CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

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terça-feira, 16 de maio de 2017

MAIO O MÊS DE OXUM NA CASA DE YEMANJÁ: Mãe Ancestral Iyami Akókó



Nas escrituras yorubás, Oxun é citada como chefe suprema do poder ancestral feminino, o que a faz, “o cabeça” da sociedade das Iyámis, também chamadas de Iyá –Àgbà (as Mães Anciãs).

Tem associações com os pássaros, como todas as Iyámis.

Da mesma forma que os peixes, os pássaros são seus filhos.

As escamas e as penas fazem parte de seu poder.




Oxun pode apresentar-se como um enorme peixe ou pássaro. Desta preposição, nasceu o preceito de que Oxun não deve receber pombos em suas obrigações.

É respeitada como Ajé, isto é, bruxa e feiticeira. 

Segundo lenda, “No tempo da criação, quando Oxun estava vindo das profundezas do Orun (Céu), Olodunmare confiou-lhe o poder de zelar por cada uma das crianças criadas por Orixá que iriam nascer na Terra.

Oxun seria a provedora de crianças.

Ela deveria fazer com que as crianças permanecessem no ventre de suas mães, assegurando-lhes, medicamentos e tratamentos apropriados para evitar abortos e contratempos antes do nascimento; mesmo depois de nascida a criança, até ela não estar dotada de razão e não estar falando alguma língua, o desenvolvimento e a obtenção de sua inteligência estariam sob o cuidado de Oxun.

Ela não deveria encolerizar-se com ninguém a fim de não recusar uma criança a um inimigo e dar a gravidez a um amigo.

E foi a primeira Iyami, encarregada de ser a Olùtójú awon omo ( aquela que vela por todas as crianças) e a Álàwòyè omo (aquela que cura as crianças). 

Oxun não deve vir a ser inimigo de ninguém”.




MAIO O MÊS DE OXUM NA CASA DE YEMANJÁ:AS DUAS FACES DE OSUN



Poderoso Orixá, é considerada como a mais enigmática das Iyás (mães). 

Símbolo do “feminino”, cujo culto praticado no Brasil tem origem em Ijèsà (África).

Seu templo principal encontra-se em Osogbo – Nigéria (ver fotos). Domina a água e a terra que, segundo a teologia Yorubá, são os agentes naturais do AXÉ GENITOR (procriador).


É o Orixá do Rio de mesmo nome, e no Brasil, não está vinculada a nenhum rio específico, mas à todos os córregos, cascatas, cachoeiras e até mesmo ao mar.

As águas predominantemente lodosas, são destinadas ao Orixá Nanan. Nas cachoeiras, costuma-se entregar a Oxun, as comidas rituais votivas e presentes de seus Filhos-de-Santo.
Alguns dizem que o Rio Osun não é navegável.

Outros, por superstição, afirmam que só é possível atravessá-lo de uma margem para outra e nunca subi-lo ou descê-lo.

Crocodilos que neste rio vivem, são considerados seus mensageiros.

Oxun é representada, em algumas narrações como “Peixe Mítico”. 

Há uma lenda em que Larô, o primeiro rei, de uma região na qual o Rio Oxun passa e suas águas são sempre abundantes, lá se instalou e fez um pacto de aliança com o Orixá. 


Na época em que chegou, uma de suas filhas foi se banhar. O rio a engoliu sob as águas.
Ela só saiu no dia seguinte, soberbamente vestida, e declarou que Oxun a havia bem acolhido no fundo do rio.

Larô, para mostrar sua gratidão, veio lhe trazer oferendas. Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em sinal de aceitação, os alimentos jogados nas águas.
Um grande peixe chegou nadando nas proximidades do lugar onde estava Larô. 

O peixe cuspiu água, e Larô a recolheu numa cabaça e bebeu, fazendo, assim, um pacto com o rio.

Em seguida, ele estendeu suas mãos sobre a água e o grande peixe saltou sobre ela. Isto é dito em yorubá: Atewo gba ejá, o que deu origem a Ataojá, título dos reis do lugar.


Ataojá declarou então: “Oxun gbô!” – “Oxun está em estado de maturidade; suas águas são abundantes”, dando origem ao nome da cidade de Oxogbô.

Todos os anos faz-se, grandes festas no local, em comemoração a todos esses acontecimentos. Iyalodê é o título mais honorífico que uma mulher pode receber.

Oxun possui este título: A Senhora Suprema de todas as Mulheres. Árbitra das diferenças entre elas.



MAIO O MÊS DE OXUM NA CASA DE YEMANJÁ: SOCIEDADE ÈFÉ - GÈLÈDÈ



SOCIEDADE ÈFÉ - GÈLÈDÈIDADE !!!

Na sociedade Yorúbá mais antiga, as mulheres são consíderadas como representantes de poderes capazes de controlar reservatórios de energias espírituais imensas dentro de si. 

Este imenso poder pode ser dirigido para criar ou destruir a vida. Os homens da comunidade reconhecem este poder cultuando Èfé -Gèlèdè. 

Este culto possui como principal característica, as famosas máscaras Èfé - Gèlèdè. 

O ser semi-animal, semi-humano que tem, como intermediário, entre os mundos sua pele. 

Este fato permite compreender a importância da máscara (essência espiritual do totem, as máscaras masculinas no culto Èfé-Gèlèdè chamam-se Akògi e as femininas Abògi ).

"Pois o iniciador que dança é o esp´rito luminoso do animal ", a máscara conduz a dança; esforço coletivo do clâ, não para invocar a uma divindade, mas para representar uma espécie de mímica mágica, que visa proteger e fertilizar a toda comunidade. 

Por causa da idéia de vida e fertilidade, o culto anual de Èfé - Gèlèdè é organizado no começo da estação agricultural (em março na África). 

O culto, surgiu na cidade de Ketu no décimo quarto século e foi adotado por todas as comunidades situadas no corredor comercial do estado Yorúbá a oeste, sendo diferente do culto a Èégúngún que influenciou e influencia até hoje, todo o território Yorúbá de uma forma em geral. Èfé-Gèlèdè é apenas uma parte do culto de Ìyámi Òsòròngá, a parte diurna, Èfé é a parte noturna e seu complemento.

Èfé é o Orixá Èsú em sua manifestação de pássaro noturno. 

Nas máscaras Gèlèdè, quase sempre estão representados pássaros e serpentes, a serpente por ser um animal essencialmente noturno e os pássaros por possuírem uma potência espíritual equivalente as das mulheres, neste sentido, as aves e as serpentes formam a expressão visível do corpo de Ìyámi. As aves representam Ìyámi porque viajam no ar (símbolo do vôo noturno- projeção astral- caracteristico da pratica da magia de Ìyámi).

Assim, as aves nos ligam às serpentes mesmo que apenas através de sua oposição simbólica. Em todas as culturas , tanto as aves quanto as serpentes sempre aparecem como imagens prímárias e fundamentais da energia feminina superior do universo(e nem sempre são inimigas), pois se enquanto as aves voam em direção a magia das alturas e do sutil, as serpentes rastejam seu ventre carinhosamente aprofundando-se nos mistérios da tera.

De certa forma, é fácil perceber que as aves e serpentes representam o eterno jogo de troca ene o consciente e o inconsciente, tornando-se óbvio percebermos que o encanto das aves(particlamente as noturnas) é a sua cpacidde de voar(transitr nos aspetos mais sutis da naturea) e principalmente, nestes aspectos mais sutis na condição noturna(fonte de medo e apreensão inconsciente relacionada aos temores mais profundos dos seres humanos). No caso das serpentes elas precisam trocar de pele periodicamente e isto lhes proporciona uma aura de imortalidade.

Possuem uma qualidade andrógina: esticadas, parecem falos; enroladas, assemelham-se às dobras da vulva vaginal. Com este imenso símbolo andrógino, as serpentes são são a própia sexualidade encarnada e fortemente vivíficada na natureza. Por isso, quando se vê as serpentes enroladas nas máscaras Gèlèdè ou mesmo, participando"ativamente" da magia de Ìyámi Òs`ròngá(òsòròngá mesmo é o nome de um pássaro noturno), pode se ver a força de nossos mais antigos primórdios unindo-se a imagem original de Deus no universo, ou como alguns preferem: Deusa. voar e trocar de pele são uma magia infinita, original, arcaica e totalmente plena; sendo de força incomensurável, poucos podem transitar entre estes aspectos sutis e densos da natureza de uma forma plena, sem arriscarem-se ao vôo nturno. O culto anual a Gèlèdè, oferece tributo a potência m´stica dos antepassados das pessoas idosas e líderes da comunidade. As gèlèdè são conhecidas como mães anciãs, está em garantir uma vida construtiva, relacionando-se a fertilidade e a sabedoria do segredo da vida, no entanto, elas também possuem o mesmo poder em polaridade destrutiva.

Os dançarinos de Gèlèdè são homens, contudo representam homens e mulheres em suas representações.Na dança feminina Gèlèdeé poderosa e contida, entretanto, na dança masculina é violenta e agressiva. As Gèlèdé possuem uma "ordem de entrada" nas suas ritualidades, pois seu culto(diurno) é sempre feito na praça do mercado na medida em que o ato de negociar mercadorias dentro da cultura Yorúbá é especialmente feito por mulheres. O ststus de uma mulher Yorúbá deriva em maior parte pela sua reputação em saber negociar, do que pela sua riqueza, ou o grau de "mimo" que dá a seu marido. Desde que a principal ocupação das mulheres Yorúbá, está em negociar, muitas máscaras descrevem "comercios femininos".

Estas mulheres são economicamente independentes de seus maridos e possuem o potencial de ganhar mais dinheiro do que eles. Por isso tais aspectos como paciência, auto controle, reverência e riqueza, são simbolizados como mulheres. Portanto a praça do mercado representa simbolicamente o universo e o poder feminino atuando dentro dele(agora é facil entender, poque Èsú é conhecido como Òlójá "Dono do mercado" e por isso mesmo sua grande relação com Gèlèdè).


MAIO O MÊS DE OXUM NA CASA DE YEMANJÁ : ARQUÉTIPO OSÚN A SOBERANA DA FERTILIDADE !!!



Arquétipo

Oxun é a genitora por excelência, ligada à procriação e associada à descendência no AIYÊ (TERRA).

É a patrona da gravidez ou gestação. Todo embrião ou feto é colocado sob sua responsabilidade e proteção, até o momento em que o bebê começa a falar. Por analogia, ela é responsável pela iniciação de neófitos (yawôs), que são considerados “embriões”, até o momento da cerimônia de “Dar o Nome”. Assim, toda a iniciação deve ter o cuidado de “louvar” Oxun durante o período de reclusão.

A demonstração e comprovação de que Oxun é a “Mãe das Iniciações”, é o uso dos ekodidés, nos oris escanhoados dos iniciandos. Leia a seguir a lenda: “Uma sacerdotisa cujo nome era Omo Òsun (filha ou descendente de Oxun) servia a Òrísànlá e estava encarregada de zelar por seus paramentos e particularmente por sua coroa.

Alguns dias antes do festival anual, umas seguidoras de Òrísànlá, invejosas da posição de Omo Òsun, decidiram roubar a cora e joga-la nas águas. Quando Omo Òsun descobriu o furto, seu desespero foi profundo. Uma menina que ela criava aconselhou-a a comprar, no dia seguinte de manhã, o primeiro peixe que encontrasse no mercado.

No dia seguinte, Omo Òsun não conseguiu encontrar nenhum peixe e foi somente na sua volta que encontrou um rapaz que trazia um grande peixe à cabeça. Chegando à sua casa, Omo Òsun não conseguia abrir o peixe. A garota apanhou um pedaço de faca muito usado – cacumbu – e facilmente conseguiu fender a barriga do peixe no interior da qual luzia a coroa. Chegando o dia da grande cerimônia, as invejosas sabendo que Omo Òsun havia miraculosamente encontrado a coroa, decidiram recorrer a trabalho mágico para desprestigiar Omo Òsun em frente a Òrísàlá. Elas colocaram um preparado na cadeira de Omo Òsun , situada ao lado do trono de Òrísàlá.

Todo mundo estava reunido e esperava em pé a chegada do grande Oba. Quando chegou, sentou-se e fez sentar-se todos os presentes. Em seguida pediu a Omo Òsun que lhe desse os paramentos. Quando ela quis levantar, foi incapaz de fazê-lo. 

Tentou veementemente várias vezes a te conseguir, enfim, mas o preço do grande esforço foi desgarrar as partes baixas de seu corpo que começaram a sangrar copiosamente, manchando tudo de vermelho. Òsàlá, cujo tabu é o vermelho,levantou-se inquieto, e Omo Òsun, aturdida e envergonhada, fugiu. Segue-se uma longa odisséia durante a qual Omo Òsun foi bater à porta de todos os Orixás e nenhum deles quis recebê-la.

Enfim, ela foi implorar ajuda de Oxun, que a recebeu afetuosamente e transformou o corrimento sangüíneo em penas vermelhas do pássaro odide, chamadas ekódidé ou ikóóde, que iam caindo dentro de uma cabaça, colocada para recebê-las. Diante desse mistério – awo – a transformação do corrimento de sangue em ekódidé, todos regozijaram-se, começando os tambores a rufar e a correrem de todas as partes para assistir ao acontecimento: Yèyè sawo: Mãe fez mistério (Mãe conhece segredo, é mistério). 

A festa se organizou e todas as noites Oxun abria as portas para receber os visitantes que, entrando, apanhavam um ekódidé e colocavam cauris (dinheiro) na cuia colocada ao lado. Todos os Orixás vieram tomar parte no acontecimento. Finalmente, o próprio Òsàlá foi atraído pelas festividades.

Apresentou-se em casa de Oxun e, como os outros, saudou-a fazendo o dòdòbálè, apanhou um ekódidé e o prendeu em seus cabelos. Um cântico relembra para sempre essa circunstância: Òdòfin dòdòbálè k’obinrin – Òdòfin (Òrinsàlà) saúda prostrando-se frente à mulher. Mesmo o grande Orixá Funfun faz o dòdòbálè – alongando-se no solo, tocando-o com o peito em sinal de respeito e de submissão – diante do poder de gestação”.

Por estar comprometida e vinculada à “gestação “, também tem relações com o ciclo menstrual. E devido a seu simbolismo com a maternidade, é saudada como Ye ye, uma forma de dizer “Mãe”. É a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua, a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar. 

Dentro desta perspectiva, Iemanjá e Oxum dividem a maternidade. Mas há também outra forma de análise: a por faixas etárias. Nanan é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá, é a mulher adulta e madura, na sua plenitude.

É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá (sendo a segunda esposa do Orixá da criação), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica. 

Para Oxun, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, maliciosa, ao mesmo tempo que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. 

Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. 

Começa antes, na própria fecundação, mas não no seu desenvolvimento como adulto. 

O arquétipo de Oxun é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras; das mulheres que são símbolos do charme e da beleza; voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que Yansan. 

Elas evitam chocar a opinião pública, à qual dão grande importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social. Oxun também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas, uma das figuras físicas mais belas do Panteão Mítico Yorubano. 

Existem 16 tipos diferentes de Oxun, desde as quase adolescentes, até as mais velhas. 

Diz a lenda, que as mais velhas, moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais.

Entre essas 16, três são marcadas como guerreiras (Apara, a mais violenta, Iê Iê Kerê, que usa arco e flecha, e Ié Ié Iponda, que usa espada), mas a maior parte delas é mais pacífica, não gostando de lutas e guerras. 

Oxun é dos poucos Orixás yorubas, que absolutamente não gosta da guerra.

A cor de Oxun é o pupa ou pon, que pode ser interpretado tanto como vermelho – o poder da criação humana e animal; o sangue menstrual ou o amarelo – um vermelho mais claro, mais leve e benéfico que pode ser interpretado como “está maduro”. 

O amarelo-ouro ou pon ròrò é a cor oficial que representa Oxun. 


Uma outra maneira de dizer vermelho em Nagô, é pupa eyin, literalmente “gema de ovo”.

O ovo, além de representar o “óvulo” que dá origem à vida, é o preferido de Oxun em suas comidas, mas também é o símbolo e representação das Iyás-àgbás, ancestrais femininos representados por pássaros. 

Todos os metais amarelos pertencem a Oxun: Ouro e Bronze.


MAIO O MÊS DE OXUM NA CASA DE YEMANJÁ: OSÚN A DEUSA FEITICEIRA E SUA VERDADEIRA ORIGEM !!!!



Osun teria nascido de uma concha depositada por sua mãe YAMÍ IYÁÁRÁÒLÚ, nas margens de um grande rio ao qual, empresta o seu nome, rio oxum, em ioruba " ôdô osun".

É no local mais profundo deste rio , entre as localidades de iguedè onde nasce e lekè, onde desenboca numa lagoa, que Osun é originalmente cultuada, tendo o seu templo principal edificado nesta região, na aldeia de oxogbo, palavra do dialeto iorubá que significa " OXUM ATINGIU A MATURIDADE".

No percurso do rio, que corresponde à trájetória do própio orìsá, Osun assume diferentes características, todas ligadas a maneira de ser das mulheres, de seu caráter e atitudes, de suas qualidades e defeitos.

Assim, o africano se refere à diferentes !caminhos " deste orìsá, que serão descritos de forma particular, sempre comparados a situações específicas do procedimento feminino. Temos então:

OXUN KAYODE- representada pela dança de Oxun, repleta de movimentos que denotam, a sensualidade revelada na maneira, de andar, de se movimentar e de proceder das mulheres.

YEYE KARE- representa o culto a beleza e à vaidade feminina.

É descrita como "O ESPÍRITO QUE SE REFLETE NO ESPELHO", motivo pelo qual, Oxun está permanentemente se admirando na superfície de um espelho, do qual não se separa nunca. O gosto pela riqueza, pela opulência, e pelo uso de jóias e adornos se revela no caminho de Oxun Bumi, onde a YAGBÁ cobre-se de pulseiras, brincos e colares de ouro, metal que lhe pertence por direito e ao qual está ligada de todas as formas..

OSUN SEKESE- representa a aparente fragilidade feminina, artíficio usado para obter a proteção dos representantes do sexo masculino.

OXUN IBUKOLA- é a sedutora írresistível e representa o poder de sedução feminino. O espírito maternal é representado por três diferentes caminhos onde OXUN FUMIKE proporciona a possibilidade de gerar filhos, OXUN OXOGBÔ assiste a mulher na hora do parto, desenpenhando aí, a função de parteira e OXUN FUNKE é a mestra, representando a mãe que orienta e ensina aos filhos as primeiras palavras e passos no seu primeiro contato com o mundo e com a propía vida.

OXUN MIWA- O espírito das aguas doces está de certa forma, ligado ao processo de gestação e dizem que assiste e protege o feto durante todo o período de gravidez, sendo a dona do líquido aminiótico.

A inconstância do caráter feminino é representada por, OXUN AKURA IBÚ, que se faz presente nos locais de encontro das aguas do rio com as do mar.

A mulher guerreira , batalhadeira e belicosa é representada por quatro caminhos de Oxun,, nos quais porta sempre uma espada.

Nestes caminhos a Orìsá é conhecida como: OXUN ÀPÁRÁ, OXUN OKE , OXUN ÌPONDÁ, YEYE IBERÌN , Todas consideradas como guerreiras poderosas.

A mulher madura, consciente de sua graça e elegância, revestida de respeito e classe, são representadas por OXUN EDE. A partir daí , Oxun assume características relacionadas a mulher envelhecida,, cheia de manias e preconceitos, ranzinzas e implicantes.

E é então representada por OXUN OGÁ. No último caminho, vamos encontrar OXUN ABOTÔ, considerada velha e decrépita e envolvida em ações misteriosas e obscuras relacionadas, talvez à prática da feitiçaria.

Oxun, então assume e revela todo o poder feiticeiro da mulher.

Desprovida agora de escrúpulos e do sentimento de piedade, contesta agora a PSEUDO-SUPERIORIDADE do macho e cria uma sociedade secreta , estritamente matriarcal denominada SOCIEDADE GUELEDÉ , onde a face maligna é encoberta por máscaras muitíssimo elaboradas.

É OXUN AWE que se encarrega de organizar esta sociedade, onde o homen não tem vez, devendo, tão sómente, submeter-se de bom grado, às exigências de suas líderes.

OXUN, reunindo em si mesma, todas as diferentes manifestações anteriormente descritas, assume para si o absurdo poder de YÁMI AJÉ - A MÃE FEITICEIRA- e , investida deste poder, controla a vida e a morte, punindo ou premiando indicriminadamente, sem senso de justiça e sem julgamento.

Aí, é representada pela grande cabaça IGBADÚ, símbolo do ventre gerador, encimada pelo pássaro OXÓRÒNGÁ, REPRESENTAÇÃO DO PODER FEITICEIO ilimitado que pode enviar aonde bem entender de acordo com sua conveniência. Surpreendentemente, determina que esta cabaça jamais seje vista ou cultuada por mulheres.

ÌBÁ OSÙN, ÒSUN SIGÌNSI EMI L' OMO ÌJESÁ ÒSUN Ò JIRE E Ò.




segunda-feira, 8 de maio de 2017

MAIO O MÊS DE OXUM NA CASA DE YEMANJÁ ( ODÒ ÒSUN – O RIO OXUM )

   ODÒ ÒSUN – O RIO OXUM


Òsun é a divindade do rio do mesmo nome que corre no sudoeste da Nigéria. Originário de um numero afluentes de fontes, denominadas de Omi Òsun – Águas de Oxum, emanadas das sagradas Òkè Olosunta – Colinas de Olosunta em Ikere – Ekiti State. Desemboca no lago Lekki Lagoon, uma imensa lagoa ligada a um canal, com pântanos de água cristalinas e uma parte cercada por praias, em Lagos – Nigéria. 

ÒKÈ OLOSUNTA


OMI ÒSUN



Da nascente à desembocadura, esse sagrado rio percorre um extenso território, e quase que em toda a sua extensão Ìyá mi Òsun é reverenciada, não só por seu nome próprio, mas sim por seus títulos e epítetos, dos quais denomino os “Caminhos de Oxum”.

                                                                                    
                                                          MAPA DO RIO ÒSUN


Alguns dizem que o rio Òsun não é navegável, outros afirmam que os habitantes locais tem uma superstição que permite aos homens atravessá-los, mas não subi-lo ou descê-lo. Existe um tipo de milho que é considerado tabu para Òsun e nunca poderia ser levado a beira de seu rio, do contrário as chuvas deixariam de cair.


                                                                          ODO ÒSUN

Efon – Ekiti State …nessa cidade ela recebe o título de Olo'kiti Efon – Senhora do Povo de Efon.

Ijebu – Ekiti State …considerada a mãe do Rei Awujalé. Os mitos locais revelam que Òsun era uma mulher de grande valor, gostava muito da água e nela vivia boa parte do tempo. Nela escondia parte de seus tesouros. Considerada excelente nadadora por seus adoradores. O rio onde ela vivia ainda é adorado por aqueles que moram as margens do rio ...os crocodilos que exibem certas marcas são sagrados e considerados seus mensageiros. Em uma época muito distante, em tempos de necessidade eram feitos sacrifícios humanos as “águas do rio”, jogando as vitimas voluntárias aos crocodilos. ...à reverenciam como Yèyé mi – Minha Mãezinha Queridinha. ...foi a primeira fabricante de utensílios de bronze dos Iorubás e do mundo. Seus adoradores usam argolas de bronze em torno do pescoço, braços e pulsos. Essas argolas são denominadas de Idé ...uma de suas principais representações, consiste em um pequeno pote de barro que contém seixos de rio denominados de Òkúta Òsun e a água do próprio rio Òsun, que deve ser mantido sempre cheio e nunca secar.


Osogbo – Osun State … Não existe outro local em território Iorubá que preste mais homenagens à Òsun que nesta cidade. Nela ocorre o maior Festival de Òsun conhecido turisticamente por todo o mundo. … o Odún Òsun – Festa Anual das oferendas Òsun realizada em Osogbo, é uma reatualização do pacto que o primeiro rei local chamado de Laro, contraiu com o sagrado rio. … eis a narrativa do mito: Laro, após prolongadas atribulações, procurando um lugar favorável onde pudesse instalar-se com seu povo, chegou perto do rio Òsun, onde a água corria permanentemente. 

Alguns dias mais tarde uma de suas filhas desapareceu nas águas quando se banhava no rio e passando algum tempo, das águas saiu, esplendidamente vestida. 

Declarou a seu pai que fora admiravelmente recebida e muito bem tratada pela divindade que ali morava. Laro foi fazer oferendas de agradecimento ao rio. Muitos peixes, mensageiros da divindade, em sinal de aceitação, vieram comer o que Laro ogou na água. 

Um peixe de grande tamanho veio nadar perto do lugar onde o rei se encontrava e cuspiu água. Laro recolheu essa água em uma cabaça e bebeu-a, celebrando assim um pacto de aliança com o rio. Em seguida estendeu as mãos e o grande peixe saltou nelas. 

A partir desse momento ele assumiu o título de Ataoja, contração da frase iorubá “A lewo gba eja – aquele que estende as mãos e pega o peixe”. 

Então ele declara “Òsun gbo – Òsun encontra-se em estado de maturidade”, isso é suas águas sempre serão abundantes. Daí originou-se o nome da cidade Osogbo. ...Nessa cidade de Òsun, é representada por uma estatueta de madeira esculpida, que tem orelhas grandes, para melhor ouvir os pedidos, grandes olhos para tudo ver e carrega uma espada para defender seu povo. Sempre acompanhada de uma outra estatueta que representa Alege, uma heroína que salvou Osogbo quando o povo Fulani tentaram conquistar a cidade, em um ataque surpresa.


ODO ÒSUN OSOGBO



Ede – Osun State, ao norte surge a direita do rio, um afluente conhecido pelo nome de Odo Erinlé e mais a esquerda um outro afluente conhecido por Odo Otin.

Odo Otin.


ODO ERINLE


Ogbomoso – Oyo State, o rio encontra-se com o Odo Oba em uma série de corredeiras, de águas agitadas e turbulentas. Os dois rios descansam pacificamente no extremo norte do reservatório Asejire e depois seguem seu percurso isoladamente.

ODO OBA


ODO ÒSUN
ati
ODO OBA

ODO OBA


Lekki Lagoon – Lagos State

LEKKI BEACH

LEKKI LAGOON

LEKKI

fonte: Baba Guido de Ajaguna.











MAIO O MÊS DE OXUM NA CASA DE YEMANJÁ ( Patakíes Oxum )



Oxum em seus esforços para ajudar o mundo perdeu a sua fortuna. 

Depois disso, ele começou a lavar roupa no rio e as pessoas pagavam com moedas.

Um dia, uma moeda  caira na água e a corrente do Rio levou a moeda para o mar. 

Ela pediu para Yemaya e Olokun que devolvesse a  sua última moeda, porque era tudo que ela tinha para pagar comida para seus filhos. 

Ela pediu  tanto aos Deuses que ouviram  suas orações, Olokun recolheu-a  ao fundo dos grandes oceanos até que Oxum foi permitida a ver a grande riqueza na parte inferior dos sete mares. 

Mas Oxum, apenas pegou a moeda que tinha perdido e voltou. 

Os Deuses não entenderam por que ela tinha tomado o dinheiro e nada mais disse: 
"Para a sua honra e honestidade damos partes de nossa riqueza e do rio como em casa, mas nunca mais dê tudo que você tem."