerância religiosa. Os direitos de criticar dogmas e encaminhamentos de uma religião são assegurados pelas liberdades de opinião e expressão. Todavia, isso deve ser feito de forma que não haja desrespeito e ódio ao grupo religioso a que é direcionada a crítica. Como há muita influência religiosa na vida político-social brasileira, as críticas às religiões são comuns. Essas críticas são essenciais ao exercício de debate democrático e devem ser respeitadas em seus devidos termos.
Clique aqui para conhecer a Lei sobre Intolerância Religiosa e as diferentes situações a que ela se refere. A falta de crença também não deve constituir motivo para discriminação ou ódio. Não se deve ofender ou discriminar ateus ou não-religiosos. Um crime causado por tal motivo representa uma séria agressão às liberdades de expressão e opinião e, assim sendo, deve ser denunciado da mesma maneira que todo crime de ódio. Como Identificar Há casos de explícita agressão física e moral a pessoas de diferentes religiões, levando até mesmo a homicídios. Entretanto, muitas vezes o preconceito não é mostrado com nitidez. É comum o agressor não reconhecer seu próprio preconceito e ato discriminatório. Todavia, é de fundamental importância a vítima identificar o problema e denunciá-lo. O agressor costuma fazer uso de palavras ofensivas ao se referir ao grupo religioso atacado e aos elementos, deuses e hábitos da religião em questão. Há também casos em que o agressor desmoraliza símbolos religiosos, queimando bandeiras, imagens, roupas típicas e etc. Em situações extremas, a intolerância religiosa pode se tornar uma perseguição que visa o extermínio de um grupo com certas crenças, levando a assassinatos, torturas e enorme repressão.
Muitas vezes a Intolerância e a Perseguição Religiosa acontecem no ambiente escolar. Os professores e alunos devem respeitar-se independente de crenças e costumes religiosos. A matéria de Ensino Religioso não deve ensinar apenas uma religião, mas toda as relações que envolvem as noções de Sagrado. Da mesma maneira, nem o Ensino Regular nem o Ensino Religioso devem buscar converter os alunos a uma determinada crença. Caso isso aconteça, deve ser feita uma reclamação à Diretoria da Escola, à Secretaria de Educação e, em casos de perseguição religiosa, à Polícia. Clique aqui para saber como denunciar esse tipo de caso.
Como Denunciar Ao denunciar um crime de intolerância religiosa a vítima deve exigir que o caso seja tratado com grande responsabilidade e que haja a elaboração de um Boletim de Ocorrência. Em caso de agressão física é de essencial importância que a vítima não limpe ferimentos nem troque de roupas, já que esses fatores constituem provas da agressão. Além disso, a vítima deve exigir a realização de um Exame de Corpo de Delito para a avaliação da agressão. É válido lembrar que se a ofensa ocorrer em templos, terreiros, na casa da vítima e etc, o local deve ser deixado da maneira como foi encontrado para facilitar e legitimar a investigação das autoridades competentes. A denúncia e busca por justiça em casos de intolerância e perseguição religiosa são mais do que um direito do cidadão: também são um dever. Denunciar o preconceito ajuda futuras vítimas e toda a sociedade. Qualquer tipo de ofensa, tanto moral quanto física, deve ser denunciada. Todos os tipos de Delegacia têm o dever de averiguar casos desse tipo. Em São Paulo, contamos com uma Delegacia focada em Crimes de Ódio. Seu endereço e telefone de contato seguem abaixo. Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) Rua Brigadeiro Tobias, 527 – 3º andar Luz – SP Tel: (11) 3311-3556/3315-0151 ramal 248 A liberdade de crenças e culto não permite que uma religião tire a liberdade de terceiros. Cultos que agridem a dignidade humana (exemplo: estupros, pacto de sangue forçado, sacrifícios humanos, roubo, cobrança compulsória de dinheiro e bens, conversão forçada e etc) não são justificáveis e, por ferirem as leis e os direitos individuais, não devem entrar na categoria de liberdade religiosa.