CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

sexta-feira, 21 de julho de 2017

25 DE JULHO – DIA DA MULHER NEGRA LATINO AMERICANA E CARIBENHA




O mês de julho marca para as mulheres negras uma data importante a ser celebrada: 25 de julho – Dia Internacional das Mulheres Negras da América Latina e do Caribe e o Dia de Tereza de Benguela. 

A data foi instituída em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana. 


A partir daí, o movimento de mulheres negras tem atuado para dar visibilidade à data, mostrando as condições de opressão de gênero e raça vivenciada pelas mulheres negras latino-americanas e caribenhas. 

Em 2009 foi instituído o 25 de julho também como Dia Nacional de Teresa de Benguela e da Mulher Negra, em reconhecimento a luta das mulheres negras brasileiras, e homenageando a líder quilombola do século XVIII, Teresa de Benguela, do Quilombo Quariterê, em Mato Grosso. TERESA DE BENGUELA




Teresa de Benguela era considerada a Rainha Negra do Pantanal. Não se sabe ao certo, seu local de nascimento, se África ou Brasil. Benguela foi um reino autônomo africano. Hoje, é um importante distrito Angolano. 


O que importa, porém, é seu exemplo de garra e competência na luta contra a opressão. 

O Quilombo do Quariterê ficava próximo à fronteira do Brasil. Sob a liderança da Rainha Teresa, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770. 

A Rainha Teresa comandou a estrutura política, econômica e administrativa do Quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou resgatadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumento de trabalho, visto que dominavam o uso da forja. 

O Quilombo do Quariterê, além do parlamento e de um conselheiro para a rainha, desenvolvia agricultura de algodão e possuÍa teares onde se fabricavam tecidos, que eram comercializados fora dos quilombos, como também os alimentos excedentes. 

Valente e guerreira ela comandou o Quilombo do Quariterê, este cresceu tanto sob seu comando que chegou a agregar índios bolivianos e brasileiros. Isso incomodou muito as autoridades das Coroas, espanhola e portuguesa. 

A Coroa Portuguesa, junto à elite local agiu rápido e enviou uma bandeira de alto poder de fogo para eliminar os quilombolas. 

Tereza de Benguela foi presa. Não se submetendo a situação de escravizada, suicidou-se. 

Em diversas situações, a história dos heróis negros e heroínas negras estão imbricadas à luta geral da população negra em contraposição ao escravismo e/ou outras várias formas de racismo presentes na sociedade brasileira. Mas é importante salientar que muitas dessas personagens continuam anônimas na história brasileira.

fonte: http://blackpagesbrazil.com.br/?p=3527




quarta-feira, 19 de julho de 2017

Um ritual religioso realizado na cidade italiana de Paderno Dugnano, na periferia norte de Milão, virou caso de polícia




Oferendas encontradas na rua viram caso de polícia na Itália
Galinhas mortas, copos de bebida, feijões, pratos com flores, pimenta e charutos foram encontrados em calçada de Paderno Dugnano, na periferia de Milão.
Por Carlo Cauti
18/07/2017 15h23  Atualizado há 19 horas

Um ritual religioso realizado na cidade italiana de Paderno Dugnano, na periferia norte de Milão, virou caso de polícia.


Restos da oferenda encontrados em Milão (Foto: Il Notiziario.net/Simone Carcano)
Ao amanhecer da última quinta-feira (13) os moradores da pequena cidade encontraram na calçada da transitada avenida Via Pietro Nenni dois grandes pratos sobre um pano preto e um pano vermelho com galinhas mortas, copos de bebida, feijões, flores, pimentas, uma garrafa de cachaça brasileira e charutos. Além disso, foi encontrada uma garrafa de espumante italiano perto do local.
A polícia local retirou o material e abriu um inquérito para investigar os autores do ritual, muito conhecido no Brasil, e eventuais maltratos cometidos sobre os animais. Na Itália maltratar animais é crime, com penas de 3 a 18 meses de prisão e multa de até 30 mil euros (cerca de R$ 110 mil).
A notícia foi publicada em primeira mão pelo jornalista italiano Simone Carcano, do jornal local digital “Il Notiziario”. Segundo o veículo, o ritual foi encontrado na calçada em frente a um supermercado e a um revendedor de automóveis. Os policiais já interrogaram os donos dos estabelecimentos perguntando se eles tinham vendido um carro ou produtos alimentares para brasileiros.
A periferia de Milão é famosa por ser povoada por muitos imigrantes estrangeiros, entre os quais brasileiros. A região de Milão, a Lombardia, é a primeira da Itália por concentração de brasileiros. Cerca de 30% de todos os imigrantes provenientes do Brasil moram na Lombardia, mas muitos não são registrados como brasileiros, pois possuem passaporte italiano ou de outros países europeus.



Restos da oferenda encontrados em Milão (Foto: Il Notiziario.net/Simone )

A imprensa milanesa definiu o achado como um “ritual mágico” e “definitivamente macabro”. Os comentários dos leitores nas redes sociais não pouparam frases de repúdio a oferenda ou até xenofóbicas contra os autores do ritual. Alguns pediram a expulsão em massa de brasileiros.


fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/oferendas-encontradas-na-rua-viram-caso-de-policia-na-italia.ghtml





terça-feira, 11 de julho de 2017

As 21 Leis do Universo Um pouco de metafísica. Algumas das Leis mais importantes do Universo...



Um pouco de metafísica. Algumas das Leis mais importantes do Universo...





1- Lei da Atracção: aquilo que focas a tua atenção atrais. Seja coisas positivas ou negativas. Exemplo: se fores amoroso atrais amor e experiências de amor






2- Lei da Resistência: aquilo que resistes e receias atrais uma vez mais. Assim se assegura que a pessoa se livre dos seus medos lidando com eles.







3- Lei da Reflexão: aquilo que aprecias, receias ou desgostas nos outros tens em ti, e vice-versa. A pessoa apenas projecta no outro a parte de si que não torna consciente. Aquilo que resistes em ti, receias nos outros. Alguns ramos da Psicologia actual lidam com esta lei.







4- Lei da Manifestação: tudo se inicia com um pensamento, uma ideia. Quanto mais forte, mais repetitivo é este, mais depressa e imediatamente se manifesta. O pode criativo ilimitado que temos pode ser trabalhado e assim a pessoa subir acima das suas limitações.







5- Lei do Livre Arbítrio: em última análise, somos nós que criamos totalmente os nossos destinos. Apesar de haver destino, é dada a liberdade à pessoa de agir perante os eventos como quiser. Assim, desenvolvendo consciência elevada, desapego às coisas e aos resultados e às expectativas e cultivando acções positivas, elimina-se consequências desfavoráveis e perpectivas menos positivas.







6- Lei da Consequência: tudo surge de algo original anterior, cada evento, cada pensamento causa uma consequência (positiva ou negativa ao nosso julgamento). Assim executar actos negativos atrai actos negativos e actos positivos atrai de futuro actos positivos. Exemplo: se roubares acabarás por ser roubado em algo porque causaste uma desestabilização da harmonia do sistema universo. De maneira que um dia nos cansámos dos actos negativos, acabamos mais tarde por eliminar estes por nos surgirem consecutiva e repetidamente (seja como indivíduos ou como espécie humana). A Lei decorre eternamente até a transcendermos.








7- Lei da Harmonia: deriva da anterior, porque no universo tudo tenta atingir o equílibrio e a harmonia. Veja-se o caso do Planeta Terra e da Natureza!






8- Lei da Sabedoria e Conhecimento: a sabedoria elimina as consequências negativas na vida. Exemplo: ao aprendermos a lidar com sensatez sobre as diveras coisas da vida com amor, consciência e dedicação, podemos ultrapassar a dor (e sorrir...)







9- Lei do Retorno e da Dádiva: um pouco similar às anteriores, aquilo que dás acabas por receber mais. Se dou mais amor e devoção de mim aos outros, mais receberei em retorno.

Comentário: se der soluços será que os outros vão dar também?






10-Lei da Evolução e Propósito: esta é a mais complicada de engulir para muitos cientistas. A evolução do Universo e da vida não acontece ao acaso. Existe um propósito e tudo é orquestado de um modo espantosamente inteligente. Questão: como surgiu o DNA? Como surgiu a célula?

A evolução é no sentido da Consciência, do poder criativo e de manifestação. A evolução é no sentido do Amor.






11- Lei da Energia: como afirmam os físicos e em especial os físicos quânticos, tudo no universo é energia. E toda a energia é vibração. É apenas diferença em vibração que faz diferir cada coisa e cada ser. No Universo, a energia não se cria, não se perde, apenas se transforma. Isso aplica-se a tudo, inclusivé à consciência. As diferenças na vibração fazem mudar as propriedades das coisas de forma que parecem diferentes à nossa percepção. Deste modo e evidentemente, há coisa que não são observáveis pela nossa percepção mas claro continuam e existir (exemplo: UVs, electricidade...) Deste modo, formas de ser e objectos podem não ser manifestadamente visíveis mas mesmo assim existentes! Ou não são vísiveis mas são "sentíveis"

Mais harmonia faz, de acordo com a lei anterior, propulsionarmos a patamares de evolução mais elevados por simples naturalidade do universo.






12- Lei do Desapego: é na resistência que está a causa de todos os nosso sofrimentos. Só porque resistimos com apego aquilo que já não funciona ou não é suposto possuirmos (na verdade não é suposto possuirmos nada). A aceitação das coisas, e nomeadamente da mutabilidade das coisas, dá-nos paz por sabermos que nada possuimos e tudo "desaparece" pois lentamente transforma-se. Cultivando esta atenção podemos ser mais facilmente felizes.

Comentário: é desta que as listas de compras vão reduzir-se! Lol




13- Lei da Gratitude: quanto mais dás, mais recebes. (Eu sei, eu sei, estou a repetir-me), o quanto mais dás, mais receberás (seja do que for e em que for)
Não vou brincar, mas na verdade dou muitas esmolinhas e na verdade vivo bem abastado.






14- Lei da Associação (da Exponencionalidade): simples- quando dois se juntam com o mesmo propósito ou intenção, a força é duplamente mais eficaz. Quando milhares se juntam, a força é enorme. Podemos criar satisfação global para todos deste modo.






15- Lei do Amor Incondicional: a expressão do amor incondicional proporciona mais harmonia. Passo a explicar. Amor incondicional é aquele que dás sem pedir ou esperar nada em troca. Visto que assim é livre de medos, mais espaço para amor crias e mais facilidade de expressão de amor incondicional fica estabelecida. Conselho: ideal para as relações amorosas






16- Lei da Afinidade: não me vou atrever a explicar, só digo que explica o sexo!

(tudo na vida não acontece por mero acaso, há afinidades que explicam propósitos e consequências ou o reverso, bem, não importa a ordem, perceberam não perceberam?)





17- Lei da Abundância: esta é para os políticos! E povo claro. Nós criamos a realidade que queremos. Ou melhor... Nós vemos a realidade que queremos. Mas a realidade que este universo é um universo de abundância. Veja-se a sua imensidão! Veja-se a quantidade de recursos que a Terra nos dá. Veja-se o quão pouco realmente necessitámos! Todos os seres humanos contém em si tudo e todo o potencial para fazer das suas vidas um paraíso ilimitado e de grande felicidade. No entanto a generalidade da espécie humana escolhe ver um planeta de escassez e assim cria a sua ilusória realidade. Exemplo: o planeta Terra contém 1,260,000,000,000,000,000,000 litros de água e 1,873,420,000,000 tonelada de biomassa em solo firme. Exemplo2: é muito simples plantar cenouras ou criar galinhas e as cenouras crescem à custa de 99% de água e ar. Lírico? Eu? Donde julgas que vem toda a tua comida?






18- Lei da Ordem Universal: basta estudar cosmologia (tou a brincar!.... ou não). Quando estudei biologia durante a universidade (e agradeço ao universo por tal oportunidade) fiquei surpreendido com a complexidade, ordem e propósito de todas as coisas que compõe o corpo, desde os orgãos às células, das moléculas aos átomos. Nada acontece por acaso. Tudo tem um propósito. Tudo serve outra coisa qualquer. A vida é funcional, adaptável e sustentável. Qualquer falta de balanço neste sistema apenas causa o sistema a tentar adaptar-se a ficar funcional e sustentável de novo (xiii... que erro foi ter queimado o petróleo todo). Não existem erros nem acasos como disse. Todas as lições são aprendidas e o propósito da evolução é seguido.


Como Agostinho da Silva disse: a tua maior liberdade está em escolheres seguir alegremente o teu destino, cumprindo-te.






19- Lei da Unidade: é apenas por simples ilusão humana que parecemos separados ou as nossas consciências (e existências) parecem separadas






20- Lei do Compromisso: não sabia que nome dar a esta lei. Devido à lei anterior, uma forma de consciência só consegue ser realmente livre e totalmente realizada em felicidade quando conseguir libertar e dar essa felicidade a todos os outros seres. Por virtude da lei do Propósito, parece-me que a energia do universo quer andar sempre no sentido do Amor e tal acontecerá mais tarde ou mais cedo na história do universo






21- Lei da Eternidade: na realidade não existe tempo. Basta usar um relógio e ver os ponteiros. Sim os ponteiros movem-se mas também o sol se move, também os meus dedos se movem. E também o tempo se move. 


Nota: onde estou eu? Aqui! Onde estava eu? Ainda estás aqui. Onde estarei eu? Olha, ainda estás aqui. Aqui, aqui, aqui. Agora, agora, agora. Já sabem a dica para viver? Amor incondicional.




sexta-feira, 7 de julho de 2017

Yá Sussurê a verdadeira Mãe de Omolú !


Uma das mais poderosas filhas da Deusa Soberana dos mares Yáolokum, deusa da saúde, fortuna, fertilidade e rainha do fundo dos mares, lodo e lama, sua personalidade é tão pesada quanto a pressão marinha, Yásussurê é sem dúvidas umas das mais poderosas feiticeiras ligara ao culto Gélédé, sua cor por ser uma deusa das profundesas é o azul marinho transparente e o branco cristal, intercalados, irmã mais velha de Yá Asessú.

lenda: 


Omulu, nasceu com chagas, uma doença de pele que fedia e causava medo aos outros, sua mãe Nanã morria de medo da varíola, que já havia matado muita gente no mundo. 

Por esse motivo Nanã, o abandonou na beira do mar. Ao sair em seu passeio pelas areias que cercavam o seu reino, Iemanjá encontrou um cesto contendo uma criança. Reconhecendo-a como sendo filho de Nanã, pegou-a em seus braços e a criou como seu filho em seus seios lacrimosos.

O tempo foi passando e a criança cresceu e tornou um grande guerreiro, feiticeiro e caçador. Se cobria com palha da costa, não para esconder as chagas com a qual nasceu, e sim porque seu corpo brilhava como a luz do sol. 

Um dia Iasussurê chamou Nanã e apresentou-a a seu filho Xapanã, dizendo: Xapanã, meu filho receba Nanã sua mãe de sangue. Nanã, este é Xapanã nosso filho. 

E assim Nanã foi perdoada por Omulu e este passou a conviver com suas duas mães.


Por causa do feitiço usado por Nanã para engravidar, Omolu nasceu todo deformado. Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã abandonou-o na beira da praia,para que o mar o levasse. Um grande caranguejo encontrou o bebê e atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua carne. Quando Omolu estava todo ferido e quase morrendo, Iasussurê saiu do mar e o encontrou. 

Penalizada, acomodou-o numa gruta e passou a cuidar dele, fazendo curativos com folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca sem sal nem gordura até que o bebê se recuperou. Então Iasussurê criou-o como se fosse seu filho.


Ijimú a Mãe do povo Jejê

IJIMÚ, Oxum Ijimu
Ijimú mora nas profundezas dos rios junto com Yá Ominibú. 

Na África o orixá Oxum é originalmente da cidade de Ìjimu, sendo este mais um de seus epítetos que tornou-se no Brasil uma qualidade do orixá. 

Hoje temos uma riqueza de atos iniciatórios muito grande a respeito desse caminho, onde a cultuamos como um aspecto mais velho, a própria personalização do mistério e da sabedoria do fundo dos rios. Ijimú, ou Ijumú, carrega os segredos da cabaça de Yámin Osorongá, por isso muitos egbomis dizem que não é iniciada na cabeça de homem, não que seja errado, mas esse filho não irá poder exercer uma das funções principais do axé do seu santo, que é defender o poder ancestral feminino.

Ijimú e a Mãe do Povo Jejê

Ijúmu é ligada ao povo carijébe, ou como chamamos o povo de jejê, diz uma lenda Oxum Ijimú teve vários filhos, assim era mestra no cuidados as crianças, e acabou por se tornar responsável pelos nascimentos de seu povoado, ia de casa em casa, com o tempo sua fama cresceu, em um período que o reino de Nanã foi atacado por Ogum e seu povo teve que ir para a guerra, Nanã pediu a Ijimú que cuidasse das crianças de sua tribo, então ela os colocou em uma grande cabaça e os levou para o fundo do rio, até que a grande guerra acabasse, por seus favores e pelo amor com que cuidou dos filhos do jejê, Nanã lhe ofereceu dois brajás de búzios e uma abebé de madeira, em forma de boneca, com a parte superior em forma de cabaça, como a ilustração abaixo, para que essa passagem nunca fosse esquecida.

Seus filhos
Seus filhos carregam a simpatia, educação e a sabedoria, são ótimos educadores. Magros e joviais carregam no olhar a sinceridade. A memória boa é marca registrada, sempre estão prontas a escutar e adoram um bom papo. Na sua maioria, são modesto, pra elas sem admiração não há amor. Tradicionais, tem tendência aguçada ao misticismo e as artes ocultas



Oxum Ominíbú a esposa de Obaluayiè


Oxum Ominíbú 

Mais jovem que sua irmã Ijimu, mais doce e mais bela, porém tão letal quanto o seu marido !

Esposa de Obaluaiyé, guerreira, feiticeira e deusa da ilusão, suas armas são a lança e o abebé, que com seu reflexo ofusca os inimigos. 

A Senhora das águas profundas te deixará inteligente e sensível. Ajudará na saúde. 

Mas poupe seu dinheiro.

Simbologia:

Oxum é representada pelo abèbè (leque sagrado). 

lança.dourada.

Dia: sábado, bom para encontros.

Oferenda:
Egbo pupá eyin adiè – canjica com mel, e gemas cozidas de ovos de galinha.

Cores:
Amarelo e branco que simbolizam modernidade e atraem sedução

é sensível e delicada. É a Deusa do amor e da beleza, controla o fundo dos rios e é associada aqui no Brasil com Nsra. Senhora Aparecida. Seu número é o cinco (5) (odù òsé – mistérios). Sua saudação é “Òré yeye ofyderìman). (Salve, mãezinha doce!).



Oyá na Terra de Ómólú !

Qualidade de Oyá

Antes de qualquer coisa,devemos estar todos cientes de que não existem qualidades de Orixá e com Oyá também não é diferente, o que se segue são alguns títulos.

Oya Igbale - Na realidade não existe, seria essa Iansã ,ligadas ao culto dos mortos, quando dança parece guiar as almas errantes com seus braços, mas essa função é realizada por toda Iansã e a palavra Igbalé quer dizer varrer a Terra, fato esse que se relaciona ao fato de Iansã ser uma das divindades dos ventos, em suma, que varre a Terra, assim como o Orixá Afefê

Oya igbale

1 Oyà Gbale Funán
2 Oyà Gbale Fure
3 Oyà Gbale Guere
4 Oyà Gbale Toningbe
5 Oyà Gbale Fakarebo
6 Oyà Gbale De
7 Oyà Gbale Min
8 Oyà Gbale Lario
9 Oyà Gbale Adagangbará

Oya Kala
Oya Akolasun
Oya Basun
Oya Pada
Oya Funan
Oya Sonan
Oya Jebe
Oya Tanan
Oya Nita
Oya Oníra
Oyà Biniká
Oyà Seno
Oyà Abomi
Oyà Gunán
Oyà Bagán
Oyà Kodun
Oya Maganbelle
Oyà Bagbure
Oyà Tope
Oyà Egunità
Oyà Sayò
Oyá LogunEré
Oyà Baga 

Um dos rituais mais belos do Candomblé é quando Oyá Kará, com seu tacho de cobre repleto de fogo, vem dançar o rítmo egó. 

Ritualmente akará representa o fogo que Oyá engole, mas é de fato o bolinho de akará que Oyá distribui aos seus, de cor avermelhada como brasa no ajerê depois de rodar na cabeça de Oyá por todo barracão. Quando feito para vender no camércio, chama-se akarajé (akará + ajé) ou seja akará de comer e assim se popularizou a palavra Akarajé

Oyá também ergue a sua saia e pisa no fogo ao lado de Xangô, Oyá também troca fogo com Ogun realizando uma das mais belas danças do candomblé. 

Oyá convida todos para guerrear e vão chegando Ogun, Opará, Iyágunté, Obá, Xangô e por último chega Oxaguiã, é a paz no meio da guerra, para apaziguar o coração de Oyá.

O número 9 é sagrada a Iansã, nove também são as qualidades de Iansã e 4 são as Oyás de culto Igbalé. 

Senhora dos ventos, dos tufões, das nunvens de chumbo, tempestades, das águas agitadas pelo vento, águas do seu rio Níger, onde é cultuada. A morte e seus mistérios não asustam Oyá, Senhora dos Eguns, mãe dos eguns, rainha dos eguns, Oyá gueré a unló, só mesmo mãe Iansã.


Qualidades:

Oyà Petu – Ligada a Xangô e até confunde-se com ele, Oyá dos raios.
Oyà Onira – Rainha da cidade de Ira, a doce guerreira ligada as águas de Oxun,veste rosa.
Oyà Bagan – Oyá com fundamento com Oxossi, Egun,Exú,Ogun guerreira dos ventos os estreitos das matas.
Oyá Senó ou Sinsirá- Oyá raríssima, ligada Yemanjá e Airá
Oyà Topè – mora no tempo ligada a Oxun e Exú (alguns axés erradamente a tem como uma Igbalé)
Oyà Ijibé ou Ijibí- veste branco ligada a Oxalá ao vento frio
Oyà Kará- veste vermelho, ligada a Xangô, ao fogo, aquela que carrega o ajerê fervendo na cabeça. Oyà Leié- .o vento dos pássaros, veste estampado, ligada a Ewá
Oyà Biniká - A senhora do vento quente, ligada a Oxumare e Omolu.
Oyá Olokere Olokuerê – ligada a Ogun, Odé, guerreira e caçadora.

Oyás de culto Igbalé:

Oyà Egunita – Igbalé, aqui vive com os mortos/eguns/veste branco e mariwo, ligada a Oxala, Nanã, e ao vento do bambuzal
Oyà Funan-Igabalé, a que encaminha os mortos/eguns/veste branco e mariwo, ligada a Oxalá, Nanã e ao centro do bambuzal
Oyà Padá - Igbale, a que ilumina o caminho aos mortos/eguns/veste branco,mariwo ligada a Oxalá, Omolú e Nanã, ao bambuzal
Oyá Tanan ou Furé-Igbalé, a que recebe no portal os mortos/eguns/veste branco e mariwo, ligada a Oxalá e Nanã ao bambuzal.

Teremos ainda vários outros nomes de Oyá que se confundem ou são os mesmos, títulos, epípetos, e qualidades diversas, entre elas: Oyá Olodé, Tonin’bé, Fakarebó, Adagambará, Filiabá, Iyá Popo, Iyá Kodun, Iyá Abomì, Logunere, Agangbele, Petu, Arira, Doluo, Bamila, Kedimolu.


Julho o mês do Olubajé na Casa de Yemanjá



Olubajé é um ritual anual para Obaluaiê e só é feito em casas de Candomblé, sendo obrigatório em casas onde haja feito um Yawo de Obaluaiyê há menos de sete anos ou o próprio Zelador ou Zeladora seja deste Orixá.
Olubajé é uma palavra de origem Iorubana e significa Olú : Aquele Que; Ba : Aceita; Je : Comer.

Olubajé

Diz uma lenda que Xangô, um Rei muito vaidoso, deu uma grande festa em seu palácio e convidou todos os Orixás, menos Obaluaiyê, pois as suas características de pobre e de doente assustavam o rei do trovão. 

No meio do grande cerimonial todos os outros Orixás começaram a notar a falta do Orixá Rei da Terra e começaram a indagar o porquê da sua ausência, até que um deles descobriu de que ele não havia sido convidado.

Todos se revoltaram e abandonaram a festa indo a casa de Obaluaiyê pedir desculpas, Obaluaiyê recusava-se a perdoar aquela ofensa até que chegou a um acordo; daria uma vez por ano uma festa em que todos os Orixás seriam reverenciados e este ofereceria comida a todos desde que Xangô comesse aos seus pés e ele aos pés de Xangô.

Nascia assim a cerimónia do Olubajé. Porém, existem diversas outras lendas que narram outros motivos sobre o porquê de Xangô e Ogum não se manifestarem no Olubajé.

Aqui vou contar um resumidamente o que acontece nessa cerimónia:

Nesse dia todo o terreiro se encontra ornamentado na cor deste Orixá, Obaluaiyê – devo ressaltar que essa é a única cerimónia dentro do Candomblé que dispensa o Ipadé de Exú.
Chega a hora e o Babalorixá ou a Yalorixá faz soar o adjá, forma-se uma fila indiana, trazendo panelas de barro ornamentadas com faixas, todas elas contendo as comidas de todos os Orixás com excepção da comida do Orixá Xangô; à frente estará a Yalorixá ou o Babalorixá seguida por uma filha de Iansã, carregando uma esteira, uma outra com um pote na cabeça contendo a bebida sagrada das cerimónia chamada de Aluá, mais uma com um vasilhame de barro cheia de Ewe Lara (folha de mamona) a qual servirá de prato para as comidas; logo em seguida mais 21 pessoas ou 7 – estes são os números das comidas oferecidas – transportarão vasilhames de barro à cabeça, trazendo-os para o centro da sala, onde serão colocados sobre a esteira, formando assim a mesa do banquete.

É importante ressaltar que todos, como numa cerimónia de um Bori, inclusive os assistentes, deverão estar descalços.

Em seguida, três dos iniciados mais antigos servem as comidas, colocando um pouco de cada uma das comidas existentes no banquete sobre uma folha de mamona que serve de prato. Todos os presentes na cerimónia devem comer um pouco de cada uma das comidas, utilizando apenas as mãos para comer, e é também obrigatório que todos dancem ao som das músicas e cantigas que vão sendo entoadas em louvor do Orixá.
Todos batem palmas pausadamente – paó – saudando Obaluayê. Com voz forte e cheia de entusiasmo, esta frase melodiosa ecoa:

Omulú Kíí bèrú já__Kòlòbó se a je nbo
Kòlòbó se a je nbo__Kòlòbó se a je nbo__Aráayé.
Omulú não tem medo dde guerras,.
Na pequena cabaça traz a comida do ebó.



Iroko


Iroko é um Orixá muito antigo. Iroko foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os restantes Orixás desceram à Terra. Iroko é a própria representação da dimensão Tempo. Iroko é o comandante de todas as árvores sagradas, o vanguardeiro, os demais Osa Iggi devem-lhe obediência porque só ele é Iggi Olórun, a árvore do Senhor do Céu.

Iroko, Iroco ou Roko (do iorubá Íròkò) é um orixá cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponde ao Inquice Tempo na nação Angola ou Congo.

Em todas as reuniões dos Orixás está sempre presente Iroko, calado num canto, anotando todas as decisões que implicam directamente na sua acção eterna. É um Orixá pouco conhecido dos seres vivos ou mortos, nascidos ou por nascer. Toda a criação está nos seus desígnios.
É o Orixá Iroko, implacável e inexorável, que governa o Tempo e o Espaço, que acompanha, e cobra, o cumprimento do Karma de cada um de nós, determinando o início e o fim de tudo.

Conhecido e respeitado na Mesopotâmia e Babilónia como Enki, o Leão Alado, que acompanha todos os seres do nascimento ao infinito; cultuado no Egipto como Anúbis, o deus Chacal que determina a caminhada infinita dos seres desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte. Também venerado como Teotihacan entre os Incas e Viracocha entre os Maias como o Senhor do Início e do Fim; também presente no Panteão Grego e Romano, onde era conhecido e respeitado como Cronus, o Senhor do Tempo e do Espaço, que abriga e conduz a todos inexoravelmente ao caminho da Eternidade.

É o Tempo também das mudanças climáticas, as variações do tempo-clima. Guardião das florestas centenárias é o colectivo das árvores grandiosas, guardião da ancestralidade.

Em África, a sua morada é a árvore iroko, Milicia excelsa (antes classificada como Chlorophora excelsa), chamada “amoreira africana” na África de língua portuguesa. É uma árvore majestosa, encontrada da Serra Leoa à Tanzânia, que atinge 45 metros de altura e até 2,7 metros de diâmetro.

No Brasil, onde essa árvore não existe, diz-se que Iroko habita a gameleira branca, Ficus gomelleira ou Ficus doliaria (também chamada figueira-branca, guapoí, ibapoí, figueira-brava e gameleira-branca-de-purga). Nos terreiros, costuma-se manter uma dessas árvores como morada de Iroko, assinalada por um “ojá” (laço de pano branco) ao seu redor.

Iroko representa a ancestralidade, os nossos antepassados, pais, avós, bisavós, etc., representa também o seio da natureza, a morada dos Orixás.
Desrespeitar Iroko (a grande e suntuosa árvore) é o mesmo que desrespeitar a sua dinastia, os seus avós, o seu sangue… Iroko representa a história do Ilê (casa), assim como do seu povo… protegendo-o sempre das tempestades.

Ao contrário da maioria dos orixás, este não costuma “baixar” nas festas de santo. 

É reverenciado por meio de oferendas à árvore que o representa. Os animais a ele consagrados são a tartaruga e o papagaio.

Iroko é um Orixá pouco cultuado tanto no Brasil como em Portugal, e os seus filhos também são muito raros. Os seus filhos, no entanto, são sempre muito protegidos pelo seu Orixá.

É importante dizer que esta árvore faz parte do culto de Ifá e foi sobre ela que as feiticeiras pousaram e não tiveram sorte.

Há um grande fundamento dessa árvore ancestral ligada diretamente a Obatalá em um orikí: “Iroko Olúwére, Ògìyán Èèijù”.

Qualidade: Iroko Olúwére, a energia que mora dentro da árvore Iroko.



OXUMARÉ


Quando OLÓFIN criou a Terra, ele a cobriu de água completamente e disse a todos os seus filhos que fizessem o possível para desaparecer com essa água (por estar concentrada num só lugar), para que pudessem viver no AYÉ (na terra). 

Todos os ORIXÁS se puseram a preparar canais para concentrar as águas nas partes mais baixas.

Esses canais são os atuais rios. DANDAJUERO (a serpente – OXUMARÉ), que era amigo de ORUNMILÁ, procurá-lo e lhe disse: “Meu abure (meu irmão) há um trabalho quase que impossível que OLÓFIN nos encomendou para poder viver na terra, mas eu sem mãos e sem pés não posso fazer minha parte”.

ORUNMILÁ fez uma consulta ao oráculo de IFÁ e este recomendou que fizesse um sacrifício e preparasse uma cabaça com penas nas pontas contendo ingredientes mágicos e a consagrasse. Assim feito, dependurou em DANDAJUERO (OXUMARÉ) e disse a ele que desse a volta à Terra flutuando sobre essa cabaça sagrada, mas não poderia olhar para trás.

DANDAJUERO partiu com o segundo canto do galo e quando terminou sua viagem voando ao redor do planeta, começou a descer e ouviu um som muito raro: “Blu, blu, blu” e se perguntava: Que será esse som que me acompanha? Será essa cabaça? Mas ele não olhou para trás e continuou viajando ao redor do planeta. 

Os outros ORIXÁ que haviam criado os rios, aos 16 dias justos foram diante OLÓFIN prestar contas de seus esforços. Então todos disseram a OLÓFIN que haviam criado os rios. OLÓFIN perguntou a DANDAJUERO sobre a missão encomendada ao mesmo, este lhe respondeu: “Pai, eu só com ajuda de IFÁ separei o oceano que rodeia toda a Terra”.

OLÓFIN deu aos ORIXÁS esposa, ouro, joias e riquezas e a DANDAJUERO, que havia separado o oceano universal das terras, como recompensa para ele não viver sozinho, lhe presenteou com uma mulher de cabelo avermelhado, desforme e de pele acobreada. Todos os outros ORIXÁS começaram a caçoar de DANDAJUERO, mas não sabiam que essa mulher era filha de OLÓFIN. DANDAJUERO desgostoso voltou à casa de ORUNMILÁ e lhe contou sobre a mulher que OLÓFIN lhe deu e disse a ORUNMILÁ: “Se tu a viste, tu vomitarias por tanta deformidade”. ORUNMILÁ lhe disse: “OLÓFIN te deu em prêmio: sua filha, não a rejeite! ”

DANDAJUERO voltou a fazer o mesmo sacrificio, mas dessa vez colocando na cabaça, OTUBÓN (Pólvora) e INLÉ ILAKAN (terra do buraco do caranguejo). Isto para que ela pudesse entrar em sua casa. Um dia DANDAJUERO perguntou a sua mulher: “O que você vê em mim?” Ela respondeu com uma interrogação: “O que ORUNMILÁ lhe disse sobre mim? Por que me pergunta isso?” DANDAJUERO mudando o rumo que havia tomado a conversa lhe disse: “É que ORUNMILÁ me marcou esse sacrifício na cabaça e eu fiquei sem nada”. Ela lhe respondeu: “Isso não é nada, tu terás uma fortuna”. “Que tu dizes?” Perguntou DANDAJUERO. Ela respondeu: “Vire-se um momento”. 

Ele se virou e a mulher começou a assoviar muito fortemente e num instante começaram a soprar sobre a Terra grandes ventos de Norte, de Sul, de Leste e de Oeste e milhões de seres viventes, humanos, animais e plantas, apareceram por todo o mundo e a mulher de DANDAJUERO se transformou em uma linda mulher.

Então DANDAJUERO compreendeu o grande prêmio que lhe havia outorgado OLÓFIN e ele também se transformou em um homem belo e junto com sua mulher que era AIDAJUERO, se tornaram o ARCO-ÍRIS, estando os dois desde então no alto do céu. Os demais ORIXÁS desejaram que ele se perdesse de todas as formas. OXÓSSI tentou matá-lo, mas DANDAJUERO (OXUMARÉ) o deslumbrou com sua luz e os ORIXÁS disseram: “Não temos como prejudicá-lo, DANDAJUERO é como o próprio OLÓFIN”. E DANDAJUERO continuou seu caminho pelos céus. Esse caminho explica onde OXUMARÉ se tornou o responsável por tornar a Terra habitável aos homens. ORIXÁ de grande importância no CULTO DE IFÁ, já que o mesmo esta ligado aos astros que governam o sistema climático. 

Esse ORIXÁ deve ser cultuado no Ritual da LETRA DO ANO a fim de prever as catástrofes da natureza durante o transcurso do mesmo e assim poderem evitar. ORIXÁ do equilíbrio da natureza. Os BABALAWÓS trabalham com a força de OXUMARÉ visando buscar a felicidade conjugal e o casamento duradouro e feliz. Esse ORIXÁ vive nos céus e para baixar sobre à Terra é necessário realizar rituais secretos.