Hino ao Senhor do Bonfim
O Hino ao Senhor do Bonfim é uma composição musical religiosa e cívica de 1923, dedicada ao Senhor do Bonfim, de autoria de Arthur de Salles e João Antônio Wanderley, e alusivas à Igreja do Senhor do Bonfim, monumento arquitetônica e devocional do estado brasileiro da Bahia, e localizado em sua capital, Salvador.
Histórico
A letra e música foram compostas para a comemoração do centenário da Independência da Bahia - relembrando os feitos heróicos dessa luta que, segundo a fé religiosa dominante, contou com a intercessão do Santo.
Escrito em versos eneassílabos, o Hino foi composto em 1923, a pedido da Comissão Oficial do Centenário - grupo formado por intelectuais e autoridades, a fim de preparar, em Salvador, os festejos alusivos aos 100 anos da vitória do povo baiano sobre o jugo português, nas lutas da Independência da Bahia.
Sua letra evoca um episódio histórico, registrado pelo historiador Santos Titara: a imagem do Senhor do Bonfim havia sido apoderada pelas tropas portuguesas e, quando consolidada a vitória brasileira, foi esta restituída ao templo original, ainda em 1823, em cortejo popular. No centenário, este fato foi redivivo, sendo esta a origem da procissão que, todos os anos, enche de pessoas as ruas da cidade baixa.
Um outro Hino foi composto por Pethion de Vilar e musicada pelo maestro Remígio Domenech, tendo prevalecido a versão de Arthur de Salles.
A um só tempo religioso e cívico, sua popularidade no estado da Bahia ganhou contornos mais amplos com sua gravação, por Caetano Veloso, em 1968 - no revolucionário disco "Tropicália ou Panis et Circensis", marco do movimento musical da Tropicália.
Letra
A letra rende glórias ao Senhor do Bonfim, "Redentor que há cem anos nossos pais conduziste à vitória, pelos mares e campos baianos" - a um tempo atribuindo ao Santo as vitórias nas batalhas navais e terrestres onde os baianos venceram os portugueses comandados pelo Governador das Armas, Inácio Luís Madeira de Melo.
Há, também, referência à "Sagrada Colina", local onde está erguido o templo.
Referências
Revista da Bahia, v. 32, nº 35, julho de 2002, EGBA, Salvador (ISSN 0103-2089).
Destinados a todos com uma proposta antropológica em manter em sua essência pura o culto aos Orixás...
CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Fita do Bonfim
Fita do Bonfim
Dizeres da fita do Bonfim.A Fita do Bonfim ou fitinha do Bonfim é um souvenir e amuleto típico de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia.
História
A fita original foi criada em 1809, tendo desaparecido no início da década de 1950. Conhecida como medida do Bonfim, o seu nome devia-se ao fato de que media exatos 47 centímetros de comprimento, a medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo, Senhor do Bonfim, postada no altar-mor da igreja mais famosa da Bahia. A imagem foi esculpida em Setúbal, em Portugal, no século XVIII. A "medida" era confeccionada em seda, com o desenho e o nome do santo bordados à mão e o acabamento feito em tinta dourada ou prateada. Era usada no pescoço como um colar, no qual se penduravam medalhas e santinhos, funcionando como uma moeda de troca: ao pagar uma promessa, o fiel carregava uma foto ou uma pequena escultura de cera representando a parte do corpo curada com o auxílio do santo (ex-voto). Como lembrança, adquiria uma dessas fitas, simbolizando a própria igreja.
Não se sabe quando a transição para a atual fita, de pulso, ocorreu, sendo fato que em meados da década de 1960 a nova fita já era comercializada nas ruas de Salvador, quando foi adotada pelos hippies baianos como parte de sua indumentária.
Colorido
Vendida em diversas cores, a Fita do Senhor do Bonfim possui um lado que poucos conhecem: cada cor simboliza um Orixá. Verde escuro para Oxossi, azul claro para Iemanjá, Amarelo para Oxum… Seja qual for a cor, a fita possui uma representação simbólica, estética e espiritual típicas das raízes africanas da Bahia.
Os três pedidos
Na tradição popular, a fita do Senhor do Bonfim é enrolada no punho e fixada com três nós. A cada nó precede um pedido, realizado mentalmente, e que deve ser mantido em segredo até a fita se romper por desgaste natural.
Dizeres da fita do Bonfim.A Fita do Bonfim ou fitinha do Bonfim é um souvenir e amuleto típico de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia.
História
A fita original foi criada em 1809, tendo desaparecido no início da década de 1950. Conhecida como medida do Bonfim, o seu nome devia-se ao fato de que media exatos 47 centímetros de comprimento, a medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo, Senhor do Bonfim, postada no altar-mor da igreja mais famosa da Bahia. A imagem foi esculpida em Setúbal, em Portugal, no século XVIII. A "medida" era confeccionada em seda, com o desenho e o nome do santo bordados à mão e o acabamento feito em tinta dourada ou prateada. Era usada no pescoço como um colar, no qual se penduravam medalhas e santinhos, funcionando como uma moeda de troca: ao pagar uma promessa, o fiel carregava uma foto ou uma pequena escultura de cera representando a parte do corpo curada com o auxílio do santo (ex-voto). Como lembrança, adquiria uma dessas fitas, simbolizando a própria igreja.
Não se sabe quando a transição para a atual fita, de pulso, ocorreu, sendo fato que em meados da década de 1960 a nova fita já era comercializada nas ruas de Salvador, quando foi adotada pelos hippies baianos como parte de sua indumentária.
Colorido
Vendida em diversas cores, a Fita do Senhor do Bonfim possui um lado que poucos conhecem: cada cor simboliza um Orixá. Verde escuro para Oxossi, azul claro para Iemanjá, Amarelo para Oxum… Seja qual for a cor, a fita possui uma representação simbólica, estética e espiritual típicas das raízes africanas da Bahia.
Os três pedidos
Na tradição popular, a fita do Senhor do Bonfim é enrolada no punho e fixada com três nós. A cada nó precede um pedido, realizado mentalmente, e que deve ser mantido em segredo até a fita se romper por desgaste natural.
Igreja de Nosso Senhor do Bonfim
Igreja de Nosso Senhor do Bonfim
Fachada principal da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim.
Altar-mor.A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim é um templo católico, está localizada na Sagrada Colina, na península de Itapagipe, em Salvador, no Brasil. É lá que são distribuídas as famosas Fitinhas do Bonfim
Monumento de fé
Para o povo baiano, a Igreja do Bonfim é o maior centro da fé católica, e ainda daquelas que, pelo sincretismo, têm no local o ponto máximo da religião.
As imagens de Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia vieram de Portugal para a Bahia, através do Capitão da marinha portuguesa Theodozio Rodrigues de Faria, chegando no dia 18 de abril de 1745, num domingo de Páscoa e ficando abrigadas na Igreja da Penha, edificada na ponta da península itapagipana, até 1754.
História
A imagem do Nosso Senhor do Bonfim foi trazida em razão de uma promessa feita pelo capitão-de-mar-e-guerra da marinha portuguesa, Theodózio Rodrigues de Faria, que, durante forte tempestade prometeu que se sobrevivesse traria para o Brasil a imagem de sua devoção. Assim, em 18 de abril de 1745, réplica da representação do santo existente em Setúbal foi trazida de Setúbal, terra natal do capitão, e abrigada na Igreja da Penha até o término da construção da Igreja do Senhor do Bonfim. Em 1754, a parte interna da Igreja do Senhor do Bonfim foi finalizada e as imagens transferidas para lá em procissão, onde foi celebrada missa solene.
A iluminação era feita através de lampiões até que em junho de 1862 foi implantada a iluminação pública, feita com lâmpadas de gás carbônico. As instalações elétricas realizadas em 1902 foram mantidas até 1998, quando a igreja foi restaurada.
A lavagem da Igreja teve início em 1773, quando os integrantes da "irmandade dos devotos leigos" obrigaram os escravos a lavarem a Igreja como parte dos preparativos para a festa do Senhor do Bonfim, no segundo domingo de janeiro, depois do Dia de Reis. Com o tempo, adeptos do candomblé passaram a identificar o Senhor do Bonfim com Oxalá. A Arquidiocese de Salvador, então, proibiu a lavagem na parte interna do templo e transferiu o ritual para as escadarias e o adro. Durante a tradicional lavagem as portas da Igreja permanecem fechadas durante a lavagem - as baianas despejam água nos degraus e no adro, ao som de toques e cânticos africanos.
É uma das mais tradicionais igrejas católicas da cidade, dedicada ao Senhor do Bonfim, padroeiro dos baianos e símbolo do sincretismo religioso da Bahia
Foi erguida a partir de 1745, ano em que chegaram as imagens do Senhor Jesus do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia, trazidas de Portugal pelo capitão Theodózio Rodrigues de Faria, estando concluída em 1772.
Em 1923, por razão das comemorações pela Independência da Bahia, foi composto o Hino ao Senhor do Bonfim, de autoria do poeta Arthur de Salles e João Antônio Wanderley. Este hino tornou-se muito popular na Bahia até os dias atuais.
Arquitetura
Construída em estilo neoclássico com fachada em rococó, essa típica igreja colonial portuguesa possui duas torres sineiras laterais. A Igreja do Bonfim de Salvador chama a atenção por suas dimensões e pela posição de destaque na elevação onde foi instalada.
Festa da Lavagem
Todos os anos realiza-se a Lavagem do Bonfim, na escadaria da igreja, onde baianas lavam com água de cheiro e muita festa os seus degraus. Tudo começa com uma procissão desde a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da Bahia, até ao Bonfim. Uma grande massa humana acompanha a festa.
Referências
"Símbolo do sincretismo religioso da Bahia", por Eliza Muto. Revista História Viva, pg. 97. Editora Duetto, (Fevereiro 2004).
Fachada principal da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim.
Altar-mor.A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim é um templo católico, está localizada na Sagrada Colina, na península de Itapagipe, em Salvador, no Brasil. É lá que são distribuídas as famosas Fitinhas do Bonfim
Monumento de fé
Para o povo baiano, a Igreja do Bonfim é o maior centro da fé católica, e ainda daquelas que, pelo sincretismo, têm no local o ponto máximo da religião.
As imagens de Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia vieram de Portugal para a Bahia, através do Capitão da marinha portuguesa Theodozio Rodrigues de Faria, chegando no dia 18 de abril de 1745, num domingo de Páscoa e ficando abrigadas na Igreja da Penha, edificada na ponta da península itapagipana, até 1754.
História
A imagem do Nosso Senhor do Bonfim foi trazida em razão de uma promessa feita pelo capitão-de-mar-e-guerra da marinha portuguesa, Theodózio Rodrigues de Faria, que, durante forte tempestade prometeu que se sobrevivesse traria para o Brasil a imagem de sua devoção. Assim, em 18 de abril de 1745, réplica da representação do santo existente em Setúbal foi trazida de Setúbal, terra natal do capitão, e abrigada na Igreja da Penha até o término da construção da Igreja do Senhor do Bonfim. Em 1754, a parte interna da Igreja do Senhor do Bonfim foi finalizada e as imagens transferidas para lá em procissão, onde foi celebrada missa solene.
A iluminação era feita através de lampiões até que em junho de 1862 foi implantada a iluminação pública, feita com lâmpadas de gás carbônico. As instalações elétricas realizadas em 1902 foram mantidas até 1998, quando a igreja foi restaurada.
A lavagem da Igreja teve início em 1773, quando os integrantes da "irmandade dos devotos leigos" obrigaram os escravos a lavarem a Igreja como parte dos preparativos para a festa do Senhor do Bonfim, no segundo domingo de janeiro, depois do Dia de Reis. Com o tempo, adeptos do candomblé passaram a identificar o Senhor do Bonfim com Oxalá. A Arquidiocese de Salvador, então, proibiu a lavagem na parte interna do templo e transferiu o ritual para as escadarias e o adro. Durante a tradicional lavagem as portas da Igreja permanecem fechadas durante a lavagem - as baianas despejam água nos degraus e no adro, ao som de toques e cânticos africanos.
É uma das mais tradicionais igrejas católicas da cidade, dedicada ao Senhor do Bonfim, padroeiro dos baianos e símbolo do sincretismo religioso da Bahia
Foi erguida a partir de 1745, ano em que chegaram as imagens do Senhor Jesus do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia, trazidas de Portugal pelo capitão Theodózio Rodrigues de Faria, estando concluída em 1772.
Em 1923, por razão das comemorações pela Independência da Bahia, foi composto o Hino ao Senhor do Bonfim, de autoria do poeta Arthur de Salles e João Antônio Wanderley. Este hino tornou-se muito popular na Bahia até os dias atuais.
Arquitetura
Construída em estilo neoclássico com fachada em rococó, essa típica igreja colonial portuguesa possui duas torres sineiras laterais. A Igreja do Bonfim de Salvador chama a atenção por suas dimensões e pela posição de destaque na elevação onde foi instalada.
Festa da Lavagem
Todos os anos realiza-se a Lavagem do Bonfim, na escadaria da igreja, onde baianas lavam com água de cheiro e muita festa os seus degraus. Tudo começa com uma procissão desde a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da Bahia, até ao Bonfim. Uma grande massa humana acompanha a festa.
Referências
"Símbolo do sincretismo religioso da Bahia", por Eliza Muto. Revista História Viva, pg. 97. Editora Duetto, (Fevereiro 2004).
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Igreja de Nosso Senhor do Bonfim
* 8 de janeiro, Lavagem do Bonfim mistura culturas e crenças
Milhares de fiéis caminham até a Colina Sagrada para agradecer ao Senhor do Bonfim. Foto: Adenilson Nunes/Agecom
Água de cheiro, cavaquinhos, rendas, fitinhas e colares de contas brancas. Os potes em cerâmica, com flores e água de colônia vão sobre as cabeças das baianas. As homenagens ao Senhor do Bonfim, padroeiro do coração dos baianos, e a Oxalá, deus da paz, harmonia e do amor, são embaladas ao som das violas, que dão o ritmo da lavagem das escadarias e do adro da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, na Colina Sagrada desde 1754.
Este ano, na sexta-feira (08), 1 milhão de fiéis devem percorrer os oito quilômetros que separam a Conceição da Praia da Igreja do Bonfim, vestidos de branco e entoando o Hino ao Senhor do Bonfim, na segunda maior festa popular da Bahia. Como de costume, o sincretismo religioso se faz presente, e o sagrado e o profano se misturam em homenagem ao santo católico e seu correspondente no Candomblé, Oxalá, na mais importante festa religiosa da Bahia. De acordo com o historiador Manuel Passos, “a beleza da festa do Bonfim está na cor, naquele ‘corredor branco’, formado pelas pessoas que vestem a cor de Oxalá e seguem a pé pelo cortejo”.
Enquanto o sagrado se encarrega das homenagens ao padroeiro do coração dos baianos, paralelamente acontecem shows de artistas da terra, ligados à “Axé Music”, além de apresentações de filarmônicas, de grupos de capoeira, samba e outros ritmos musicais. Este ano, especialmente, uma procissão inédita sairá da Igreja Nossa Senhora da Mãe de Deus, no dia 14 de janeiro, às 17h, com destino à Igreja do Bonfim e dará três voltas ao redor do templo, antes da missa campal, marcada para as 18h. A inovação faz jus aos três nós que os fiéis dão nas fitinhas ao fazerem seus pedidos.
História – Conforme o historiador, a maioria das manifestações populares no estado, tem origem portuguesa, a Lavagem do Bonfim não é diferente. Há registros de que as homenagens tenham iniciado em 1754, quando a imagem do Senhor Crucificado – trazida em 1745 pelo Capitão do Mar e Guerra da Marinha Portuguesa, Teodósio Rodrigues – foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria Igreja, na Colina Sagrada.
A lavagem, no entanto, data de mais de um século, iniciada pelos negros africanos e pelas senhoras dos mesários, juntamente com moradores da região, em louvor ao Senhor do Bonfim, à Nossa Senhora da Guia e a São Gonçalo. “A particularidade da festa do Senhor do Bonfim é a sua ligação evidente com o Candomblé, pela figura de Oxalá. Muitos historiadores destacaram na festa a força da música negra, dos atabaques. A Colina Sagrada tornou-se algo emblemático lá fora”, diz Passos.
A mistura de povos, de credos e culturas e o caráter insólito da festa também renderam proibições e conflitos ao longo dos anos. Em 1889, o então arcebispo da Bahia, Dom Luis Antônio dos Santos, vetou a lavagem do interior da Basílica. A intervenção da Guarda Cívica gerou apreensão de vassouras, violas e cavaquinhos e a festa só voltou a ser realizada dez anos depois. Em 1940, novamente a Arquidiocese tentou proibir a lavagem, embora, desta vez, sem sucesso. Desde então, a festa nunca mais deixou de ser realizada.
Serviço:
Local: Saída da Basílica da Conceição da Praia em direção à Colina Sagrada
Data: 14 de janeiro de 2010
Horário: A partir das 9h
Marcadores:
8 de janeiro,
Lavagem do Bonfim mistura culturas e crenças
07 de Janeiro - Dia da Liberdade de Culto
07 de Janeiro - Dia da Liberdade de Culto
Liberdade de culto, liberdade de pensamento, liberdade de expressão. Nada soa mais democrático do que a palavra liberdade, sobretudo em um país tão multiculturalista como o nosso. O Brasil é uma nação que abriga todas as etnias e, portanto, muitas religiões. A liberdade de culto e o respeito por outras religiões que dividem espaço com a hegemonia católica são condição para um convívio social pacífico, ao mesmo tempo em que enriquecem nossa gama cultural.
A primeira lei sobre o assunto surgiu em 7 de janeiro de 1890 (daí a data comemorativa), em decreto assinado pelo então presidente Marechal Deodoro da Fonseca, por iniciativa do gaúcho Demétrio Ribeiro, Ministro da Agricultura na época.
Na Carta Magna de 1946, através de proposta do escritor Jorge Amado, então deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) de São Paulo, a lei foi novamente reescrita, mas foi na Constituição de 1988 que adquiriu seus termos definitivos:
Artigo 5º:
(...)
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
(...)
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
Além de estar legalmente amparada, a liberdade de culto deve ser entendida como um direito universal e uma forma de respeito à individualidade e à liberdade de escolha. Por princípio, o Alcorão, a cabala, a Bíblia, os fundamentos da umbanda, a doutrina espírita, o xamanismo, a maçonaria, o budismo, a Rosa Cruz e tantas outras vertentes esotéricas são partes do conhecimento uno e têm a mesma intenção: conectar o homem à energia criadora com a finalidade de despertar sua consciência.
Conheça um lugar em Porto Alegre que é referência em ecletismo religioso: o Templo Universal da Paz Pai Francisco de Luanda - Tala, situado na Rua Luis Correa da Silva, 220, bairro Lami. Lá você vai encontrar, além dos templos de umbanda (Iansã, Ogum, Oxalá, Xangô e Oxum, entre outros) templos também para a Maçonaria e o xamanismo. A beleza das construções, aliada à magia do lugar e o encanto da proposta, tornam esse um lugar único e garantem um belo passeio, mesmo para os mais descrentes.
Liberdade de culto, liberdade de pensamento, liberdade de expressão. Nada soa mais democrático do que a palavra liberdade, sobretudo em um país tão multiculturalista como o nosso. O Brasil é uma nação que abriga todas as etnias e, portanto, muitas religiões. A liberdade de culto e o respeito por outras religiões que dividem espaço com a hegemonia católica são condição para um convívio social pacífico, ao mesmo tempo em que enriquecem nossa gama cultural.
A primeira lei sobre o assunto surgiu em 7 de janeiro de 1890 (daí a data comemorativa), em decreto assinado pelo então presidente Marechal Deodoro da Fonseca, por iniciativa do gaúcho Demétrio Ribeiro, Ministro da Agricultura na época.
Na Carta Magna de 1946, através de proposta do escritor Jorge Amado, então deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) de São Paulo, a lei foi novamente reescrita, mas foi na Constituição de 1988 que adquiriu seus termos definitivos:
Artigo 5º:
(...)
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
(...)
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
Além de estar legalmente amparada, a liberdade de culto deve ser entendida como um direito universal e uma forma de respeito à individualidade e à liberdade de escolha. Por princípio, o Alcorão, a cabala, a Bíblia, os fundamentos da umbanda, a doutrina espírita, o xamanismo, a maçonaria, o budismo, a Rosa Cruz e tantas outras vertentes esotéricas são partes do conhecimento uno e têm a mesma intenção: conectar o homem à energia criadora com a finalidade de despertar sua consciência.
Conheça um lugar em Porto Alegre que é referência em ecletismo religioso: o Templo Universal da Paz Pai Francisco de Luanda - Tala, situado na Rua Luis Correa da Silva, 220, bairro Lami. Lá você vai encontrar, além dos templos de umbanda (Iansã, Ogum, Oxalá, Xangô e Oxum, entre outros) templos também para a Maçonaria e o xamanismo. A beleza das construções, aliada à magia do lugar e o encanto da proposta, tornam esse um lugar único e garantem um belo passeio, mesmo para os mais descrentes.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Cargos no Candomblé
Olóyès , Ogãns e Àjòiès
Iyalorixá/Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo, é o posto mais elevado do ILê; tem a função de iniciar e completar o ato de iniciação dos olorixás.
Iyaegbé/Babaegbé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia. Posto paralelo ao da Iyalorixá ou Babalorixá.
Iyalaxé: Mãe do axé, a que distribui o axé. É quem escolhe os Oloyes de acordo com as determinações superiores.
Iyakekere: Mãe pequena do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos no Ilê.
Ojubonã: É a mãe criadeira.
Iyamoro: Responsável pelo Ipadê de Exú. Junto com a Agimuda, Agba e Igèna.
Iyaefun/Babaefun: Responsável pela pintura dos Iyawos.
Iyadagan: Auxilia a Iyamoro e vice-versa. Também possui sub-postos Otun-Dagan e Osi-dagan.
Iyabassé: Responsável no preparo dos alimentos sagrados. Todos Olorixás podem auxiliá-la, sendo ela a única responsável por qualquer falha eventual.
Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando. E usa toalha de Orixá no ombro.
Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos em obrigações de “cantar folhas”. Geralmente filhas de Oxum.
Aiybá: Bate o ejé em grandes obrigações. Tem sub-posto Otun e Osi.
Ològun: Cargo masculino, despacha aos Ebós das grandes obrigações, a preferência é para os filhos de Ogun, depois Odé e Oluwaiyê.
Oloya: Cargo feminino, despacha os Ebós das grandes obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
Mayê: Mexe com as coisas mais secretas do Axé, ligadas a iniciação do Adoxú.
Agbeni Oyê: Posto paralelo a Mayê, divide a mesma causa.
Oyê: Se relaciona com a Yaefun/Babaefun; ou seja, coisas de AWO para iniciação.
Olopondá: Grande responsabilidade na inicição, no âmbito altamente secreto.
Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar de obrigação.
Kólàbá: Responsável pelo Làbá, simbolo de Xângo.
Agimuda: Relação com o Ipadê de Exú. Aquela que carrega a espada. Titulo feminino usado no culto de Oya e Geledé.
Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
Iyasíhà Aiyabá: é quem segura o estandarte de Oxalá.
Omolàra: Posto de confiança.
Sarapegbé: Mensageiro de coisas civis e de awo.
Akòwé Ilê Xangô: É a Secretária da casa de Xângo. Zelo, Orô e compras.
Babalossayn: Responsável pela colheita das folhas. Cargo de extrema importância.
Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Traz axé de Ogun. Trabalha em conjunto com Iyalorixá/Babalorixá, Oloyês e Ogans. Não pode errar. Responsável direto pelos sacrifícios do ínicio ao fim do ato. Soberano nestas obrigações, é quem se comunica com o Orixá para quem se destina a obrigação, transmitindo à Iyalaxé as respostas e mandamentos. Deve ser chamado de Pai. E também possui sub-posto Otun e Osi.
OgaláTebessê: Dono dos toques, cânticos e danças. Trabalha em conjunto com o Alagbê, possui sub-posto Otun e Osi.
Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos Ilùs, os instrumentos musicais sagrados. Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a ALVORADA mais ou menos 40 min. Se um autoridade de outro Axé chegar ao Ilê, o Alagbê, tem de lhe prestar as devidas homenagens “dobrar o Ilù” oferecer até sua própria cadeira. Também possui sub-posto Otun e Osi.
Alagbá: Ambito civil do Axé.
Àjòiè: Camareira do Orixá. Ekédi.
Ojuoba: Posto de honra no Ilê Xangô e possui sub-posto Otun e Osi.
Teololá: Aquela que acompanha os Obas de Xangô.
Sobalóju: Título masculino e feminino. Sendo o mais importante e atraente, o preferido do rei.
Mawo: Grande confiança.
Balógun: Título ligado ao Ilê Ogun.
Alagada: Ogan que cuida das ferramentas de Ogun.
Balóde: Ogan de Odé.
Aficodé: Chefe do Aramefá (6 corpos) ligado ao Ilê Odé.
Ypery: Ogan ou Àjòiè de Odé
Alajopa: Pessoa de Odé, que leva a caça para ele.
Alugbin: Ogan de Oxalufan e Oxaguian que toca o Il¦ù dedicado a Oxalá.
Assogbá: Ogan ligado ao Ilê Omolú e cultos de Obaluaiye, Nanã, Egun e Exú.
Alabawy: Pessoa que trabalha na área jurídica e que cuida dos interesses civis do Axé.
Leyn: Pessoa do Ogun ou Odé, que zela Ogun.
Alagbede: Pessoa que trabalha no ramo de ferro e metais e forja as ferramentas do Axé.
Elémòsó: Ogan ou Àjòiè de Oxaguian, ligados ao Ilê Oxalá.
Gymu: Àjòiè de Omolu, que cuida de tudo que se relaciona a Omolu, Nanã e Ossany.
Kaweó: Ligado ao Ilê Ossaiyn.
Ogòtún: Ligado ao Ilê Oxun.
Oba Odofin: Ligado ao Ilê Oxalá.
Iwin Dunse: Ligado ao Ilê Oxalá.
Apokan: Ligado ao Ilê Omolú.
Abogun: Ogan que cultua Ogun.
Babalorixá ou Iyalorixá
É o cargo mais alto dentro de uma Casa de Santo ou Ilê. É o Zelador ou Zeladora, aquele que cuida dos Orixás, que inicia os noviços, suspende e confirma Ogans, apresenta e confirma Ekedis, Olossães, Axoguns, etc. O Babalorixá ou Iyalorixá é o ponto de equilíbrio, a cabeça de uma Casa. O Zelador ou Zeladora trabalha como uma espécie de guia e mentor espiritual, aconselhando, discutindo, desenvolvendo métodos para o melhor andamento da Casa. É dele ou dela a palavra final sobre tudo o que será realizado, pois é o Zelador (Babalorixá) ou Zeladora (Iyalorixá), aquele que está mais próximo do Orixá regente da casa. Todos os filhos, Ogans, Ekedis; Axoguns, etc., voltam-se para ele, pois os Orixás da cabeça destes, servem ao Orixá regente da Casa, numa situação de humildade que deve ser acompanhada pelos demais, facto que nem sempre acontece, pois existem aqueles que deixam a importância dos seus cargos subir-lhes à cabeça, extrapolando a sua autoridade. O Babalorixá ou Iyalorixá é o ponto de equilíbrio, pois ele ou ela é o formador dos demais cargos existentes no culto. O tempo exacto para que alguém assuma o cargo de Babalorixá ou Iyalorixá é de sete anos de iniciado, pois antes disso a pessoa não se encontra capacitada para iniciar outras pessoas no Culto. É o único cargo onde o tempo devido deve ser respeitado, para que haja harmonia.
Babá-Kekerê ou Iyá-Kekerê
Significa Pai-Pequeno ou Mãe-Pequena. São os segundos dentro da hierarquia de uma Casa de Santo. São os substitutos eventuais do Babalorixá ou Iyalorixá. Eles têm a função de orientar, educar, mostrar o melhor caminho aos filhos da Casa. São os supervisores gerais do bom funcionamento e cabe a eles, em primeira instância, inspeccionar a conduta, higiene e necessidades dos filhos-de-santo. É o Pai, ou a Mãe-Pequena que assume, caso o Zelador ou Zeladora esteja fora ou incorporado com o Orixá. Neste caso exercem a mesma função do Zelador ou Zeladora, procurando manter bem equilibrado o Axé. Cabe também a eles a manutenção da Casa, para que não haja falhas no sistema. A sua função é da mais alta importância, pois na condição de substituto directo, é quem recebe todas as cargas e distúrbios que porventura aconteçam. Para exercer o cargo de Babá-Kekerê ou Iyá-Kekerê é preciso que a pessoa seja feita (iniciada dentro do Santo) e que tenha um mínimo de sete anos de feito, pois neste cargo exige-se experiência e muita tranquilidade, humildade, entendimento e resignação, além de sabedoria, competência e calma.
Ogan
Não pode ser considerado, tão-somente, o tocador de atabaque. O Ogan é uma figura importante dentro de uma Casa de Santo, pois ele actua como uma espécie de fiscal, ajudando na coordenação dos rituais. É da competência do Ogan a manutenção e preparação dos couros para os atabaques; coordenar os toques, entoando as cantigas dentro das sequências correctas. É também função do Ogan – juntamente com o Babalorixá ou Iyalorixá – entoar as rezas feitas nas obrigações e demais rituais. O Ogan principal é o Alabê, uma espécie de chefe dos Ogans, que coordena, trabalha e actua na boa conduta dos demais tocadores. O Ogan passa por dois estágios: o período de suspensão, quando ele é indicado pelo Santo da Casa, e o da confirmação, quando ele passa pelas obrigações de Roncó.
Ekedi
A Ekedi em seu papel de Mãe exerce a função de Dama de Honra do Orixá regente da Casa. É dela a função de zelar, acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apetrechos do Orixá da Casa, além dos demais Orixás, dos filhos e até mesmo dos visitantes. É uma espécie de “noiva” que actua sempre ao lado do Orixá e que também cuida dos objectos pessoais do Babalorixá ou Iyalorixá. O cargo de Ekedi é muito importante, pois será ela a condutora dos Orixás incorporados no Egbê (barracão ou sala de festividades) e dela é a responsabilidade de recolhê-los e “desvirá-los”, observando as condições físicas daqueles que “desviraram”. O procedimento para se tornar Ekedi é o seguinte: primeiramente ela é apresentada – não suspensa, como o Ogan – e logo depois será confirmada, com as obrigações de Roncó.
Olossãe ou Babalossãe
É outro cargo da maior importância dentro do Axé, pois cabe a ele – e digo “ele” pois trata-se de um cargo estritamente masculino – o recolhimento e escolha das ervas que vão entrar nos rituais. O Babalossãe é quem procura, reza, cata e macera as ervas, num ritual de grande importância, pois sem folhas nada pode ser feito dentro de uma Casa de Santo.
Axogun
Cargo masculino. É aquele que cuida dos animais a serem sacrificados para os Orixás e aquele que os sacrifica. É ele que vai cuidar da alimentação dos animais, do seu banho (ossé) antes das matanças. Cabe a ele também abrir os bichos já sacrificados e separar os Axés (miúdos), além de tratar do couro e passá-los para os Ogans. Para se chegar ao cargo de Axogun é preciso ter aquilo a que se chama “Mão de Faca”, que é a autoridade para fazer os sacrifícios animais. Diga-se de passagem, os Ogans também actuam como Axoguns, desde que tenham a “Mão de Faca”.
Yabassé
Cargo feminino. É aquela que cuida, separa ingredientes e executa a comida do Santo. Chamada a cozinheira do Axé, é dela a obrigação de ver aquilo que o Santo mais gosta e executar os trabalhos de cozinha. A Yabassé faz também a comida que será oferecida aos visitantes nos dias de festa na Casa. Para exercer esse cargo é preciso que a mulher seja iniciada no Santo e receba a autorização do Pai ou Mãe-de-Santo para ser a cozinheira oficial dos Orixás.
Dagã
Cargo feminino. É aquela que vai cuidar da casa de Exú. Está sempre presente na cerimónia do Padê (que é a reunião para despachar Exú, ou seja, levá-lo para fora para que tome conta dos trabalhos). É a Dagã que vai tratar dos Exús da Casa, mantendo sempre tudo limpo, aceso e abastecido com os ingredientes da preferência de Exú, tais como o oti (cachaça), epô pupá (azeite de dendê), oyn (mel), etc..
Ebomi
São aqueles feitos com mais de sete anos de iniciação. Eles agem na Casa como irmãos mais velhos, orientando os mais novos na conduta e procurando ajudar em tud o que é possível.
Vodunci
São aqueles feitos com mais de três anos de iniciação. Trabalham para a manutenção da Casa, além de ajudar os mais velhos nas actividades.
Yawôs
São os noviços ou noviças de zero a três anos. Estão no período de aprendizagem sobre os fundamentos da Casa. Cuidam de tudo, desde a limpeza até às obrigações.
Abian
É o iniciante. Aquele que está dando os primeiros passos no Candomblé e que terá o seu futuro, a nível de culto, decidido pelo Pai ou Mãe-de-Santo. Ajuda no que é possível.
Iá-Efun
É um cargo feminino. Cabe à Iá-Efun o preparo do atim, ou seja, dos pós que irão dar o desenho da família. É aquela que irá pintar a/o Yawô nas saídas de Santo, aquela que vai “marcar” com o atim, a pemba ralada, a/o Yawô com as cores e formas daquela determinada tribo. Para assumir este cargo é preciso ser iniciada no Santo e ter, no mínimo, sete anos de feitura.
Peji-Runtó
Nos rituais são utilizados muitos elementos, tais como: pembas, temperos, faca, navalha, tesoura, além do obi e orogbô, ervas, favas, toalhas, entre outras coisas. O Peji-Runtó é aquele que vai preparar a mesa, digamos assim. É aquele que vai dar condições ao Babalorixá ou Iyalorixá de desempenharem as suas tarefas, podendo concentrar-se ao máximo, sem preocupação de que este ou aquele elemento esteja faltando ao ritual. O trabalho de Peji-Runtó torna-se, assim, muito importante para o bom desempenho e andamento dos rituais.
Babalorixá
Dofona de Oyá e o Babalorixá Alexandre de Odara
da casa de Yemanjá
O Babalorixá, ou Baba (pai), é um sacerdote e chefe de um Terreiro de Candomblé.
Na sua função sacerdotal, faz consultas aos Orixás através do jogo de búzios, uma vez que, no Brasil, não há o hábito de se consultar o Babalawo, chefe supremo do jogo de Ifá. Isso se deve à ausência da figura do mesmo na tradição afro-brasileira, desde a morte de Martiniano do Bonfim, segundo os mais antigos ocorrida por volta de 1943. Desde então, o professor Agenor Miranda era convocado para escolher a mãe-de-santo nos grandes terreiros baianos, mas agora, com os avanços tecnológicos e com a imigração voluntária de africanos para o Brasil, ouve-se falar de novos Babalawos na tradição brasileira, donde a necessidade de diferenciar Ifá de Merindelogun e jogo de búzios.
Na sua função administrativa, é o responsável maior por tudo o que acontece na casa - a quantidade de filhos-de-santo, a de pessoas e problemas a serem atendidos -, e nela ninguém faz nada sem a sua prévia autorização. Conta com a ajuda de muitas pessoas para a administração da mesma, cada uma com uma função específica na hierarquia, embora todos os auxiliares conheçam de tudo para atender a qualquer eventualidade.
Nas casas menores, o Babalorixá, além da função sacerdotal acumula diversas outras funções, devendo ser conhecedor das folhas sagradas, seus segredos e aplicações litúrgicas; em caso de rituais ligados aos Eguns, ou se especializa, ou consulta um Ojé quando necessário. Quando a casa ainda não tem um Axogun confirmado, ele mesmo faz os sacrifícios; quando a casa ainda não tem Alagbê, normalmente o Babalorixá convida Alagbês das casas co-irmãs para tocar o Candomblé; na ausência da Iyabassê ou Ekedi, ele mesmo faz as comidas dos Orixás, costura as roupas das Iaô, faz as compras e outras tarefas do dia-a-dia.
O candomblé pode ser considerado uma religião brasileira com origem em diversos sistema mítico-religiosos de origem africana. Nessa perspectiva corresponde simultâneamente a um sistema etnomédico ou medicina tradicional de matriz africana que vem sendo mantido (e recentemente reconstruído a partir das demandas pelo revival das medicinas tradicionais) a partir da sua origem nas diferentes culturas yorubá, bantu entre outras. A função do Babalorixá do nesse caso ganha destaque especial por sua relção com Obaluaiyê ou com a referida prática de colher as folhas sagradas atribuídas, segundo Bastide, ao Babalosaim dedicado ao culto de Osanyin.
Referências
BASTIDE, ROGER. O Candomblé na Bahia: rito nagô. SP Companhia das Letras, 2001.
MANDARINO, A.C.S.; GOMBERG, E. O rei vem comer,: representações terapêuticas sobre saúde/doença em um ritual de candomblé. in: CAROSO, CARLOS. (org.) Cultura, tecnologias em saúde e medicina. Perspectiva antropológica. Ba, EDUFBA, 2008
sábado, 1 de janeiro de 2011
Paz
Paz é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações ou agitação. Derivada do latim Pacem = Absentia Belli, pode referir-se à ausência de violência ou guerra.
Neste sentido, a paz entre nações, e dentro delas, é o objetivo assumido de muitas organizações, designadamente a ONU.
No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, desconfiança e de um modo geral todos os sentimentos negativos.
Assim, ela é desejada por cada pessoa para si próprio e, eventualmente, para os outros, ao ponto de se ter tornado uma frequente saudação (que a paz esteja contigo) e um objetivo de vida.
Tipos de paz
Paz Eterna paz - conceito elaborado pelo filósofo Immanuel Kant, inspirado nos ideais da Revolução Francesa.
Designa um estado de paz mundial, obtido através de uma "república" única, capaz de representar as aspirações naturalmente pacíficas de todos os povos e indivíduos.
Como o próprio filósofo esclarece, o termo é derivado de uma piada, onde a inscrição "Paz Eterna" é usada como legenda na ilustração de um túmulo.
Paz pela Lei - lema da Organização do Tratado do Atlântico Norte, baseia-se na idéia de Kant e sugere que a paz deva ser obtida através de legislação em assuntos internacionais, capaz de regulamentar as relações diplomáticas, os conflitos de interesse, etc.
Paz pela força - obtida quando um indivíduo, instituição ou Estado é fortalecido de tal forma, que toda tentativa de subversão do status que é desestimulada. Em inglês original, peace through strength.
Paz de terror - ocorre quando nações são capazes de causar destruição total umas às outras através de artefatos bélicos poderosos (bombas atômicas, por exemplo).
A posse de tais arsenais desestimula as agressões mútuas. Conceito sugerido pelo estudioso Raymond Aron em seu livro "Peace and War Among Nations".
Prémio Nobel da Paz
O Prémio Nobel da Paz é atribuído anualmente a pessoas que se evidenciaram pelo seu contributo para o fim de períodos prolongados de violência, conflito ou opressão através do seu empenho e liderança moral.
No entanto, algumas controversas atribuições deste prémio contemplaram antigos guerrilheiros e supostos terroristas que se acredita terem ajudado ao fim de situações similares fazendo concessões excepcionais no sentido da pacificação.
Eis alguns laureados com o Prémio Nobel da Paz cuja atribuição ainda hoje suscita alguma controvérsia:
Rev. Martin Luther King, Jr. (laureado em 1964);
Henry Kissinger (laureado em 1973);
Madre Teresa de Calcutá(laureada em 1979);
Nelson Mandela e o antigo Presidente Frederik Willem de Klerk (laureados em conjunto em 1993);
Yasser Arafat, Yitzhak Rabin e Shimon Peres (laureados em 1994);
David Trimble (laureado em 1998);
Dia da Fraternidade Universal
O Dia da Fraternidade Universal é um feriado mundial e é comemorado no dia 1 de Janeiro.
O Dia da Confraternização Universal ou o Dia da Paz Universal é comemorado em quase todo o mundo em primeiro de janeiro.
Nesse dia, as pessoas trocam votos de alegria, de paz e de felicidade para o ano que se inicia. Tradicionalmente há uma vigília na noite de 31 de dezembro, quando se comemora com muita festa a passagem do ano.
Esse dia foi criado em 1968, pelo Papa Paulo VI, para que fosse celebrado pelos verdadeiros amigos da Paz, independente de credo, etnia, posição social ou econômica.
O Dia da Confraternização Universal ou o Dia da Paz Universal é comemorado em quase todo o mundo em primeiro de janeiro.
Nesse dia, as pessoas trocam votos de alegria, de paz e de felicidade para o ano que se inicia. Tradicionalmente há uma vigília na noite de 31 de dezembro, quando se comemora com muita festa a passagem do ano.
Esse dia foi criado em 1968, pelo Papa Paulo VI, para que fosse celebrado pelos verdadeiros amigos da Paz, independente de credo, etnia, posição social ou econômica.
Dia Internacional da Paz
Dia Internacional da Paz é celebrado em 21 de Setembro, foi declarado pela ONU em 30 de novembro de 1981.
Em 21 de Setembro de 2006, por ocasião do Dia Internacional da Paz, Kofi Annan afirmou: Há vinte e cinco anos, a Assembleia Geral [da ONU] proclamou o Dia Internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz.
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