CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ
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sábado, 31 de agosto de 2019

A tradicional Panela da Casa de Yemanjá do Estado de São Paulo´SP




No último domingo do mês de agosto, após todos os ritos secretos e sagrados durante todo o mês, no qual este é a data de fundação da Casa de Yemanjá, é entregue em alto mar o presente de Yemanjá, que na verdade de seus mistérios nunca foi para a deusa Yemanjá sendo o Mar local do culto de sua verdadeira Rainha a Deusa matriz Yámí Òlòkùn Sánìádè, a Soberana dona do Mar.

O culto de Yemanjá aqui em sua Casa permanece no Rio de águas doces, em que é devidamente presenteada antes da entrega da Panela para a Rainha do Mar

 Nosso Asé, Asessú, comemora sua fundação em !5 de agosto, onde foi na década de sessenta, fundado pela saudosa Yalorisá Yá Nice de Asessú a deusa irmã mais nova de Yemanjá. 

Aqui em nosso terreiro, Asessú não é qualidade e nem um avatar de Yemanjá é uma Deusa irmã dela, assim como todas outras chamadas de qualidades de Yemanjá, todas tem aqui em casa um culto a parte, com cores a parte, com comidas diferentes e horários diferentes em seus cultos.

A Casa de Yemanjá agradece a toda a sua comunidade!!!!

Yamí Asessú, bossifuó !!!!














































terça-feira, 1 de agosto de 2017

Agosto o mês de Yemanjá no Terreiro de Yemanjá: A bondade de Yemanjá !



Olófin estava desgostoso com todos os povos da Terra, porque eles o haviam esquecido. 

Por isso tirou a chuva do mundo. 

Com tão prolongada seca, morriam os animais, secavam as plantações e não havia quase água para beber.

Vendo o rumo tão desagradável que tomavam as coisas no planeta, os Orishás a quem Olófin havia entregado o cuidado do mundo, se reuniram e a proposição de Shangó, decidiram enviar YEMANJÁ para que fosse ver a Olófin e lhe suplicasse o perdão.

YEMANJÁ seguiu o caminho da montanha onde Olófin tem o seu Palácio. 

Passou muito trabalho, subindo pela encosta estreita e por isso teve que caminhar por vários dias, mas ao final chegou.

Tinha tanta sede que ao chegar aos jardins de Olófin, não pode resistir mais e se ajoelhou e começou a beber água em um poço pestilento que ali encontrou.

Enquanto isso Olófin, que havia saído para dar o seu passeio matinal, viu de longe que alguém se atreveu a perturbar sua tranquilidade. 

Ao aproximar-se para ver quem era o intruso, ficou perplexo ao encontrar com YEMANJÁ que bebia ansiosa a água suja do charco.

Foi tanta a compaixão, que ele disse que se levantasse, que iria perdoar os homens, graças a esse ato dela e que lhes mandaria a água, pouco a pouco, para que não houvesse danos.

Por conta da benevolência e humildade de YEMANJÁ, que mesmo sendo ONI (Soberana), OLÓFIN teve compaixão para com os seres humanos novamente.

Maferefun YEMANJÁ todos os dias! Omi ô YEMANJÁ Ataramawá!

 Ifá Ni L’Órun



domingo, 23 de julho de 2017

Yemoja



Todos falam de Yemoja, mas quem é essa mulher?

Yemoja é uma Mulher honrada.
Yemoja é rainha de dois rios,
Nove lagos e de todo o oceano.
Yemoja foi desposada por oito Orisá.
Yemoja nasceu dezesseis vezes sobre a terra.
Yemoja foi visitada por Olorum.
Yemoja é filha de Olokun, irmã de Aganá, Anabí, Ogunasomi, Torô e Oja.
Yemoja que teve a má sorte de seu primeiro filho ser seu inimigo.
Yemoja que abriu Alafia em Meridilogun e nas favas de Odé.
Yemoja que recebeu Yewa em Egba.
Yemoja que foi recebida em Ketu por Esu.
Yemoja que tem duas espadas que ganhou de Ogun Alagbede.



Yemoja que tem Ologun como familiar.
Orisa Ogyan saúda Yemoja no dia de seu banquete.
Yemoja que usou um Ofá para defender sua casa dos homens malvados.
Yemoja que enganou os subordinados de Oke com doze espelhos na praia.
Yemoja que criou duzentos filhos, mas apenas quatro possuem seu sangue.
Yemoja que come a carne da pata bem temperada e divide seu alimento com prazer.
Yemowo e Yemú são as anciãs parentes de Yemoja.
Yemoja que nas terras de Tapá foi eleita Rainha.
Yemoja que fala por Ori e Ori acata suas decisões com fidelidade.
Yemoja que curou Orisa Nla com o peixe.
Seis Alafin conheceram Yemoja.
O primeiro Ooni de Ilê Ife conheceu Yemoja.
Yemoja que se embriagou de vinho as margens do rio Ogun.
Yemoja que foi ameaçada por um animal feroz e bateu a cabeça da criatura contra o tronco da árvore.
Yemoja que cortou a língua do marido.
Yemoja que possui um leque de palha e e um espelho de metal polido.
Yemoja que na cabeça traz a coroa de Osumare.
Um homem enfrentou Yemoja com uma espada mas Yemoja o desarmou e o puniu severamente.
Yemoja que tingiu o mar de azul.
A familia das Ajé não atentou contra Yemoja pois sabiam que ela é a favorita de Olorum.
Yemoja que tem o cabelo mais longo que o rabo do cavalo selvagem.
Yemoja que se aborreceu com a soberba de Sango e o aterrorizou com seus feitiços.
Yemoja que apazigou Oya em sua fúria.
Yemoja que é rival de Anabuku.
Yemoja que é como um peixe leão.
Yemoja é um Orisa magnifico.
Os seiscentos Orisas se calam para ouvir a boa palavra de Yemoja.



Yemoja é digna.
Yemoja tem a mão pesada como a do ferreiro.
Yemoja tem compaixão por todo o que lhe pede socorro.
Yemoja que compartilhou de sua fortuna com Jeholu.
Yemoja que é senhora da lua cheia.
Yemoja que tem os seios fartos.
Yemoja é a mulher que não aceitou ser submissa.
Yemoja que ata a criança recém nascida em suas costas e vai para o rio.
Yemoja é ancestral de uma nação.
Yemoja é negra é orgulhosa em ser como um carvão.
Yemoja é Orisa.
Yemoja é minha mãe.
Odoyá Yemanjà.


domingo, 1 de janeiro de 2017

Falaremos sobre: YEMANJÁ



Ela é considerada a mãe da maioria dos Orixás e, por causa disso, está sempre procurando dar ajuda aqueles que necessitam. Sensível e sensual, é capaz de comprender o mal que aflige o coração das pessoas, dando-lhes o conforto de que necessitam. Este é um Orixá feminino mais conhecido no Brasil, principalmente por causa das festas que são realizadas na passagem do ano em várias cidades do litoral do País. A rainha do mar é também considerada a protetora da maternidade. Algumas lendas contam que Iemanjá teria gerado pelo menos 15 Orixás. 


Seus filhos são considerados bastantes gentis e leais, porém sua personalidade pode mudar de uma hora para outra. São ainda vaidosos, ambiciosos e adoram o luxo. Com os amigos geralmente são capazes de qualquer sacrifício em nome da amizade, mais podem mudar de idéia caso sejam traídos. Como o espírito maternal está sempre presente nos filhos de Iemanjá, na vida a dois eles procuram dominar o relacionamento amoroso.


Dia da Semana: Sábado

Saudação: Odoiá.

Cores: Azul claro

Símbolo: ABEBÊ SEM O ESPELHINHO, PEIXES, ÂNCORAS ETC...

Alimento Principal: EBÔ YÁ E Manjar



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

IEMANJÁ, a grande mãe, o oceano que origina tudo.


De seu ventre saíram todos os Orixás, dos seus seios correm os rios que fertilizam a terra.

Como toda matriarca, é benevolente e preocupada com o bem-estar de todos, mas exerce uma autoridade mais pela astúcia que pela força.


Iemanjá é a imperatriz fecunda e resoluta totalmente aberta a criatividade.


Deusa da nação Egbá, nação Iorubá, onde existe o rio IEMANJÁ.

A umbanda por influência do sincretismo, promoveu IEMANJÁ como nova entidade, criação puramente brasileira.

Moralizada como mãe de todos os orixás, assimilando-a com Nossa Senhora, mãe de Deus.

Nela ficam condensadas as características das diversas entidades femininas.


Para as pessoas que querem crer em uma mãe extremamente bondosa, puritana, etc, como as colocações de todos os santos da igreja católica, com certeza vai se decepcionar com a realidade dos orixás que são em essência uma realidade do nosso mundo ou o nosso mundo é uma realidade da dos orixás: DUAL.POLARIZADO.


IEMANJÁ tendo sua manifestação positiva: Magnitude, criatividade, destemor, constância, gestação ou o inverso: rudeza, insensibilidade ,medo demasiado, e excessivo, crueldade, orgulho desmedido, gula.


IEMANJÁ, a MÃE é reconhecida como estando na segunda posição de autoridade, mas é apática, falsa e pouco disposta a atender as necessidades dos outros.


A representação de IEMANJÁ que se tem difundida o superou em muito a imagem de sereia ou de grande mãe cujos seios descem até o chão.

Hoje é uma moça branca a sair do mar, cheia de luz, santa da igreja católica.

É gritante a semelhança imposta pelos, católicos mesmo que apresente traços sedutores, é antes de tudo a mãe boa, desafricanizada.


Sempre descrita como orixá mãe, para quem esplendidas oferendas florais são devotadamente depositadas em todas as praias do Brasil.


Mas esta é apenas uma faceta do orixá, cujas qualidades negativas ficam ocultas para o grande público.

Para os leigos é costume considerar que IEMANJÁ é a esposa de OXALÁ, e, várias lendas aludem a sua rivalidade com NANÃ.


Também temos lendas que coloca IEMANJÁ esposa de ORUMILÁ, de quem teve IFÁ, o oráculo, e de ORÃNHIÃ, o fundador da cidade de OIÓ.


IEMANJÁ, é vista um pouco menos feminina que algumas outras orixás, porque é mãe dos orixás e é claro, mais velha e inibida.

Apesar de seus gestos meigos, ela mostra menos interesse em dar-se ou prestar atenção nos outros.

Ela é em geral, mais distante e sua meiguice é interpretada, simplesmente, como boas maneiras.


Os filhos de IEMANJÁ são quase sempre sensíveis, emotivos, e podem ter dupla personalidade.


São metódicos, aceitam com revolta seu destino, sentem fascinação por tudo que seja oculto.


Via de regra são de estatura forte, são amáveis, porém vingativos.


Tendência a mais de um casamento.


Sua revolta intensa é comparada as ondas do mar. Num constante vai e vem por toda a vida.


Propência a obesidade, câncer de mama, problemas de coluna, doença mental. Seus filhos sentem-se donos da verdade, passam a aparência de calmos, polidos, meigos, humildes, mas no fundo são muito arrogantes, e você não sabe o que na realidade estão pensando.

O aspecto físico é marcado pelo corpo e a ossadura grande, ancas largas, seios generosos.


Calmos, sérios, cheios de aparente dignidade, sensual,fascinantes.


Esposa e mãe fiel, eficiente, enérgica, mas ciumenta, possessivas, são muito mais mãe do que esposa, bastante independente em relação aos homens, maridos, amantes, ou pai.

Seus sentimentos maternais exprimem-se antes no zelo e no amor com que se dedicam á educação de crianças que podem até nem ser delas do que dando a luz inúmeros rebentos.


Fechados, tranqüilos, doces, pacientes, prestativos, mas quando se enfurecem...


Sinceros. Parecem estar sempre julgando, dão a impressão de falar só por boas maneiras, por obrigação.


Quando dão uma pancada é como a pancada do mar: A pessoa nunca sabe onde vai rebentar.


Não gostam de anarquias, brigas.

Dificilmente um filho de IEMANJÁ fala bem de alguém.

Muitas vezes são mesquinhos, conformistas, mas não duvide que traia alguém para conseguir alguma coisa.

IEMANJÁ é feroz, é mista.


Personalidade forte.

É sereia.


IEMANJA -cujo nome deriva de yeyé omo eja [mãe cujos filhos são peixes].


IEMANJÁ [...] Água doce - Gosta de bailar, é alegre, correta, cuida dos doentes.


IEMANJÁ (...) Companheira de Ogum - trabalhadora, briguenta, violenta, feiticeira, baila com uma cobra enrolada no braço.


IEMANJÁ [...] - é sábia, orgulhosa, respeitada até por Ifá, que lhe acata as decisões.-


IEMANJÁ que vive na espuma[....] - na ressaca, enroscada em um manto de limo, muito lenta e esquecida, recebe os ebós junto aos mortos.


IEMANJÁ [....] - para guerrear , vive nos poços e mananciais dos bosques ,ligação com ogum.


IEMANJÁ [ ... ] - ligação com as nuvens , direcionando suas águas.


IEMANJÁ Sereia - com o corpo coberto de escamas e pelos prateados, alimentação, cura de maus Boris.


EXU MARABÔ; ligado a Iemanjá, tem atuação sobre toda a orla marítima e áreas de pesquisa científica.

Encarregado de fiscalizar o plano físico, distribuindo ordens ao seus comandados, nos mais diversos planos de sua jurisdição.


Dificilmente baixa em terreiros. Fala e escreve perfeitamente o francês.


Quando incorpora, usa o nome de seu companheiro Agalieraps [ Mangueira ]


IEMANJÁ, está associada á foz dos rios e quebra-mares, mãe dos peixes e de todos as cabeças.


É invocada para trazer prosperidade e abundância.


É um orixá que tem o poder da curar as doenças com água, sem derramamento de sangue, com sua própria riqueza, os peixes, pode curar um mau ori, no ato do ebóri.


É um dos orixás mais velhos entre os irunmonlés, podendo algumas vezes comer junto com os eguns.


FRASE DE IMPACTO: Íyá mí nsé owó pélé-pélé nínu omi / Minha mãe esta erguendo as mãos,suavemente dentro das águas.


ELEMENTO; água


NATUREZA; águas doces e salgada


EMBLEMA; abebé-leque prateado


ERVAS; jasmim, folha-da-costa, aguapé, algafarra.


METAL; prata e platina


FLOR; rosa, palma branca


FRUTA; mamão, melancia, graviola, uvas brancas


DOENÇAS; barriga e grandes seios, obesidade, loucura e câncer de mama


LOCAL PREFERIDO; Foz dos rios

SEU DIA; é o sábado


SEUS NÚMEROS; são 8 e 16


SUAS CORES; são o azul cristal, verde cristal e o branco cristal,também rosa cristal


SUA SAUDAÇÃO; Odomiô e Odoiá.


SUAS FERRAMENTAS; são a ancora e o leme.


IEMANJÁ GUMTÉ; é casada com OGUM, ela usa espada. Sob a forma de IYA MASSÉ, IEMANJÁ unida a ORÃNHIÃ, deu inicio a sagrada dinastia dos primeiros reis de OIÓ.



quarta-feira, 2 de março de 2011

ODOYÁ IEMANJÁ






quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


ODOYÁ IEMANJÁ





Embora minha família seja meio católica meio espírita, eu não sigo nenhuma religião. Mas isso não vem ao caso. O fato é que vou contar algo que aconteceu comigo já faz uns anos...



Em 2007 eu estava tentando sair de um relacionamento fracassado. Foram várias tentativas para terminar, mas nunca dava certo. Era angustiante. Para "ajudar" a pessoa em questão não aceitava o fim, me ameaçando sempre que eu tentava por um ponto final. Seria tão simples se não fosse tão complicado né?



Um dia fui dormir esgotada depois de uma briga, com receio de nunca conseguir me livrar daquela situação. Então naquela noite tive um sonho que me impressionou.



No sonho eu encontrava Iemanjá no quintal de casa, vestida de branco com um véu sobre o rosto. Eu a cumprimentava e me ajoelhava, e então eu sentia que ela tirava algo muito forte de mim. Meu corpo repuxava como se aquilo estivesse grudado, difícil de sair. Ela não falava nada, e o sonho acabou ali. Despertei no meio da madrugada sentindo muito frio, apesar de ser verão.



Pela manhã eu acordei mais confiante e animada. Fui ao trabalho, mas o sonho ficou martelando na minha cabeça. Então resolvi pesquisar alguma coisa sobre, e descobri que sonhar com Iemanjá era bom presságio, pois indica que você está sendo protegido e que terá grandes realizações no terreno sentimental. Bom, de fato, depois deste dia me senti mais decidida em dar um basta.



Outro grande acaso nesta história toda é que tudo isso aconteceu há exatos quatro anos, no dia 2 de Fevereiro. Ou seja, dia de Iemanjá!



Bom, sendo coincidência ou não, só tenho a agradecer por tudo. Pois depois desta data, não só o namoro finalmente terminou como comecei uma grande transformação em minha vida.



Odoyá Iemanjá! Valeu!
 
http://www.ilafox.com/2011/02/adoia-iemanja.html

* Iemanjá, perdoai-nos




Iemanjá, perdoai-nos



Cedo da manhã do 1º de janeiro de 2011 tive o privilégio de passear na orla da praia de Rainha do Mar, no litoral gaúcho. Mas o privilégio, ao final, me deixou um amargor: na areia, o mar havia “vomitado” centenas de objetos das oferendas a Iemanjá.


Afora as flores, havia frascos de perfume, sabonetes (embalados, inclusive), pentes de plástico, adereços de isopor, entre outros materiais altamente poluentes, nem um pouco biodegradáveis.

Não bastasse a agressão ambiental que perpetramos no dia a dia aos oceanos, destruindo tantos seres vivos maravilhosos que vivem nessas águas, justamente na homenagem a Senhora das Águas, Soberana do Mar, Rainha do Mar pratica-se uma barbaridade ambiental.

Se num pequeno trecho de praia havia centenas de objetos, imagine-se o quanto haverá espalhado por tantas outras e, muito mais terrível ainda, quanto está por lá vagando e depositado no fundo das águas?!



Claro que há a boa fé respeitável nessas oferendas. Mas já adentrando na segunda década do século 21, com tantos conhecimentos sobre a situação do planeta, porque manter-se um ritual com "homenagens" que conspurcam um ecossistema tão miraculoso. Há aí uma contradição: a "Homenageada" assiste seu devotos poluindo a sua “casa”, o seu “mundo”, o seu “meio”, o seu "elemento"...


Acredito que as entidades espirituais não aprovam tal ritual poluente/poluidor e devem receber com tristeza essas deferências. Será que tais "seres" retribuem com algo bom? Será que, pelo contrário, aí sim fecham caminhos a devotos tão inconscientes?


Espero que os babalorixás e outros líderes religiosos ligados ao cultos de Iemanjá – e também por ocasiões de homenagens a Rainha dos Navegantes – apurem os rituais e sigam a evolução sobre a compreensão do que está acontecendo ao planeta, onde tanta agressão ao meio ambiente natural está pondo em xeque a própria sobrevivência da humanidade, e estabeleçam outras formas de se fazer oferendas.



Que as manifestações não poluam. Quem sabe, ao contrário, sejam momentos de contribuição à educação ambiental e limpeza dos mananciais e seu entorno. Assim, cultuar Iemanjá ou Nossa Senhora dos Navegante será de fato sacralizar o mar, os rios e toda a Sagrada Natureza.



Longe de mim (embora não seja imune) o preconceito contra as religiões de matriz afro e outros cultos de devoção envolvendo as águas. Tenho respeito e simpatia a muitos rituais afro-brasileiros e apóio com entusiamo a valorização da cultura e da comunidade negra em nosso país e mundo. Mas isso não significa abrir mão à crítica de atitudes que julgo equivocadas, feitas em nome da fé – qualquer que seja o credo.
 
 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

* Iemanjá


Iemanjá


Embora sendo um Orixá feminino, Iemanjá possui o vigor de um homem e, nas Américas é a divindade das águas salgadas.




Este Orixá é natural de Abeokutá, na Nigéria, local onde seu culto prolifera com muita intensidade, mas seus principais seguidores são os naturais de Egbado localidade cuja rainha é Okoto, também conhecida como Osá.


Seu principal templo está localizado em Ibará, bairro de Abeokutá e, embora seja cultuada no rio Ògùn, seus seguidores vão, anualmente, recolher água para lavar os seus axés, numa fonte de um afluente denominado rio Lakaxa.



Iemanjá seria tão velha quanto Obatalá e tão poderosa quanto ele.


É filha de Olóòkun que em Benin é considerado como um deus e em Ifé como uma deusa, cujo reino são os oceanos.


Teria sido casada com Orunmilá e depois com Olófin, de quem gerou dez filhos, cujos nomes enigmáticos fazem crer que sejam os outros Orixás.



Conta uma lenda que Iemanjá, cansada de viver em Ifé, seguiu em direção ao Oeste indo instalar-se no "por do sol". Inconformado com o abandono Olófin mandou seu exército à sua procura.


Cercada pela tropa, Iemanjá, ao invés de se deixar prender, quebrou um frasco contendo um líquido mágico que lhe havia dado seu pai Olokun, o que fez com que surgisse ali mesmo. Um caudaloso rio, cujas águas a levaram até o oceano, local de residência de seu pai.



Por seu caráter intempestivo, Iemanjá perdeu a hegemonia do mundo terrestre assumindo, desde então, domínio sobre a orla marítima em cujo movimento hora calmo, hora agitado e revolto, tem representada a sua personalidade inconstante.



Seu nome em yoruba, Yéyé Omo Ejá (Iyemonjá), significa : "Mãe de Filhos Inúmeros Como os Peixes", ou simplesmente "Mãe de Filhos Peixes", ressalta, sobremaneira, seu instinto maternal, uma vez que assume como filhos todos os seres humanos, independente de quais sejam os seus Olori.



Isto está exemplificado num Itan Ifá que descreve a forma como Iemanjá assume a maternidade de Omolú, filho legítimo de Nanã, desprezado pela própria mãe por ser portador de lepra.



Iemanjá representa, portanto, o instinto maternal, assumindo, de muito boa vontade todos os seres humanos como filhos bastando, para tanto, que se recorra aos seus préstimos e que se solicite sua proteção.


Nas Américas, no entanto, onde seu culto é grandemente difundido, recebe oferendas nas águas do mar. Sua saudação mais comum é "Odo Iyá!" que significa "Mãe do Rio".


Outras formas de saudá-la, utilizadas no Brasil são: "Erú Iyá!" e "Odo fé Iyagbá!" sendo que esta última saudação, muito utilizada nos ritos de Umbanda, significa: "Amada Senhora do Rio".




Aspectos Gerais

Dia: Sábado

Data: 02 de fevereiro

Metal: Prata e Prateados.

Pedra: Água marinha.

Cor: Branco, criatal, azul e rosa

Comida: Ebô de milho branco e camarão seco, manjar branco com leite de coco e açúcar, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz e mamão.

Símbolo: Abebé prateado.

Elementos: águas doces que correm para o mar, águas do mar

Região da África: Egbà e Abeokunta

Pedras: cristal e água marinha

Folhas: pata-de-vaca, umbaúba, mentrasto

Odú que rege: Irosun e Osá.

Domínios: maternidade (educação), saúde mental e psicológica

Saudação: Erù-Iyá, Odó Iyá !!
A saudação Odô Iyá de Iemanjá pode ser traduzida como Mãe do rio, já Erú Iyá pode ser traduzida como Mãe das Ondas.





Yemonja àwa
Ààbò a yó
Yemonja
Àwa ààbò a yó
Iemanjá protege-nos e nos enche de
satisfação.
È Iemanjá , estamos protegidos,
e nossa satisfação é completa.



Ìyààgbà ó dé iré sé
A kíì e Yemonja
A koko pè ilé gbè a ó yó
Odò ó fi a sà
Wè rè ó


A velha mãe chegou fazendo-nos felizes, nos cumprimentamos Iemanjá.
A primeira que chamamos para abençoar nossa casa e dar satisfação.
Usar seu rio que escolhemos para nos banharmos,
pois o rio que escolhemos
é o rio que usas para seu banho.

A sà wè lé ó
Odò fi ó
A sà Wé lé ó
A sà Wè lé ó


Nós escolhemos nos banharmos
em nossa casa.
Ela costuma escolher
banhar-se no seu rio.
Ìyá kòròba
Kòròba ní sàbá
Ìyá kòròba
Kòròba ní sàbá
Mãe que enfeita os cabelos dividindo-os
no meio da cabeça, ela tem o hábito de
enfeitar os cabelos dividindo-os no meio
da cabeça.

Oríkì fún Yemonjá
Igberi de Ogun Asaba
Ogun yakun ela esan
Olimo
Ogun iya kere Oniro
Asesu
Ogun onyon de Ayifo
Opeki de Ofiki
Ibu gba nyanri
Alaro de Ibu
Olosun
Ogaga Yeye


Oríkì para Yemonjá

Ogun Asaba (rio)
Rio de Ogun em nove partes
Dono da folha de palma
Rio de Ogun, mãe pequena de Oniro,
Asesu
(Um caminho de Yemoja)
Ogun Ayifo Rio que tem peitos
Fluxo que leva areia
Fluxo índigo
Barcos fluem
Mãe Ogaga



Oríkì fún Iemanjá

Yemoja atara magba
(Elogie nome)
Ayaba ti gbe ibu omi
Rainha que vive nas profundidades da água
Yemoja igbe di oju ona
Yemoja alisa arbusto em caminho-superfícies
Yemoja em je oti pagogo oju akagba
Yemoja se inclina em na beira-mar, enquanto tomando um gole de efervescência
Um gbo ni se oba ma kase
Ela espera sentado, até mesmo na presença de um rei.
Yemoja um wo'lu de iji de lobi
Elevações de Yemoja, remoinho quando tornado entra no país;
Um pekoro yi ilu kaa
Ela muda a cidade
Awoyo, Awoyo je'le je l'odo,
Awoyo, Yemoja come na casa como também no rio
Iya olo oyon oruba
Mãe de peitos chorões
Ela cultivou uma moita sobre o negócio privado dela
Obo de Abi ni orun bi egbe isu divertido
E está apertado como um inhame secado
Onilaiye de Okun um bi de enia de san
Rainha fundo-inchando do mundo, ela cura como medicamento;
Olokun de Arugbo
Dono de mulher mais velho do mar
Fere obirin aji fon ni lara oba
Flauta-menina que toca para o despertar de reis
Obirin pepe li gba eni gbe ilekile
Mulher que suavemente agüenta o nadador para descansar em algum lugar
Ko je dahun ni ile
Ela não deseja responder em terra
Oju omi ni je ni koro
Ela fez isto depressa à superfície da água



ISURE ÒRÌSÀ YEMONJÁ
IBA YEYE OMO EJA
YEMONJA OOO,
WA GBO EBE MI,
IWO TI NFUN ENITI NWA OMO NI OMO,
JOWO MO PE O, FUN MI NI OMO,
SO MI DI OLORO,
YOMONJÁ, YEYE AWON EJA,
FI ABO RE BO MI,
KI IKU ATI ARUN MA WOLE
TO MI WA.
IYA MI, JOWO SO EKUN MI DA
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE.

Yemonjá eu te saúdo
Ouça meu clamor,
Você quem dará filhos para quem quer,
Por favor me dê filhos,
Me torna próspero,
Yemonjá, mãe dos peixes me proteja com a sua proteção,
Para que a morte e doenças não entre na minha casa.
Minha mãe, favor torne os meus choros e sofrimentos em alegrias.
Axé do Senhor Supremo
Benção do Senhor Supremo.


Adura Iemanjá

Yemoja ooo,
Wa gbo ebe mi,
Iwo ti nfun eniti nwa
omo ni omo,
Jowo mo pe o, fun mi
ni omo,
So mi di oloro,
Yemoja, yeye awon eja,
fi abo re bo mi,
Ki iku, jowo so ekun mi
dayo.
Ase.


Adura de Iemanjá

Mãe Iemanjá
Ouça meu clamor,
Você quem dará filhos para
quem querem,
Por favor me dê filhos,
Me torna próspero,
Iemanja, mãe dos peixes me
proteja com a sua proteção,
Para que a morte e doenças
não entre na minha casa.
Minha mãe, favor tornar os
meus choros e sofrimentos
em alegrias.
Axé.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Fevereiro o mês de Yemanjá ( Iemanjá )



Iemanjá a Rainha do Mar!


Sereia Sagrada!


Senhora dos Oceanos!


Linda e encantadora!.



Mãe de todos os Orixás.

É ela que proporciona a boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos, provendo o alimento vindo de seu reino. Iemanjá é quem controla as marés.


Protege a vida marinha.


Regente absoluta dos lares, protetora da família.


Iemanjá pode ser invocada para ajudar durante o parto, pois é a Deusa da fertilidade, ela ama as crianças.


Protetora dos bebês e das gestantes, ela é a eterna mãe.


Iemanjá é a Padroeira dos amores, é muito solicitada em casos de paixões conflituosas, tudo pode ser conseguido caso ela consinta.


Iemanjá exerce fascínio nos homens, com sua beleza imcomparável, seus longos cabelos, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa.


Iemanjá possui vários nomes: Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá e Dona Iemanjá, dependendo de cada região.



A Iemanjá Brasileira é resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos. Respeitada e venerada por pescadores. Iemanjá conquistou o coração dos brasileiros. Odoyá!




A Lenda Africana

Yemojá "Iemanjá" era filha de Olokum o Deus do mar. Em Ifé, tornou-se a esposa de Olofin-Oduduá, com quem teve dez filhos, todos Orixás. Cansada de morar em Ifé, Yemojá fugiu na direção do entardecer da terra, como os Yorubás chamavam o oeste. Chegando a Abeokutá, Yemojá conheceu o Rei Okerê, e logo se apaixonaram. Okerê encantado com a sua beleza, propôs-lhe casamento. Yemojá aceitou com uma condição, que ele jamais ridicularizasse o tamanho de seus seios. Mas um dia, Okerê embriagou-se, e começou a gracejar sobre os enormes seios da esposa, ofendida Yemojá fugiu. Okerê colocou seus guerreiros para capturá-la. Desde menina trazia consigo uma garrafa com uma poção que o pai lhe dera com a recomendação, que só abrisse em caso de perigo. Mas Yemojá tropeçou, a garrafa quebrou e sua poção transformou-se em um rio de águas tumultuadas que a levaram em direção ao oceano. Okerê tentou impedir a fuga de sua mulher, e transformou-se numa colina para barrar o curso das águas. Yemojá vendo bloqueado seu caminho, pediu ajuda ao seu filho Xangô, que lançou um raio sobre a colina, que se abriu no meio, dando passagem ao rio. Yemojá foi para o mar e nunca mais voltou para a terra. Ainda existe na Nigéria uma colina dividida em duas, de nome Okerê, que dá passagem ao rio Ogun, que corre para o oceano.





Qualidades de Iemanjá


Yemojá também é chamada de: Iemowo, Iamassê, Iewa, Olossa, Ogunté assabá, Assessu, Sobá, Tuman, Ataramogba, Masemale, Awoió, Kayala, Marabô, Inaiê, Aynu, Susure, Iyaku, Acurá, Maialeuó e Conlá.


Rio Ogun na Nigéria, que transportou Yemojá para o mar.


Os Orixás são filhos de Yemojá.


Yemojá é considerada a mãe de todos os Orixás.





Origem: Nigéria.

Cores: branco, prata, azul-celeste, verde-água (no candomblé) e azul e branco na umbanda.

Ervas: colônia, pata de vaca, embaúba, abebê, jarrinha, rama de leite, aguapé, lágrima de Nossa Senhora, araçá da praia, flor de laranjeira, guabiroba, jasmim, jequitibá rosa, malva branca, marianinha, trapoeraba azul, musgo marinho, rosa branca e folha de leite.

Símbolos: âncora, cavalo marinho e peixes.

Pontos da Natureza: Mar.

Flores: rosas brancas, palmas brancas, palmas azuis, angélicas, orquídeas e crisântemos brancos.

Essências: jasmim e alfazema.

Pedras: pérola, água marinha, lápis-lazúli, calcedônia, turquesa.

Colar: Contas de vidro transparente.

Metal: prata.

Planeta: lua.

Dia da Semana: sábado.

Elemento: água.

Saudação: Odô iyá e Odô Fiaba.

Bebidas: água mineral e champagne.

Comidas: peixe, camarão, canjica, arroz, manjar e mamão.

Numero: 04.

Data Comemorativa: 02 de fevereiro, 08 de dezembro e 31 de dezembro.



Atributos

Os atributos (ferramentas) de Iemanjá são elaborados em prata, aço, latão ou chumbo, e são os seguintes: sol (oru), lua cheia (ochú), âncora (dakoduro), um Salva-Vidas (yika), uma canoa (okokeré), ou um barco (oko), sete ramos (alami), sete aros de prata (bopa), uma chave (chileku), e uma estrela (irawo).



Oferendas a Iemanjá



Oferenda 01

07 velas brancas

07 velas azuis

07 rosas brancas

07 fitas azuis (01 metro)

07 fitas brancas (01 metro)

01 manjar branco

01 chanpagne

01 bilhete com 03 pedidos

Local de entrega: na areia da praia



Oferenda 02

01 garrafa de chanpagne ou espumante

01 vela azul

01 rosa branca

Local de entrega: areia da praia



Oferenda 03

Rosas brancas

Palmas brancas ou azuis

Perfumes

Pentes

Espelhos

Joias ou bijuterias prateadas

Local de entrega: no mar



Oferenda 04

Arroz cozido na água, sem açucar e depois de pronto acrescentar mel

Água mineral

01 vela branca

01 vela azul

01 rosa branca

Local de entrega: pode ser em casa




Arquétipo de Iemanjá

Os filhos de Iemanjá são fortes, rigorosos, algumas vezes impetuosos e arrogantes, mudam de humor constantemente, são capazes de perdoar uma ofensa, mas não de esquecê-la.

São sérios, maternais e preocupados com os outros. São pessoas amorosas, inteligentes, disponíveis, trabalhadoras, sensitivas e corajosas.

O lado psicológico dos filhos de Iemanjá, são imponentes, calmos e cheios de dignidade, e dotados de irresistível fascínio. As filhas de Iemanjá são boas donas de casa, educadoras e generosas, não perdoam facilmente quando ofendidas, são possessivas e muito ciumentas.

Gostam do luxo, das roupas azuis e vistosas e de jóias caras.