CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

CASA PODEROSA DOS FILHOS DE YEMANJÁ

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sacerdotes afro-brasileiros

ALEXANDRE DE ODARA
 E
 RICHARD DE OXAGUIAN



A


Adilsom Antônio Martins

Agenor Miranda

Alagbê

Alapini

 ALEXANDRE DE ODARA
Babalorixá e herdeiro do ILÊ AXÉ OMÓ YEMANJÁ/SP


Altair B. Oliveira

Altamira Cecília dos Santos

Alufá

Alvinho de Omolu

Ângela Praxedes

Anselmo José da Gama Santos

Aristide Oliveira Mascarenhas

Artur Rosendo

Assogba

Aulo Barretti Filho

Axogun

B

Babalawo

Babalaxé

Babalorisa Jomar

Babalorixá

Babalosaim

Balbino de Xangô

C

Caetana Sowzer

Camafeu de Oxóssi

Cantulina Garcia Pacheco

Cassiano Manuel Lima

Pai Celso de Oxalá

Cléo Martins

Mãe Cleusa Millet

Cristóvão do Pantanal

Custódio Joaquim de Almeida

D

Dango de Hongolo

Deoscóredes Maximiliano dos Santos

Dionísia Francisca Régis

Djalma de Lalu

Domingos dos Santos

Mãe Tila

Doné

Doné Nicinha

Doné Romana de Possú

Doné Runhó

Doté

E

Edelzuita de Oxoguian

Eduardo Daniel de Paula

Eduardo de Ijexá

Egbomi

Ekedi

Euclides Menezes Ferreira

Eugênia Anna Santos

Maria da Purificação Lopes

F

Felipe Sabino da Costa

Felisberto Sowzer

Floripes Correia da Silva Gomes

Fortunata Maria da Conceição

Francisco Rufino das Virgens

G

Gaiaku

Gaiaku Satu

Giselle Cossard

Guy Loup

H

Hierarquia do candomblé

Hilário Remídio das Virgens

Hilda Dias dos Santos

I

Ilé Omo Oya Legi

Inês Joaquina da Costa

Iyá Davina

I (continuação)

Iyabassê

Iyaefun

Iyakekerê

Iyalaxé

Iyalorixá

Iyalorixá Beth de Oya

Iyamorô

Iyatebexê

Iyá Nassô

Izolina de Oxóssi

J

Jamil de Omolu

Joãozinho da Gomeia

Joaquim Vieira da Silva

José Domingos de Santana

José Francelino do Paraíso

José Abade de Oliveira

José Flávio Pessoa de Barros

José Gomes de Lima

José Nilton Viana Reis

João Abuck de Oxóssi

João Alabá

João Lessengue

João Sérgio de Lima

Mãe Juju D’Oxum

Juliana da Silva Baraúna

Júlio Santana Braga

K

Kilondirá

L

Lídia Alves da Silva

Ludovina Pessoa

Luís Alves de Assis

Luiza Franquelina da Rocha

M

Mãe Andresa

Mãe Beata de Iemanjá

Mãe Carmem

Mãe Mirinha do Portão

Mãe Nitinha de Oxum

Mãe-pequena

Mameto ndenge

Mameto-de-inquice

Manoel Bernardino da Paixão

Manoel Ciriáco de Jesus

Manuel Rufino do Beiru

Marcelina da Silva

Maria Bernarda da Paixão

Maria Deolinda dos Santos

Maria José de Jesus

Maria Julia Andrade Sowzer

Maria Júlia Figueiredo

Maria Júlia da Conceição Nazaré

Maria Nenem

Maria Rufino Duarte

Maria de Xangô

Maria da Glória Nazareth

Maria Oyá

Marieta Vitória Cardoso

Mário Barcelos

Martiniano Eliseu do Bonfim

Maximiana Maria da Conceição

Mejitó

Meninazinha d'Oxum

Mãe Menininha do Gantois

Miguel Arcanjo Paiva

Miguel Arcanjo de Souza

Miguel Santana

Moacir de Ogum

Mãe Agripina de Aganju

Mãe Ana de Ogum

M (continuação)

Mãe Bida de Iemanjá

Mãe Cotinha de Yewá

Mãe Detinha de Xangô

Mãe Dua de Tempo

Mãe Francelina de Ogun

Mãe Neinha de Nanã

Mãe Ode Ceci

Mãe Ondina de Oxalá

Mãe Regina Lúcia de Iemanjá

Mãe Rosinha de Xangô

Mãe Simplícia de Ogum

Mãe Sonia de Oxum

Mãe Tança de Nanã

Mãe Tolokê

Mãe Xagui

N

Mãe Nilzete de Iemanjá

Noche

O

Oba Saniá

Ogan

Ojé

Olegário de Oxum

Mãe Olga do Alaketu

P

Padrinho de umbanda

Pai Air José de Sousa

Pai Antonio de Oxumare

Pai Antônio de Obaluaiê

Pai Aristides de Ajagunã

Pai Bobó de Inhansã

Pai Caio de Xangô

Pai Carlinhos de Ogum Megesy

Pai Cido de Oxum Eyn

Pai Diniz de Oxum

Pai Francelino de Shapanan

Pai João da Oxum

Pai Kabila

Pai Kaobakesy

Pai Nézinho de Muritiba

Pai Pece de Oxumare

Pai Pérsio de Xangô

Pai Talabi de Oxoguian

Pai Vavá de Bessém

Pai Waldo de Oxossi

Pai-de-santo

Pai-pequeno

Pejigan

Procópio d'Ogum

Pulchéria Maria da Conceição

R

Regina Topázio Sowzer

Roberval Marinho

Rodolfo Martins de Andrade

S

Samba Diamongo

Sandra Medeiros Epega

Sarepebê

Maria Bibiana do Espírito Santo

Severiano Manoel de Abreu

Severiano Santana Porto

Mãe Biu

Maria Stella de Azevedo Santos

T

Tata Fomotinho

Tata Laércio de Lemba

Tata kisaba

Tata-de-inquice

Tateto ndenge

Tertuliana Sowzer

Tia Ciata

Tia Marota

* Principais federações e associações de Umbanda,Candomblé e Cultos Afro-Brasileiros na Europa



ILÊ AXÉ OMÔ YEMANJÁ
APRESENTA:

Cadastro de terreiros, ilês, casas de culto, e dirigentes espirituais das respectivas casas, sejam de Umbanda, Candomblé, ou outros Cultos Afro. Brasileiros Cadastro de terreiros, ilês, casas de culto, e dirigentes espirituais das respectivas casas, sejam de Umbanda, Candomblé, ou outros Cultos Afro. Brasileiros






Aos dirigentes espirituais que estejam na Europa:



Enviem por favor a morada, e-mail, site e telefone dos vossos terreiros, casas de culto, e ou consultórios (caso apenas façam consultas), para o mail: terreiros.na.europa@gmail.com , para que seja afixado neste site, e possa facilitar quem goste, e quem procure ajuda espiritual nas religiões afro.brasileiras.



Axé!








PORTUGAL


Templo Sagrado de Umbanda

Rua Pero Escobar - Lote 2989

2975-393 Quinta do Conde - Sesimbra

Quinta do Conde (Perto do Supermercado Lidl)

Telf:*21 210 54 67/*91 898 95 00/

Email: etxaury@gmail.com

Website: http://www.temploetxaury.com/

http://paipedrodeogum.blogs.sapo.pt/

Associação Templo de Umbanda Pai Oxalá

Chão da estrada - Ferreiros - Povoa do Lanhoso
Braga
Telf:* 96 387 24 22/
Email: mail@atupo.com

Website: http://www.atupo.com/





Templo de Umbanda Pai Oxalá e Mamãe Iansã



Rua João Maia, n° 394-A - Santa Maria de Avioso - Maia - Cep 4475-643
Telf:*91 681 38 19/
Email: Geral@tupomi.com


Website: http://www.tupomi.com/





Terreiro de Umbanda Pai Oxalá e Mãe Iemanjá



Caminho da Cova da Moura, n° 01 - Assafora - Sintra - Cep 2705-461
Telf:*91 351 06 69/
Email: fjssoares1@sapo.pt

Website: http://umbanda.com.sapo.pt/





Terreiro Pai Joaquim de Angola


2775 -193 DamaiaTelf:*93 696 55 38/*96 652 56 49Email: tupaijoaquim@netcabo.pt
Website: http://tupaijoaquimangola.hi5.com

http://tupaijoaquimangola.blogs.sapo.pt/



Ilê Àsé Òsumàré

Rua direita, nº 10A - Quinta do Picado - Aradas - Aveiro
Telf:*234 338 112/
Email: ileaxeoxumare@gmail.com

Website: http://sites.google.com/site/ileaxeoxumareaveiro/





Centro Espirita Águas de Iemanjá


Rua Visconde das Devesas nº140 (em frente á estação de comboios)
Vila Nova de Gaia
Telf:*91 411 45 47/*91 864 08 15/
Website: http://wwwpaidanielpt.blogspot.com/

http://www.ileaxeaguasdeiemanja.blogspot.com/




Casa branca de Umbanda Caboclo Sete Encruzilhadas

Rua dos Salesianos, nº 66 (junto à Escola dos Salesianos)
Manique de Baixo
Telf:*96 288 45 06/*96 784 77 77/

Website: http://www.umbandabranca.com/




Tenda de Umbanda Vovó Manuela do Congo


Praceta dos Loios, nº6 A - Quinta da Barroca
2735-000 Cacém
Telf:*96 453 10 93/*21 912 01 41/

Email: pattymilhanas@hotmail.com




Casa Agogô


Rua Emiliano Costa, nº 12, Estoi
8005-473 Faro - Algarve
Telf:*92 701 20 33/

Email: agogo@casa-agogo.com

Website: http://www.casa-agogo.com/




Templo Escola Lendas de Aruanda


Rua de São Miguel, 185 - Ponte da Pedra
Leiria
Telf:*44 828 647 / 960 082 594/

Website: http://amadeus.com.sapo.pt/lendasdearuanda.html



Mameto Dan Ejò Mogere

Ùnsó Cunã Angorô Oreluere
Rua João Domingos Duarte - Lugar de pitéus
Santo Antão do Tojal - Loures
Telf:*96 702 05 95/
Mail: dan.ejo.mogere@gmail.com


Website: http://www.umbanda.com.pt/



Ilê Àse Ìyá Odò



Casa branca da Sesmaria Velha -Terreiro de Candomblé Jeje Nàgó (ketu)
Rua da Primavera n.28, Coutada Velha, 2130 - 010 Benavent
Telf:*(351)263 580 379/ 91 243 95 88/
Email: ileaseiyaodo@gmail.com

Website: http://ileaseiyaodo.blogspot.com/




Ilê de Omo Okanbi e Omo Onibodé


SanteriaRua de Avioso, 302 - Santa Maria de Avioso
4475-617 Maia
Telf:*22 986 32 56 / 96 576 37 88
Email: sergio@centroanastacia.com

Website: http://www.centroanastacia.com/santaria.htm



Tenda Mãe Iemanjá

Avenida 1º de Maio nº 122
2845 - Fogueteiro - Seixal
Telf:*21 225 59 16 / 96 479 93 87
Email: joaoiemanja@hotmail.com


Website: http://pt.netlog.com/joaoiemanja





Barracão de Xangô

Lagoa - Algarve
Telf:*91 880 52 09
Email: barracaodexango@gmail.com


Website: http://barracaodexango.hi5.com/





ESPANHA (SPAIN)



Asociación Terreiro de Umbanda Xangó Airá

c/ Blas Infante 3 .Bajo 3º Vergeles - Granada
Email: umbanda.granada@atuxa.net
tuxa.granada@gmail.com

Website: http://www.atuxa.net/




Ile de los Orixas



Sant Pere 69 Calella del Mar – Barcelona

Telf:*0034 638 88 41 40/*0034 654 12 96 20/

Website: http://www.iledelosorixas.es.tl/



Centro Espiritual Umbandista Pai xango

Tacoronte - tenerife - islas canarias
telf:*0034 606 67 28 83/
email: umbandatenerife@yahoo.es

Website: http://diegoguti2006.iespana.es/





SUIÇA (SWISS)



Terra Sagrada

Kronenstrasse 12, 8006 Zürich - Switzerland

Telf:*0041 786 63 33 09/
Email: office@terrasagrada.info


Website: http://www.terrasagrada.info/





ALEMANHA (GERMAN)



Strahlenzirkel St. Michael e.V.

Von-Goldammer-Str. 50
41515 Grevenbroich
Telf:*0049(0)21811607383/
Email: info@strahlenzirkel.de

info@strahlenzirkel.de


website: http://www.umbanda-deutschland.de/?page=zentrum




Casa de Oxum


Herrmannstr. 230 D - 12049 Berlin

Telf: * (0049 30) 62 72 28 13/
Telf: *(0049 30) 62 72 28 15/

Website: http://www.casa-de-oxum.com/index.ph




INGLATERRA (ENGLAND)






The Umbanda Temple


London

Telf:*07915 055 015/

Email: thales.fonseca@yahoo.com

cct@umbandatemple.co.uk


Website: www.templodeumbanda.co.uk



Ile Axe' Dandaluna Filha


* Candomble' Angola

Swindon (a 1h de londres)
Telf:*44-774 596 12 13/44-794 434 02 85/
Email: magnade5@hotmail.com



Website: www.maeeja.com




Casa branca de Umbanda Ogum Beira-Mar


White house community association
Londres (London)
Telf:*07868260354/

Website: http://www.umbandabranca.com/



Templo Espiritual de Umbanda


Tata Ventania e Maria Mulambo
London
Telf:*+44 (0) 7804 444 794/ (English)
Telf:*+44 (0) 7542 132 786/ (português)

Email: info@mariodosventos.com


Website: http://www.mariodosventos.com/#/organisation/4532879787





FRANÇA (FRANCE)





Mireille Dupraz



Villa n°12
Les Simianes 38560 Jarrie
Telf:*0476736254/
Email: mireille.dupraz@orange.fr

Website: http://monsite.orange.fr/mireille.dupraz/index.jhtml
Prémio «Estrela Guia»





O prémio «Estrela Guia», foi criado pela "Lista de Terreiros na Europa", e tem o objectivo, de promover a confraternização entre os cibernautas ligados ás religiões afro.brasileiras, assim como também, é uma forma de premiar e reconhecer o esforço empregado na transmissão de conhecimentos, na divulgação e dignificação de todas as religiões afro.brasileiras espalhadas pelo mundo. Com o prémio «Estrela Guia» se reconhecem os valores e a capacidade do(s) autor(es) de cada blog ou site, ao transmitir valores culturais, religiosos, éticos, literários, e pessoais.





"Que a estrela guia sempre ilumine vosso caminho, para que também possam levar um pouco de luz, aonde impera a ignorância e a cegueira da escuridão."



Subpáginas (1) Principais federações e associações de Umbanda,Candomblé e Cultos Afro-Brasileiros

* Lista de federações e associações de umbanda e candomblé





Federações, Associações e orgãos representativos das religiões afro-brasileiras, são orgãos representativos importantes para Umbanda, Candomblé e todas as Religiões afro-brasileiras.



As religiões afro-brasileiras, Candomblé, Umbanda e outros cultos afro., devido á sua expansão e actual divulgação pelo Brasil, Portugal, América do Sul, Europa e Africa, encontram-se representadas por federações, associações, nucleos, grupos, etc., que tutelam, legalizam e representam os dirigentes espirituais e suas casas de culto, assim como seus filhos espirituais (seguidores). Aqui estão representados alguns dos mais importantes e conhecidos orgãos representativos:



Fauers - Federação Afro-Umbandista e Espiritualista no Rio Grande do Sul

Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira.

Conselho Nacional da Umbanda do Brasil.

Superior Orgão de Umbanda do Estado de São Paulo.

Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo.

Federação Internacional de Estudos das Tradições Religiosas e Culto aos Ancestrais Afro-Brasileiros.

Federação Brasileira de Umbanda.

União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil.

Organização Federativa de Umbanda e Candomblé.

Federação de Umbanda do Brasil.

União Umbandista dos Cultos Afro-Brasileiros.

Superior Orgão Internacional de Umbanda e dos Cultos Afro.

Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira(yorùbá).

Federação Europeia de Umbanda e Cultos Afro.



PORTUGAL & EUROPA



Federação do Culto Afro-Brasileira - Portugal.

APCAB - Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira(yorùbá)

FEUCA - Federação Europeia de Umbanda e Cultos Afro.




BRASIL



FAUERS - Federação Afro-Umbandista e Espiritualista no RS

INTECAB - Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira

CONUB - Conselho Nacional da Umbanda do Brasil

SOUESP - Superior Orgão de Umbanda do Estado de São Paulo

FUCESP - Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo

FIETRECA - Federação Internacional de Estudos das Tradições Religiosas e Culto aos Ancestrais Afro-Brasileiros

FBU - Federação Brasileira de Umbanda

UTUCB - União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil

PRIMADO DE UMBANDA - Organização Federativa Nacional, de caráter religioso e iniciático

PRIMADO DO BRASIL - Organização Federativa de Umbanda e Candomblé

FUB - Federação de Umbanda do Brasil

UUCAB - União Umbandista dos Cultos Afro-Brasileiros

SOI - Superior Orgão Internacional de Umbanda e dos Cultos Afro.

APAACABE - Associação de Proteção ao Amigos do Culto Afro Brasileiro e Espírita



Religiões brasileiras com raízes africanas

Religiões Babaçuê · Batuque · Cabula · Candomblé · Candomblé Bantu · Candomblé Ketu · Candomblé Jeje · Candomblé de Caboclo · Culto aos Egungun · Culto de Ifá · Encantaria · Jurema de Terreiro · Quimbanda · Macumba · Omolokô · Tambor-de-Mina · Terecô · Umbanda · Xangô do Nordeste · Xambá

Bantu · Nkisi · Zambi Aluvaiá · Pambu Njila · Nkosi · Ngunzu · Kabila · Mutalambô · Gongobira · Mutakalambô · Katendê · Nzazi · Kaviungo · Nsumbu · Hongolo · Kindembu · Kaiango · Matamba · Kisimbi · Ndanda Lunda · Kaitumba · Mikaia · Nzumbarandá · Nvunji · Lembarenganga

Jeje · Vodum · Mawu Lissá · Legba · Nanã Buruku · Loko · Gu · Heviossô · Sakpatá · Ajunsun · Possun · Dan · Dangbê · Bessem · Agué · Agbê · Sogbô · Ayizan · Agassu · Aguê · Zomadonu · Avlekete · Tohossu

Ketu · Orixá · Ọlọrun Exu · Ogum · Oxóssi · Logunedé · Xangô · Ayrà · Obaluaiyê · Oxumaré · Ossaim · Oyá-Iansã · Oxum · Iemanjá · Nanã · Yewá · Obá · Axabó · Ibeji · Iroko · Egungun · Iyami-Ajé · Onilé · Oxalá · OrixaNlá · Obatalá · Ifá · Orunmilá · Odudua · Oranian · Baiani · Olokun · Olossá · Oxalufon · Oxaguian · Orixá Oko

Raízes Vodun da África Ocidental · Ifá, Orisa (Yorùbá) · Vodun (Dahomey) · Nkisi (Kongo, Angola) · Catolicismo (Portugal, Espanha)

domingo, 12 de dezembro de 2010

A fluxização da umbanda carioca e do candomblé baiano em Terras Brasilis e a reconfiguração dos campos afro-religiosos locais.


Luís Felipe Rios


Introdução

Pensando o fenômeno da globalização, alguns autores têm analisado o movimento de expansão das religiões afro-brasileiras para outros países da América Latina (Oro, 1998; Frigerio, 1998; entre outros), América do Norte e Europa (Pordeus, 1998; Freitas, 1998, 1999a e 2000) e mesmo, para a sua mítica terra de origem, a África (Carneiro da Cunha, 1985; Carneiro da Cunha, 1985; Olinto, 1980; Guran, 2000).

 Não obstante, aqui mesmo no Brasil um outro movimento de expansão acontece. A umbanda carioca e o candomblé baiano, religioscapes eleitos pela academia e mídia como modelos nacionais de religiões afro-brasileiras, espraiem-se por todo o país, alcançando territórios bem marcados por modelos próprios de religiosidades afro-brasileiras, como o tambor de mina no Maranhão, o batuque no Rio Grande do Sul e o xangô e a jurema em Pernambuco.



Tendo o nosso olhar voltado para este último território, examinaremos neste trabalho as trajetórias das supracitadas formas religiosas e sua entrada em Pernambuco – mais precisamente no grande Recife, enfocando as determinações da chamada condição global nas novas configurações apresentadas no campo religioso afro-brasileiro.



Conforme Appadurai (1999), embora os contatos entre regiões, culturas ou sociedades não sejam nada novo, o que vai caracterizar a dimensão cultural da globalização são a mediação eletrônica e as migrações massivas; que, em conjunto, criam um novo campo de forças para as relações sociais a nível global. Assim, diz ele, funcionamos em um mundo caracterizado fundamentalmente por objetos em movimento; pela aceleração da fluxização de bens/capital, idéias, imagens, pessoas/grupos e tecnologias. O que em outro momento (Appadurai, 1994) chamou finançopanoramas , idopanoramas, midiopanoramas, etnopanoramas e tecnopanoramas; aos quais, nos, na esteia de Segato (1994), acrescentaremos os religiopanoramas. Continuando com o pensamento de Appadurai (1994), vejamos como este caracteriza o que denominou como “panoramas”:



“O bloco construtivo daquilo que, ampliando o que afirmou Benedict Anderson eu gostaria de chamar de “mundos idealizados”, isto é, os mundos múltiplos constituídos pelas imaginações historicamente situadas das pessoas e dos grupos disseminados pelo mundo inteiro. (...) O sufixo “panoramas” também nos possibilita apontar para as formas fluidas e irregulares dessas paisagens, formas essas que caracterizam o capital internacional tão profundamente como elas caracterizam as modas internacionais do vestuário.” (Appadurai, 1994: 313).



Com efeito, Prandi (1991) chama atenção para o fato de que durante os anos 60 uma larga migração no sentido Nordeste-Sudeste fez com que o candomblé começasse a penetrar nos territórios dominados pela umbanda. Os umbandistas abandonam, então, os ritos da umbanda e se estabelecem como pais e mães-de-santo dos tradicionais cultos aos orixás; ‘verdadeira’ e original raiz, mais misteriosa, mais forte e poderosa que sua moderna e embranquecida descendente – a umbanda[6]. Conforme Prandi (1991), alterando o seu sentido sociológico, as velhas tradições afro-religiosas preservadas no Nordeste encontram então excelentes condições econômicas para se reproduzir e multiplicar.



De outro lado, é importante pensar que os efeitos dos movimentos migratórios não atingem apenas o “centro”. O fluxo e refluxo de imagens e informações e, sobretudo, de pessoas fizeram com que a umbanda carioca e o candomblé baiano também viessem a se instalar no campo religioso nordestino – no caso em estudo, o pernambucano. Para pensar estes movimentos expancionistas tomaremos duas perspectivas: por um lado buscaremos na história das religiões afro-derivadas espalhadas pelas África e Américas – no entendimento dos processos de formação identitária dos diferentes grupos, desde a constituição destas religiões aos dias de hoje, e das relações de força estabelecidas no campo religioso global entre as várias denominações-localizadas – chaves para compreender a dinâmica estabelecida nacionalmente (Brasil); por outro, buscaremos nas trajetórias da umbanda e do candomblé no Brasil, no perfil sócio-econômico-cultural-racial de seus adeptos e na relação de forças estabelecidas entre as religiões e a dinâmica social regional e nacional abrangentes, à luz dos teóricos do fenômeno da globalização, elementos para entender a reconfiguração do campo religioso pernambucano, que tem se acelerado a partir da década de 60.



Da formação das religiões afro-derivadas: a nação transatlântica

Muito já se falou sobre a hegemonia do modelo nagô de culto (cf. Dantas, 1988) – ou mais precisamente, do modelo de candomblé baiano nagô-queto – sobre as outras formas e fazeres religiosos afro-brasileiros. Se uma vertente de estudiosos propôs uma explicação evolucionista para a supremacia dos nagôs, em relação a, sobretudo, os bantus – alegando que os herdeiros daquela primeira etnia eram racialmente mais puros e/ou culturalmente mais complexos, levando-os a imprimir os seus ritos e deuses mesmo nas outras formas de religiosidades/modelos (Nina Rodrigues, 1945; Ramos, 1946 ; Landes, 1967; entre outros); outros interpretaram a supremacia do modelo nagô ao fato de que foram estes – os nagôs, ou yorubás – os últimos a chegarem no Brasil, tendo por isso mais chances de conservarem a sua cultura de forma mais “pura” (Verger, 1987); outros ainda vêm a chamada “pureza nagô” como uma construção elaborada em grande parte pela academia – os cientistas de certo modo ajudariam a criar tal hierarquização, corroborando as políticas de identidades locais e nacionais (Dantas, 1988).



Mais recentemente, a luz das novas teorias de identidade e da globalização, surge uma terceira hipótese que nos parece bastante interessante por retomar as dinâmicas de comunicação entre a África e as Américas, da época do tráfico até os dias de hoje. Nesta hipótese a própria noção de nação nagô, ou cultura yorubá se configuraria como fruto dos fluxos e refluxos de imagens, idéias, bens e pessoas, entre a terra mítica – a África – e suas diásporas (Matory, 1998).



Conforme Matory (1998), a nação nagô, ou a etnia yorubá, seria do âmbito das formações imaginárias – identidades ou tradições inventadas para dar conta de eventos culturais, políticos e econômicos – que neste caso, começou a tomar a configuração atual, entre os anos de 1890 e 1940 – uma identidade “criada em uma sociedade crioula da ‘Costa’, que estava em constante diálogo com as nações religiosas emergentes da diáspora afro-latina (Matory, op. cit.: 272)”. O autor identifica alguns vetores que contribuíram para a formação desta identidade/nação transatlântica; vejamos, muito rapidamente, alguns:



a) Expansão do império oyo – cuja população os hausa e os fulani chamaram de “yorubá” – no final do século XVIII. Os reinos que os oyo vieram a dominar, vieram também, em níveis diferentes, a falar dialetos muito similares ao oyo e a praticar celebrações vinculadas a mitologia e ritual oyo. Embora este império tenha caído por volta de 1830, líderes militares da etnia oyo, passaram a dominar um território ainda maior, levando os seus deuses a tornarem-se potente fonte de poder simbólico em toda a região.



b) No final do século XVIII, Lagos, que estava firmemente sob a influência de Benin e situada perifericamente ao imperialismo de oyo, passa ao domínio Inglês; com o crescimento do tráfico de escravos, os mercadores de Lagos tornaram-se mais ricos e poderosos e, pouco a pouco, independentes do império de Benin. Grupos originários de Ilesa, Oyo, Egba e Ijbu foram tomando conta de Lagos à medida que sua economia cresceu. A partir de 1861, a influência de Benin teve o seu término com o início da colonização britânica, fazendo de Lagos a Meca cultural e comercial de múltiplos grupos culturalmente diversos.



c) De outro lado, por volta dos finais do sec. XIX, afro-descendentes brasileiros começam a retornar à África e fundar comunidades, trazendo em sua bagagem cultural o que constituíram no Brasil; um dos principais pontos de retorno era precisamente Lagos – estes brasileiros foram conhecidos como os “retornados”;



d) Alguns deles passam a intermediar comércio/comunicação entre os dois continentes – eram os “viajantes”.



e) Na África a dinâmica de contatos entre as diferentes etnias continua. Cativos de origem egba, egbado, ijesa, etc, “carga” de navios negreiros apreendidos quando da proibição do tráfico, eram trazidos para Freetow, Serra Leoa, onde também fundaram comunidades e negociaram entre si as marcas de suas culturas, incluindo aí seus deuses e ritos – a semelhança do que aconteceu no Brasil e resultou na constituição das comunidades-terreiro. Missionários ingleses estabeleceram programas para convertê-los e escolarizá-los, criando uma influente classe de africanos com educação ocidental, cujas famílias originaram aquilo que ajudaram a denominar Yorubaland – eram chamados “creoles” e quando chegavam a Lagos eram denominados “saro”.



f) Nos finais do século XIX um projeto de construção de uma identidade nacional foi implementado, sobretudo, pela elite local de Lagos que teve como alicerce a invenção de uma “língua nativa”: o yorubá – uma linguagem híbrida, predominantemente oyo em sua morfologia e sintaxe, e mais egba em seus fonemas, enriquecida por expressões idiomáticas cunhadas em Lagos e na diáspora da região; língua atribuída a uma etnia “local” – a etnia Yorubá. Este projeto envolvia a todos: egbas, egbados, ijesas, oyos, creoles/saros, lagoanos, retonados, viajantes... e também os afro-descendentes que ficaram no Brasil.



g) No ideário que fomentou e fundamentou a imagem de uma “autêntica etnia Yorubá” se juntaram as noções de raça pur, com um sistema religioso complexo e uma cultura evolutivamente superior às demais culturas africanas.



Esse conjunto de idéias chega ao Brasil através daqueles homens que faziam, eles próprios, o papel de mediadores e meios entre a África e as Américas, promovendo as trocas de bens e também de imagens e idéias entre as diversas “culturas negras” no “Velho” e no “Novo” mundo. Conforme Matory (1998), seriam estes mesmos homens que ajudariam a formar as ortodoxias nas casas mais tradicionais da Bahia e do Rio (p. ex. Martiniano Bonfim) e também do Recife (p. ex. Adão) .



Mas, se Matory (1998) reconstroi e analisa este processo a nível global, a nível nacional um outro “joguinho de fliper” estava, e ainda está, em andamento, e merece ser examinado e analisado. Homens e mulheres circulando entre os vários estados brasileiros, imagens e idéias veiculadas pela mídia, literatura científica e de divulgação, vão promover os contatos entre diferentes formas de fazer religioso, alguns deles, mesmo possuindo muitas diferenças, se auto denominando nagô.



Dos fluxos nacionais: a candombleização em terras do xangô

Com efeito, provavelmente nos mesmos anos 60 em que, conforme Prandi (1991), faz os seus primeiros filhos em terras paulistas, o 'candomblé baiano' do Sudeste do país vem constituir suas primeiras casas em terras do xangô. Hoje, articulado com outras formas de cultos locais, como o próprio xangô e também a jurema, o candomblé se expandem rapidamente por toda a cidade do Recife.



Como o candomblé e o xangô são referidos como de modelo nagô, em termos das matrizes míticas africanas (as nações), no Recife – talvez para que não reste dúvidas das diferenças entre o nagô baiano e o nagô pernambucano – o termo nagô é utilizado apenas para o xangô e para o modelo baiano a denominação utilizada é o candomblé-de-nação.



Por volta da década de 60 (talvez antes) alguns sacerdotes já formados no nagô recifense resolvem se reiniciarem no candomblé de modelo baiano. Contudo, vale salientar, este chega ao Recife de modo transversal, através de um longo percurso, vindo do sudeste do pais - Salvador-Rio/Rio-Recife, posteriormente Salvador-Rio/Rio-São Paulo/São Paulo-Recife.



Na memória dos nossos informantes os precursores desta baianização no mundo afro-recifense seriam Fausto da Oxum de Prazeres-Jaboatão, Raminho de Oxossi de Vila Popular-Olinda e Mercival de Yemanjá do Jordão-Recife. Raminho, sobre o qual temos mais informações, teve forte contato com o Axé das Tias do Pátio do Terço do Bairro de São José, de quem a legendária Badia – a Senhora dos Carnavais recifenses – foi uma das líderes. Raminho “raspa” novamente o santo, com Zezinho da Boa Viagem (este também pernambucano, radicado no Rio de Janeiro e filho do Tata Fumutinho) e “muda as folhas ” para o jeje-marin .



Sem dispensar os fundamentos que aprenderam no xangô-nagô pernambucano, Raminho, Fausto e Mercival introduzem no universo afro-religioso da cidade novos ritos e mitos. Introduzem também novas hierarquias sacerdotais com equedis, babalossães, baba-efuns, entre outros.



Se a bibliografia especializada apontava o xangô-nagô e o xambá como referência de afiliação/nação para os que se diziam praticantes de religião tradicional africana na cidade; hoje o campo se diversifica com os jejes, quetus, angolas, alaquetus, ijeshas, entre outras.



Um passo a traz: a umbandização

Se este movimento de candombleização parece ter sido percebido pela academia recentemente (embora tenhamos referência dele em Carvalho, 1987, e Brandão, 1986), um outro, e ao nosso ver precursor deste, está razoavelmente etnografado[16] – o movimento de umbandização - e que no olhar de Brandão (1986) e Motta (1991) estaria relacionado, entre outras coisas, ao afastamento, por parte dos terreiros que se umbandizaram, das matrizes simbólicas tradicionais.



Contudo, ainda não temos informações suficientes para datar com certeza a época em que se inicia a umbandização no campo afro-religioso pernambucano. O que é certo, entretanto, é que gradativamente terreiros de catimbó-jurema e mesmo de xangô, começam a se auto-intitular centros ou tendas de umbanda. Levanto alguns fatores e/ou processos que podem ter concorrido para o uso do termo umbanda enquanto nomeador, a princípio, e depois mesmo “matriz” de formas de culto tão diversas:



1) A miaditização[17] do termo e imagens relacionadas a umbanda, que representará uma forma de religiosidade popular que ganha aceitação nas classes médias de então, por almejar ideais brancos/evolucionistas/progressistas, mas sem se desapegar, de todo, do imaginário afro-ameríndio[18] .



2) O advento das Federações Umbandistas, inspiradas nas surgidas no sudeste brasileiro, oferecendo o respaldo institucional perante a polícia/justiça para o funcionamento das casas de culto. Já por volta da década de 60 Kloppenburg (citado por Ortiz, 1988) registra em Pernambuco a existência de federações de cultos afro-brasileiros aos moldes das Federações Umbandistas do Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Porto Alegre. Contudo, se pensarmos que a umbanda se constituí, no eixo formado por aqueles centros urbanos, e tendo como expoente a Capital Federal, nas décadas de 20 e 30, e que, já nesta época, a pressão exercida pelas grandes cidades do sudeste sobre os grupos empobrecidos residentes nos estados do nordeste promovia ondas migratórias no sentido norte-sul – formando redes de sociabilidade nacionais; acreditamos que a umbanda, ou referências a ela, devem ter alcançado Pernambuco muito antes dos anos 60.



3) Mecanismos cognitivos vão entrar em ação, possibilitando que crenças, ritos e mitos de uma diversidade de formas de religiosidade existentes em locais de “menor” visibilidade nacional sejam, num processo de negociação de sentidos, re-interpretados a partir de um destes modelos preteridos de religiosidade, no caso em estudo a jurema e o xangô (este último já com um certo reconhecimento acadêmico), e equiparados de um ponto de vista simbólico, em detrimento das proposições doutrinárias (cf. Serra, 1995; Bastide, 1986);



Conforme Motta (1997: 10), não existe uma umbanda em Pernambuco, porém muitas umbandas, com grande diversidade de crenças e rituais; com referentes empíricos muito diversificados. “Em alguns contextos chega mesmo a representar um equivalente polido do xangô. Noutros, ainda, contrasta com xangô (ou candomblé), designando, dentro do domínio afro-brasileiro, tudo aquilo que não é religião dos orixás em sentido mais estrito e englobando, por conseguinte, o catimbó e seus equivalentes noutras regiões do Brasil.”



Assim, embora se intitulem umbandistas, o que vemos se configurar nos terreiros pernambucanos, é, em geral, um culto articulado entre o modelo de culto carioca e os pernambucanos, sobretudo a jurema. É comum em alguns terreiros verificar-se a distinção entre toques de nagô – dedicados aos orixás - e sessões de umbanda – dedicadas aos espíritos da jurema. Brandão (1986) e Motta (1991) categorizaram este tipo mixado de casas de culto como xangô-umbandizado.



Do xangô-umbandizado ao candomblé-de-nação: as reconfigurações do campo e a dinâmica do saber

Brandão (1986) e Motta (1988) notaram que muitos dos sacerdotes que constituíam suas casas com base em modelos mixados de cultos, advinham daqueles que se encontravam alijados do processo de passagem do saber tradicional.[19] Eram sacerdotes que realizavam os rituais públicos imitando o que viam nas casas tradicionais, mas estavam afastados das matrizes simbólicas tradicionais. Para supri-las reinventavam “fundamentos” e assimilavam o que vinha do sudeste do país adequando a realidade regional. Naquela época o “novo” era a umbanda, que se lançava como religião nacional.



Retomemos, então, algumas das análises feitas sobre o xangô-umbandizado, tomamos o candomblé-de-nação como um tipo moderno daquela forma paradigmática antropológica.



Como nos toque e danças descritos em relação ao xangô-umbandizado das décadas de 70 e 80, no candomblé-de-nação continua-se a observar uma exacerbação do ritual, que, conforme Motta (1997) disfarça o afastamento do modelo icônico das casas tradicionais



Ao que parece, o exagero ritual a nível público dos toque e festas, com a exacerbação do gestual e, acrescentaríamos, cenográfica, coreográfica, na riqueza e detalhes das vestes, no abusos do uso da “língua Yorubá”, etc., tenha alcançado também os aspectos rituais mais privados como o sacrifício. Segundo Motta (1991), embora os rituais concernentes ao culto aos orixás no xangô-umbandizado siga na aparência a tradição afro-brasileira mais ortodoxa, haveria uma acentuada diminuição do sacrifício, que tenderia a tornar-se apenas simbólico ou vestigial. Contudo, nossa recente experiência no campo mostra que esta tendência não se cumpriu. Seja nas casas mais próximas a descrição de xangô-umbandizado feitas nas décadas de 70 e 80 - como no Palácio de Iemanjá do famoso Pai Edú[20] - seja nas que caracterizamos como candomblé-de-nação, o que tem se apresentado é uma exacerbação da prática do sacrifício.



O sacrifício, como mostrou Motta (1991, 1997), é característica fundamental dos cultos tradicionais do xangô e elemento que por muito tempo foi considerado como demarcador de diferenças entre práticas umbandistas e xangozistas. Com a revalorização dos ideais de africanismo em detrimento do embranquecimento umbandista/kardecista, o sacrifício foi recolocado em voga e com muito mais força (número de animais, qualidades, gostos das entidades, fundamentos e axés), extrapolando os ditos “preceitos tradicionais”. Vale salientar que nesta modalidade de culto, um dos indicadores de que a casa é próspera em axé e fundamento é a quantidade de animais sacrificados.



Para além de tradicionalismos, (re)articulações e (re)invenções, acredito que as hipóteses levantadas por Carvalho (1987) referentes a recorrência a outras matrizes de culto para sanar as lacunas no fazer religioso do xangô, causadas pela insistência no segredo, parece se confirmar e pode ser tomada como uma das motivações para a candombleização do campo religioso afro-recifense. No entendimento dos nossos informantes, no candomblé-de-nação o mundo afro-religioso do Recife se renova, ganha fôlego e, sobretudo, fundamento. Afirmam que as Mulheres do Sítio, do Pátio do Terço, as “mãezinhas” dos tradicionais xangôs, não passavam (e não passam) o conhecimento/fundamento. O candomblé-de-nação daria aos ávidos de saber/poder, instrumentos para construir e legitimar as suas trajetórias religiosas. Mas esta não parece ser a única motivação...



Migrações e outros elementos dinamizadores da fluxização de religioscapes centrais.

De fato, o modelo tradicional de religiosidade afro-brasileira do Recife em muito diverge do baiano. No discurso dos que se converteram ao candomblé – e mesmo nos dos convertidos da academia – o xangô-nagô aparece como mais “simples”: seja em termo de categorias e hierarquias sacerdotais, nas divindades do panteão, vestimentas, etc.. Fato que é relacionado pelos adeptos quando questionamos os motivos para a passagem do xangô para o candomblé-de-nação:



“Eu acho que o candomblé-nação tem mais fundamento, coisas pr’agente aprender, entendeu? Apesar de no nagô também. É muito bom. É raro. (...) A diferença da nação pro nagô, só é que o santo d’agente ele fecha os olhos, ele vira (...) sem agente sentir. No nagô sente a irradiação, pra poder o santo virar. É só por isso que há uma diferença. A diferença das bênçãos. Do paó. No nagô não existe paó. Na nação existe.”



Nesta fala a questão do saber/fundamento aparece em primeiro lugar, embora venha logo com a ressalva de que no nagô também existe muito fundamento. As diferenças no modo como o transe se dá vem como uma outra categoria de diferenciação. O ritual também é elemento diacrítico.



Contudo, outros aspectos, para além da questão da passagem do fundamento, já analisados acima, e da complexidade ritual do discurso dos fieis, entram em cena no processo de conversão individual e na reconfiguração do campo religioso. A crítica de Matory (1998) aos modelos teóricos que interpretam a suposta relação a superioridade dos nagôs frente aos bantus em termos de complexidade cultural, pode ser reeditada quando pensamos que a sedução exercida pelo candomblé em relação aos adeptos do xangô está ligada a suposta complexidade dos rituais do primeiro frente ao segundo. “Nada nos leva a crer que religiões mais complexas, míticas ou institucionalmente, atraem mais adeptos que as religiões menos complexas. (Matory, op. cit.: 265)”



Outros fatores devem ser analisados; alguns deles na linha do que propomos para a umbandização, acima descrita. A mídia, a academia, a literatura de divulgação, as migrações são importantes elementos neste complexo jogo de (re)articulação do campo.



Acreditamos que foi a forte rede criada entre a Bahia e o Rio de Janeiro, com a grande leva de migrantes-do-santo para este local-centro já no início do século (Moura, 1995) e reforçada por uma segunda leva, na década de 60 (Prandi, 1991), que proporcionou o “imperialismo do candomblé” frente as outras denominações – razões que, ao nosso ver, contribuem para se ver o candomblé como mais complexo que o xangô. Instalado no Rio de Janeiro e Baixada Fluminense, e mesmo que considerado “religião marginal” – de negros, pobres e mulheres (sem falar dos homossexuais); o Candomblé enquanto sinal da exoticidade e sensualidade nacional , ganhou, em detrimento do xangô, batuque e mina – para citar os modelos hegemônicos regionais, o estatuto religião afro-brasileira que melhor conservou as “sobrevivências” africanas, nicho do saber e cultura africana. Quem queria o fundamento, deveria, então, busca-lo alí, no Candomblé. De fato, a Bahia é considerada a “Meca” afro-brasileira; contudo no Rio-Centro estão constituídas “filiais” das principais casas baianas. O fluxo se deu, então, nesta direção, mas não só por isto...



Além do mais, como têm mostrado os estudos sobre migrações, os motivos para “sair” são de diferentes ordens, e muitas vezes encontram-se imbricados fatores tais como a busca por melhores condições de vida e trabalho, liberdade sexual, e carreiras afetivas, etc. Vale ainda lembrar, como propõe Sassen (1998), que além das demandas pessoais, a ação das cidades centro – as grandes cidades – sobre a periferia não deve ser descartada quando investigamos a dinâmica migratória; o imperialismo econômico, político, militar e cultural, vão determinar os trajetos migratórios. No caso em estudo, a influência viria, então, do grande centro – político, econômico, intelectual e cultural – o Rio de Janeiro, onde, imaginariamente, oportunidades de trabalho e anonimato confluíram na dinâmica que possibilitou o fluxo de imagens e crenças do centro para a periferia – atraindo migrantes e/ ou adeptos – e o refluxo de pessoas da periferia para o centro; concomitante ao fluxo de pessoas da periferia para o centro, o refluxo imagens e crenças do centro para a periferia. Nestes fluxos e refluxos, se propagaram religiopanoramas que possibilitaram a formação de uma umbanda e candomblé-de-nação “genuinamentes” pernambucanos.



Assim, lembro quando levei um amigo, e também estudioso das religiões afro-brasileiras – sobretudo do candomblé da Bahia e do Rio, para assistir rituais de xangô e candomblé-de-nação. O fato é que ele “estranhou” os rituais de xangô – o que era de se esperar; mas estranhou muito mais os rituais de candoblé-de-nação. Não reconhecia toadas e ritmos, estranhava o modo e a freqüência do transe – os iaôs incorporavam a todo o momento, etc. etc. etc. Na verdade, o que temos no Recife está longe (mas nem tanto) do que temos como candomblé na Bahia e no Rio.



Ao invés de uma homogenização cultural com base no modelo baiano, o que temos é um culto articulado, “indigenizado” – se quisermos usar do conceito de Appadurai (1994). Uma articulação dinamizada pelo fluxo dos panoramas acima citados, panoramas que, conforme Appadurai (op. cit.), não são, entretanto:



“...relações objetivamente dadas que têm a mesma aparência a partir de cada ângulo de visão, mas antes, são interpretações profundamente perspetivas, modeladas pelo posicionamento histórico, lingüístico e político das diferentes espécies de agentes: os estados nacionais, os multinacionais, as comunidades diaspóricas, bem como os grupos e movimentos subnacionais (religiosos, políticos ou econômicos), e até mesmo os grupos intimamente relacionados, com as vistas, os bairros e os grupos familiares.” (Appadurai, 1994: 312).



Assim, o que observamos é que a assimilação entre o modelo do xangô-nagô e baiano é, implicitamente, bem mais forte do que a propagada oposição entre os dois modelos do discurso identitário. Mudam-se folhas, mas o conhecimento adquirido anteriormente não é descartado, sempre que preciso é agenciado. Nesta perspectiva, como sugere Appadurai (1994), o agente individual, último local do conjunto de panoramas disponíveis, imprimem seu próprio sentido naquilo que as paisagens oferecem.



Agências, re-articulações, visibilidade e resistência sociais

Assim, estes panoramas são agenciados, em acordo com o posicionamento e inserção social dos atores no mundo, na formação concreta, no nosso caso, dos grupos religiosos de candomblé-de-nação. Posicionamento que inclui no caso do candomblé-de-nação pernambucano, entre outras coisas, pertencimento racial e orientação sexual.



Com efeito, vale salientar que muitos dos primeiros a se converterem do xangô ao candomblé eram homens homoeroticamente inclinados, que precisavam ter invisibilizadas as suas orientações sexuais, no âmbito das casas de xangô. O fato é que nestes terreiros, embora haja um sistema de gênero e de sexualidade que proporciona a uma maior aceitação das pessoas em detrimento de suas orientações sexuais (Segato, 1995); estas pessoas não podiam tornar visíveis suas orientações sexuais, sob pena de serem mau vistas ou até expulsas dos terreiros. Em conversa pessoal, M. C. Brandão (antropóloga e professora do departamento de ciências Sociais da UFPE) nos falava da rigidez de um falecido pai-de-santo do Sítio Obá Ogunté, em relação a presença de “homossexuais efeminados” nas rodas de dança durante os toques. Também nossos informantes corroboraram esta imagem falando da hostilidade dos pais de santo do xangô frente aos homossexuais. (cf. Rios, 1997)



Conforme o depoimento de alguns informantes, Fausto de Oxum – um dos precursores do candomblé-de-nação em Pernambuco – após reiniciar-se no candomblé, foi o protagonista-elegun , da primeira Oxum incorporada em um homem, a “botar” saias em um terreiro recifense. Hoje o fato do homem vestir saia quando incorporado está bastante disseminado, mesmo nos terreiros de xangô. Mas o tempo em que isso não era permitido ainda é, discursivamente, elemento diacrítico entre o xangô e o candomblé na memória dos adeptos. Ao lado das vestes vêm a possibilidade de uma coreografia mais sensualizada, diferente daquela prescrita para os homens nos terreiros de xangô mais tradicionais. Mesmo no discurso dos mais jovens, a possibilidade de assumir-se com mais visibilidade – que inclui vestes (dos santos e de si próprios – os kafitas rendados por exemplo), a gestualidade e o discurso oral – são elemento importante na explicação da “mudança de folhas”.



De fato, em algumas casas tradicionais da Bahia e do Rio de Janeiro, os cenários/enredos sexuais[25] , que orientam a visibilidade das orientações sexuais, são muito semelhantes (talvez até mais rígidos que) aos dos terreiros tradicionais de xangô. Em alguns terreiros ainda é vetada a iniciação aos homens, ou, mesmo quando iniciados, estes são impedidos de dançar, a menos que incorporados – fato que nunca aconteceu no Recife onde os homens sempre puderam dançar (independentemente das orientações sexuais). Contudo, os religioscapes de candomblé bainano-carioca que alcançaram o Recife, parecem ser os de terreiros onde os sistemas de sexualidade eram mais “afrouxados” quanto a estes cenários. Afinal foram homens que fazem sexo com outros homens que fizeram o papel de intermediários na transposição e articulação deste modelo de culto para as terras do xangô.



Vale ainda retomar aqui o caráter de identidade de resistência (Casttels, 1996; mas também Bastide, 1986) das comunidades-terreiro, no princípio compostas apenas por afro-descendentes e que, cremos nós, como estratégia mesmo de resistência, abriam-se a afiliação de pessoas integrantes de outras categorias raciais e minorias sociais. Como sugerem Vogel e colaboradores (1994) as religiões foram a estratégia de resistência que deu certo:



“À fatalidade da diáspora, os africanos responderam com o banzo, com os quilombos e com os cultos. Este últimos revelaram-se, finalmente, o mais bem-sucedido esforço dos cativos para remediar a dispersão e a solidão. (Voguel, Mello e Barros, 1994: 157)



Investigações ainda precisem ser realizadas afim de identificar a inter-relação entre o Movimento Negro e as religiões afro-brasileiras em Pernambuco, sobretudo quando sabemos que na Bahia e no Rio de Janeiro, houve uma retomada dos cultos como fonte de indentificação/ou valorização das raízes africanas e do ser negro. Como em alguns segmentos da “cultura gay no Brasil”, onde termos e jargões próprios ao universo afro-religioso são utilizados como parte da linguagem que demarcará as fronteiras do grupo, o Movimento Negro também se apropriou dos panoramas religiosos afro-brasileiros – sobretudo os do candomblé baiano-carioca – para a construção/invenção de uma imagem de negritude tipicamente brasileira, sinais de uma afro-brasilidade.
O que é certo é que, no discurso dos adeptos, o candomblé, como “nicho” da “cultura africana” no Brasil, também se presta – por vias diversas – a espaço de resistência de outras “minorias” nacionais; vejamos um episódio do campo que bem ilustra este argumento.



Certa ocasião fomos encarregados de levar um sacerdote do candomblé-de-nação para oficializar uma entrega de presentes a Oxun: Sr. Lula da Oyá-Balé, um antigo e benquisto pai-de-santo – um destes que já migrou pelas diversas formas de religiosidades afro-brasileiras (da umbanda ao candomblé, passando pelo xangô e a jurema) e hoje articula em sua casa as várias formas de cultos encontradas na cidade. Ao chegar em sua casa, ele já estava paramentado: kafta, contas as mais diversas, pulseiras africanas, ... Lembramos, então, de uma outra ocasião quando, ainda enquanto estudante de Psicologia, o havíamos escutado em um dos muitos congressos “psis” os quais havíamos participado na cidade do Recife. Conversando no correr da viagem entre a sua casa e o outro terreiro, ele me falava de como, ao se vestir publicamente com o káfta, estava, ao mesmo tempo em que se assumindo enquanto um sacerdote de culto afro-brasileiro, confrontando também a sociedade que tanto discrimina essas religiões. Dizia ele que as religiões afro-brasileiras são socialmente discriminadas por “terem origem negra, serem freqüentadas por pobres e por homossexuais” (sic.). (Rios, 1997)



Nesta medida, suas vestes podem ser concebidas como se constituindo em uma ação política – demonstrar para a sociedade abrangente sua existência e resistência; confronta-la com três de seus outros - negros, homossexuais e pobres. Confronto que tem sido permitido por intermédio destes grupos religiosos, como é o candomblé-de-nação.



Com efeito, hoje, em outros contextos histórico-culturais, a luta dos descendentes de africanos e seus terreiros permanecem. Juntaram-se a eles outras minorias: homossexuais e pobres advindos de outras origens raciais. O candomblé já vai à rua – e não apenas nos dias em que as inversões sócio-culturais são permitidas como nos carnavais e seus afoxés, caboclinhos e maracatus; mas também com as romarias religiosas ao mercado e às igrejas católicas; ou através da simples assunção de si próprio enquanto pai-de-santo (pobre, negro e homossexual) e da “coragem” de vestir-se enquanto sacerdote e ganhar o mundo (Rios, 1997).



Considerações Finais: Entre o xangô e a (re)emergência da nação yorubá

O campo religioso afro-recifense é mais plural do que nunca dantes. Agregaram-se deuses; novos ritos foram introduzidos; novas identidades religiosas surgiram. Nesse processo o xangô tradicional, em muitas interpretações antropológicas fadado a desaparecer frente as demandas da modernização ou a concorrência do mercado religioso, parece estar ganhando novos influxos de “axé” e ressurgindo com bastante força, acompanhando os novos tempos, também articulando-se e reconfigurando-se em diálogo com as novas demandas sociais e culturais. Assim, as casas da tradição xambá, já praticamente extintas, se reestruturam à partir dos filhos-de-santo remanescentes; a Casa das Tias do Pátio do Terço está em vias de retornar suas atividades religiosas; o Sítio de Pai Adão, após décadas sem realizar iniciações, fez recentemente um barco de novos iaôs; terreiros tradicionais de pouca visibilidade, como o de Mãe Beta de Iemanjá no Brejo, são reconhecidos na mídia e na academia, sendo procurados por intelectuais que desejam “mudar as folhas” e tornarem-se, também, filhos-de-santo.



Mesmo enfocando o campo religioso afro-descendente interno brasileiro, queremos enfatizar que esta dinâmica interna está dialogando – demandando e respondendo as demandas – com a internacional. A nação transatlântica, continua a re-inventar-se, atendendo ao espírito do tempo, obedecendo as novas regras inerentes as reconfigurações das relações entre espaço-tempo, conseqüências da modernidade tardia , no jogo de influências entre as suas principais metrópoles, onde, no olhar de Matory (1998: 264), se afiguram: “Lagos, Ibadan e Oyo na Nigéria; a Havana, Cuba; Ouotunji (na Carolina do Sul), Nova Iorque, Chicago, Los Angeles e Maiami nos Estados Unidos; e, no Brasil, Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.” (Grifos nossos)



Assim, em meio as paisagens flutuantes e fluxizadas ; em uma sociedade em rede , que possibilita o contato em “tempo-real” entre grupos geograficamente afastados; em uma veloz constituição e (re)construção de identidades, nações e tradições; a busca por fundamentos/saberes/poderes começa novamente a mudar de rota: da Bahia via o Sudeste, retorna a África. O ciclo de trocas entre a terra mítica e suas diásporas permanece, tendo agora como mais uma de suas mediações a Internet e seus sites e listas (cf. Freitas, 2000 e Castor, 2000). Este candomblé re-africanizado é denominado, e por que não, nação “Yorubá” e faz os seus primeiros filhos nas terras do xangô-nagô.



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[1] Doutorando em Saúde Coletiva pelo IMS-UERJ. Bolsista FAPERJ. E-mail: fipo@ig.com.br.



[2] Segato (1997), vide também Appadurai (1994).



[3] O xangô tradicional é a forma de religiosidade pernambucana onde as tradições africanas são tidas como melhor preservadas. Diferentemente do culto a jurema só os orixás, os deuses, podem incorporar em seus filhos, sendo vetada a manifestação de eguns, os espíritos dos mortos. Cf. também Ribeiro (1975), Carvalho (1987 e 1993) e Motta (1991), Segato (1995), Pereira (1994).



[4] A jurema é um culto que possui uma forte base ameríndia, mas onde também vê-se aparecer traços do catolicismo popular e seu culto aos santos, da magia européia e outros de origem afro. A base do culto é a crença na árvore sagrada da jurema, da qual se extrai poderes mágicos religiosos que permite aos iniciados alcançarem a “ciência espiritual” e seus encantos. Além disso, através do transe de possessão os adeptos podem se comunicar com antigos juremeiros - os mestres – e os caboclos, que hoje habitam no Juremá, o mundo espiritual, em uma de suas inúmeras cidades. Cf. Pinto (1995) e Brandão e Rios (1998).



[5] E o modo como Matory (1998) descreve o surgimento do que ele chamou nação transatlântica (a ser abordada na próxima sessão) demonstra bem isso.



[6] Para mais sobre a formação da umbanda e a sua relação com a modernização nos grandes centros urbanos, vide Ortiz (1988) e Prandi (1991).



[7] Cf. Matory (1998).



[8] Vide também Olinto (1980), Carneiro da Cunha (1985), Carneiro da Cunha (1985) e Guran (2000), entre outros.



[9] Noção claramente de influência inglesa.



[10] Sobre o contato entre Martiniano e Adão, cf. Carvalho (1993).



[11] Se inicia.



[12] Termo utilizado pelo povo do santo para se referir ao processo de mudança de nação.



[13] Matory (1999) faz uma análise específica para a constituição da naçào jeje, à semelhança de que fez para a nação yorubá, aqui esboçada. Rara efeitos deste trabalho des-consideraremos as especificidades da constituição transatlântica destas duas nações, e pensando que, no Recife, poucas distinções podem ser feitas entre os terreiros que se dizem jejes e quetos, tomaremos todos como integrantes do modelo nagô bainao de culto, chamado de modo genérico pelo povo de santo recifense de candomblé-de-nação.



[14] Os conhecimentos mais secretos da religião.



[15] Esta até recentemente já quase extinta, hoje em processo de resgate pelos herdeiros das antigas casas.



[16] Motta (1991, 1997), Brandão (1986), Fonseca (1999), Pinto (1996), Rios (1994), entre outros.



[17] Lembremos que o Rio de Janeiro, além de Capital Federal, era, também, o principal centro cultural, intelectual e informativo do País. As bases religiosas e os primeiros livros de divulgação umbandistas surgem de lá.



[18] Cf. Ortiz (1988) e Prandi (1991).



[19] Sobre a questão da relação entre segredo, história e modificações no xangô do Recife, vide também Carvalho (1987).



[20] Cf. Fonseca (1999)



[21] Vide Freitas (1999b).



[22] Iniciados com menos de sete anos de obrigações cumpridas.



[23] Considerado Matriz da tradição nagô no Recife.



[24] Elegun: cavalo, médium.



[25] Simon e Gangnon (1999)



[26] Cf. Freitas (1995), Gomes da Cunha (1999), entre outros.



[27] Na interpretação que fizeram do ritual da romaria, Voguel, Mello e Barros (1994) propuseram as romarias ao mercado e a Igreja Católica - ambas figuras imaginárias da sociedade abrangente, como uma ação para a busca de reconhecimento de si pelo outro/sociedade. Nesta lina de raciocínio, a apresentação dos iaôs na igreja seria, em verdade, um confronto entre deuses, o orixá ao incorporar na Igreja atestaria sua força frente ao Deus Católico: estou manifestado e não fui destruído.



[28] Giddens (1991).



[29] Appadurai (1994).



[30] Casttels (1996).



[31] Conforme Carvalho (1987), alternativa inscrita no próprio padrão de tempo histórico constituído pelos grupos do xangô. Contudo não podemos esquecer que esta é a recorrência a África é também utilizada pelos candomblés paulistas, de onde parece advir a inspiração para a busca pela África para as casas consideradas como as não tradicionais, os candomblés-de-nação que temos investigado.









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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dia: 11/12 comemora-se 50 anos de iniciação de uma das maoires Yalorixás de nossa cultura afro-brasileira

Mãe Ana de Ogum



Ana Maria Araújo Santos, mais conhecida como Mãe Ana de Ogun, filha-de-santo de Mãe Simplícia de Ogun da Casa de Oxumare, Iyálorixá do Candomblé Ilê Axé Oju Onirê localizado no Parque Jacarandá – Taboão da Serra, São Paulo. Iniciada para o culto aos Orixás (Candomblé) em 24 de maio de 1960, aos 16 anos de idade.



Se aprofundando e mantendo viva a tradição do candomblé, iniciou e ainda inicia inúmeras pessoas, ostenta em sua trajetória de vida vários premios e louvores religiosos, sociais, e preza pela harmonia e boa conduta na religião que se tornou parte integral de sua vida.

No ano de 2010, completou 50 anos de iniciação (Odum Adotá), juntamente com suas irmãs de barco: Elza de Oxóssi, Walquíria de Oxum e Beth de Oxalá. Motivo de muita festa e celebração no Axé Oxumaré.

Cultura da África



A cultura da África reflete a sua antiga história e é tão diversificada como foi o seu ambiente natural ao longo dos milénios. África é o território terrestre habitado há mais tempo, e supõe-se que foi neste continente que a espécie humana surgiu; os mais antigos fósseis de hominídeos encontrados na África (Tanzânia e Quênia) têm cerca de cinco milhões de anos. O Egito foi provavelmente o primeiro estado a constituir-se na África, há cerca de 5000 anos, mas muitos outros reinos ou cidades-estados se foram sucedendo neste continente, ao longo dos séculos (por exemplo, Axum, o Grande Zimbabwe). Para além disso, a África foi, desde a antiguidade, procurada por povos doutros continentes, que buscavam as suas riquezas.



O continente africano cobre uma área de 30 221 532 de quilômetros quadrados, um quinto da área terrestre da Terra, e possui mais de 50 países. Suas características geográficas são diversas e variam de tropical úmido ou floresta tropical, com chuvas de 250 a 380 centímetros a desertos. O monte Kilimanjaro (5895 metros de altitude) permanece coberto de neve durante todo o ano enquanto o Saara é o maior e mais quente deserto da Terra. A África possui uma vegetação diversa, variando de savana, arbustos de deserto e uma variedade de vegetação crescente nas montanhas bem como nas florestas tropicais e tropófilas.



Como a natureza, os atuais 922 011 000 habitantes da África evoluíram um ambiente cultural cheio de contrastes e que possui várias dimensões. As pessoas através do continente possuem diferenças marcantes sob qualquer comparação: falam um vasto número de diferentes línguas, praticam diferentes religiões, vivem em uma variedade de tipos de habitações e se envolvem em um amplo leque de atividades econômicas.



Tribos e grupos étnicos

A África é o lar de inumeráveis tribos, grupos étnicos e sociais, algumas representam populações muito grandes consistindo de milhões de pessoas, outras são grupos menores de poucos milhares. Alguns países possuem mais de 70 diferentes grupos étnicos. Todas estas tribos e grupos possuem culturas que são diferentes, mas representam o mosaico da diversidade cultural africana Estas tribos e grupos étnico/social incluem os Afar, Éwés, Amhara, Árabes, Ashantis, Bacongos, Bambaras, Bembas, Berberes, Bobo, Bubis, Bosquímanos, Chewas, Dogons, Fangs, Fons, Fulas, Hútus, Ibos, Iorubás, Kykuyus, Masais, Mandingos, Pigmeus, Samburus, Senufos, Tuaregues, Tútsis, Wolofes e Zulus.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

* Cultura


Cultura de massa

Cultura de massa (também chamade de cultura popular ou cultura pop) é o total de ideias, perspectivas, atitudes, memes, imagens e outros fenômenos que são julgados como preferidos por um consenso informal contendo o mainstream de uma dada cultura, especialmente a cultura ocidental do começo da metade do século XX e o emergente mainstream global do final do século XX e começo do século XXI.



Fortemente influenciada pela mídia de massa, essa coleção de ideias permeia o cotidiano da sociedade. Em contraste, o folclore se refere a um cenário cultural de sociedade mais locais ou pré-industriais.



A cultura popular é frequentemente vista como trivial e simplificada para que se possa encontrar uma aceitação consensual através do contexto maior. Como resultado, ela tem forte criticismo de várias subculturas (mais notavelmente grupos religiosos e contraculturais) que acreditam-na superficial, consumista, sensationalista, e corrupta.


O termo "cultura popular" surgiu no século XIX, em uso original para se referir à educação e cultura das classes mais baixas.

 O termo começou a assumir o significado de uma cultura de classes mais baixas, separado e se opondo à "verdadeira educação" próximo do final do século, um uso que se tornou estabelecido no período de entreguerras. O significado corrente do termo, cultura para consumo da massa, originou-se especialmente nos Estados Unidos, estabelecendo-se ao final da Segunda Guerra Mundial. A forma abreviada "pop culture" data da década de 1960.



Índice

1 Propagação institucional

2 Cultura de massa e capitalismo

3 Cultura popular


 Propagação institucional

A cultura popular e a mídia de massa têm uma relação simbiótica: cada uma depende da outra em uma íntima colaboração."

—K. Turner (1984), p.4



O ensaio "A Crise da Cultura" de Hannah Arendt, escrito em 1961 sugere que uma "mídia dirigida pelo mercado lideraria o deslocamento da cultura pelos ditames do entretenimento." Susan Sontag argumenta que, na nossa cultura, os mais "...inteligíveis, persuasivos valores são [crescentemente] tirados das indústrias de entretenimento", "debilitam os padrões de seriedade". Como resultado, tópicos "tépidos, suaves e sem sentido" estão se tornando a norma.

 Algumas críticas argumentam que a cultura popular é simplificada: "...jornais que uma vez veicularam notícias estrangeiras agora apresentam fofocas sobre celebridades, fotografias de jovens garotas com pouca roupa... a televisão substituição a dramatização de alta qualidade por jardinagem, culinária e outros programas de 'estilo de vida'...[e] bobos 'reality shows'," ao ponto de as pessoas estarem constantemente imersas em trívias sobre a cultura das celebridades.



No livro de Rosenberg e White Mass Culture (Cultura de Massa, em tradução livre), MacDonald argumenta que "A cultura popular é uma degradada, trivial cultura que esvazia todas as profundas realidades (sexo, morte, falha, tragédia) e também os simples e espontâneos prazeres. . . . As massas, pervertidas por algumas gerações desse tipo de coisa, começou a demandar produtos culturais triviais.

" Van den Haag argui que "...toda a mídia de massa no seu final aliena as pessoas de experiências pessoais e embora pareçam compensar isso, intensificam o seu isolamento moral uma das outras, da realidade e delas mesmas."



Críticos têm lamentado a "... substituição da alta arte e da autêntica cultura folclórica por artefatos industrializados insípidos produziu uma escala de massa a fim de satisfazer o mínimo denominador comum.

" Essa "cultura de massa emergiu depois da Segunda Guerra Mundial e tem levado para a concentração do poder da massa cultural em sempre grandes conglomerados de mídia global." A imprensa popular diminuiu o montante de notícias ou informações e substituiui-as por entretenimento ou cócegas  que reforçam "...medos, prejuízo, a criação de bodes expiatórios, paranoia e agressão.



Críticos de televisão e cinema têm argumentado que a qualidade das produções televisivas têm sido diluídas como a perseguição implacável ao "populismo e avaliações", focando no "insípido, exibível e popular." No cinema, "a cultura e os valores de Hollywood" estão cada vez mais dominando produções de outros países. Os filmes de Hollywood têm mudado de criar filmes com uma certa fórmula pré-definida que enfatizam "...o choque de valores e impressão (impressões) superficial (superficiais)" e efeitos especiais, com temas que focalizam nos "...instintos básicos de agressão, revanche, violência [e] ganância". Os roteiros "...frequentemente parecem simples, um modelo padronizado tirado da estante, e o diálogo é mínimo." As "personagens são superficiais e inconvincentes, o diálogo é também simples, irreal e mal construído."[17]



 Cultura de massa e capitalismo

Como consequência das tecnologias de surgidas no século XIX, a cultura de massa desenvolveu-se ofuscando outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela. A chegada da cultura de massa acaba submetendo as demais expressões “culturais” a um projeto comum e homogêneo — ou pelo menos pretende essa submissão. Por ser produto de uma articulação de porte internacional (e, mais tarde, global), a cultura de massa esteve sempre ligada ao poder econômico do capital industrial e financeiro, configurando aquilo que Noam Chomsky considera uma forma de totalitarismo, baseado na publicidade. Afirma Chomsky que "a propaganda significa para a democracia o mesmo que o porrete significa para o estado totalitário". Desta forma, para Chomsky, a massificação da cultura se dá através de um artifício totalitário, servindo a interesses econômicos.


 Cultura popular

A cultura popular, produzida fora de contextos institucionalizados ou mercantis, teve de ser um dos objetos dessa repressão imperiosa. Justamente por ser anterior, o popular era também alternativo à cultura de massa, que por sua vez pressupunha — originalmente — ser hegemônica como condição essencial de existência.



O que a indústria cultural percebeu mais tarde (e Adorno constatou, pessimista), é que ela possuía a capacidade de absorver em si os antagonismos e propostas críticas, em vez de combatê-lo. Desta forma, sim, a cultura de massa alcançaria a hegemonia: elevando ao seu próprio nível de difusão e exaustão qualquer manifestação cultural, e assim tornando-a efemêra e desvalorizada.



A “censura”, que antes era externa ao processo de produção dos bens culturais, passa agora a estar no berço dessa produção. A cultura popular, em vez de ser recriminada por ser “de mau gosto” ou “de baixa qualidade”, é hoje deixada de lado quando usado o argumento mercadológico do “isto não vende mais” — depois de ser repetida até exaurir-se de qualquer significado ideológico ou político.



No contexto da indústria cultural — da qual a mídia é o maior porta-voz — são totalmente distintos e independentes os conceitos de “popular” e “popularizado”, já que o grau de difusão de um bem cultural não depende mais de sua classe de origem para ser aceito por outra. A grande alteração da cultura de massa foi transformar todos em consumidores que, dentro da lógica iluminista, são iguais e livres para consumir os produtos que desejarem. Dessa forma, pode haver o “popular” (i.e., produto de expressão genuína da cultura popular) que não seja popularizado (“que não venda bem”, na indústria cultural) e o “popularizado” que não seja popular (vende bem, mas é de origem elitista)..

Odus



Odus são presságios, destinos, predestinação. Os odus são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odu de origem e cada orixá é governado por um ou mais odus. Cada odu possui um nome e características próprias e divide-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como Itàn Ifá. Os odus são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca. Os Orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se alimentar, o odu é o caminho, a existência do destino o qual o Orixá e todos os seres estão inseridos. Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, isso nós dizemos que a mesma está com o odu negativo, ou seja: seu destino sua conduta foge as regras siderais (seguiu um caminho negativo dentro do estabelecido). Nós quando nascemos, somos regidos por um odu de ori (cabeça), que representa nosso "eu" assim como odu de destino, etc. O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a Ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de Ifá é o de Oluwô, título concebido a alguns Babalaôs. Ifá é o Orixá da adivinhação e para tudo e deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo: o de Opelé Ifá, o rosário de Ifá, o jogo de búzios, etc. No jogo de búzios (Erindilogun) quem fala é Exu. São dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos Babalorixás e Ialorixás. A consulta a Ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar. O jogo de Opelé Ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odus usados no jogo de búzios multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo.


NOTA: no Batuque é comum utilizar o jogo de búzios pelo método de consulta a orixá, utilizando-se um rosário onde se consultam os orixás conforme as caídas dos búzios. Costuma-se jogar com 8 ou 16 búzios para se fazer à leitura. Nada impedindo aos mesmos que utilizem também o jogo pelo método de Ifá, desde que os zeladores conheçam profundamente as caídas de odus, os egbós, fundamentos e segredos referentes a cada odu.


Calcula-se o seu Odu de placenta somando todos os números da data de nascimento. O resultado desta soma tem a vibração de elementos e orixás determinados, com lendas e arquétipos.



Por exemplo: uma pessoa que nasceu no dia 28 de dezembro de 1982.



2 + 8 + 1 + 2 + 1 + 9 + 8 + 2 = 33 ... 3 + 3 = 6 (Obará)


1. ÒKÀNRÀN


Orixá correspondente a este Odu: EXU


PERSONALIDADE: São criativos, persistentes e de excelente memória. Possuem forte intuição. Tendem ao egoísmo e ao individualismo.


“Era um pobre peregrino que vivia migrando. Permanecia em diversos lugares, mas, depois de fazer as plantações, mandavam embora, ficando os donos das terras com tudo o que ele tinha feito. Por conselho de alguém, esse homem foi um dia a casa de um Oluwô, que lhe indicou um ebó (oferenda). Tendo tudo preparado, partiu o homem para a grande mata fronteiriça e, lá chegando deu início ao serviço. Mais tarde, ouvindo um barulho naquele lugar tão impenetrável, assustou-se. Era Ogum, o dono dessa mata misteriosa. Chegando perto, ficou Ogum espreitando o estranho, até que este, muito amedrontado, implorou misericórdia, perguntando a Ogum se queria se servir de alguma coisa servida no ebó. Que falasse sem cerimônia, pois estava tudo a sua disposição. Ogum aceitou tudo o que havia ali e ficou satisfeito. Perguntou, então, quem era tão perverso a ponto de mandar o peregrino para aquela paisagem impenetrável. O homem contou todos os percalços de sua vida. Então, Ogum, transfigurado, aterrorizante, bradou que ele pegasse o mariô e fosse marcar as casas dos seus amigos, pois ele, Ogum, iria aquela cidade à noite destruir tudo o que lá se achasse. Iria arrasar todos os haveres lá existentes, até o solo. Dito e feito...Ogum acabou com tudo, exceto as casas e os lugares que tinham sido demarcados pelo homem com a colocação de mariô em cima das portas. Tudo o que havia de riqueza ali Ogum deu para ele, tudo mesmo, conforme tinha prometido.





2. ÉJÌÒKÒ

Orixás correspondentes a este Odu: OGUM - IBEJI - OXUM

PERSONALIDADE: São geniosos e exigentes. Impõem a sua vontade, por isso também adquirem muitos inimigos. Quando nada lhes sai a contento, tornam-se sofredores. Porém possuem muito bom coração. São corajosos, briguentos, possuem iniciativa própria, são ambiciosos.


“Dizem às histórias que havia diversos príncipes que disputavam o poder. Também havia outros fidalgos oriundos de diversas cidades. Entre estes, havia Tela-okô, que era desprovido de todos os meios de subsistência. E lá um dia, enquanto roçava, bem no lugar onde havia colocado o ebó que ele tinha feito conforme a maneira decretada, Tela-okô bateu com a enxada num forno enorme, que se abriu, causando-lhe grande espanto. chamou os companheiros que estavam mais afastados, dizendo que tinha afundado no buraco da riqueza. Mas, em seguida, tendo ele reconhecido ser deveras um verdadeiro tesouro da fortuna o que encontrara, mudou repentinamente, dizendo que o que tinha encontrado era apenas um buraco cheio de orobôs, e que estes eram tão alvos que parecia tratar-se de moedas. Claro que através deste caminho de odú, entende-se que jamais devemos revelar de onde provem nossas riquezas e não o tanto o que temos, a fim de evitar invejosos, perseguidores e ladrões.”




3. ÉTÀÒGÚNDÁ


Orixás correspondentes a este Odu: OBALUAYE - OGUM


PERSONALIDADE: São pessoas conscientes que sua forca de vontade é importante para o sucesso, persistência e coragem para tirar melhor proveito das situações, pessoas que usam muito a razão; em seu lado negativo, traz a mentira, falsidade, fingimento, avareza e falsa modéstia.


“Dizem ter existido um senhor que, depois de ter estado muito bem, ficara num estado tão precário que, devido à extrema miséria em que se achava, viu-se forçado a procurar todos os meios para não pôr fim à própria existência. Mas, tendo feito o que lhe determinaram fazer e tendo esperado a melhoria das suas coisas da vida sem ter algum resultado benéfico, foi-se para o mato com uma corda, a fim de se enforcar. Foi quando, de súbito, viu um pobre leproso que estava pelejando para botar a água de um igbin (caramujo) na cabeça. O homem que estava preste a cometer a ação de suicidar-se, com grande admiração e louvor, levantou as mãos para o céu, agradecendo a Olorum (Deus Supremo). Ele, que se julgava muito melhor do que aquele indigente leproso em semelhante estado de saúde, voltou para casa bastante satisfeito e confortado com o que vira. Em pouco tempo, foi chamado para ocupar o trono de seu pai, que falecera. Nessa ocasião, não se esqueceu daquele leproso que estava ali abandonado”. Assim que foi levado ao trono, mandou buscar o seu companheiro de infortúnio naquele mau dia. Assim, ficaram ambos bem!”





4. IRÒSÙN


Orixás correspondentes a este Odu: IEMANJÁ - XANGÔ


PERSONALIDADE: As pessoas deste odu pecam e sofrem por não guardarem segredo, exceto quando lhes é conveniente. São faladoras generosas e francas; orgulhosas e exaltadas.


“Em um certo tempo um homem que se achava em situação tão precária e em tal aperto, que não via de lado algum qualquer milagre que pudesse salvá-lo. Ele resolveu ir até a casa de um Oluwô fazer o ebó (oferenda) indicado. Feito tudo, lá se foi ele para um lugar reservado, acendeu o fogo, em seguida colocou as pimentas maduras no lume e pôs-se a receber fumaça nos olhos. Em um dado momento, ia passando um príncipe reinante e herdeiro do trono. Observando aquela cena de sofrimento espontâneo, admirou-se do tal sujeito, que, no dizer dele, estava procurando o meio mais curto possível para pôr termo à existência. O príncipe, condoído com aquilo, o fez chegar aos seus pés e indagou dele o que havia ou o que queria dizer aquilo. Sem demora, o homem historiou a razão daquele ato de castigar a si próprio. Tratava-se de compromissos inadiáveis, que ele não podia cumprir. Disse o príncipe que, tendo pena dele, não consentiria tal cena. Também sem hesitação, o príncipe mandou-lhe uma verdadeira fortuna, com o qual o homem poderia viver toda a sua vida, sem o menor vexame.”




5. ÒSÉ


Orixás correspondentes a este Odu: OXUM


PERSONALIDADE: As pessoas deste odu gostam de muito prazer; são pessoas bem influentes, charmosas, ambiciosas e perigosas, principalmente no amor. Só pensam em lucro, são precipitadas no agir; perdem grandes oportunidades por existirem inimigos ocultos que impedem as vitórias. Tem o dom da feitiçaria. São aplicados no trabalho. Sentimentais, amantes das descobertas e de experiências místicas e científicas. São choronas e um pouco fanáticas.


“Conta-se que um filho de orixalá que se chamava dinheiro, que se dizia ser tão poderoso que poderia dominar até mesmo a morte. Este fez uma oferenda indicada pelo Babalaô e saiu maquinando como poderia trazer preza a morte, conforme prometera diante de todos. Deitou-se na encruzilhada e as pessoas que passavam na estrada deparavam com um homem espichado no meio do caminho. Diziam uns: Xi! Está este homem esticado com a cabeça para a casa da morte, e os pés para a banda da moléstia e os lados do corpo para o lugar da desavença. Ouvindo tais palavras dos transeuntes, levantou-se o homem e disse, então, com ironia: já sei tudo o que era preciso conhecer. Estou com os meus planos já feitos. E lá de foi ele direto para a fazenda da morte. Chegando no local, começou a bater os tambores fúnebres de que a dona da casa (Sra. morte) fazia uso quando queria matar as pessoas indicadas para morrer. Ela tinha uma rede preparada e, quando a morte aproximou-se, apressada, a fim de saber quem estava tocando os seus tambores, o homem envolveu-se na rede e levou logo ao maioral Orixalá. Dizendo-lhe estas palavras: Aqui está à morte que eu lhe prometi trazer em pessoa à vossa presença. Orixalá, então lhe disse essas palavras: Vai-te embora com a morte e tudo de melhor e de pior que possa haver no mundo, pois tu és o causador de tudo o que há de bem e de mal. Some-te daqui e a leva embora e, então, poderás possuir tudo e conquistar o universo inteiro.”

 
 
6. ÒBÀRÀ


Orixás correspondentes a este Odu: OXOSSI – XANGÔ - LOGUNEDÉ


PERSONALIDADE: Pessoas com temperamento um tanto estourado, são de extrema sinceridade; são um pouco tagarelas com habito de contar tudo o que irá ser feito, evitando assim a concretização dos planos. Despertam antipatia e inveja das pessoas. São justas e tendem a possuir bens.


“Dizem que no principio do mundo, 15 dos 16 odus seguiram todos à casa do Oluwô, a fim de procurar os meios que os fizessem mudar de sorte, mas nenhum deles fez o que foi determinado pelo Oluwô. Obará um dos dezesseis odus existentes, não se encontrava no grupo na ocasião em que os demais foram consultar o Oluwô. Sendo ele, porém, sabedor do ocorrido, apressou-se em fazer o que o Oluwô determinara. E que os demais odus não fizeram por simples capricho da sorte. Obará com afinco fez o máximo que pode para conseguir seu desejo, dada a sua condição precária (de pobreza). Como era de costume, os 15 odus de cinco em cinco dias iam à casa de Olofim, e nunca convidavam Obará , por ser ele muito pobre, tanto que olhavam para ele sempre com menosprezo. Pois, então, foram à casa de Olofim, jogaram e até altas horas do dia não acertaram o que queriam que Olofim adivinhasse e, com isso, acabou que todos eles se retiraram sem ter sido satisfeita sua curiosidade. Olofim, com desprezo ofereceu uma abóbora a cada um deles, e eles, para não serem indelicados levaram consigo as abóboras ofertadas. No caminho, porém, alguém se lembrou apontando para a casa de obará, de fazer ali uma parada, embora alguns fossem contra, dizendo que não adiantaria dar semelhante honra a obará, pois ele era um homem simples que nunca influía em nada. Mas um deles, mais liberal, atreveu-se a cumprimentar Obara-Meji com estas palavras: Obará, bom dia! Como vais de saúde? Será que hás de comer com estes companheiros de viajem? Imediatamente respondeu ele que entrassem e se servissem da comida que quisessem. Dito isso, foram entrando todos, eles que já vinham com muita fome, pois estavam desde a manhã sem comer nada na casa de Olofim. A dona da casa foi ao mercado comprar carne para reforçar a comida que tinha em casa e, em poucas horas, todos almoçaram a vontade. Depois, Obará convidou todos para que se deitassem para uma madorna, pois estavam todos cansados e o sol estava ardente. Mais tarde, eles se despediram do colega e lhe disseram: fica com estas abóboras para ti. E lá se foram satisfeitos, com a gentileza e a delicadeza do colega pobre e, até então, sem valia. Mais tarde, quando Obará procurou por comida, sua mulher o censurou por sua fraqueza e liberalidade, dizendo que ele tinha querido mostrar ter o que não tinha, agradando a eles que nunca olharam para ele, e nunca ligaram nem deram importância ao colega. Porém as palavras de Obará eram simples e decisivas: Eu não faço mais do que ser delicado aos meus pares. Estou cumprindo ordens e sei que fazendo estes obséquios, virá à nossa casa prosperidade instantânea. Finda explicação, Obará pegou uma faca e cortou uma abóbora, surpreendendo-se com a quantidade de ouro e pedras preciosas que havia dentro dela. surpreso, e com muita felicidade, viu que em uma abóbora havia lhe dado o título de odu mais rico, porém logo percebeu que havia mais outras 14 abóboras a serem abertas e em cada uma delas havia outras riquezas em igual quantidade. Obará comprou tudo que precisava, palácio e até cavalos de várias cores. Daí que estava marcado o dia para todos os odus irem novamente a conferencia no palácio de Olófim, como era de costume, já muito cedo, achavam-se todos no palácio, cada um no seu posto junto a Olofim. Quando Obará veio vindo de sua casa com uma multidão que o acompanhava, até mesmo os músicos de uma enorme charanga. Enfim, todos numa alegria sem par. De vez em quando, Obará mudava de um cavalo para outro em sinal à nobreza. Os invejosos começaram a tremer e esbravejar, chamando a atenção de Olofim que indagou o que era aquilo. Foi então que lhe informaram que era Obará. Então perguntou Olofim aos demais odus o que tinham feito com as abóboras que presenteara a eles. Responderam todos que haviam jogado no quintal de obará. Disse então Olofim que a sorte estava destinada a ser do rico e próspero Obará. O mais rico de todos os odus."




7. ÒDÍ

Orixás correspondentes a este Odu: OBALUAYE - OXALÁ - OGUN.


PERSONALIDADE: São pessoas comunicativas e fácil amizade, são sempre traídos por amigos, são sentimentais, tem forte poder intuitivo e psíquico. Quando espiritualizadas atingem posição de destaque na vida. Fora isso levam a vida em duras penas, tendo dificuldade de conviver com os impulsos. São desconfiados e ciumentos, possuem sorte para o jogo. Gostam de adivinhar.


“Conta-se à história de um homem que era escravo e um dia se viu abraçado em um eminente perigo. Este homem foi amarrado por dele terem dito que cometera um crime. Segundo as leis daquela terra, botaram o homem num caixão grande todo pregado e deitaram a caixa rio abaixo. por uma dessas coincidências que sempre acontecem no destino das criaturas, a correnteza lançou o caixão na praia duma cidade cujo rei estava morto e enterrado, e onde os súditos ainda estavam guardando luto. Acontece que ali haviam muitos príncipes com direito a sucessão imediata, mas sobre todos pesava alguma grave acusação, de forma que não se sabia como haviam de decidir o complicadíssimo problema da sucessão do rei morto, como nunca jamais acontecera na história do dito povo. Depois de muito cogitar do assunto, foi decidido que marcassem um prazo para surgisse uma pessoa estranha àquela nação que assumiria o governo e seria o rei daquela terra daí em diante. Dito e feito. Esse homem, que tinha antes do cativeiro feito uma oferenda que o Babalaô determinara, veio ele se esbarrar, dentro do caixão, na praia de Ibim, onde o acolheram e imediatamente o elegeram rei daquele povo. Assim ficou ele sendo o venturoso rei de uma nação, onde só o destino (odu) poderia dar tamanha sorte.”




8. EJÌONÍLE

Orixás correspondentes a este Odu: OXAGUIÃ E TODOS OS ORIXÁS


PERSONALIDADE: São pessoas trabalhadoras, gostam de tudo rápido, exige anseio, limpeza; pessoas impulsivas; pessoas de espírito livre; enjoam de tudo facilmente; paixões violentas. São curiosos, adoram viajar.


“Naquele tempo, mandaram todas as árvores fazerem oferendas a Olorum (Deus Supremo), mas nenhuma deu importância ao conselho. Somente a cajazeira fez a oferenda. Daí por diante, todas as árvores morreram sem delongas quando estavam deitadas, exceto a cajazeira, que mesmo deitada, caída ao chão, sempre grela e renasce.”


9. ÒSÁ

Orixás correspondentes a este Odu: YEMANJÁ - YANSÃ


PERSONALIDADE: São pessoas autoritárias, teimosas, brigonas; tendem a ter discórdias e rancores, possuem boas intuições e são voltados a grandes projetos de realização pessoal. São daquelas pessoas que só acreditam vendo, porém quando acreditam possuem forte tendência a lidar com o espiritual são muito críticos metódicos e individualistas. Oxalá protege muito os seus filhos.


“Conta-se que no princípio mandaram Orumilá fazer uma oferenda citada, porém, ele não o fez. Orixalá, sim, fez tudo conforme havia sido determinado. Num certo dia, veio muita gente que fugia apavorada, mas o chefe e maioral do lugar, como deveria ser, recebeu todos e os salvou das perseguições e eles, em gratidão, entregaram-lhe tudo de valor que cada um trazia consigo, assim Orixalá ficou muito próspero no devido tempo. Ou quando chegara sua vez de ter tal fortuna.”



10. ÒFÚN

Orixás correspondentes a este Odu: OXALÁ - OBALUAYE


PERSONALIDADE: São pessoas importantes com grande senso comunitário e de profundo saber prático, experientes, rancorosos, teimosos, vingativos, com senso de justiça muito imparcial, tendem obter sucesso após meia idade. São envelhecidos internamente, aparentam possuir muita calma e paciência. O sucesso material depende do sucesso espiritual.



“Um dia foi marcado uma reunião entre todos os orixás, cada um tratou de realizar as oferendas especificas afim que tudo transcorresse muito bem, Orixalá tratou logo de preparar a sua. Findando a feitura da oferenda, entregaram a Orixalá panos brancos para ele fazer um vestuário e penas de papagaio da costa para ele colocar em sua cabeça. Assim feito tudo, chegou o dia da grande reunião em que todos os orixás se apresentaram. Orixalá apareceu de uma forma tão maravilhosa em suas vestes novas, como se fosse iluminado pelos raios do sol. Assim, todos foram se curvando diante de tamanho brilho da aurora nascente, juraram fidelidade e lhe deram tudo o que possuíam, com a palavra de o adorarem para sempre.”



11. ÒWÓRÍN


Orixás correspondentes a este Odu: YANSAN - EXÚ


PERSONALIDADE: São pessoas de certa forma 'perigosas", obstinados por sucesso, felizes quando buscam profissões liberais que atuam junto ao público. Possuem muita energia, disposição; estão em constante movimento, agito. São muito nervosos. Possuem sorte na vida, porém são extremamente vingativos e defendem-se atacando.




“Em certo dia, uma mulher muito fiel aos Orixás fora numa fonte lavar roupa levando consigo sua criancinha. Lá havia outra mulher invejosa que, vendo que ela estava distraída com a sua ocupação, tentou lançar a criancinha da outra numa bacia d'água. mas outra mulher ainda, ouvindo o chorinho da criança, correu para ali e a tirou de dentro d'água, salvando-a do perigo, antes mesmo de sua mãe se dar conta do horror que acontecia. Assim se vê o ponto onde uma pessoa má pode chegar, e também o quanto podemos contar com a ajuda e proteção através de oferendas específicas.”



12. EJÍLÀSEGBORA

Orixás correspondentes a este Odu: XANGÔ


PERSONALIDADE: São pessoas barulhentas, intrigantes, gostam de intrigas, orgulhosas, vaidosas ao extremo, prepotentes, autoritários, volúveis e sovinas. Gostam de manipular as pessoas e as situações. Possuem forte tendência a obter altas posições na sociedade, possuem tendências a vícios, difícil de se arrepender de suas atitudes, a vitória faz parte de sua vida, venha como vier. Porém também não estão livres do fracasso, pois assim como se sobe, também se pode descer.


13. EJÍOLOGBÓN


Orixás correspondentes a este Odu: NANÃ - OBALUAYE


PERSONALIDADE: São teimosos, rancorosos, humildes, impacientes, zelosos, dóceis, conservadores; possuem difícil trato, são bastante introspectivos. Em geral são pessoas com temperamento e aparência de pessoas mais velhas. Tem pavor da morte. Aparentam possuir uma felicidade que na verdade inexiste.


14. IKÁ

Orixás correspondentes a este Odu: OXUMARÉ - OSSAIN


PERSONALIDADE: Fazem boas amizades, são desconfiados, traiçoeiros, possuem muita sorte relacionado ao dinheiro; são muito ativas, estão sempre em movimento (ação); são pessoas equilibradas, preocupam-se com o bem estar de outrem, possuem muita liderança e facilidade de aprendizado, portanto adoram aprender e a ler (inteligentes).




15. OGBÈÒGÙNDÁ

Orixás correspondentes a este Odu: OBÁ - EWÁ

PERSONALIDADE: São pessoas com grandes dificuldades em relacionamentos amorosos, levam vida agitada, são batalhadoras; possuem personalidade forte e exigente. São muitas vezes incompreendidas e vingativas. Também são muito trabalhadoras e, portanto são favorecidas nos negócios (com pouco lucro, sucesso), mas com muita luta tendem a vencer.




16. ALÁFIA

Não possui regência de Orixá definida. Portanto não pode ser associado a nenhum Orixá.


PERSONALIDADE: São pessoas que alcançam triunfo em tudo, lucros, heranças, viagens, felicidade, boas propostas. São pessoas que sempre precisam de orientação espiritual, pois a aflição lhe é aparente.


Obs: Dando este odu pela soma da data de seu nascimento, somente poderá ver seu orixá através de consulta a Ifá.